RETROSPECTIVAS
Em semana com agenda econômica um pouco mais esvaziada no Brasil, o principal destaque foi a divulgação do indicador que costuma ser utilizado como indicativo do PIB, o IBC-Br, referente a dezembro de 2024. A leitura foi de uma queda de 0,73% em relação a novembro, conforme dados dessazonalizados.
Esse resultado foi mais acentuado do que a expectativa do mercado, que previa um recuo de 0,4%. Apesar dessa retração no último mês do ano, o indicador acumulou um crescimento de 3,8% em 2024, superando a mediana das estimativas que apontava para uma expansão de 3,7%.
Na reunião de juros dos Estados Unidos realizada em 28 e 29 de janeiro de 2025, os membros do FOMC decidiram manter a taxa de juros federal no intervalo de 4,25% a 4,50%. Durante as discussões, foi considerado que, embora a inflação tenha mostrado sinais de desaceleração, ainda é necessário observar um progresso mais substancial antes de proceder com novos cortes nas taxas de juros.
Além disso, os participantes ponderaram sobre a possibilidade de desacelerar ou pausar a redução do balanço patrimonial do Federal Reserve, devido às incertezas relacionadas à emissão de dívida do Tesouro dos EUA e ao teto de endividamento legalmente estabelecido.
Ainda nos Estados Unidos, foram divulgados os PMI referentes ao mês de fevereiro. O PMI do setor de serviços registrou 49,70 pontos, indicando contração na atividade, enquanto o PMI composto, que engloba os setores de serviços e industrial, caiu para 50,40 pontos, levemente acima do neutro (50 pontos). Esses resultados refletem uma desaceleração na atividade empresarial, com o setor de serviços apresentando a maior contração em 25 meses.
Ao longo da semana, na segunda feira teremos o resultado da leitura da inflação ao consumidor de janeiro da Europa, seguido pela leitura do IPCA-15 de fevereiro na terça feira.
Já na quinta-feira, o IGP-M de fevereiro será divulgado pela Fundação Getúlio Vargas enquanto que nos Estados Unidos, teremos a leitura do PIB referente ao quarto trimestre de 2024.
Por fim, na sexta feira, o núcleo do PCE, principal indicador de inflação observado pelo FED, de fevereiro será divulgado. Na China, teremos o PMI industrial de fevereiro.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Nesta semana, o mercado financeiro acompanhou de perto os principais indicadores econômicos globais, com destaque para a inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do crescimento econômico da Zona do Euro.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,16% em janeiro de 2025, um número abaixo das expectativas do mercado. Esse resultado foi influenciado principalmente pela queda nas tarifas de energia elétrica, que ajudaram a conter o avanço dos preços. No entanto, esse alívio pode ser temporário, dado o considerável aumento nos preços dos combustíveis e dos alimentos.
Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,5% em janeiro na comparação mensal, o maior avanço desde agosto de 2023. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 3%, acima da projeção do mercado. O principal impacto veio dos setores de habitação, alimentos e gasolina, que registraram aumentos expressivos. A justificativa de um reajuste anual de preços além de um repasse dos impostos colocados por Trump, foi levantada.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2024, uma leve revisão positiva em relação à estimativa inicial de estagnação. No entanto, no acumulado do ano, o crescimento da economia europeia foi de apenas 0,9%, refletindo os desafios enfrentados pelo bloco, como consumo fraco e alta nos preços de energia. Apesar do dado positivo, o desempenho ainda sugere um cenário de crescimento lento para 2025, com a política monetária do Banco Central Europeu (BCE) sendo fator determinante para a recuperação econômica.
Os dados divulgados nesta semana mostram que a inflação continua sendo um fator de preocupação global, influenciando decisões de bancos centrais e investidores. Enquanto no Brasil o alívio pode ser passageiro, nos EUA a inflação acima do esperado reforça a cautela em relação a cortes de juros. Já na Europa, o crescimento econômico segue frágil, exigindo atenção para os próximos trimestres. O mercado segue atento aos próximos indicadores que podem moldar as perspectivas econômicas para 2025.
Ao longo da semana, o principal evento da agenda econômica no Brasil será a divulgação do IBC-Br de dezembro de 2024, na segunda feira.
