RETROSPECTIVA
Após 3 semanas de queda, o Ibovespa finalmente voltou a registrar ganhos, com alta de 1,12%, impulsionada pelos ganhos da Petrobras e fechando a semana aos 126.526 pontos. Com dados de inflação nos Estados Unidos vindo dentro do esperado e a o IPCA-15 no Brasil mostrando alívio, o real se valorizou perante ao dólar e teve o melhor desempenho entre as moedas emergentes, encerrando a semana aos R$ 5,12.
O indicador de inflação favorito do Fed, o deflator de gastos de consumo (PCE deflator), avançou 0,32% em março, ante fevereiro e com variação anual de 2,82%. Apesar do resultado vir em linha com as expectativas do mercado, os dados de serviços dentro do índice apresentaram preocupante alta, além disso, os dados referentes a janeiro e fevereiro sofrera, revisões altistas.
Ainda sobre os Estados Unidos, a primeira estimativa do PIB referente ao primeiro trimestre de 2024 veio abaixo do que o mercado esperava, com crescimento de 1,6 % contra 2,5% do consenso de mercado.
Para manter a moeda chinesa (yuan) estável, o banco central Chinês (PBoC) optou por manutenção de suas taxas de juros: a taxa para empréstimo de 1 ano e de 5 anos. Essa manutenção das taxas ajuda na contenção da depreciação do yuan, que vem se enfraquecendo diante do cenário de juros alto nos Estados Unidos.
No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,21%, abaixo do consenso de mercado. Nos últimos 12 meses, a variação do índice foi de 3,77%, abaixo dos 4,14% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da surpresa baixista, as incertezas externas e as preocupações fiscais preocupam o mercado, e o cenário de inflação para 2025 começa a crescer.
O Conselho de Administração da Petrobras optou por liberar 50% dos dividendos extraordinários previamente retidos. Como principal acionista da Petrobras, o governo está programado para receber aproximadamente R$ 12 bilhões adicionais, além dos R$ 4 bilhões de dividendos ordinários já planejados. O anúncio foi bem recebido pelo mercado, refletindo-se em uma reação positiva.
A arrecadação federal referente ao mês de março foi de 190,6 bilhões de reais, um aumento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, esse aumento não é suficiente para que o governo atinja a meta de resultado do primário, que seria de aproximadamente 13,5% em termos reais, segundo as estimativas do mercado. Caso permaneça neste ritmo, o governo terá dificuldades para atingir as metas fiscais este ano.
O cenário externo permanece incerto e os dados de inflação permanecem pressionando o Fed para manter uma postura mais cautelosa, atrasando o ínicio da flexibilização da política monetária. No Brasil, o cenário fiscal continua sendo a principal preocupação do mercado e pode prejudicar as expecativas inflacionárias para o próximo ano.
A semana será cheia de indicadores, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. O principal evento da semana será a reunião de política monetária do Fed, na quarta-feira. Enquanto é praticamente certo que a decisão será de manutenção da taxa de juros, a comunicação do comitê e do presidente do Fed, Jerome Powell, será essencial para o mercado entender os próximos passos do Fed. Além disso, dados do mercado de trabalho serão divulgados ao longo da semana, com o relatório JOLTS na quarta e o Payroll na sexta feira. De suma importância para avaliar a atividade economica do país, os dados de trabalho podem trazer alívio para o mercado caso venham mais fracos que o esperado.
No Brasil, também serão divulgados dados do mercado de trabalho, com o CAGED e o PNAD Contínua e devem reforçar o cenário de elevação do emprego e renda. O Tesouro Nacional publicará o resultado primário do governo central, na quinta-feira, o mercado aguarda atentamente esse resultado pois pode mudar as expecativas fiscais no curto prazo.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
O cenário global terá nos próximos meses corte de juros em suas principais economias. A depender principalmente dos Estados Unidos, que ditará o ritmo de corte de juros ao redor do mundo e deve começar apenas em setembro, países dentro da Europa devem começar a flexibilização dos juros antes. Recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
As incertezas em relação a política monetária dos Estados Unidos mexeram com a economia global, os mercados seguem voláteis, com enfraquecimento generalizado das moedas emergentes. No Brasil, somado ao ambiente externo tormentoso, as incertezas fiscais desvalorizaram ainda mais o real perante ao dólar, que fechou a semana aos R$ 5,21. Apesar de alta na sexta, o Ibovespa encerrou a semana no negativo, com queda de 0,65%, aos 125.124 pontos.
