dezembro, 2025

Nossa Visão 29/12/2025

A semana foi mais tranquila por causa dos feriados, mas trouxe sinais importantes para o cenário econômico. No Brasil, a inflação medida pelo IPCA-15 segue dentro do intervalo da meta, enquanto o mercado mantém a expectativa de juros elevados e crescimento moderado do PIB em 2025. A Bolsa teve oscilações leves, influenciada pela menor liquidez típica do período, e o dólar acompanhou a volatilidade de fim de ano, com projeções indicando leve valorização da moeda americana.
No cenário internacional, os dados da China reforçaram um quadro de desaceleração, com inflação muito baixa e lucros industriais fracos, o que afeta o comércio global. Nos Estados Unidos, mesmo sem novos indicadores, o mercado continua reagindo aos cortes de juros promovidos pelo Federal Reserve ao longo de 2025. Já na Zona do Euro, a semana foi estável, com mercados fechados e projeções de crescimento moderado.






Inflação – prévia do IPCA-15

Registramos uma alta de 0,25% no mês e um acumulado de 4,41% em 12 meses, dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central. Isso indica que os preços ainda sobem, porém em ritmo compatível com o que o mercado esperava e sem aceleração preocupante no curto prazo.



Juros – mantiveram a Selic em 15%

Não houve reunião do Copom nesta semana, mas o destaque doméstico ficou por conta das expectativas do mercado, que foram atualizadas no Boletim Focus. Nele, analistas reduziram ligeiramente a projeção de inflação para 2025 (de 4,36% para 4,33%) e mantiveram a previsão de que a Selic terminará o ano em 15,00%.



Crescimento Econômico – moderação econômica

Ainda que a semana contasse com poucos dados por causa do período de Natal, o mercado segue acompanhando projeções de crescimento mais moderado para a economia. Segundo expectativas compiladas no Focus, o PIB deve crescer cerca de 2,26% em 2025, um ritmo que reflete as condições atuais de juros altos e consumo mais contido, contribuindo para a moderação econômica observada ao longo do ano.



Bolsa de Valores: Bolsa de Valores: movimentos mistos

No início da semana, o Ibovespa fechou em leve baixa na segunda-feira, com queda de cerca de 0,21%, refletindo cautela de investidores em um mercado mais tranquilo por causa do feriado de Natal. Na terça-feira, houve um repique positivo de aproximadamente 1,33%, com ganhos em setores como consumo e imobiliário, mostrando alguma resiliência mesmo em um cenário de menor liquidez. Em termos gerais, o movimento da Bolsa na semana foi moderado e influenciado pela menor volume de negociações, típico deste período do ano.



Dólar: liquidez reduzida

O câmbio acompanhou o cenário de liquidez reduzida e volatilidade típica de fim de ano. Segundo projeções do mercado, o dólar deve encerrar 2025 em cerca de R$ 5,43, conforme divulgado no Boletim Focus, o que reflete uma expectativa de leve valorização relativa da moeda americana em relação ao real em comparação com as semanas anteriores.



Cenário internacional: dados de atividade na China

A economia da China vem passando por um período de desaceleração em 2025. O crescimento do PIB deve ficar entre 2,5% e 3,0% no ano, bem abaixo da meta tradicional próxima de 5%, indicando um ritmo mais fraco de expansão. Essa desaceleração ocorre porque o consumo interno perdeu força, os investimentos diminuíram e o setor imobiliário continua em crise, afetando empresas, famílias e governos locais.


Além disso, os números mais recentes mostram inflação muito baixa, crescimento moderado da produção industrial (cerca de 4,8%) e uma queda expressiva nos lucros das indústrias, em torno de 13%, o que sinaliza menor demanda e dificuldade das empresas em gerar resultados. Esse cenário impacta a economia global, pois a China é uma das principais compradoras de produtos e matérias-primas, influenciando diretamente o comércio internacional e os preços no mundo inteiro.


Por outro lado, nos Estados Unidos, a semana do Natal teve poucos indicadores, mas o mercado continuou reagindo às informações já divulgadas e aos cortes de juros feitos pelo Federal Reserve ao longo de 2025, que seguem moldando as expectativas para o início do próximo ano.


