RETROSPECTIVAS
O banco central chinês (PBoC na sigla em inglês) decidiu pela manutenção das taxas de juros no atual patamar, mínimo histórico, diante de um ambiente econômico frágil. A taxa de 1 ano ficou em 3,0% e a de 5 anos em 3,5%, ambas sem mudanças desde os cortes de maio. A decisão vem em meio a uma desaceleração da atividade doméstica, marcada pelo menor ritmo da produção industrial em um ano e pela fraqueza nas vendas do varejo, ao mesmo tempo em que a melhora parcial no fluxo de crédito e os sinais de trégua na disputa comercial com os EUA reduzem a pressão por novos cortes imediatos.
No Brasil, ao comparar a ata de julho com a última ata de setembro, nota-se que o Copom manteve a avaliação de um cenário externo incerto, sobretudo por conta da política econômica dos EUA e suas repercussões sobre comércio, inflação e juros. Em ambas, o Comitê reforçou a necessidade de cautela diante da volatilidade global e das tensões geopolíticas.
Internamente, o diagnóstico também se manteve: a economia apresenta moderação gradual no crescimento, com mercado de crédito enfraquecido, enquanto o mercado de trabalho segue robusto, sustentando pressões sobre a inflação de serviços. A projeção de inflação permaneceu acima da meta, ainda em 4,8% para 2025 e 3,6% para 2026, com expectativas desancoradas, exigindo política monetária firme.
A diferença central está no tom. Na ata de julho, o Copom enfatizou que ainda era cedo para confirmar a eficácia do ciclo de aperto, destacando forte desconforto com expectativas desancoradas e sinalizando necessidade de juros elevados por um período prolongado. Já na ata de setembro, o Comitê mostrou maior confiança de que o cenário delineado está se materializando, com alguma melhora em expectativas e inflação corrente, além do câmbio mais favorável. Ainda assim, reforçou que manter a Selic em 15% por um período prolongado é essencial, mas abriu espaço para avaliar, em reuniões futuras, se o nível atual será de fato suficiente para garantir a convergência da inflação, sem descartar retomada de alta caso os riscos se materializem.
Ainda no Brasil, o IBGE informou que o IPCA-15 subiu 0,48% em setembro, revertendo a queda de 0,14% registrada em agosto e ficando um pouco abaixo das expectativas de 0,51%. A alta foi puxada principalmente por Habitação, com forte elevação na energia elétrica residencial após o fim dos descontos do Bônus de Itaipu, além de aumentos em segmentos como Vestuário, Saúde e Educação. Por outro lado, os grupos Alimentação e Bebidas, Transportes e Habitação residencial (exceto energia) registraram variações negativas.
Nos EUA, o PMI composto recuou para 53,60 pontos em setembro, abaixo das expectativas e do nível de agosto, mostrando perda de fôlego. Tanto serviços quanto indústria cresceram em ritmo mais lento, com arrefecimento de novos pedidos e contratações mais contidas. Os custos de insumos dispararam ao maior nível em quatro meses, pressionados por tarifas, mas as empresas tiveram dificuldade em repassar preços diante da demanda fraca e da maior concorrência.
Também nos EUA, o principal índice de inflação observado pelo Fed, o PCE avançou 0,3% no mês de agosto e 2,7% em 12 meses, enquanto o núcleo (que exclui alimentos e energia) variou 0,2% mensalmente e acumula alta de 2,9% no ano. As leituras apuradas foram em linha com as expectativas e a leitura cheia em 12 meses foi a maior em seis meses.
Ao longo da semana, no Brasil teremos divulgação do IGP-M de setembro e do relatório do mercado de trabalho CAGED (segunda feira) e a taxa de desemprego (terça feira).
Nos EUA, teremos bateria de dados do mercado de trabalho, com o JOLTS de agosto (terça feira), Payroll e taxa de desemprego (sexta feira). Ainda nos Estados Unidos Teremos PMI industrial (quarta feira) e de serviços (sexta feira).
