RETROSPECTIVA
Após várias semanas no vermelho, o Ibovespa respondeu bem à decisão unânime do Copom e fechou a sexta-feira em alta, aos 121.341 pontos e subiu 1,40% na semana, a primeira positiva no mês de junho. Após atingir sua maior cotação em quase dois anos, o dólar encerrou a semana com alta moderada de 1%, aos R$ 5,44. O desempenho da bolsa poderia ser ainda melhor caso a Vale tivesse acompanhado a alta. Após o minério de ferro atingir a mínima dos últimos 3 meses, devido a fraca demanda por aço e um dólar valorizado, a Vale caiu 0,93% na sexta.
A percepção de que o Copom não cedeu às pressões políticas e o recuo dos yields das Treasuries americanas impactaram a curva de juros aqui no Brasil, com recuo principalmente na ponta mais longa da curva.
Na última semana, o Copom interrompeu o ciclo de flexibilização monetária e decidiu manter a taxa Selic inalterada em 10,50%. Mais importante que a decisão em si, a qual já era esperada pelo mercado, o mercado aguardava o comunicado e a votação dos membros. Após o dissenso na última reunião causar um estresse no mercado, o comitê foi unânime desta vez, mostrando que a autoridade monetária está firme com o compromisso de alcançar a meta de inflação.
Em comunicado, o comitê destacou as incertezas globais e um cenário doméstico marcado por forte atividade econômica, desancoragem das expectativas inflacionários e incertezas fiscais podem atrapalhar o processo de desinflação no Brasil. Além disso, o comitê deu a entender que a política monetária deve permanecer contracionista por tempo suficiente.
Na zona do euro, os dados de inflação vieram conforme as expectativas de mercado, com alta de 0,2% no índice cheio em maio. No mercado de trabalho, os salários mostraram aceleração na margem e podem atrapalhar o processo de corte de juros.
A última semana foi marcada por decisões de política monetária na China e Reino Unido. O PBoC (Banco Popular da China) optou por deixar suas principais taxas de juros inalteradas, como era esperado pelo mercado. Ainda com dificuldades de retomar o seu crescimento, o governo chinês deve continuar a estimular o mercado imobiliário por meio de medidas fiscais para atingir a meta de crescimento de 5% em 2024.
Na Inglaterra, o Banco da Inglaterra (BoE) também optou por manutenção da taxa de juros em 5,25%, em decisão dividida. O comunicado que seguiu a decisão mencionou que os dados de atividade econômica seguem mais forte que o esperado e a inflação, apesar de continuar em queda, ainda está em patamares elevados. A expectativa é que o BoE deva iniciar o ciclo de corte de juros no terceiro trimestre de 2024.
O mercado todo aguarda o índice de preços de gastos com consumo em maio nos EUA (PCE), a métrica de inflação favorita do Fed, na sexta-feira. Após os recentes dados de inflação mostrarem uma desaceleração significativa, é necessário que isto continua nos próximos meses para que o Fed possa iniciar o ciclo de afrouxamento monetário. Além do PCE, a leitura final do PIB do primeiro trimestre dos Estados Unidos será divulgada na quinta-feira, a leitura preliminar registrou crescimento de 1,3% no trimestre anualizado.
Após iniciar o ciclo de corte de juros, é esperado pausa na próxima reunião do Banco Central Europeu. Os recentes dados do mercado de trabalho mostraram que o comitê deve seguir com cautela no processo de cortes.
No Brasil, a ata do Copom será o destaque da semana e será divulgado na próxima terça-feira. O documento deve trazer maiores explicações acerca da decisão de manutenção de corte de juros e a análise do comitê sobre o cenário econômico. O dissenso anterior prejudicou a confiança do mercado em relação ao compromisso do comitê em atingir a meta de inflação, algo que foi reparado no último comunicado. O cenário atual de interrupção do ciclo de quedas da Selic deve permanecer até o final do ano e a taxa Selic terminal para 2024 será de 10,50%.
A agenda de indicadores ainda trará o IPCA-15 referente a junho, na quarta, e os dados do mercado de trabalho com o Caged, na quinta, e a PNAD Contínua na sexta. Tais dados serão importantes para avaliar se a inflação seguirá em processo de queda e se o mercado de trabalho continuará demonstrando força.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Após uma semana de quedas, o Ibovespa fechou a sexta-feira com leve alta de 0,08%, e encerrou aos 199.662 pontos. Na semana, a principal bolsa do Brasil fechou com queda de 0,91%. O dólar disparou perante ao real durante a semana e chegou aos R$ 5,40, encerrando a semana aos R$ 5,38. Com uma maior percepção de risco interno diante das incertezas fiscais, o cenário doméstico é muito afetado.
