RETROSPECTIVAS
A ata do Copom avaliou que o cenário econômico segue desafiador tanto no contexto externo quanto doméstico. A incerteza global, impulsionada pela política econômica dos Estados Unidos e por tensões comerciais, tem gerado impactos sobre os mercados emergentes. No Brasil, a atividade econômica e o mercado de trabalho demonstram resiliência, embora haja sinais iniciais de moderação no crescimento. A inflação permanece acima da meta, com expectativas desancoradas para os próximos anos, enquanto o mercado de crédito apresenta sinais de aperto devido ao aumento do risco e das taxas de juros.
Diante desse contexto, o Copom reforçou a importância de manter uma política monetária eficaz e sem obstáculos, destacando a necessidade de disciplina fiscal e reformas estruturais para evitar impactos negativos na taxa de juros neutra. O cenário inflacionário continua pressionado por fatores como a inflação de serviços, a volatilidade cambial e o comprometimento da renda das famílias. Além disso, a deterioração do ambiente externo e as incertezas sobre políticas econômicas em diversas regiões elevam os riscos para a inflação no Brasil, exigindo maior cautela na condução da política monetária.
Com isso, o Copom decidiu elevar a taxa Selic em 1,00 ponto percentual, para 14,25% ao ano, como parte da estratégia para trazer a inflação de volta à meta. O Comitê sinalizou que o ciclo de aperto monetário pode continuar, mas com ajustes menores nas próximas reuniões, dependendo da evolução das expectativas de inflação, da atividade econômica e dos riscos internos e externos. O compromisso com a estabilidade de preços e a necessidade de uma política monetária mais restritiva seguem como elementos centrais para garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante.
O IPCA-15 apresentou alta de 0,64% em março de 2025, no acumulado do ano, o índice atingiu 1,99%, enquanto nos últimos 12 meses alcançou 5,26%. Todos os grupos do cesto do IPCA registraram alta, com destaque para “Alimentação e bebidas” (1,09%) e “Transportes” (0,92%), que juntos responderam por cerca de dois terços do índice geral.
No grupo “Alimentação e bebidas”, itens como ovo de galinha (19,44%) e tomate (12,57%) tiveram aumentos significativos. Já no grupo “Transportes”, os combustíveis subiram 1,88%, com destaque para o óleo diesel (2,77%) e a gasolina (1,83%).
O PCE de fevereiro dos Estados Unidos registrou um aumento de 0,3% em relação a janeiro, mantendo a taxa anual em 2,5%, conforme divulgado pelo Departamento de Comércio dos EUA. O núcleo do PCE, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, apresentou uma elevação mensal de 0,4% e anual de 2,8%, superando as expectativas de analistas que previam 0,3% e 2,7%, respectivamente. Esses dados sinalizam uma inflação persistente, influenciada por fatores como as tarifas comerciais implementadas recentemente, e reforçam a cautela do Federal Reserve na condução da política monetária para alcançar a meta de inflação de 2%.
Ao longo da semana, os dados divulgados nos Estados Unidos serão foco, com os PMI do setor industrial e de serviços publicados na terça e quinta feira, respectivamente. Além dos PMI, teremos os dados do mercado de trabalho, com o JOLTS na terça feira e o Nonfarm Payroll na sexta feira.
Na quinta-feira, o destaque fica por conta do IPCA-15 de março, que trará uma leitura antecipada da inflação e poderá influenciar as expectativas do mercado sobre a política monetária.
Encerrando a semana, na sexta-feira, os Estados Unidos divulgarão o núcleo do PCE de fevereiro, indicador de inflação acompanhado de perto pelo Federal Reserve na definição de suas próximas decisões sobre juros.
Além disso, na segunda-feira, os dados de PMI Industrial e de Serviços nos EUA ajudarão a traçar um panorama da atividade econômica americana no mês de março.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
O IBC-Br registrou um crescimento de 0,90% em janeiro de 2025 em comparação a dezembro de 2024, alcançando 154,6 pontos na série com ajuste sazonal, o maior nível já registrado. Esse resultado superou as expectativas do mercado, que previam um aumento de 0,22%, indicando uma recuperação econômica mais robusta no início de 2025.