Nas outras regiões, os PMIs chineses referente a setembro será divulgado na segunda feira, além da inflação ao consumidor da Zona do Euro de setembro, na quarta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longuíssimas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS, e que por isso recomendamos diminuição gradativa em fundos atrelados ao IMA-B5+.
Outrora, enxergamos que o fechamento da ponta longa da curva pode trazer ganho para o RPPS, por isso recomendamos o retorno de alocação para ativos vinculados ao IMA-B e IMA-Geral no que representar até 5% da carteira. Entendemos que exposições sobrealocadas em durations mais longas podem trazer mais riscos.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longuíssimo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição até que enxerguemos maiores condições de alfa para este modelo estratégico.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto da Selic, recomendamos cautela em relação a ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Entre os destaques da última semana, tivemos o índice brasileiro que é tratado como uma prévia do PIB, o IBC-Br, que caiu 0,5% em julho de 2025 em comparação com o mês anterior. Este é o terceiro mês seguido de retração, além de ter sido abaixo das expectativas do mercado (−0,2%). Apesar desse recuo mensal, o IBC-Br ainda mostra um crescimento de 1,1% em relação ao ano anterior. A queda mensal reflete o impacto dos juros altos sobre consumo, crédito e atividade econômica em vários setores, sinalizando uma moderação mais forte do que muitos esperavam para o segundo semestre.
Na decisão brasileira da super quarta, o Copom considerou que a manutenção da Selic em 15% por um período prolongado é a estratégia mais adequada para assegurar a estabilidade dos preços, mas sinalizou que eventuais ajustes não estão descartados caso o cenário econômico se desvie das projeções atuais.
No comunicado, foi chamado a atenção para o cenário internacional de elevada incerteza, marcado por riscos geopolíticos, tensões comerciais e volatilidade na condução das políticas monetárias globais. Esses fatores, somados a potenciais fragilidades internas como pressões fiscais, instabilidade cambial e desancoragem das expectativas, podem adicionar pressão inflacionária.
Nos Estados Unidos, o Fed anunciou redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que agora encontra-se entre 4% e 4,25% ao ano. O movimento era amplamente esperado pelo mercado. A decisão foi pautada na desaceleração no mercado de trabalho, porém sem abrir mão do combate à inflação. Um quesito que ganhou holofotes foi a divergência dentro do Comitê, uma vez que um dos diretores (Stephen Miran) votou pelo corte de 0,50 ponto percentual.
Já na Zona do Euro, a inflação anual medida pelo CPI ficou no patamar de 2,0% no mês de agosto, repetindo o valor de julho e alinhada à meta estabelecida pelo Banco Central Europeu. Já o núcleo da inflação, que exclui energia, alimentos não processados, álcool e tabaco, manteve-se em 2,3%, o que pressiona os membros do BCE a acompanharem o cenário com cautela.
Entre os componentes, alimentos, álcool e tabaco continuaram exercendo influência significativa, apesar de uma leve queda nos ritmos de alta. Preços de energia seguiram em queda anual, embora menos intensamente do que em meses anteriores, atenuando seu efeito de arraste sobre o índice geral.
Para a panultima semana de setembro, teremos decisão de política monetária na China, seguida pelas divulgações da terça feira com a ata da última reunião do Copom, e os PMIs do setor manufatureiro e de serviços dos Estados Unidos referentes ao mês de setembro. Na quinta feira sairá a prévia da inflação brasileira de setembro, representada pelo IPCA-15, e o principal indicador de inflação observado pelo Fed, o PCE de agosto, na sexta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longuíssimas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS, e que por isso recomendamos diminuição gradativa em fundos atrelados ao IMA-B5+.
