RETROSPECTIVA
Em semana domesticamente marcada pela divulgação do IPCA-15 de julho e a sequência da discussão fiscal do Brasil, o Ibovespa encerrou a semana aos 127.492 pontos, em queda de 0,1%.
O IBGE divulgou alta de 0,3% do IPCA-15 de julho, acima da projeção de 0,22% do mercado. Na comparação anual, a variação é de 4,4%, também acima dos 4,1% do mês anterior. O instituto de pesquisa divulgou que o principal responsável foi a passagem aérea que subiu quase 20% no mês.
Outra divulgação que entrou em atenção na última semana foi o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias para o 3° trimestre que apontou efetivamente o corte de R$ 15 bilhões em despesas. Além do contingenciamento de R$ 3,8 bilhões, foi confirmado o bloqueio de R$ 11,2 bilhões.
Nos Estados Unidos, o dado de inflação de junho em linha com as expectativas animou o mercado ao o PCE registrar 0,1% no mês. O núcleo do índice ficou pouco acima, em 0,2% no período, também de acordo com as expectativas. Em 12 meses, a variação permaneceu em 2,6%, com serviços pressionando o índice de preços.
Os indicadores de atividade econômica registraram resiliência da atividade, apesar da leve acomodação do mercado de trabalho. A primeira leitura do PIB do 2° trimestre de 2024 foi de 2,8%, acima do esperado. Já o PMI composto, índice que registra as expectativas econômicas futuras, registrou 55 pontos no mês de junho.
Na China, a movimentação de taxa de juros por parte do Banco Popular da China (PBoC, em inglês) surpreendeu o mercado. A autoridade monetária cortou 0,1% de toda sua curva de juros, com a finalidade de dar mais estímulo aos agentes econômicos, no começo da semana. A surpresa foi que alguns dias depois, o PBoC voltou a cortar mais 0,2% na taxa de juros de médio prazo.
Essa semana será mais movimentada, com destaque para a decisão de política monetária do Federal Reserve que acontece na quarta feira. Apesar da esperada manutenção da taxa atual, mercado aguarda o comunicado e a sinalização de um possível corte para as reuniões seguintes dado a melhora dos dados de atividade econômica. Teremos também a divulgação do Payroll no fim da semana, além também da primeira leitura do PIB europeu para o 2° trimestre.
No Brasil, teremos decisão de política monetária na quarta feira, em que a manutenção dos 10,50% ao ano é esperado pelo mercado. Em indicadores, teremos a divulgação do IGP-M de julho na terça feira, além também dos dados do mercado de trabalho representados pelo Caged e taxa de desemprego medido pelo PNAD.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Em paralização aos ganhos registrados nas semanas anteriores, o Ibovespa fechou a sexta feira 19 de julho em queda de 1% aos 127.616 pontos. O principal responsável por esse movimentou voltou a ser a pauta quadro fiscal. Em meio a incertezas do hesito do cumprimento das metas, o ministro Fernando Haddad anunciou na quinta feira dia 18 de julho um congelamento de 15 bilhões de reais em despesas. Desses R$ 15 bilhões, R$ 11,2 bilhões são de bloqueio imediato, e o restante de contingenciamento.
Esse bloqueio de despesas refere-se quando as despesas obrigatórias ultrapassam o teto de 2,5% sinalizado no arcabouço fiscal. Por sua vez, o contingenciamento é executado ao passo do descasamento entre receitas e despesas projetadas para 2024.
Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, veio com discursos mais mornos a respeito da leitura econômica, indicando que o processo de colocar a inflação da meta de 2% está mais evidente, e portanto, o corte de juros está mais próximo. Todavia, os outros membros reforçaram o trabalho ainda não está completamente feito.
Ganhou destaque internacional a decisão de manutenção de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE) que segundo Christine Lagarde, presidente da instituição, foi unanime. Com a decisão, a taxa de depósito se manteve em 3,75% a.a. O comunicado que veio posteriormente colocou que a trajetória da inflação está seguindo o projetado, e que para novas movimentações de taxa de juros, a instituição dependerá dos dados do mercado. Reforçaram também que enxergam maiores pressões sobre os preços, principalmente por conta de serviços.
