RETROSPECTIVA
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (20) em queda de 1,55%, recuando de 133.122 para 131.065 pontos, retornando ao mesmo nível de 12 de agosto. A recente alta dos juros no Brasil, afastou investidores do mercado de ações, que buscaram alternativas na renda fixa ou em bolsas internacionais.
Nem o câmbio escapou das turbulências. O dólar, após sete quedas consecutivas, inverteu a tendência e subiu 1,78%, sendo cotado a R$ 5,52.
A semana foi marcada por eventos globais de grande impacto. O Banco Central dos EUA surpreendeu ao cortar os juros em 0,50 pontos percentuais, uma medida agressiva que não acontecia há quatro anos, agora oscilando entre 4,75% e 5,00%. Essa decisão visou conter a desaceleração econômica e a proximidade da inflação com a meta, mas o Federal Reserve (Fed) advertiu que novos cortes não devem ocorrer tão rapidamente.
Na China, os sinais de enfraquecimento econômico continuam. Indicadores de produção industrial e vendas no varejo ficaram abaixo das expectativas, enquanto a taxa de desemprego aumentou, gerando temores de uma desaceleração mais profunda, agravada pela crise no setor imobiliário e possíveis riscos de deflação. Dada a relevância da China como principal destino das exportações brasileiras, essas condições podem afetar o Brasil diretamente.
Geopoliticamente, o aumento da tensão no Oriente Médio também merece destaque. Conflitos entre Israel e o Hezbollah no Líbano reacenderam, elevando o preço do petróleo, que terminou a semana com o barril de Brent a US$ 75. Essa alta pode pressionar a economia brasileira, com risco de inflacionar os custos de energia.
No Brasil, o Banco Central elevou a taxa Selic para 10,75% ao ano, buscando conter a inflação, que se aproxima do teto da meta. Com a economia ainda aquecida, o aumento de salários, os gastos com precatórios e a alta do dólar estão impulsionando a inflação. Além disso, o risco fiscal pressiona o governo a adotar políticas monetárias mais rígidas.
O Banco Central já sinalizou que a Selic poderá alcançar 12% ao ano no início de 2025, caso a inflação continue superando as expectativas. Enquanto nos EUA a inflação recua e o mercado de trabalho desacelera, o Brasil ainda enfrenta pleno emprego e uma demanda aquecida, complicando o controle inflacionário.
Na agenda da semana, o principal evento internacional será a divulgação do núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal (core PCE) dos EUA referente a agosto, na sexta-feira. Além disso, dirigentes do Fed, incluindo o presidente Jerome Powell, farão declarações ao longo da semana, oferecendo mais detalhes sobre a política monetária dos EUA.
Serão também divulgados os índices PMI de setembro nos EUA, Zona do Euro, Reino Unido e China, refletindo a percepção de empresários sobre as condições econômicas.
No Brasil, o destaque será a ata do Copom na terça-feira, detalhando a recente alta da Selic, e o Relatório Trimestral de Inflação na quinta-feira. O IBGE divulgará o IPCA-15 de setembro na quarta e a PNAD Contínua de agosto na sexta-feira. Outros dados importantes incluem o Caged, que trará o número de empregos formais, e as notas estatísticas do Banco Central sobre o setor externo e o mercado de crédito. Na sexta-feira, o Tesouro Nacional divulgará o resultado primário do governo central de agosto.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Tivemos o fechamento da semana com alta do Ibovespa antes da semana decisiva da “super quarta”, que é quando temos o resultado da taxa de juros tanto do Brasil quanto do EUA. O índice fechou em 134.882 pontos, alta de 0,2%. Tendo como setor de melhor performance: educação, muito beneficiado pela alta de 13,5% de YDUQ3.
Fora do Brasil, os mercados internacionais se recuperaram da semana anterior, que havia sido afetado pelo segmento de tecnologia. O dólar teve queda de 0,6%, fechando a semana em R$5,56.