Durante a semana, autoridades monetárias do Fed não foram claras em relação à quando as taxas de juros poderão ser cortadas. Pelo contrário, indicaram que a política monetária precisa continuar sendo restritiva por ainda mais tempo. Jerome Powell, o presidente do banco central dos EUA, afirmou tempos atrás que eram necessários mais dados para confirmar o processo de desinflação norte-americano, dito isto, ele afirmou na última semana que além dos dados recentes não estarem dando confiança desse processo desinflacionario, os dados indicaram que há um perigo da trajetória da inflação reacelerar no país.
Na China, o PIB surpreendeu para cima no primeiro trimestre, com avanço de 5,3% frente ao mesmo período do ano anterior e acima das expectativas do mercado (4,8%). Apesar deste surpreendente resultado, o crescimento foi impulsionado pelo setor industrial e de infraestrutura, enquanto a demanda doméstica segue fraca, com fraqueza das vendas no varejo e de imóveis. Este cenário na China reforça que o foco da política econômica do governo chinês tem sido estimular a oferta para compensar a fraqueza no setor imobiliário.
Na zona do euro, a inflação continua desacelerando, com arrefecimento tanto no índice cheio, como no núcleo da inflação. O único setor preocupante é o de serviços, que se mantém em nível preocupantemente alto.
No Brasil, Roberto Campos Neto (presidente do BC) participou da conferência do FMI e comentou a respeito dos impactos dos acontecimentos recentes na economia brasileira. Em discurso, o presidente do banco central disse que a política monetária irá se adaptar à evolução do cenário externo, com uma possível redução no ritmo de corte da Selic. Em relação ao câmbio, mesmo com essa recente valorização do dólar, Campos Neto afirmou que só irá intervir no mercado de câmbio caso ele esteja disfuncional.
O IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – proxy mensal do PIB – avançou 0,4% em fevereiro contra janeiro. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado. A atividade doméstica vem ganhando força nos últimos meses, com o consumo das famílias forte e mercado de trabalho resiliente.
Na última semana, o governo enviou ao Congresso o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), e estabeleceu a meta de déficit zero para 2025. O mercado reagiu mal a isto, pois representa uma redução no ajuste fiscal, que anteriormente previa um superávit de 0,5% para o próximo ano. Além disso, um superávit de 0,25% do PIB em 2026, em comparação com 1,0% anteriormente. Mesmo com este ajuste, a expectativa é que o governo encerre o ano com um déficit de quase 1,0% do PIB e que deve apresentar medidas adicionais de arrecadação para tentar cumprir a meta.
Após enfraquecimento do Real e reprecificação da curva de juros local, a expecativa do mercado para o próximo corte da Selic é de 0,25%. Na ata da última reunião do Copom, o comitê afirmou que o próximo corte seria de mesma magnitudade (0,50%) caso o cenário se mantivesse constante, porém, com a persistente inflação norte-americana e a expecativa de corte de juros ficando somente para o segundo semestre, além do cenário fiscal preocupante, o ajuste no ritmo corte de Selic deve ser realizado.
A selic terminal também foi ajustada no mercado, que antes estava entre 9,0% e 9,5%a.a. agora está em 10% a.a. Nos Estados Unidos, a expectativa do primeiro corte está em setembro deste ano, com 2 a 3 cortes no ano.
Na semana, os mercados domésticos aguardam a divulgação do IPCA-15 de abril, na sexta-feira, que deve trazer mais dados de inflação controlada, com preços administrados e de alimentos cedendo na margem. Na agenda internacional, o destaque será a divulgação da primeira estimativa do PIB dos EUA do 1° trimestre e o principal índice de inflação para o Fed, o deflator das despesas de consumo pessoal (PCE). Ambos os dados serão primordiais para avaliar a atividade econômica norte-americana e os próximos passos do Fed.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
O cenário global terá nos próximos meses corte de juros em suas principais economias. A depender principalmente dos Estados Unidos, que ditará o ritmo de corte de juros ao redor do mundo e deve começar apenas em setembro, países dentro da Europa devem começar a flexibilização dos juros antes. Recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Os mercados fecharam a semana em baixa após dados de inflação nos Estados Unidos acima do esperado. Encerrando a sexta aos 125.946 pontos, o Ibovespa teve queda de 0,67%. O dólar sofreu uma valorização global e a curva de juros voltou a abrir. Após três altas seguidas, a moeda norte-americana chegou aos R$ 5,12 na sexta e a Treasury de 10 anos chegou ao maior patamar desde novembro de 2023.