Por fim, na Zona do Euro, o período também foi tranquilo, com agenda econômica reduzida e mercados fechados. As projeções seguem indicando crescimento moderado, enquanto o Banco Central Europeu manteve os juros estáveis e não trouxe novidades relevantes.



Conclusão

A semana foi marcada por uma agenda econômica mais curta, em razão do período de Natal, mas trouxe informações relevantes para a leitura do cenário econômico. No Brasil, a prévia da inflação (IPCA-15) registrou alta de 0,25% no mês e 4,41% em 12 meses, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta. As expectativas do mercado indicam juros elevados, com a Selic projetada em 15,00%, e crescimento moderado do PIB, estimado em 2,26% para 2025, refletindo um ambiente de cautela e ajuste gradual da economia.


Nos mercados financeiros, a Bolsa de Valores apresentou movimentos moderados, influenciada pela menor liquidez típica de fim de ano, enquanto o dólar seguiu volátil, com projeções apontando cotação próxima de R$ 5,43 ao final de 2025. No cenário internacional, a China continuou mostrando sinais de desaceleração, com inflação baixa e lucros industriais fracos, o que afeta o comércio global. Já Estados Unidos e Zona do Euro tiveram uma semana mais tranquila, sem novos indicadores relevantes, com os mercados ainda reagindo a decisões de política monetária tomadas ao longo do ano.


De forma geral, o período reforça um cenário de estabilidade com cautela, sem mudanças estruturais importantes, destacando a importância de acompanhamento contínuo dos indicadores e de planejamento responsável, especialmente na gestão de recursos públicos



Estrutura de Alocação de Recursos

A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.


A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.


A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.


A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.


Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.



Nossa Visão 22/12/2025

O cenário foi marcado por poucas novidades relevantes, algo comum no encerramento do ano. Ainda assim, alguns pontos mereceram atenção, como a divulgação da Ata do Copom, os dados de atividade econômica no Brasil, o comportamento da Bolsa e do dólar e informações vindas da China. Este relatório reúne esses temas de forma organizada e didática, oferecendo uma visão geral do momento econômico e servindo como base para análise, planejamento e tomada de decisão.





Ata do COPOM – Comitê de Política Monetária – Prudência com o cenário fiscal


Na semana, o Banco Central divulgou a Ata da reunião do Copom realizada nos dias 9 e 10 de dezembro, que explicou a decisão de manter a taxa Selic em 15,00% ao ano. O documento reforça que, apesar de a inflação apresentar sinais de desaceleração e a atividade econômica mostrar crescimento mais moderado, os preços ainda estão acima da meta e as expectativas seguem sensíveis. Por isso, o Comitê entende que é necessário manter uma política de juros restritiva por mais tempo, evitando cortes prematuros.


A ata também destaca preocupações com o cenário fiscal e com o ambiente internacional, que ainda traz incertezas, especialmente em relação à economia dos Estados Unidos. Segundo o Copom, esses fatores exigem cautela adicional na condução da política monetária. Em resumo, a mensagem do Banco Central é de prudência: reconhecer os avanços no controle da inflação, mas manter os juros elevados até que haja maior segurança de que a inflação caminhe de forma consistente para a meta.


Atividade econômica no Brasil


Durante a semana, o principal dado econômico divulgado no Brasil foi o IBC-Br de outubro, indicador calculado pelo Banco Central que serve como uma prévia do PIB. O resultado apontou queda de 0,2% em relação a setembro, indicando que a economia brasileira perdeu um pouco de ritmo. Esse movimento está diretamente relacionado ao nível elevado dos juros, que reduz o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Na prática, o dado reforça a leitura de desaceleração gradual da atividade econômica no final do ano.


Expectativas do mercado


No início da semana, também foi divulgada a atualização do Boletim Focus, que reúne as expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. As projeções não apresentaram mudanças significativas, mantendo o cenário já conhecido: inflação ainda acima da meta, juros elevados e crescimento econômico mais moderado. Esse conjunto de expectativas ajudou a manter um ambiente de cautela ao longo da semana, sem gerar movimentos bruscos nos mercados.