Na semana passada, tivemos alguns eventos importantes para entendermos o rumo do cenário econômico:
O resultado da inflação de agosto foi marcado pela deflação (diminuição nos preços na economia) de -0,02%, muito influenciado pelo grupo de “habitação” puxado pela redução no preço de energia elétrica. O último mês que tivemos deflação no Brasil, foi em junho de 2023.
Já no cenário internacional, vimos que o Banco Central Europeu decidiu por reduzir sua taxa de juros em 0,25%, saindo de 3,75% para 3,50%. Em linha com nossa projeção.
O IBC-Br, indicador utilizado como prévia do desempenho do PIB, apresentou recuo de 0,40%, acima da expectativa do mercado de 0,90%. O acumulado de 12 meses está em 2%, e no ano, está em 2,6%.

Fonte: https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus
PERSPECTIVAS
Para essa semana, teremos diversos países decidindo a respeito de suas taxas de juros, como Japão, Inglaterra, China, entre outros. Mas a atenção de nosso mercado está voltada, principalmente, para a “super quarta”.
Para o EUA, o mercado inverteu sua previsão, passando agora a ter como maior probabilidade, que o FED decida baixar os juros em 0,50%. Porém uma parcela do mercado ainda acredita que haja a probabilidade de os juros terem a redução de 0,25%, vale ressaltar, que antes, esse resultado estava previsto como o de maior probabilidade. Concretizando esses cenários, será a primeira vez que o FED decide por baixar sua taxa de juros em 5 anos.
De forma oposta ao EUA, o Brasil tem mantido sua previsão de aumentar sua taxa de juros. A expectativa do mercado é de que haja o aumento de 0,25%. Passando a taxa Selic para 10,75%.
Como forma de verificarmos o andamento do cenário internacional, na quarta-feira também teremos a divulgação da inflação do consumidor no Zona do Euro
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Em semana marcada por forte volatilidade, o Ibovespa encerrou a primeira semana de setembro com queda de 1% aos 134.572 pontos. Dados econômicos domésticos e no exterior trouxeram agito para as classes de ativos domésticas.
Em um dos assuntos mais aguardados da semana, a divulgação dos dados do relatório laboral americano Nonfarm Payroll fez o mercado reagir negativamente. O número do relatório divulgado pelo Establishment Survey foi de 142 mil empregos criados no mês de agosto, abaixo do esperado, e com revisão baixista do número do mês anterior.
Para os analistas, a discussão sobre o corte de juros do Federal Reserve se volta para a magnitude do corte, se de 25 ou 50 pontos base. Para a equipe de estratégia da Crédito e Mercado, o corte de 0,25% está no cenário base, porém não descartamos redução de 0,5%.
Na Zona do Euro, a atividade econômica se mostra debilitada com o PIB do segundo trimestre ter crescido apenas 0,2%, conforme divulgado pelo Eurostat. Além do PIB, os dados de inflação também vêm sinalizando uma desaceleração mais forte, com o dado do PPI (índice de preços ao produtor) tendo subido 0,8%. Na geopolítica, o conflito entre Rússia e Ucrania não parece ter encerramento próximo.
O PIB brasileiro registrou alta de 1,4% no segundo trimestre, acima da projeção. O destaque foi para o setor de serviços e consumo das famílias.
Na agenda da semana, no exterior, teremos divulgação de dados de inflação ao consumidor e produtor dos Estados Unidos (quarta e quinta feira, respectivamente).
Na Europa, o Banco Central Europeu tomará decisão sobre taxa de juros, sua principal ferramenta de política monetária, com divulgação na quinta feira.
Domesticamente, o destaque está na divulgação na terça feira do IPCA referente ao mês de agosto, e do IBC-Br, prévia do PIB, na sexta feira.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROPERSPECTIVA
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou a sessão, em 30 de agosto de 2024, com uma leve queda de 0,03%, fechando aos 136.004,01 pontos. Apesar dessa pequena retração diária, o índice acumulou um avanço semanal de 0,29%.
O dólar à vista (USDBRL) registrou uma valorização de 0,21%, encerrando o dia cotado a R$ 5,6350. A alta da moeda norte-americana foi parcialmente contida por duas intervenções do Banco Central no mercado cambial.
