RETROSPECTIVAS
O PMI composto dos Estados Unidos caiu de 53,5 em março para 51,2 em abril, o menor nível em mais de um ano, conforme divulgação da S&P Global. O setor de serviços recuou de 54,4 para 51,4, enquanto o industrial subiu levemente de 50,2 para 50,7, ambos ainda indicando expansão moderada. A indústria enfrenta estagnação devido às incertezas econômicas, problemas na cadeia de suprimentos e queda nas exportações, enquanto o setor de serviços desacelera principalmente pela menor demanda externa.
Segundo a S&P Global, a confiança empresarial para o próximo ano piorou significativamente, impulsionada por preocupações com políticas governamentais recentes.
No Brasil, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,43% em abril, após alta de 0,64% em março, segundo o IBGE. Com isso, o índice acumula alta de 2,43% no ano e 5,49% em 12 meses. Em comparação, em abril de 2024, o IPCA-15 havia registrado variação menor, de 0,21%.
A maior pressão sobre o índice veio dos grupos Alimentação e bebidas (1,14%) e Saúde e cuidados pessoais (0,96%), que juntos responderam por 88% do resultado do mês. Produtos como tomate (+32,67%), café moído (+6,73%) e leite longa vida (+2,44%) puxaram a alta da alimentação, tanto no domicílio quanto fora. No setor de saúde, destacaram-se os aumentos de produtos farmacêuticos (1,04%), impulsionados pelo reajuste autorizado de medicamentos, e de itens de higiene pessoal (1,51%).
O grupo Transportes foi o único a registrar queda (-0,44%), puxado principalmente pela redução nas passagens aéreas (-14,38%) e combustíveis, como etanol (-0,95%) e gasolina (-0,29%). Em contrapartida, houve reajustes pontuais em tarifas de ônibus, metrô e táxi em algumas capitais, compensando parcialmente as quedas.
Regionalmente, nove áreas pesquisadas tiveram alta em abril, com destaque para Porto Alegre (0,88%), impulsionada pela alta do tomate e da gasolina. Goiânia apresentou a única queda (-0,13%), devido à redução nos preços do etanol e da gasolina.
Ainda que com a semana mais curta por conta do feriado do dia do trabalho, teremos divulgações relevantes ao redor do globo.
Nos Estados Unidos, será divulgado relatórios do mercado de trabalho, o JOLTS e o Nonfarm Payroll na terça e sexta feira, respectivamente. Na quarta-feira, teremos a leitura do PIB do primeiro trimestre de 2025 e do PCE, principal indicador de inflação observado pelo FED. Por fim, na quinta feira, será divulgado outra leitura do PMI industrial.
Na Europa, também será divulgado a leitura do PIB do primeiro trimestre de 2025 na quarta-feira e os dados de inflação ao consumidor referente a abril, na sexta feira.
Por fim, na China, será divulgado o PMI industrial de abril, na terça feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
A inflação anual ao consumidor na zona do euro, medido pelo CPI, recuou ligeiramente para 2,2% em março de 2025, ante 2,3% em fevereiro, em linha com as expectativas de mercado. Na comparação mensal, o índice subiu 0,6%.
Já o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, desacelerou para 2,4% em 12 meses, frente aos 2,6% do mês anterior, mas registrou alta de 1% em março na variação mensal, refletindo uma moderação nas pressões inflacionárias subjacentes.
Ainda na Europa, o BCE decidiu reduzir em 25 pontos-base as suas taxas de juros em resposta à avaliação atualizada da trajetória da inflação, à moderação da inflação subjacente e à efetividade da transmissão da política monetária.
A desinflação segue conforme o esperado, com queda nos índices de inflação geral e núcleo, inclusive nos serviços, que demoram mais a cair. No entanto, o crescimento da zona do euro enfrenta riscos devido ao aumento das tensões comerciais globais, que elevam a incerteza e podem afetar negativamente a confiança e as condições financeiras.
Diante desse cenário de incerteza elevada, o BCE reforça seu compromisso com a meta de estabilidade de preços e adota uma abordagem cautelosa, avaliando dados econômicos e financeiros reunião a reunião antes de decidir sobre os próximos passos. O BCE não assume um rumo fixo para os juros, preferindo manter flexibilidade e foco nos dados para garantir que a inflação permaneça ancorada de forma sustentável na meta de 2%.
Em semana mais curta por conta do feriado da segunda feira, o destaque será nos PMIs de serviços e industrial dos Estados Unidos referente a abril, na quarta-feira, e na divulgação da prévia da inflação ao consumidor de abril, medido pelo IPCA-15, que será divulgado na sexta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Conforme ata do FOMC do Federal Reserve divulgada recentemente, o comitê discutiu sua estratégia de política monetária em que os participantes observaram queda nos rendimentos dos Treasuries, aumento da volatilidade e ampliação dos spreads de crédito, refletindo preocupações com a desaceleração da economia e incertezas comerciais.