Na Ásia, o PIB chinês de 4,7% no segundo trimestre veio abaixo do esperado e coloca em dúvida meta em torno dos 5% para o ano de 2024. Apesar do setor industrial sinalizar força perante exportações de automóveis e eletrônicos, o consumo doméstico permanece fraco ao mesmo passo do setor imobiliário, que segue contraindo.
No exterior, essa semana teremos o principal indicador de inflação observado pelo Federal Reserve, o PCE de junho. Além do PCE, teremos a divulgação do PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos, com projeção de 2% pelo mercado.
Ainda no exterior, teremos a divulgação da decisão de política monetária da China, em que espera-se um reforço no estímulo monetário.
Já no Brasil, o foco permanece na exposição do IPCA-15 de julho que será divulgado no fim da semana, e por fim, será compartilhado o relatório do ministério da Fazenda em relação aos métodos e montante para contenção das despesas que foi indicada na última semana.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O Ibovespa repetiu um feito que não ocorria desde 2017, registrando 10 altas consecutivas neste mês. O principal índice de ações da bolsa brasileira avançou 0,47%, fechando a semana na marca de 128.896,98 pontos, acumulando um ganho de 2,08% na semana e 4% no mês. No entanto, no ano, o índice ainda apresenta uma queda de 3,9%. Já o dólar recuou frente ao real nesta sexta-feira, encerrando a semana em baixa de 0,20%, cotado a R$ 5,43.
A recente valorização das commodities também contribuiu para o desempenho positivo do Ibovespa, que tem quase metade de seu peso em ações de empresas desses setores. Tanto o petróleo, que registrou quatro semanas consecutivas de alta, quanto o minério de ferro, vêm se valorizando. O petróleo é o principal produto de exportação da Petrobras, e o minério de ferro, da Vale. Juntas, essas duas empresas representam 25% da composição do Ibovespa.
Apesar do recuo do dólar nos últimos dias, ele ainda se mantém em um patamar elevado, distante das previsões do Boletim Focus. Essa “supervalorização” da moeda americana impacta negativamente a inflação, mas beneficia as exportadoras brasileiras que têm receitas em dólar.
As taxas de juros norte-americanas continuam no foco dos investidores, especialmente após a divulgação de novos dados de inflação. De acordo com o Departamento de Trabalho, o índice de preços ao produtor nos EUA subiu 0,2% em junho, após ficar estável em maio, superando as expectativas de um aumento de 0,1%. Essa alta segue os bons resultados da inflação ao consumidor (CPI), divulgados recentemente. Os preços caíram 0,1% em um mês, surpreendendo as previsões de um leve aumento de 0,1%, e a inflação anual ficou em 3,1%.
Esses dados reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) iniciará cortes nas taxas de juros em setembro. Jerome Powell já havia afirmado que a inflação nos Estados Unidos “permanece acima” da meta de 2% do Fed, mas destacou melhorias recentes. Ele também mencionou que novos dados econômicos positivos fortaleceriam o argumento a favor de cortes nas taxas de juros.
A economia da China desacelerou no segundo trimestre, conforme revelaram dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (15). A segunda maior economia do mundo cresceu 4,7% entre abril e junho, o que representa o ritmo mais lento desde o primeiro trimestre de 2023 e abaixo da previsão de 5,1% feita por analistas. Esse crescimento também foi inferior à expansão de 5,3% registrada no trimestre anterior.
Em termos trimestrais, o PIB cresceu 0,7% entre abril e junho, abaixo das expectativas de um aumento de 1,1% e em comparação com o ganho revisado de 1,5% no trimestre anterior.
No Brasil, a inflação oficial medida pelo IPCA desacelerou em junho, passando de 0,46% para 0,21%, abaixo da expectativa do mercado de 0,32%. O maior impacto veio do grupo Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 0,44% e contribuiu com 0,10 ponto percentual (p.p.) para o índice geral, uma variação mensal inferior à de maio, quando os preços desse grupo subiram 0,62%.
