RETROSPECTIVAS
A começar pela bateria de divulgações de expectativas comerciais mensuradas pelo índice PMI, nos Estados Unidos, a primeira leitura do PMI de novembro referente ao setor industrial apresentou uma leve melhora em relação aos meses anteriores, atingindo 48,80 pontos, em linha com as expectativas, porém representando uma retração no setor.
Já o PMI do setor de serviços subiu para 57 pontos em novembro, sinalizando uma expansão no setor, e consideravelmente acima das expectativas de 55,20 pontos. A leitura neste patamar se justificou por conta de um aumento de pedidos no setor, além dos reflexos positivos de uma inflação em ritmo de controle. O PMI composto, que sintetiza os dois setores, subiu para 55,30 pontos em novembro, sinalizando expansão do setor privado.
Em reflexo de uma baixa demanda no setor de serviços e no setor industrial, o PMI composto da zona do euro fechou em território contracionista (48,10 pontos) pela segunda vez em 2024.
O setor de serviços caiu para 49,20 pontos, bem abaixo dos 51,60 pontos esperados por conta, dentro outros fatores, de um aumento de custos. O setor manufatureiro caiu para 45,20 pontos em novembro, também abaixo da projeção de 46 pontos. A equipe econômica da Crédito e mercado entende que as leituras da fraca atividade econômica somada a inflação que se mostra marginalmente controlada, dentre outros fatores analisados, permitem que o Banco Central Europeu realize outro corte de juros na reunião de dezembro, a última do ano.
Na China, o banco central optou pela manutenção da sua taxa básica de juros para 1 e 5 anos. O patamar atual encontra-se em 3,1% na de 1 ano e em 3,6% na de 5 anos. O patamar foi mantido após a autoridade monetária ter cortado 0,25% anteriormente. Os reflexos dos cortes começaram a serem sentidos nos principais setores de interesse do governo ao passo que as leituras de demanda doméstica sinalizaram leves melhoras.
Teremos uma semana com a agenda um pouco mais preenchida ao redor do globo, no Brasil, contaremos com a divulgação das prévias de inflação para o mês de novembro, com o IPCA-15 na terça feira, e o IGP-M na quinta.
Contaremos também com as divulgações dos dados de emprego através do relatório CAGED na quinta feira, e a taxa de desemprego doméstica na sexta. Ainda na sexta feira, teremos uma atualização sobre a situação da dívida pública em relação ao PIB.
Nos Estados Unidos, a ata da reunião do FOMC ganha destaque na terça feira. Na quarta feira, teremos a divulgação do principal indicador de inflação para o FED, o PCE referente ao mês de outubro, além da leitura do PIB referente ao terceiro trimestre. A semana americana também contará com um dos principais feriados locais, O Dia de Ação de Graças.
Na zona do euro, contaremos com a divulgação do índice de preços ao consumidor medido pelo CPI, referente ao mês de novembro, na sexta feira.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Na semana mais curta por conta do feriado, a prévia do PIB representado pelo índice IBC-Br referente ao mês de setembro apresentou evolução de 0,8% em relação ao mês anterior. No acumulado do trimestre, a variação foi de 1,1%.
A ata do Copom divulgada durante a semana enfatizou um tom mais duro frente ao compromisso fiscal necessário para que as expectativas de inflação possam se reancorar. Somado a questão de maior dinamismo econômico e dessincronia dos ciclos de juros no exterior, uma postura de maior cautela por parte do Banco Central do Brasil foi colocada.
Nos Estados Unidos, a principal divulgação da semana se deu pelo índice de inflação ao consumidor medido pelo CPI do mês de outubro que cresceu conforme as expectativas, em 0,2% no mês. Na janela anual, a variação encontra-se em 2,6%. Os principais grupos que impactaram no resultado foram os de habitação (0,4%) e alimentos (0,2%).
A leitura da inflação ao consumidor em linha com as expectativas é crucial para que a continuidade do ciclo de corte de juros por parte do FED se mantenha. Frente ao capturado referente ao mês de outubro, as chances para mais um corte no mês de dezembro aumentam.
Contudo, o mercado enxerga que a taxa terminal de juros dos Estados Unidos ainda está bastante em aberto, visto que as políticas econômicas que podem ser adotadas pelo próximo presidente já eleito, podem trazer um maior risco inflacionário no horizonte, exigindo uma postura mais dura por parte do Federal Reserve.
A leitura do Produto Interno Bruto (PIB) europeu registrou crescimento de 0,4% em relação ao segundo trimestre do ano, em linha com as expectativas do mercado. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a variação foi de 0,9%, também em linha com as expectativas. Os dados de atividade fracos em linha com a inflação que se mostra em ritmo de controle, devem permitir mais um corte de juros por parte do Bancos Central Europeu.
A semana apresenta uma agenda um pouco mais esvaziada de divulgações econômicas, com destaque para a divulgação dos dados de inflação ao consumidor no continente europeu.
Nos Estados Unidos, dados referentes aos pedidos de seguro desemprego irão compor a análise do mercado referente aos movimentos futuros do FED.
Na sexta feira, contaremos com a divulgação do índice PMI de serviços e do PMI industrial dos Estados Unidos, em que será passado uma visão sobre as perspectivas futuras dos gerentes de grandes companhias dos respectivos setores.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo atual da Selic, fundos de renda fixa passivos voltam a apresentar possibilidade de rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, contudo, a estratégia de gestão ativa ainda se apresenta como alternativa atrativa para o RPPS.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de elevação na taxa de juros, é aconselhável cautela no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, devido à volatilidade desses indicadores. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em alta.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 que era de 10%, passa a ser de até 12%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Após muitas mudanças nas expectativas de quando o ciclo de corte de juros poderia ocorrer, o FED iniciou a sua redução em setembro, porém não deixou claro qual a taxa de juros terminal de deve ser alcançada. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo deem sequência na queda de juros, podendo aumentar a demanda por ativos de risco. Sugere-se a entrada no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVAS
Com uma margem de vantagem bastante acima do preciso para levar a vitória, o candidato republicano Donald Trump foi o vencedor das eleições presidenciais americanas de 2024 contra a rival Kamala Harris, do partido democrata.