O IPCA de maio avançou 0,46%, acima dos 0,40% esperado pelo mercado. Nos últimos 12 meses, o acumulado foi para 3,93% e no ano a alta é de 2,27%. Dos nove grupos pesquisados, apenas um teve baixa, Artigos de residência, com variação de -0,53%. Os maiores impactos do índice foram Alimentação e bebidas (0,62%) e Habitação (0,67%), com 0,13 p.p. e 0,10 p.p. respectivamente. Em alimentação e bebidas, a alta já traz os primeiros efeitos da tragédia do Rio Grande do Sul. Em Habitação, a maior alta do grupo foi energia elétrica residencial (0,94% e 0,04 p.p.), explicada pelos reajustes tarifários em alguns estados.
O INPC acompanhou a alta do IPCA e também avançou 0,46% em maio. Os compartimentos dos grupos foram bem próximos aos do IPCA, com alimentos tendo o maior impacto no índice.
A atividade no Brasil começa a apresentar sinais de moderação, com o IBC-Br (atividade mensal do Banco Central) de abril ficou estável em termos mensais, abaixo do consenso do mercado de alta de 0,3%. As vendas no varejo ampliado contraíram 1,0% m/m, enquanto as vendas no varejo restrito subiram, porém, abaixo da expectativa do mercado. Já os dados da receita real do setor de serviços apresentaram avanço de 0,5% m/m, no entanto, mostraram queda dos serviços profissionais e dos serviços prestados às famílias, que devem impactar negativamente o PIB brasileiro.
Nos Estados Unidos, em reunião do Fomc (comitê de política monetária norte-americano) na última quarta-feira, o Fed manteve os juros básicos inalterados entre 5,25% e 5,50%. Em entrevista após a reunião, Jerome Powell, presidente do Fed, apesar de ter reconhecido uma melhora na inflação, sinalizou apenas um corte de juros em 2024. Se tal corte vier a acontecer, deve ser somente em dezembro e com algumas condições: a inflação deve continuar caindo e mercado de trabalho não surpreender para cima.
A inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) surpreenderam para baixo, o deu esperança aos mercados. O CPI ficou praticamente estável, com alta de 0,01% em maio ante abril, enquanto o PPI caiu 0,2%. Tais resultados animaram os mercados, com as bolsas americanas subindo e as taxas de juros dos títulos públicos recuaram.
Na China, a demanda doméstica segue enfraquecida, com a inflação ao consumidor apresentando resultados abaixo da expectativa do mercado e a inflação ao produtor registrando deflação no mês de maio. O consumo fraco na China preocupa o Brasil, que é um de seus maiores parceiros comerciais e pode impactar na balança comercial nos próximos meses.
O destaque desta semana aqui no Brasil será a reunião do Copom, na próxima quarta-feira. Com as elevadas taxas de juros persistindo nos Estados Unidos e as incertezas fiscais acerca do governo, a expectativa é de pausa no ciclo de queda da Selic. A votação deve ser unânime com objetivo de evitar uma nova crise de credibilidade do Banco Central. Além disso, o ministro da Economia, Fernando Haddad, vai apresentar medidas de revisão dos gastos públicos na tentativa de fechar o Orçamento de 2025.
Em relação as expectativas inflacionárias, a pausa no ciclo de corte deve ajudar a trazer as expectativas inflacionárias para a meta. É esperado alguma reaceleração no setor de serviços ao longo do ano, refletindo o mercado de trabalho apertado.
Mesmo com alguns dos principais bancos centrais no mundo já terem iniciado o ciclo de corte de juros (Zona do Euro, Canadá, Suíça e Suécia), o Fed precisa de mais dados de inflação controlada e do mercado de trabalho arrefecido para o primeiro corte. Para a agenda de divulgações, os destaques serão as divulgações de dados de inflação na Zona do Euro, na terça-feira, 18, e decisões de política monetária na China e na Inglaterra, na quinta-feira, 20.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O Ibovespa fechou a semana com forte queda e perdeu os 121 mil pontos. Com queda de 1,73%, aos 120.767 e terminou a semana com desvalorização de 1,09%, na terceira semana seguida com baixa. O dólar se valorizou e chegou R$ 5,32. Após o Payroll desanimar os mercados, uma fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a respeito do cenário fiscal, ajudou a derrubar o Ibovespa.
O PIB do primeiro trimestre cresce 0,8%, como já era amplamente esperado pelo mercado. Os destaques positivos foram os fortes crescimentos no setor de serviços e no consumo das famílias. Tais expansões podem ser explicadas pela resiliência no mercado de trabalho e aumento da renda somados com um cenário de queda de juros. Apesar do forte crescimento nos três primeiros meses do ano, os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul não foram incorporados ao resultado, o que pode prejudicar o PIB quando acontecer.