Já no exterior, a ata da reunião do FOMC referente à última reunião de política monetária será divulgada na quarta-feira, enquanto o índice PMI de fevereiro virá sexta feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
O PMI de serviços de janeiro dos Estados Unidos calculado pelo ISM registrou queda no primeiro mês do ano. A leitura foi de 52,80 pontos ante os 54 pontos de dezembro de 2024. O dado apesar de menor, ainda sinaliza um ambiente de expansão para frente.
Já o PMI industrial de janeiro, também dos Estados Unidos, avançou para 50,90 pontos, em território positivo pela primeira vez em 26 meses. A leitura do mês anterior havia sido de 49,20 pontos, e a projeção do mercado era de 49,80 pontos.
Ainda nos Estados Unidos, em janeiro, foram criados 143 mil empregos, abaixo da projeção de 170 mil empregos. Quando a abertura de vagas, foram registrados 7,6 milhões de vagas em dezembro, abaixo dos 8 milhões projetados e do mês anterior.
Na Europa, a inflação ao consumidor mensurada pelo CPI, mostrou nova aceleração para 2,5% a.a., 4ª aceleração seguida. A projeção do mercado era um pouco abaixo da leitura obtida, em 2,4%. O mercado demonstra preocupação pois há sinais de que o setor de serviços chegou em uma estagnação do processo desinflacionário.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (4), indica que a taxa Selic sofrerá um novo aumento de um ponto percentual em março. O principal fator para essa decisão é o cenário inflacionário desafiador no curto prazo, impulsionado, sobretudo, pela alta nos preços dos alimentos.
O Copom avalia que, caso esse quadro persista, a inflação deve permanecer acima da meta pelos próximos seis meses. Diante disso, o comitê já sinaliza a possibilidade de um novo ajuste de mesma intensidade na próxima reunião, reforçando a necessidade de uma postura mais firme para conter a alta dos preços.
A ata também destaca que a inflação de serviços segue acima do nível compatível com o cumprimento da meta, refletindo a resiliência da demanda. Nos últimos trimestres, o consumo das famílias manteve um ritmo forte, enquanto o mercado de trabalho e o crédito permaneceram aquecidos. Esse cenário contrasta com a abordagem contracionista considerada essencial pelo Copom para conter a inflação, que pressupõe uma desaceleração mais significativa da economia.
Ao longo da semana, contaremos com a divulgação do IPCA de janeiro em leitura apurada pelo IBGE, na terça feira. Nos Estados Unidos, também teremos a divulgação da inflação ao consumidor de janeiro (CPI), na quarta-feira.
Por fim, na Europa, o principal evento será a divulgação do PIB referente ao quarto trimestre de 2024.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
O acontecimento de mercado que marcou a última semana de janeiro foi o lançamento da DeepSeak, nova inteligência artificial que chega para confrontar o ChatGPT, da OpenAI, empresa americana.
A surpresa, que impactou o mercado de tecnologia principalmente, foi que ao que tudo indica, a IA chinesa entrega uma potência computacional extremamente avançada a um custo que representa uma fração do custo da empresa americana, Open AI. Ainda na mesma semana, a chinesa Alibaba também lançou sua própria inteligência artificial, e reforçou que sua versão é superior às duas rivais.
A notícia trouxe preocupação para a OpenAI e empresas ligadas pois mostrou que a hegemonia da empresa americana no segmento pode estar cada vez mais com os dias contados. O abalo no setor de tecnologia retirou 1 trilhão de dólares de valor de mercado das companhias americanas.
O Fed optou pela manutenção da taxa básica de juros, a Fed funds rate, no patamar de 4,25% a 4,5%. A manutenção era amplamente esperada pelo mercado dado o discurso que membros do Fed vinham realizando desde a última reunião do FOMC, que enfatizavam a resiliência da atividade econômica americana, além do aspecto da inflação que ainda se mantém acima dos 2%.
O PIB dos Estados Unidos, no quarto trimestre de 2024, cresceu 2,3% conforme leitura realizada pelo Escritório de Análises Econômicas. O mercado aguardava por um crescimento de 2,4%. No acumulado de 2024, o crescimento é de 2,8%.
Ainda nos Estados Unidos, o PCE, principal indicador de inflação observado pelo Fed, acelerou para 2,6% na comparação anual. O núcleo, que exclui os itens mais voláteis do cesto de análise, avançou para 2,8% em 12 meses.