Bolsa de Valores: forte oscilação


O Ibovespa começou a semana em alta, mas acabou devolvendo parte dos ganhos nos dias seguintes, refletindo uma postura mais cautelosa dos investidores. No fim da semana, o índice fechou perto de 158 mil pontos, acumulando queda de cerca de 1,4%. Essas oscilações mostram um mercado mais sensível às notícias e ao cenário internacional, algo comum no fim do ano, quando o volume de negociações diminui e os investidores ajustam suas posições, no curto prazo.


Dólar: patamar elevado ao longo da semana


Apresentou alta no acumulado, oscilando entre R$ 5,38 e R$ 5,55, e encerrou o período com valorização próxima de 2,2% frente ao real. Essa alta semanal do dólar frente ao real costuma ocorrer em momentos em que há maior cautela por parte dos investidores, influenciada pela menor liquidez do mercado no fim de ano e pela necessidade de ajuste de posições antes do início de um novo ciclo econômico no ano seguinte. Além disso, fatores externos, como política monetária internacional e fluxo de capitais, também ajudam a explicar a valorização da moeda americana no período.


Cenário internacional: dados de atividade na China


Divulgados no começo da semana, os números mostraram crescimento da produção industrial em torno de 4,9% e das vendas no varejo em aproximadamente 2,9%, indicando alguma recuperação da atividade. Por outro lado, os preços dos imóveis continuaram em queda, cerca de 2,2%, e a taxa de desemprego ficou próxima de 5,1%, evidenciando que a economia chinesa segue crescendo de forma desigual. Esses dados influenciaram o humor dos mercados globais, especialmente por causa da importância da China para o comércio mundial.


Por fim, os Estados Unidos e Zona do Euro quase não divulgaram dados econômicos importantes. Sem novidades, os mercados ficaram estáveis, mas cautelosos, mantendo o cenário já conhecido de pouco crescimento e ajustes de expectativas típicos do fim de ano.



Conclusão

A semana foi marcada por um ambiente de cautela e poucas novidades econômicas, típico do período de encerramento do ano. No Brasil, o principal destaque foi o IBC-Br, que apontou desaceleração da atividade econômica, refletindo os efeitos dos juros elevados sobre consumo e investimentos. As expectativas do mercado permaneceram estáveis, sem alterações relevantes no cenário de inflação, crescimento e juros, reforçando a leitura de continuidade do quadro atual.


Nos mercados financeiros, a Bolsa apresentou oscilações e queda no acumulado da semana, enquanto o dólar permaneceu em patamar elevado, influenciado pela menor liquidez de fim de ano e por fatores externos. No cenário internacional, os dados da China mostraram sinais mistos de recuperação, enquanto Estados Unidos e Zona do Euro não trouxeram novas informações capazes de alterar o panorama já conhecido. De forma geral, o período reforça a importância de prudência, acompanhamento constante dos indicadores econômicos e visão de médio e longo prazo, especialmente na gestão de recursos públicos, em um contexto de ajustes graduais e estabilidade com cautela.


Estrutura de Alocação de Recursos


A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.


A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.


A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.


A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.


Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.



Nossa Visão 15/12/2025

A semana foi marcada por informações importantes sobre inflação, juros e mercado financeiro, tanto no Brasil quanto no exterior. Em termos gerais, o cenário mostrou uma economia que segue em processo de ajuste: a inflação dá sinais de desaceleração, os juros permanecem elevados e os mercados continuam reagindo com cautela às incertezas internas e externas.





1. Inflação no Brasil: desaceleração gradual


Em novembro, o IPCA ficou em 0,18% no mês, segundo o IBGE. Com esse resultado, o acúmulo em 12 meses chegou a 4,46% em 12 meses. Esse número confirma que os preços continuam subindo, mas em um ritmo mais moderado do que o observado em períodos anteriores. Em termos simples, a inflação ainda existe, porém está mais controlada, o que melhora a previsibilidade para famílias, empresas e para o setor público.