Outrora, enxergamos que o fechamento da ponta longa da curva pode trazer ganho para o RPPS, por isso recomendamos o retorno de alocação para ativos vinculados ao IMA-B e IMA-Geral no que representar até 5% da carteira. Entendemos que exposições sobrealocadas em durations mais longas podem trazer mais riscos.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longuíssimo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição até que enxerguemos maiores condições de alfa para este modelo estratégico.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto da Selic, recomendamos cautela em relação a ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Na última semana, tivemos uma bateria de dados de inflação divulgados ao redor do mundo. Na China foi registrado mais uma leitura negativa da inflação ao consumidor, sob a leitura anual, com o CPI caindo 0,4% em relação a agosto de 2024. O recuo foi puxado principalmente pelos alimentos, que despencaram 4,3% devido à ampla oferta, custos de produção menores e demanda enfraquecida. A leitura mensal do índice cheio apresentou estabilidade. Em contrapartida, a inflação subjacente (núcleo) avançou 0,9% em 12 meses.
Sob a ótica do produtor, os preços recuaram 2,9% em agosto em comparação com 2024, menor ritmo de queda desde abril. Apesar disso, o resultado manteve a sequência de 35 meses de deflação de fábrica, evidenciando fragilidade na demanda interna e impactos das tensões comerciais. Custos de insumos como mineração, matérias-primas e processamento seguiram em queda, embora em ritmo menos intenso, enquanto os preços de bens de consumo permaneceram pressionados.
Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor (CPI) acelerou para 2,9% ao ano, maior nível desde janeiro, puxada por alimentos, veículos e pela reversão da queda nos custos de energia. No mês, o CPI subiu 0,4%, a maior alta desde janeiro, superando as expectativas do mercado, com pressões concentradas em habitação (+0,4%), alimentos (+0,5%) e energia (+0,7%), além de aumentos em passagens aéreas e vestuário. Apesar disso, o núcleo permaneceu em 3,1% no acumulado em 12 meses, com ganhos mensais de 0,3%, mostrando que a pressão principal continua vinda de itens voláteis.
Já os preços ao produtor dos Estados Unidos surpreenderam com queda de 0,1% em agosto, abaixo das expectativas. No acumulado em 12 meses, o PPI desacelerou para 2,6%, e o núcleo também perdeu força para 2,8%. O contraste entre a inflação ao consumidor e o recuo dos preços ao produtor sugere pressões inflacionárias ainda presentes no varejo, mas com sinais de alívio no atacado.
No Brasil, o IPCA recuou 0,11% em agosto, após alta de 0,26% em julho, refletindo queda nos preços de habitação, alimentos e transportes, que juntos têm grande peso no índice. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 5,13%, ainda superior ao teto da meta. Segundo o IBGE, houve arrefecimento em itens como alimentos, habitação e transportes, enquanto roupas, saúde, despesas pessoais e educação mostraram avanço.
Na Europa, o BCE manteve suas taxas de juros inalteradas, com inflação próxima da meta de 2%. As estimativas apontam que a inflação geral ficará em torno de 2% em 2025 com possível queda para os anos seguintes. O crescimento foi revisado para cima em 2025, mas tendencia de queda em 2026. O conselho reiterou a estratégia de decisões graduais e guiadas por dados, e Christine Lagarde destacou que o processo de desinflação já foi concluído e que os riscos de crescimento na região estão mais equilibrados.
Para esta semana, além da prévia do PIB brasileiro, representado pelo IBC-BR que será divulgado na segunda feira, teremos também a super quarta com decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Ainda na quarta feira, teremos a inflação ao consumidor da Zona do Euro.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longuíssimas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS, e que por isso recomendamos diminuição gradativa em fundos atrelados ao IMA-B5+.
Outrora, enxergamos que o fechamento da ponta longa da curva pode trazer ganho para o RPPS, por isso recomendamos o retorno de alocação para ativos vinculados ao IMA-B e IMA-Geral no que representar até 5% da carteira. Entendemos que exposições sobrealocadas em durations mais longas podem trazer mais riscos.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longuíssimo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição até que enxerguemos maiores condições de alfa para este modelo estratégico.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto da Selic, recomendamos cautela em relação a ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Na bateria de dados de inflação da Zona do Euro, a inflação ao consumidor de agosto subiu para 0,2% no mês, após estabilidade no mês anterior, levando a taxa anual para 2,1%. A alta foi sustentada por alimentos não processados, que avançaram 5,5%, enquanto a energia continuou em queda, mas em ritmo menor (-1,9%).
