RETROSPECTIVAS
O indicador que antecede a leitura oficial do PIB brasileiro, o IBC-Br, apontou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre de 2025. Em março, o índice avançou 0,8%. O setor agropecuário foi o principal motor do crescimento no trimestre, com alta expressiva de 6,1%, seguido por avanços mais moderados na indústria (1,6%) e nos serviços (0,7%).
Apesar do número vir acima das estimativas, o impulso vindo de agropecuária não trouxe tanto conforto para o mercado dado que o setor se caracteriza por ser historicamente volátil e altamente dependente de fatores climáticos e sazonais.
Já na zona do euro, a inflação ao consumidor ficou em 2,2% em abril, na janela anual, repetindo o resultado de março, pouco acima da meta de 2% do BCE. O núcleo da inflação, que exclui energia e alimentos, acelerou para 2,7%, o que sinaliza pressões inflacionárias ainda persistentes, apesar do cenário de desaceleração econômica.
Por fim, nos Estados Unidos, o índice PMI, que sinaliza as expectativas dos gerentes de grandes empresas, subiu de 50,6 em abril para 52,1 em maio, no agregado composto, o maior patamar dos últimos dois meses, conforme da S&P Global.
Tanto o setor industrial quanto o de serviços mostraram melhora, com seus respectivos PMIs avançando para 52,3, em território expansionista. A S&P destacou que a confiança empresarial aumentou, refletindo menor pessimismo em relação ao futuro, influenciado por uma pausa temporária nas tarifas comerciais, especialmente com a China.
Apesar da melhora, a recuperação ainda é vista como moderada, e parte do crescimento pode estar relacionada à antecipação de possíveis dificuldades comerciais, como o fim da trégua tarifária prevista para julho.
O economista chefe de negócios da S&P Global reportou que empresas e clientes estão estocando insumos em níveis recordes, com medo de novos aumentos de preços e interrupções na cadeia de suprimentos.
Na última semana de maio, no Brasil, conteremos com a divulgação do IPCA-15 de maio na segunda feira, do CAGED de abril na quarta, além do IGP-M na quinta feira e da prévia oficial do PIB do primeiro trimestre de 2025, na sexta.
No exterior, teremos a ata da última reunião do FOMC, na quarta-feira e do PIB americano do primeiro trimestre da quinta, além do PCE, principal índice de inflação observado pelo Fed, referente ao mês de abril, na sexta feira. Já na China, teremos o PMI industrial de maio divulgado na sexta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
A ata da última reunião do Copom revelou um cenário desafiador tanto no ambiente externo quanto doméstico. Lá fora, a incerteza relacionada à política comercial dos Estados Unidos e seus impactos sobre a inflação global e o crescimento tem exigido cautela, especialmente de países emergentes. No Brasil, embora a atividade econômica e o mercado de trabalho ainda mostrem dinamismo, há sinais de moderação. A inflação para 2025 e 2026 continuam acima da meta, com os núcleos de inflação ainda em níveis elevados.
Além disso, o Copom destacou que as expectativas desancoradas exigem juros altos por mais tempo. Foi destacado que o cenário fiscal segue preocupando, com riscos de aumento da taxa neutra devido a incertezas sobre a sustentabilidade da dívida.
Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor de abril subiu 0,2%, registrando 2,3% em 12 meses. O núcleo da inflação também avançou 0,2% no mês, mantendo alta de 2,8% em 12 meses. O mercado espera uma pressão inflacionária maior nos próximos meses devido às tarifas implementadas. O impacto completo dessas medidas deve aparecer nos próximos relatórios de inflação.
Já na zona do euro, foi divulgado a leitura do PIB referente ao primeiro trimestre de 2025, em que conforme apurado, o crescimento foi de 0,4% no primeiro quartil, acima das expectativas de 0,2%.
O impulso veio principalmente pela forte alta na Irlanda e pelo bom desempenho da Espanha. No entanto, esse crescimento mascara uma tendência mais fraca, dado que países como Alemanha (antes forte motor industrial), França e Itália apresentaram avanços modestos, sugerindo que, sem o efeito distorcido da Irlanda, o bloco teria crescido próximo ao esperado.
Na segunda feira, será divulgado a prévia do PIB brasileiro representado pelo IBC-Br, calculado pelo Banco Central. Também na segunda feira, a inflação ao consumidor do mês de abril da zona do euro também será divulgada.
E na quinta feira, teremos o índice PMI de serviços e o do setor manufatureiro referente ao mês de maio, dos Estados Unidos.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Capturado pelo instituo ISM, o PMI do setor de serviços dos EUA mostrou sinais de recuperação em abril de 2025, com o indicador apontando 51,60 pontos em abril, através de uma retomada moderada da demanda e da atividade.
A inflação nos custos voltou a ganhar força, principalmente devido a tarifas que já estão afetando os preços. Apesar dos cortes orçamentários do governo continuarem afetando alguns segmentos, o panorama geral demonstra uma melhora gradual.
Ainda nos Estados Unidos, na reunião de abril de 2025, o Federal Reserve decidiu por manter a taxa básica de juros de 4,25% a 4,50% pela terceira vez consecutiva. A decisão reflete a cautela da instituição diante de um cenário econômico incerto, principalmente pelas políticas comerciais agressivas impostas.