No cenário doméstico, os investidores continuam atentos aos sinais sobre o quadro fiscal brasileiro. Além do adiamento da votação da desoneração da folha para 17 setores pelo Congresso, há uma expectativa crescente pela aprovação da reforma tributária, que agora está nas mãos do Senado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que uma expansão fiscal não seria benéfica para o país no momento e reiterou que Lula cortará gastos se necessário. O ministro também comentou sobre a repactuação da dívida dos estados com o governo federal e os avanços na reforma tributária.
Na semana terá importantes dados de atividade no Brasil e no exterior. No Brasil, a segunda-feira (15) traz a divulgação do IBC-Br de maio. Esse índice, divulgado pelo Banco Central, é considerado uma prévia informal do PIB e deve reforçar o cenário de resiliência da economia brasileira, especialmente após os dados positivos de maio do varejo e do setor de serviços.
Nos Estados Unidos, haverá um discurso do presidente do Fed, Jerome Powell. As novas declarações de Powell, juntamente com os dados econômicos, podem consolidar um cenário favorável para o início do ciclo de cortes de juros em setembro, alimentando o otimismo dos mercados. Ainda na américa, teremos a divulgação do Livro Bege que ocorrerá na quarta feira em que serão passados maiores detalhes a respeito dos aspectos conjunturais que são observados pelo Federal Reserve.
Na quinta-feira, a zona do euro terá uma importante decisão de política monetária. Após ter cortado os juros em junho, o Banco Central Europeu (BCE) deve manter as taxas atuais, em resposta à estagnação do processo de desinflação no bloco europeu.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Na primeira semana de julho, em meio a constantes ruídos sobre a trajetória fiscal doméstica que andam a impactar principalmente o câmbio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou a intenção de cortar mais de 25 bilhões de reais em despesas obrigatórias no Orçamento do próximo ano, além de segurar parte dos recursos ainda em 2024. Com a notícia, o mercado reagiu positivamente e a moeda norte americana fechou a sexta feira cotada à R$ 5,46 após rondar os R$ 5,70. O IBOVESPA subiu para 126.303 pontos, em alta de 1,93% na semana.
Impactado principalmente pelo desastre ocorrido no Rio Grande do Sul, a produção industrial de maio caiu 0,9% ante abril. Contudo, a queda foi menor do que o inicialmente projetado (-1,6%).
Nos Estados Unidos, em dado referente ao mês de junho, o relatório Nonfarm Payroll reportou a criação de 206 mil empregos versus 190 mil projetados. Apesar de acima das expectativas, o número vem em queda em relação aos períodos anteriores. Já o Jolts, relatório que informa a quantidade de vagas disponíveis, reportou um aumento no mês de maio para 8,1 milhões frente a 7,9 milhões do mês anterior. Esses dados indicam que apesar de um mercado de trabalho seguir forte, há sinais de desaquecimento.
O PMI de serviços apurado pelo Instituto ISM registrou 48,80 pontos em junho, em território contracionista de atividade econômica, puxado pra baixo principalmente por uma redução de demanda do setor. O setor manufatureiro capturado pela mesma instituição apontou contração para 48,50 pontos no mesmo período, também em território contracionista.
Na Europa, o CPI, que mede a inflação de preços ao consumidor, de junho teve alta de 0,2% no mês. Na janela anual, a variação apontada foi de 2,5%, já o núcleo, que desconsidera os itens mais voláteis do cesto (como energia e alimentos, por exemplo) se mostrou estável nos 2,9% em 12 meses. Dentre os responsáveis, os preços ligados a serviços são os que se destacam ao realizar a decomposição do índice.
Para se manter no radar dessa semana, destacamos os dados de inflação ao produtor e ao consumidor na China que serão divulgados na terça feira. Esses dados trarão uma percepção ainda melhor da situação economica chinesa, que vem enfrentando dificuldades para engatar fortes crescimentos como se via em anos anteriores.
Ainda no tema de inflação, teremos a divulgação do PPI dos Estados Unidos referente ao mês de junho, o indicador busca medir a inflação para o produtor. Além do PPI, teremos também o CPI de junho na quinta feira, e também discurso de dirigentes do Federal Reserve incluindo o Presidente, Jerome Powell.
Já no Brasil, teremos como destaque a divulgação do IPCA referente ao mês de junho na quarta feira.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.