Já o núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, ficou em 2,3% pelo quarto mês consecutivo. No mês a alta foi de 0,3% após queda de 0,2% em julho. Essa resiliência pode gerar divisões dentro do Banco Central Europeu: parte do conselho pode enxergar espaço para cortes de juros ainda este ano, enquanto outra pode defender cautela diante da persistência da pressão inflacionária.
Já a inflação de preços ao produtor na zona do euro subiu 0,4% em julho. Os bens não duráveis ficaram estáveis e os intermediários recuaram -0,2%. Na comparação anual, a inflação ao produtor desacelerou para 0,2%, após 0,6% em junho, ainda levemente acima do esperado pelo mercado.
Ainda na Zona do Euro, o PMI composto subiu para 51 pontos em agosto, a maior expansão da atividade em um ano, com leve retomada da indústria (50,7 pontos) e crescimento mais moderado nos serviços (50,5 pontos). O avanço foi sustentado pelo aumento dos novos pedidos, que interromperam uma sequência de 15 meses de quedas, estimulando contratações no maior ritmo em mais de um ano.
Nos Estados Unidos, o PMI composto medido pela S&P Global foi revisado para 54,6 pontos em agosto, abaixo da prévia e do patamar de julho (55,1 pontos), conforme perda de ritmo nos serviços (54,5 pontos). A demanda avançou no ritmo mais forte do ano, sustentando novas contratações, enquanto a inflação de custos seguiu elevada, embora com leve alívio em relação ao mês anterior.
O Livro Bege do Fed mostrou que a economia dos EUA segue praticamente estagnada, com a maioria dos distritos relatando pouca ou nenhuma mudança na atividade e apenas alguns indicando crescimento moderado. O consumo das famílias continua pressionado pela perda de poder de compra e pelo impacto das tarifas, o que tem levado empresas de varejo e turismo a oferecer descontos para manter a demanda. Por outro lado, a indústria investe em automação e infraestrutura tecnológica, especialmente data centers, que aparecem como pontos de dinamismo. O quadro desenhado reforça a possibilidade de cortes de juros pelo Fed neste ano.
Ainda nos Estados Unidos, as vagas de emprego abertas em julho foi para 7,18 milhões, o menor nível desde setembro de 2024 e abaixo da projeção de 7,4 milhões, com quedas mais acentuadas em saúde e assistência social.
Já no Brasil, o PIB avançou 0,4% no segundo trimestre de 2025, acima da projeção de 0,3%, mas abaixo do ritmo de 1,3% do trimestre anterior. O crescimento foi sustentado pelo consumo das famílias (+0,5%), enquanto o gasto do governo recuou (-0,6%). No setor externo, exportações subiram 0,7% e importações caíram 2,9%.
Para esta semana, teremos a divulgação da inflação ao produtor e ao consumidor referente ao mês de agosto da China (terça feira). Ainda sobre o tópico de inflação, será divulgado a inflação ao consumidor do Brasil (IPCA) referente a agosto e a inflação ao produtor dos Estados Unidos, na quarta feira. Por fim, na quinta, o Banco Central Europeu se reununirá para decidir as suas taxas de juros e os Estados Unidos divulgarão a inflação ao consumidor também referente a agosto.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longuíssimas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS, e que por isso recomendamos diminuição gradativa em fundos atrelados ao IMA-B5+.
Outrora, enxergamos que o fechamento da ponta longa da curva pode trazer ganho para o RPPS, por isso recomendamos o retorno de alocação para ativos vinculados ao IMA-B e IMA-Geral no que representar até 5% da carteira. Entendemos que exposições sobrealocadas em durations mais longas podem trazer mais riscos.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longuíssimo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição até que enxerguemos maiores condições de alfa para este modelo estratégico.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto da Selic, recomendamos cautela em relação a ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.