2. Juros no Brasil: Selic permanece elevada


Na semana, a taxa Selic foi mantida em 15,00% ao ano, reforçando a estratégia de manter juros elevados por mais tempo. Juros altos ajudam a conter a inflação, mas também reduzem o ritmo da atividade econômica. A leitura predominante é que cortes na Selic só devem ocorrer ao longo de 2026, caso a inflação continue desacelerando e as expectativas permaneçam bem sustentadas.


3. Bolsa de Valores: recuperação com volatilidade


No início do período, o Ibovespa operou próximo de 158 mil pontos, mostrando recuperação após as quedas anteriores. Ao longo da semana, o índice chegou a se aproximar novamente de 160 mil pontos, mas encerrou os pregões com variações diárias expressivas.
Esse comportamento reflete um mercado ainda sensível a notícias econômicas, fiscais e externas. Em momentos como este, é comum observar movimentos de realização de lucros após altas recentes.


4. Dólar: segue elevado e sensível a notícias


O dólar apresentou variações durante a semana, oscilando em torno de R$ 5,42 a R$ 5,46, refletindo tanto fatores internos quanto externos. A moeda segue influenciada pelo cenário fiscal doméstico e pelas decisões de política monetária internacional.

Apesar das oscilações diárias, o câmbio permanece em patamar elevado, o que impacta preços de produtos importados e pressiona custos em alguns setores da economia.


5. Cenário internacional: decisões nos EUA influenciam mercados


O corte de juros americano de 0,25 ponto percentual, levando o intervalo para 3,50% a 3,75% ao ano, foi um dos principais acontecimentos da semana. A decisão indica que a maior economia do mundo começa a aliviar sua política monetária, mas com cautela. Ao mesmo tempo, outras regiões, como a Europa e a China, continuam enfrentando desafios de crescimento, o que mantém o ambiente internacional mais incerto. Esse cenário global influencia diretamente o Brasil, seja por meio do câmbio, seja pelo comportamento dos investidores.



Conclusão

A semana foi marcada por sinais de ajuste gradual da economia, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. No ambiente doméstico, a inflação mostrou desaceleração, com o IPCA de novembro em patamar moderado, embora ainda acima da meta, o que reforça a necessidade de manutenção de uma política monetária cautelosa. Por esse motivo, os juros seguem elevados, priorizando o controle dos preços e a estabilidade econômica.

No mercado financeiro, a Bolsa e o dólar apresentaram oscilações, refletindo a sensibilidade dos investidores às decisões de política monetária, aos dados econômicos e às incertezas fiscais e externas. No cenário internacional, o início do processo de redução de juros nos Estados Unidos trouxe impactos relevantes sobre os mercados globais, mas foi acompanhado de sinalizações de cautela, mantendo um ambiente de incerteza.

De forma geral, o período reforça a importância de acompanhar continuamente os indicadores econômicos e de manter uma visão de médio e longo prazo. O cenário atual ainda exige prudência e planejamento, especialmente para a gestão de recursos públicos, em um contexto em que estabilidade, previsibilidade e sustentabilidade financeira seguem sendo fundamentais.


Estrutura de Alocação de Recursos


A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.


A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.


A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.


A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.


Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.



Nossa Visão 08/12/2025

Na primeira semana de dezembro, o cenário econômico trouxe algumas informações importantes sobre o andamento da economia brasileira e internacional. A semana foi marcada por indicadores que mostram uma economia desacelerando, mas ainda estável, ao mesmo tempo em que o mercado financeiro passou por grandes oscilações.






Como está a economia brasileira?

O IBGE divulgou o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) referente ao terceiro trimestre de 2025, e o crescimento foi praticamente zero, apenas 0,1% comparado ao trimestre anterior. Isso significa que a economia está andando, mas em ritmo bem lento.


Os setores tiveram comportamentos diferentes:
• Serviços, crescimento modesto de 0,1%, mas seguem como motor da economia.
• Indústria teve um resultado um pouco melhor, com expansão de 0,8%.
• Agronegócio alta moderada de 0,4%, após anos de safras excepcionais.



E a inflação? Está melhorando?