No acumulado do mês, o Ibovespa apresentou um ganho significativo de 6,54%, enquanto o dólar teve uma leve depreciação de 0,36% frente ao real.
No cenário internacional, os dados dos Estados Unidos reforçam a perspectiva de um “pouso suave”. O índice de inflação PCE, preferido pelo Fed, subiu 0,16% em julho, levemente abaixo das expectativas, e a inflação de serviços continua em 3,25%, um pouco acima da meta. A revisão do PIB do segundo trimestre para 2,95% anualizado, impulsionada pelo consumo pessoal, sugere que a atividade econômica permanece forte, dissipando temores de recessão. Esses dados indicam que o Fed pode iniciar um ciclo de cortes de juros devido à estabilidade de preços e não por receio de uma recessão, com expectativas de três reduções de 0,25 pontos percentuais ainda este ano.
Na China, o Banco Central manteve a taxa de juros para empréstimos de médio prazo inalterada em 2,3% e injetou 300 bilhões de yuans no sistema financeiro, medidas destinadas a apoiar a atividade econômica em meio à fragilidade do setor imobiliário e à recuperação lenta da demanda interna.
Na zona do euro, a inflação em agosto mostrou persistência nos preços de serviços, com um aumento mensal de 0,4%. No entanto, a inflação anual caiu para 2,2%, o nível mais baixo desde julho de 2021. Mesmo com a rigidez na inflação de serviços, o Banco Central Europeu deve continuar com seu plano de redução de taxas, embora os novos dados possam influenciar as decisões futuras.
No Brasil, o governo indicou Gabriel Galípolo para presidir o Banco Central a partir de 2025. No campo da inflação, o IPCA-15 de agosto subiu 0,19%, mantendo a inflação acumulada em 12 meses em 4,35%. Apesar disso, os componentes subjacentes da inflação mostraram que a pressão inflacionária persiste, especialmente nos serviços, o que pode levar o Copom a iniciar um ciclo de aperto monetário já na reunião de setembro. Em termos fiscais, o governo apresentou estratégias para o corte de R$ 25,9 bilhões nas despesas obrigatórias, com foco em programas sociais e previdenciários. No mercado de trabalho, o Caged registrou a criação líquida de 188 mil empregos formais em julho, com crescimento real dos salários e uma taxa de desemprego de 6,8%, próxima dos níveis mais baixos da série histórica. Por fim, o Banco Central realizou uma intervenção no câmbio após forte valorização do dólar, e o setor público consolidado registrou um déficit de R$ 21,3 bilhões em julho.
No Brasil, o principal destaque é a divulgação do PIB do segundo trimestre de 2024, que ocorrerá na terça-feira. A expectativa é de um crescimento robusto de 1% em comparação ao primeiro trimestre, impulsionado pela resiliência do consumo das famílias e pela recuperação dos investimentos em ativos fixos. Na quarta-feira, serão divulgados os dados da produção industrial de julho, que podem fornecer mais detalhes sobre o desempenho recente do setor manufatureiro. Além disso, espera-se que o Tesouro Nacional divulgue os resultados fiscais do Governo Central em julho, após adiamento devido à greve dos seus funcionários.
No cenário internacional, o foco estará nos Estados Unidos, com a divulgação do relatório Nonfarm Payroll na sexta-feira, que é o principal indicador de emprego do país e se refere a agosto. Antes disso, a pesquisa JOLTS sobre a oferta de empregos será divulgada na quarta-feira, seguida pela criação líquida de empregos no setor privado (ADP) na quinta-feira. Esses dados serão cruciais para determinar a magnitude do corte de juros que o Federal Reserve (Fed) poderá implementar na reunião de setembro, com possibilidades de redução de 0,25 ou 0,50 pontos percentuais. Além disso, os índices PMI de agosto, que refletem as condições econômicas e de negócios, serão publicados para os Estados Unidos, Zona do Euro, Reino Unido e China, oferecendo uma visão mais ampla sobre a atividade econômica global.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômico, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10,50%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.