A Balança Comercial registrou superávit de U$ 8,5 bilhões em maio deste ano, um pouco acima do registrado do mesmo mês em 2023. As exportações continuam carregando a balança, impulsionadas pelo forte desempenho das commodities, porém, as importações também seguem acelerando. A balança comercial apresentou um ritmo forte em 2024, porém, vem desacelerando na margem, à medida que as importações seguem acelerando, enquanto as exportações começam a apresentar queda.
Os Estados Unidos divulgaram os dados do mercado de trabalho na última semana. O Relatório JOLTS, que traz o número de vagas disponíveis no período, trouxe 8,06 milhões de vagas em aberto em abril, abaixo das 8,34 milhões esperadas. Além disso, o relatório revisou para baixo os dados de março. A relação entre vagas e pessoas desempregadas diminuiu para 1,2, a proporção, que já foi de 2 para 1 em 2022, atingiu seu menor patamar desde junho de 2021.
O indicador mais aguardado da semana, o Nonfarm Payroll, que traz a criação de empregos no período, veio acima do esperado para o mês de maio. Foram criados 272 mil postos de trabalho formais no mês, ante 185 mil esperados pelo mercado. Além disso, o salário médio por hora subiu 0,40% em maio ante abril, mais que a projeção do mercado, de 0,30%. Para finalizar, a taxa de desemprego avançou ligeiramente, de 3,9% para 4,0% Ao abrir os dados, é possível observar um número muito alto de empregos públicos, enquanto a maioria dos setores da economia seguem em expansão.
Na Europa, o Banco Central Europeu decidiu cortar suas taxas de juros pela primeira vez desde 2019. A queda foi de 0,25 p.p,, e a principal taxa de juros foi para 3,75%. Em comunicado após a decisão, Christine Lagarde (presidente do BCE) manteve o tom preocupado com a inflação, pregando cautela e sem se comprometer com novos cortes de juros no futuro, avaliando a evolução dos próximos dados.
Após um PIB mais fraco e um JOLTS abaixo do esperado, as apostas para dois cortes de juros pelo Fed aumentaram, porém, o Payroll veio como um banho de água fria para os mecados. A decisão de política monetária nos Estados Unidos será na próxima quarta-feira, 12, e o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas. Esta semana, ainda terá a inflação ao consumidor e ao produtor (CPI e PPI, respectivamente) e podem renovar as esperanças de dois cortes no ano caso venham abaixo do esperado.
Os principais bancos centrais do mundo já iniciaram o ciclo de queda de juros, mas o fato dos Estados Unidos ainda não ter iniciado a queda diminui o espaço de corte das outras economia. No Brasil, o cenário de dólar forte deve continuar no restante do ano e o Banco Central deve encerrar o ciclo de corte antes do previsto, na medida que o mercado já aposta que no próximo Copom a decisão deve ser de manutenção da taxa de juros. A agenda doméstica vai contar com o IPCA na próxima terça, 11 e o IBC-Br, na sexta, 14. A inflação ao consumidor do mês de maio deve acelerar 0,40%, um pouco acima dos 0,38% de abril. A principal preocupação do Banco Central é a recente desancoragem das expectativas inflacionárias e deverá atuar para dissipá-la.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O Ibovespa encerrou a semana mais uma vez em baixa, com queda de 1,78%, e assim, terminando maio com baixa de 3,04%. Enquanto isso, o dólar segue se valorizando e encerrou a sexta-feira aos R$ 5,25, com alta de 1,60% na semana e 1,12% no mês de maio. A alta dos juros nos Estados Unidos e problemas internos seguem pesando no principal índice de ações do Brasil. A mudança na presidência da Petrobras, a revisão das metas fiscais e a tragédia do Rio Grande do Sul foram alguns dos fatores que influenciaram na queda do Ibovespa.
Divulgado na última semana, o IPCA-15 registrou alta de 0,44%, abaixo do esperado pelo mercado. O índice trouxe uma surpresa baixista em itens importantes no grupo de serviços, além de mostrar uma desaceleração em seu núcleo. Ainda no campo da inflação, o mercado segue aumentando suas expectativas de inflação, na medida que o Boletim Focus elevou as expectativas para este e para os próximos anos.
O mercado de trabalho segue firme aqui no Brasil, com contínua queda no desemprego. O PNAD Contínua trouxe uma taxa de desemprego no trimestre móvel até abril de 7,5%, ante 7,9% até março e abaixo das expectativas de 7,7%. Além disso, o Caged divulgou a criação de 240 mil vagas de empregos formais em abril, bem acima das 210 mil estimadas pelo mercado. A criação de novas vagas, a diminuição do desemprego e o aumento dos salários podem representar um risco para inflação de serviços no curto prazo.