A análise da equipe do Fed indicou que o PIB real seguia em expansão sólida, com o desemprego estabilizado em 4,1% e a inflação ainda moderadamente elevada, com o núcleo do PCE em 2,8% em fevereiro. O mercado de trabalho mostrou estabilidade, apesar de algum arrefecimento nos ganhos de emprego e na participação da força de trabalho.
Como também apontado na ata, nos mercados financeiros, houve queda nos juros nominais e reais, aumento na volatilidade e ampliação dos spreads de crédito, refletindo preocupações com crescimento e inflação. Diante desse cenário e da elevada incerteza quanto às perspectivas econômicas, todos concordaram em manter a taxa básica de juros na faixa de 4,25% a 4,5%.
A inflação ao consumidor da China de março recuou -0,1% em relação ao ano anterior, permanecendo em território deflacionário pelo segundo mês seguido, após uma queda de -0,7% em fevereiro. O resultado veio abaixo das expectativas dos analistas, que previam estabilidade. Apesar disso, o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,5%, mostrando sinais de recuperação.
Nos Estados Unidos, em março, o índice de preços ao produtor caiu -0,4%. A queda foi impulsionada principalmente pelo recuo de -0,9% nos preços de bens finais, enquanto os preços de serviços finais diminuíram -0,2%. Já o índice de preços ao consumidor recuou -0,1% em março, após alta de 0,2% em fevereiro, refletindo principalmente a queda nos custos de energia. Na janela em 12 meses, o CPI subiu 2,4%, abaixo dos 2,8% registrados em fevereiro. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,1% no mês e 2,8% na base anual, também abaixo das leituras anteriores, indicando uma desaceleração na inflação.
Já no Brasil, o IPCA de março subiu 0,56%, desacelerando em relação aos 1,31% de fevereiro. No acumulado do ano, a inflação soma 2,04%, e em 12 meses chegou a 5,48%, acima dos 5,06% do período anterior, indicando uma pressão inflacionária crescente e acima do teto da meta (4,5%).
Em semana mais curta por conta do feriado da Sexta-Feira Santa, o foco de dados econômicos será na Europa com a divulgação da inflação ao consumidor na quarta feira e a decisão de juros na quinta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Nos assuntos econômicos globais, uma das principais pautas discutidas são os efeitos, e as idas e vindas do “tarifaço” imposto por Trump a dezenas de países do mundo. Membros da ala econômica do governo americano colocam que ao menos 50 países contataram a Casa Branca com o interesse de negociarem as barreiras comerciais.
Recentemente, a China respondeu também tarifando os Estados Unidos em 34% sob os produtos americanos, buscando mostrar força e resiliência diante da escalada da guerra comercial. A mídia estatal chinesa tenta promover uma narrativa de que o país está preparado para enfrentar a crise e até se fortalecer com ela.
O governo chinês tem usado o momento para se posicionar como defensor da globalização e reforçar laços com países afetados pelas tarifas dos EUA. Ao mesmo tempo, tenta atrair empresas estrangeiras, destacando-se como um ambiente estável para negócios e investimentos.
Para o Brasil, a tarifa de 10% sobre todas as exportações brasileiras, que atingiu produtos como petróleo, aço, aeronaves e café, já começou. Embora a medida aumente a incerteza econômica e possa frear o crescimento do PIB, especialistas avaliam que os efeitos diretos para o consumidor brasileiro devem ser limitados no curto prazo.
Por outro lado, a maior oferta interna desses produtos pode ajudar a conter a inflação, já que os exportadores buscarão mercado dentro do Brasil. O impacto total dependerá da duração das tarifas e do número de setores afetados.
Em março, PMI de serviços dos EUA subiu para 54,4 pontos, indicando expansão no setor. Já a leitura referente ao setor industrial caiu de 52,7 pontos em fevereiro para 50,2 pontos, conforme dados finais da S&P Global. O PMI composto, que engloba serviços e indústria, também aumentou para 53,5 pontos.
Ainda nos Estados Unidos, o relatório JOLTS do Departamento do Trabalho, registrou 7,568 milhões de vagas de emprego abertas em fevereiro. O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa 7,65 milhões de vagas, indicando uma leve desaceleração na demanda por mão de obra.
Também sobre o mercado trabalho, foram criados 228 mil empregos no mês de março, com destaque para os setores de saúde, assistência social, transporte e varejo. A taxa de desemprego se manteve em 4,2%.
Ao longo da semana, além da divulgação da ata do FOMC na quarta-feira, a semana será recheada de dados de inflação.
Na quarta-feira, teremos inflação ao produtor e ao consumidor da China referente ao mês de março.
Na quinta e sexta feira, teremos a divulgação da inflação ao consumidor e ao produtor (nesta ordem) de março dos Estados Unidos.
E no Brasil, o IPCA referente a março será divulgado na sexta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.