Na comparação com janeiro de 2024, o IBC-Br apresentou uma alta de 3,6%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2025, o crescimento foi de 3,8%. Apesar desse desempenho positivo, houve uma leve desaceleração em relação ao crescimento acumulado em 12 meses até dezembro de 2024, que foi de 3,88%, marcando a primeira desaceleração nessa base em sete meses.
Na última “Super Quarta”, tanto o Banco Central do Brasil quanto o Federal Reserve dos Estados Unidos anunciaram suas decisões de política monetária, refletindo os desafios econômicos enfrentados por ambos os países.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano, marcando a segunda manutenção consecutiva após um corte total de 1 ponto percentual no ano anterior. O FOMC justificou a decisão citando o aumento da incerteza econômica, especialmente devido às políticas comerciais e tarifárias implementadas pelo governo do presidente Donald Trump. O presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que as tarifas de importação podem elevar a inflação, tornando desafiador prever o impacto exato dessas medidas na economia.
Além disso, o Fed revisou suas projeções econômicas, prevendo uma inflação de 2,7% para o ano, um aumento em relação à previsão anterior de 2,5%. Powell mencionou que, embora alguns indicadores econômicos apresentem fraqueza, medidas amplas, como a taxa de desemprego, permanecem estáveis. A decisão de manter as taxas reflete uma abordagem cautelosa diante das incertezas econômicas e das possíveis pressões inflacionárias decorrentes das políticas comerciais vigentes.
No Brasil, o Copom do Banco Central elevou a taxa Selic em 1 ponto percentual, alcançando 14,25% ao ano. Este foi o terceiro aumento consecutivo, alinhado com as expectativas do mercado. O Banco Central sinalizou que, embora novas altas possam ocorrer, é provável que sejam de menor magnitude, refletindo sinais de desaceleração econômica.
O comunicado do Copom destacou a necessidade de monitorar de perto os desenvolvimentos econômicos, especialmente em relação às pressões inflacionárias e ao crescimento econômico. A decisão de aumentar a Selic visa conter a inflação, mas o Banco Central reconhece os desafios impostos por um cenário econômico global incerto, incluindo as políticas monetárias dos EUA e outras variáveis internacionais que podem impactar a economia brasileira.
Ao longo da semana, os investidores estarão atentos a dados importantes da economia global. Na terça-feira, a divulgação da ata do COPOM fornecerá mais detalhes sobre a decisão de juros no Brasil e as perspectivas para os próximos meses.
Na quinta-feira, o destaque fica por conta do IPCA-15 de março, que trará uma leitura antecipada da inflação e poderá influenciar as expectativas do mercado sobre a política monetária.
Encerrando a semana, na sexta-feira, os Estados Unidos divulgarão o núcleo do PCE de fevereiro, indicador de inflação acompanhado de perto pelo Federal Reserve na definição de suas próximas decisões sobre juros.
Além disso, na segunda-feira, os dados de PMI Industrial e de Serviços nos EUA ajudarão a traçar um panorama da atividade econômica americana no mês de março.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
No Brasil, o IPCA de fevereiro registrou um aumento de 1,31%, o maior dado referente a fevereiro desde 2003, quando atingiu 1,57%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA alcançou 5,06%, ultrapassando novamente o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para o período, que é de 4,5%
Apesar da desaceleração econômica, a inflação acima da meta sugere que o Banco Central continuará sua política monetária restritiva. Espera-se uma terceira elevação consecutiva de 100 pontos-base na taxa Selic em março, levando-a a 14,25%, na tentativa de conter a inflação persistente.
Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,2% em fevereiro de 2025, desacelerando em relação ao aumento de 0,5% observado em janeiro. No acumulado de 12 meses, o CPI registrou alta de 2,8%, o menor nível desde novembro do ano anterior. Essa desaceleração foi influenciada por uma queda nas tarifas aéreas e uma redução nos preços da gasolina, embora os custos de habitação tenham aumentado no mês.