Na Europa, o Banco Central Europeu cortou mais 25 pontos base da sua taxa de juros, e a presidente da autarquia, Cristine Lagarde, comunicou que um corte de 50 pontos base chegou a entrar em discussão. O mercado espera que mais cortes ocorram ao longo do ano, dado que a desinflação permanece acontecendo, e que o nível de atividade econômica permanece baixo, com o PIB do quarto trimestre tendo ficado estagnado.
No Brasil, a semana foi mercada pela esperada alta de 1% da Selic, que se encontra em 13,25% ao ano no momento. O comunicado do COPOM reiterou a materialização dos cenários de risco trazidos em reuniões anteriores, e que a alta foi motivada pela desancoragem das expectativas de inflação, pelo dinamismo da atividade econômica e pelas projeções futuras de inflação influenciadas por aspectos exógenos e domésticos.
Na primeira semana de fevereiro, contaremos com a divulgação do PMI dos Estados Unidos, na segunda feira, e dos relatórios do mercado de trabalho Jolts e Payroll na terça e sexta feira, respectivamente.
Na Europa, teremos a divulgação da inflação ao consumidor na segunda feira, além da ata da reunião do COPOM referente a última elevação da Selic na terça feira.
Com a piora da conjuntura econômica doméstica e a elevação da exigência do prêmio de risco pelo mercado em relação aos ativos emitidos domesticamente, as pontas longas da curva de juros se encontram com altíssima volatilidade, o que pode trazer risco demasiado e perdas financeiras para os RPPS. Para tanto, recomendamos a diminuição de maneira gradativa da exposição em fundos atrelados as durations mais longas dos IMAs, como o IMA-B 5+ e o IMA-B e IMA-Geral.
Sob a mesma lógica, como a Selic deve se manter em patamar elevado por mais tempo, além da volatilidade dos ativos de longo prazo, os fundos de Gestão Duration devem encontrar maior dificuldade de entregar prêmios acima dos ativos livre de risco do mercado, e portanto, recomendamos a redução gradativa da exposição do RPPS em fundos deste segmento para o patamar de 5% do portfólio.
Adicionalmente, recomendamos uma exposição de até 15% para fundos de investimento de média duration, em especial, em ativos pós fixados atrelados à variação da inflação, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5. Dado o ambiente de incerteza sobre o teto a ser atingido pela Selic, recomendamos cautela por parte dos investidores na exposição de ativos prefixados como IRF-M e IRF-M 1+ por estes possuírem potencial de desvalorização devido a marcação a mercado.
Corroborando ao exposto, dado ao patamar mais elevado da taxa básica de juros e suas revisões altistas, recomendamos exposição de até 20% em ativos pós fixados atrelados a taxa de juros, principalmente o CDI, que deve trazer retornos consideráveis para os RPPS nos próximos meses.
Para complementar a diversificação da carteira em renda fixa, é recomendado a aquisição de títulos emitidos por instituições financeiras, principalmente as letras financeiras, dado que estes ativos costumam oferecer prêmios que ultrapassam as metas de rentabilidade dos RPPS, desde que claro, sejam considerados de baixo risco de crédito e das melhores instituições classificadas no mercado. Recomendamos até que a exposição atinja 20% do portfólio do RPPS.
Quanto a recomendação relacionada a renda variável doméstica, ainda que o cenário de juros elevados e incertezas políticas tragam risco e volatilidade para o segmento, cenários de correção de preços em renda variável abrem janelas de oportunidade para investidores de longo prazo, como os RPPS. Portanto, a nossa recomendação de 20% de exposição no segmento se mantém, porém sugerimos a entrada de maneira gradual para a efetivação do preço médio.
Com relação aos fundos estruturados, como os Multimercados e Imobiliários, recomendamos exposição de até 5% em cada um, porém abrimos parênteses que para os fundos Multimercado, recomendamos dividir a exposição em Multimercado doméstico (2,5%) e Multimercado exterior (2,5%), totalizando os 5% sugeridos.
No mercado global, o destaque continua sendo a economia americana, que para 2025 é projetado crescimento econômico acima do potencial. Contudo, por conta de maior dinamismo econômico, inflação em patamar ainda um pouco acima da meta, e incertezas econômicas futuras, os juros devem ficar um pouco mais altos do que o inicialmente projetado, trazendo força para a moeda americana. No ambiente de investimentos, sugerimos exposição de até 10% no segmento de exterior, também sob entradas cautelosas e gradativas para construção de preço médio.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.