O Fed destacou que embora o mercado de trabalho continue resiliente, há riscos crescentes de inflação e desemprego, características de uma possível estagflação. O presidente do Fed, Jerome Powell, enfatizou que a instituição não tem pressa em ajustar as taxas, enquanto avalia os impactos econômicos das novas tarifas e outras políticas governamentais.
A inflação medida pelo PCE, principal índice observado pelo Fed, está projetada para 2,7% em 2025, acima da meta de 2% do Fed, com o núcleo estimado em 2,8%. As projeções econômicas também indicam um crescimento do PIB de 1,7% para o ano, uma redução em relação às estimativas anteriores. Esses dados refletem preocupações com o impacto das tarifas sobre os preços e o crescimento econômico. O Fed sinalizou a possibilidade de dois cortes nas taxas até o final de 2025, mas condicionou essas ações à evolução dos indicadores econômicos e à estabilização das expectativas de inflação.
No Brasil, também contamos com decisão de juros, com o Copom elevando a taxa Selic para 14,75% a.a. diante de um cenário global mais incerto, marcado por tensões na política comercial dos EUA e seus reflexos na inflação e nos ativos financeiros. Internamente, apesar do dinamismo da atividade econômica, há sinais de moderação no crescimento e inflação acima da meta, com expectativas ainda desancoradas para 2025 e 2026. O Comitê destaca riscos elevados para ambos os lados do cenário inflacionário e reforça a necessidade de manter uma política monetária contracionista por mais tempo para garantir a convergência da inflação à meta.
O IPCA registrado em abril foi de 0,43%, após ter registrado 0,56% em março, com destaque para os aumentos nos grupos de Alimentação e bebidas e Saúde e cuidados pessoais. Em alimentação, a principal pressão foi de itens como batata, tomate e café. Já Transportes foi o único a apresentar queda, contendo o avanço geral dos preços. No acumulado de 12 meses, a inflação subiu para 5,53%, e no ano já chega a 2,48%.
Nesta semana, teremos na terça feira o detalhamento da Ata da última reunião do Copom além da inflação ao consumidor dos Estados Unidos referente ao mês de abril.
Na quinta feira será divulgado a leitura do PIB da Europa referente ao primeiro trimestre de 2025.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Em março de 2025, os EUA abriram 7,2 milhões de vagas de emprego, um pouco abaixo das expectativas de 7,5 milhões, segundo o Bureau of Labor Statistics. As revisões de fevereiro ajustaram levemente os números anteriores, com redução nas vagas e contratações e aumento nas separações.
Ainda referente ao mercado de trabalho dos EUA, em abril, foi registrado criação de 177 mil empregos fora do setor agrícola, com taxa de desemprego mantida em 4,2%. As maiores contratações foram do setor de saúde (+51 mil). Em contrapartida, o emprego no governo federal caiu 9 mil postos. Além disso, as revisões dos meses anteriores indicaram que fevereiro e março tiveram 58 mil empregos a menos do que o inicialmente estimado.
Ainda nos EUA, a primeira leitura do PIB do 1T25 apresentou uma contração de 0,3%, interrompendo uma sequência de crescimento desde o início de 2022. A contração surpreendeu o mercado, que esperava expansão de 0,3%. O principal fator foi o forte aumento das importações (+41,3%), impulsionado pela antecipação de compras diante de tarifas anunciadas pelo governo Trump. Além disso, o consumo das famílias desacelerou para 1,8%, e os gastos do governo federal caíram 5,1%. Por outro lado, os investimentos fixos cresceram 7,8%, registrando o melhor desempenho desde meados de 2023.
A inflação nos EUA, medida pelo PCE, caiu para 2,3% ao ano em março, ante 2,5% em fevereiro, acima da expectativa do mercado (2,2%). O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 2,6% no ano, em linha com as projeções, mas desacelerando em relação aos 3% anteriores. No mês, o núcleo permaneceu estável.
Em abril, o PMI industrial do ISM caiu para 48,7 pontos, indicando contração da atividade manufatureira. Já o PMI industrial da S&P Global manteve-se em 50,2 pontos pelo quarto mês seguido, sinalizando uma expansão marginal, sustentada pela demanda interna, embora as tarifas tenham gerado incertezas e queda nas exportações.
Na Europa, o PIB da zona do euro cresceu 0,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, conforme divulgação da Eurostat. Na comparação anual, os avanços foram de 1,2% e 1,4%, respectivamente. Entre os países com dados disponíveis, a maior alta trimestral foi da Irlanda (+3,2%). No total, onze países tiveram crescimento anual e três apresentaram retração.
Ainda na Europa, a inflação ao consumidor, na janela anual foi de 2,2% em abril. Os maiores impactos vieram dos serviços, com alta de 3,9% (acima dos 3,5% de março), seguidos por alimentos, álcool e tabaco, com 3,0%. Já os bens industriais não energéticos ficaram estáveis em 0,6%, enquanto os preços de energia recuaram 3,5%, após queda de 1,0% no mês anterior.
O PMI industrial da China caiu para 49 pontos em abril de 2025, indicando contração da atividade fabril pela primeira vez desde janeiro e registrando a maior queda desde dezembro de 2023, apesar dos estímulos do governo. Houve retração na produção, nos novos pedidos e na atividade de compras.
Na primeira semana de maio, teremos o PMI de serviços referente ao mês de abril dos Estados Unidos, além da super-quarta, com decisão de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
Na sexta feira, o IBGE divulgará o IPCA de abril e a China divulgará a inflação ao consumidor do mês de abril.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.