O Índice de Preços ao Produtor (PPI), permaneceu inalterado em fevereiro, após um aumento revisado de 0,6% em janeiro. Essa estabilidade resultou de uma queda de 4,7% nos preços da gasolina, compensada por um aumento significativo de mais de 50% nos preços dos ovos, devido a um surto de gripe aviária que afetou a oferta. Economistas previam um aumento de 0,3% no PPI para o mês, tornando a estagnação uma surpresa que sugere pressões inflacionárias menores do que o esperado.
Ainda nos Estados Unidos, em janeiro de 2025, o relatório JOLTS revelou um aumento de 232.000 nas vagas de emprego, totalizando 7,74 milhões no último dia do mês. Este crescimento indica uma demanda robusta por mão de obra no período. Além disso, as contratações mantiveram-se estáveis em 5,4 milhões, enquanto as demissões diminuíram em 34.000, atingindo 1,635 milhão.
Apesar desses números positivos, economistas preveem uma possível desaceleração na demanda por trabalho nos próximos meses, devido a incertezas relacionadas a políticas tarifárias e cortes agressivos nos gastos governamentais, que podem impactar negativamente a atividade econômica.
Ao longo da semana, o principal evento ocorrerá na quarta-feira, a “super quarta”, em que teremos reuniões de decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Ainda na quarta-feira, a Europa divulgada os dados de inflação ao consumidor referente ao mês de fevereiro.
Com destaque, a prévia do PIB, o IBC-Br divulgado pelo Banco Central ainda na segunda feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Em fevereiro de 2025, a taxa anual de inflação ao consumidor na zona do euro registrou uma leve desaceleração, atingindo 2,4% em comparação aos 2,5% observados em janeiro. Embora essa redução indique uma tendência de queda, o índice superou as expectativas do mercado, que previa uma inflação de 2,3%. Na comparação mensal, os preços ao consumidor aumentaram 0,5% em relação a janeiro, marcando o crescimento mais acentuado desde abril de 2024.
Em 6 de março de 2025, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu reduzir as três principais taxas de juros em 25 pontos-base cada. Com essa decisão, a taxa de depósito foi ajustada para 2,50%, a taxa das operações principais de refinanciamento para 2,65% e a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez para 2,90%.
Nos Estados Unidos, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial da S&P Global subiu de 51,2 em janeiro para 52,7 em fevereiro, indicando uma expansão mais robusta no setor manufatureiro. Em contrapartida, o PMI de serviços caiu de 52,9 para 51,0 no mesmo período, sugerindo uma desaceleração no crescimento do setor de serviços.
O PMI composto, que engloba ambos os setores, recuou de 52,7 em janeiro para 51,6 em fevereiro, refletindo um crescimento mais moderado na atividade econômica geral.
Ainda nos Estados Unidos, em fevereiro de 2025, o relatório de emprego Nonfarm Payroll registrou a criação de 151 mil postos de trabalho no setor não agrícola, abaixo da expectativa de 159 mil. Além disso, a taxa de desemprego subiu para 4,1%, ligeiramente acima dos 4,0% previstos.
No Brasil, a principal notícia do mercado em uma semana mais curta por conta do carnaval, foi a divulgação do Produto Interno Bruto do quarto trimestre de 2024 que cresceu 0,2% em relação ao trimestre anterior, acumulando uma expansão anual de 3,4% em 2024. Esse crescimento foi impulsionado pelos setores de serviços e indústria, embora tenha havido uma desaceleração no ritmo de crescimento no último trimestre.
Ao longo da semana, contaremos com a divulgação da inflação ao consumidor do Brasil (IPCA) e dos Estados Unidos (CPI) referente de fevereiro, na quarta-feira.
Ainda sobre Estados Unidos, teremos dados do mercado de trabalho, relatório JOLTS, na terça feira, e mais um índice de inflação (ao produtor), na quinta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.