O último dado oficial divulgado pelo IBGE mostra que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, foi de 0,20% em novembro de 2025. Esse resultado é menor do que o registrado em meses anteriores, o que indica que o ritmo de alta dos preços está diminuindo.


Com essa leitura, a inflação acumulada no ano chegou a 4,15%, e no período de 12 meses ficou em 4,50%, demonstrando uma trajetória gradual de desaceleração. Isso significa que, embora os preços ainda estejam subindo, eles estão aumentando mais lentamente do que antes.


Ainda não há divulgação oficial do IPCA-15 referente a dezembro, mas as projeções de mercado sugerem que a tendência é de continuidade nessa queda gradual. Se esse cenário se confirmar, teremos uma inflação mais controlada ao longo dos próximos meses, o que favorece o planejamento financeiro de famílias, empresas e instituições públicas.



Por que os juros ainda estão altos?

A taxa Selic continua em 15% ao ano, o maior patamar dos últimos anos. O Banco Central mantém os juros altos para continuar controlando a inflação.


Com juros altos:
• Empréstimos e financiamentos ficam mais caros.
• As pessoas consomem menos.
• Empresas investem com mais cautela.


Isso ajuda a evitar que os preços subam rapidamente.


A expectativa do mercado e de economistas é de que a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, comece a ser reduzida em início de 2026. Projeções convergem para que o primeiro corte venha já em janeiro ou março, dependendo de como evoluírem a inflação e a atividade econômica.



O que aconteceu com a Bolsa?

A Bolsa teve uma semana intensa.
• No início, bateu recordes históricos: 164.455 pontos e alcançou níveis nunca registrados.
• Já no final da semana, caiu mais de 4% em um único dia com fechamento em 157.369 pontos.



Por que essa oscilação?

Esse comportamento mostra que o mercado acionário segue sensível a mudanças no ambiente econômico e político, com investidores alternando entre momentos de maior apetite ao risco e períodos de realização de lucros e cautela. Em semanas como esta, movimentos bruscos são comuns e fazem parte do funcionamento natural de mercados que já operavam em níveis historicamente elevados.



E o dólar, por que está alto?


O dólar ficou na faixa entre R$ 5,34 e R$ 5,45 durante a semana.

Isso acontece porque o Brasil ainda enfrenta desafios ligados ao cenário político e fiscal, e investidores tendem a buscar proteção em moeda forte quando percebem risco.



Quanto maior a incerteza, maior tende a ser o valor do dólar.


O que está acontecendo no mundo?

No exterior, vimos três movimentos relevantes:
• Nos Estados Unidos, o banco central pode anunciar mais um corte de juros, mas ainda fala em cautela.
• Na Europa, a economia segue fraca.
• Na China, o governo discute novas medidas para estimular o crescimento.


Além disso, a Índia cortou juros, sinalizando que alguns países já estão entrando em ciclo de redução das taxas.


Esses movimentos impactam o Brasil, porque vivemos em uma economia global conectada.



Conclusão

A semana foi marcada por sinais de desaceleração da economia brasileira, refletidos no resultado modesto do PIB e na manutenção dos juros elevados. Apesar disso, a inflação segue em trajetória de alívio gradual, o que indica que as políticas atuais continuam surtindo efeito. A volatilidade observada na Bolsa e a valorização do dólar mostram que o mercado ainda reage com sensibilidade a mudanças no ambiente fiscal, político e externo.


No cenário internacional, prevalece um ambiente misto: alguns países já iniciam cortes de juros para estimular a atividade econômica, enquanto outros mantêm postura cautelosa diante de riscos persistentes. Esse contexto global, combinado às incertezas domésticas, reforça a importância da interpretação cuidadosa dos indicadores e da observação das tendências de médio e longo prazo.


De forma geral, o momento exige acompanhamento contínuo e atenção a variáveis como inflação, política monetária, atividade econômica e fluxo internacional. A leitura consolidada desta semana aponta para um quadro de transição, com desafios relevantes, mas também com sinais de estabilidade gradual — cenário típico de economia ajustando ritmo após períodos prolongados de aperto monetário.



Estrutura de Alocação de Recursos

A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.


A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
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A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.


A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.


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