Nos Estados Unidos, a inflação medida pelo PCE (despesas de consumo pessoal), trouxe sinais de alívio no mês de abril. O índice cheio ficou em 0,3% na comparação mensal, em linha com as expectativas do mercado. A surpresa veio com o núcleo do PCE, que avançou 0,2% ante março, levemente abaixo do consenso de 0,3%. Apesar da surpresa, o mercado continua apostando que o primeiro corte de juros deve ocorrer somente em dezembro deste ano.
Ainda sobre os Estados Unidos, a segunda leitura do PIB do 1° trimestre foi revisado para baixo. A primeira leitura, que era de 1,6%, foi revisada para 1,3% de janeiro a março. Em comparação com os 3,4% de alta no último trimestre de 2023, a desaceleração da economia foi significativa. A fraca leitura do PIB corrobora com a desaceleração nas vendas do varejo e nos gastos com equipamentos.
Na Zona do Euro, o CPI acumulado dos últimos 12 meses surpreendeu e avançou 2,6% em maio, acima do que era projetado pelo mercado. Apesar de alta no índice cheio, o núcleo da inflação veio em linha com o esperado, apresentando avanço de 2,9%. Mesmo com a surpresa altista na inflação, ainda é esperado que o Banco Central Europeu comece a flexibilização monetária na próxima reunião de junho.
Na China, o PMI do setor industrial caiu para 49,5 pontos e o índice de serviços recuou para 51,2 pontos em maio. Apesar do setor de serviços ainda indicar expansão, os seguidos meses de recuo do índice é preocupante e indica que o governo chinês provavelmente continuará suas políticas de estímulo monetário e fiscal para alcançar a meta de crescimento econômico de 5% em 2024.
Os destaques da agenda nesta semana estão principalmente no cenário internacional. O mercado aguarda a decisão do Banco Central Europeu, na quinta-feira, 6, que deve promover um corte de 0,25 b.p. na taxa de juros, para 3,75% a.a. Nos Estados Unidos, as atenções serão voltadas aos dados do mercado de trabalho, com o Nonfarm Payroll na sexta-feira, 7, e o relatório JOLTS na terça, 4. Após uma leitura mais benigna da inflação em abril e uma revisão baixista do PIB, resta saber se a atividade vai seguir mostrando desaceleração.
No Brasil, o destaque será dado pela divulgação do PIB do 1° trimestre, na terça-feira, 4. Após estagnação no 4° trimestre de 23, o mercado prevê um crescimento firme nos três setores da oferta: agropecuária, serviços e indústria. Com um ritmo mais forte da economia, impulsionado principalmente pelo mercado de trabalho, o Banco Central terá um grande desafio pela frente, na medida a desancoragem das expectativas da inflação deve seguir crescendo.
Com a recente abertura da curva de juros e com as incertezas marcando o cenário externo, recomendamos reduzir a duration da carteira. Tudo isso provocou uma grande volatilidade nos IMAs, principalmente na ponta mais longa. Por isso, recomendamos reduzir gradualmente a exposição em Fundos IMA-B 5+, que tem em sua carteira NTN-Bs com prazos acima de 5 anos e podem sofrer mais com essa recente volatilidade. Ainda no Longo Prazo, recomendamos manter em 10% em fundos deste segmento, de preferência diversificar entre IMA-B e IMA-Geral.
Adicionalmente, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, mantivemos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M e no IRF-M 1+, que são índices pré-fixados, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos aumentar a exposição neste segmento, principalmente fundos CDI. Com as recentes alterações no cenário econômio, recomentamos uma exposição de 15% neste segmento. A Selic terminal para 2024 é prevista para 10%, mantendo uma taxa de investimentos atrativa para o RPPS.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
Após a inflação mostrar ser mais resiliente quanto o esperado, o Fed mudou sua comunicação, mostrando ressalva em cortar os juros mais cedo. A expectativa do mercado, que já foi de até sete cortes no ano, agora é de 1 a 2 cortes, com o primeiro deles em setembro. Além disso, a nova resolução de fundos de investimentos, CVM 175, trouxe novas regras para fundos no exterior que ainda não foram adaptadas pela Resolução 4.96321. Por isso, recomendamos cautela para fundos de investimento no exterior, tanto em Renda Fixa como fundos de ações ou multimercado exterior.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, mantemos nossa recomendação de 20% de exposição. Por mais que a bolsa de valores tenha mostrado certa volatilidade neste ano de 2024, a expectativa ainda é de alta para os próximos meses, na medida que as principais economias do mundo devem começar o processo de queda de juros, aumentando a demanda por ativos de risco. Sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Em relação aos Fundos Multimercado e Fundos de Investimento Imobiliários (FII), recomendamos manter a exposição em 5%. O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.