Nos aspectos econômicos, o candidato eleito Trump aponta que trará grandes transformações econômicas para a economia americana, e que tomará ações para alterar a relação econômica com a China, o que pode trazer impactos relativamente positivos para o Brasil.
Na decisão de política monetária do FED, a decisão unanime de cortar 0,25% já era esperada pelo mercado. Atualmente, a taxa básica de juros encontra-se entre 4,5% e 4,75%. No comunicado e entrevista pós decisão, foi reforçado que as decisões futuras dependerão do progresso dos dados econômicos, principalmente a inflação e o mercado de trabalho. Se o mercado de trabalho se deteriorar, o FED se mostra pronto para agir, porém caso ocorra um movimento de reaceleração dos preços, um ajuste de postura do FED também é considerado. A redução do ritmo de corte para 0,25% é justificada pela ausência de pressa de cortar os juros dado que a atividade econômica americana segue resiliente.
Na visão do corpo econômico da Crédito e Mercado, a maior cautela do comunicado pós reunião ecoa a incerteza sobre a taxa terminal a ser alcançada uma vez que as medidas econômicas a serem adotadas pelo próximo presidente ainda possuem incerteza no tocante aos impactos gerados sob os preços.
Já no Brasil, na penúltima reunião do ano, o COPOM decidiu unanimemente pela elevação em 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic, que se encontra nesse momento no patamar de 11,25% ao ano. O comunicado pós reunião enfatizou a preocupação com o cenário externo mais desafiador e incerto, e a atividade doméstica que se encontra demasiadamente estimulada e com fatores de risco em estados alarmantes quando o prêmio de risco exigido por conta do risco fiscal permanece elevado, o que por sua vez também impacta a taxa de câmbio e os outros fatores econômicos.
Ainda no Brasil, o IPCA, que mede a inflação ao consumidor, no mês de outubro fechou em 0,56% de alta, acima das projeções de 0,53% para o período. A alta foi puxada principalmente pelo preço da energia elétrica que subiu quase 5% no mês. O grupo de Habitação, em que o preço da energia elétrica está incluso, foi o que mais pesou no balanço do cálculo do IPCA, seguido pelo grupo de Alimentação, que também teve forte alta por conta do aumento da carne, que subiu 5,81%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o IPCA ultrapassou o teto da meta, que é de 1,5 ponto percentual acima dos 3%, ao atingir 4,76% no mês de outubro. Em 2024 o índice acumula 3,88%.
Na Ásia, a inflação ao consumidor medido pelo CPI do mês de outubro veio um pouco abaixo das expectativas, em 0,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. As expectativas eram de 0,4%.
Na agenda econômica doméstica mais curta por conta do feriado na sexta feira, contaremos com a divulgação da Ata do Copom da reunião do mês de outubro na terça feira e com a prévia do PIB mensurado pelo índice IBC-Br.
No exterior, teremos a divulgação dos índices de inflação ao consumidor da economia americana referente ao mês de outubro na quarta feira, além do aguardado discurso do presidente do FED, Jerome Powell, e os dados de pedidos iniciais por seguro-desemprego, na quinta feira.
Já na Europa, a principal divulgação será referente ao PIB do terceiro trimestre na quinta feira.




RETROSPECTIVAS
Na bateria de resultados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, apesar da robustez, a tendencia se mostra de clara desaceleração por conta de dados de períodos anteriores serem revisados para baixo, e pelo dado mais recente que veio expressivamente abaixo das expectativas.
O Nonfarm Payroll, que informa o número de postos de trabalho criados, reportou apenas 12 mil empregos gerados em outubro, bastante abaixo dos 223 mil do mês anterior, e bem abaixo da projeção de 113 mil.
Já o relatório JOLTS, que traz as vagas em aberto, informou um número também menor que o mês anterior (7.9 milhões), em 7.4 milhões no mês de outubro.
Em setembro, o principal índice de inflação olhado pelo FED, o PCE, veio em linha com o esperado em 0,2% de variação no mês. Na janela anual a variação foi de 2,1%, também em linha com as expectativas. A leitura do PIB do 3° trimestre veio em 2,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, reforçando a resiliência da economia americana.
Na Europa, a atividade segue fragilizada. A primeira leitura do PIB do 3° trimestre foi de 0,4% em comparação com o trimestre do ano anterior, ainda pressionado pelos reflexos da política monetária restritiva e pelo custo mais elevado de energia.
O índice de preços ao consumidor, CPI, de outubro foi de 0,3%. Na variação anual, a alta é de 2%. Este cenário no continente europeu reforça as expectativas de mais um corte de juros na próxima reunião do Banco Central Europeu.
Na agenda econômica global, o maior evento será a eleição para presidente nos Estados Unidos, em que por conta da polaridade, a volatilidade no curto prazo é esperada. Ainda nos Estados Unidos, teremos reunião de política monetária para decisão de juros na quinta feira, em que o mercado espera mais um corte de 25 pontos base.
No Brasil, teremos a reunião do COPOM em que será decidido o rumo de política monetária, na quarta-feira. O mercado espera mais uma elevação de 50 pontos base. Na sexta feira, teremos a divulgação do IPCA de outubro.
Na China, teremos a divulgação da leitura de inflação ao consumidor do mês de outubro.