O CPI americano (índice de preços ao consumidor) acelerou 0,4% em março, o mesmo de fevereiro, nos últimos 12 meses, o acumulado é de 3,5%. Já o núcleo do CPI (excluindo os itens voláteis) em março também foi 0,4% e no acumulado de 12 meses 3,8%.
O resultado do CPI foi acima das previsões do mercado (0,3%) e era o indicador mais aguardado da semana pelo mercado. Após um Payroll bem mais forte que o esperado, um CPI mais fraco poderia significar um corte de juros em junho por parte do Fed, porém, com a inflação ainda muito acima da meta de 2,5%, as apostas estão cada vez mais fortes para o primeiro corte de juro ocorrer no segundo semestre (setembro). Os juros elevados nos Estados Unidos tendem a valorizar o dólar perante ao real, pressionando a inflação no Brasil e dificultando a ação do Banco Central para controlar os preços.
Em contraste ao CPI, o PPI (inflação ao produtor) veio abaixo do esperado pelo mercado. Com avanço de 0,2% em março, o indicador teve o menor aumento dos últimos 3 meses.
Na Europa, o Banco Central Europeu optou por manter as taxas de juros inalteradas, como era amplamente esperado pelo mercado. Os membros do BCE divulgaram um comunicado indicando uma perspectiva mais otimista em relação à inflação, notando um arrefecimento no seu núcleo. Christine Lagarde, presidente do BCE, ainda reforçou que a atividade econômica e o mercado de trabalho têm mostrado desaceleração.
A China teve seus dados de inflação divulgados na última semana, com CPI e PPI vindo bem abaixo das expectativas do mercado. Os resultados fracos mantêm a pressão para que o governo continue estimulando a demanda doméstica para reverter este cenário.
No último sábado (13), o Irã lançou um ataque de drones e mísseis contra Israel, intensificando o conflito no oriente médio. No curto prazo, este ataque deve provocar um aumento na cotação do Petróleo e uma valorização no dólar, dificultando o combate à inflação nos Estados Unidos e diminuindo (ainda mais) o espaço de corte de juro.
Divulgado pelo IBGE, o IPCA referente a março foi de 0,16%, abaixo das expectativas de mercado. No ano, o índice acumula alta de 1,42% e, nos últimos 12 meses, de 3,93%, abaixo dos 4,50% observados nos meses anteriores e do teto da meta da inflação. Dos grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação e bebidas teve a maior alta (0,53%) e maior impacto (0,11 p.p.) enquanto Transportes teve a maior queda (-0,33%) e impacto de -0,07 p.p. no índice. O índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,19% em março, após alta de 0,81% em fevereiro. No ano, o INPC acumula alta de 1,58% e nos últimos 12 meses, alta de 3,40%.
Após fevereiro apresentar um resultado relativamente alto, o mês de março trouxe alívio à inflação, que teve seu acumulado de 12 meses abaixo de 4% desde julho de 2023, e traz mais espaço para o Banco Central continuar o ciclo de corte da Selic.
No Brasil, as vendas no varejo registraram um aumento de 1,2% em fevereiro em comparação com o mês anterior, superando significativamente as expectativas do mercado. Reforçando a dinâmica do consumo no curto prazo, impulsionada pelo sólido gasto das famílias, o que promove a atividade econômica para os próximos meses.
Por outro lado, as receitas reais do setor de serviços recuaram 0,9% em fevereiro ante janeiro, muito abaixo do esperado, o que é positivo para desinflação de serviços nos próximos meses, o setor que mais preocupada o BC nos últimos meses.
O mercado passou a precificar o primeiro corte de juros nos Estados Unidos apenas em setembro desse ano, após o CPI mostrar uma inflação ainda resiliente. Além disso, o ataque do Irã contra Israel deve causar uma alta volatilidade nos preços do petróleo, causando uma pressão inflacionária e reduzindo o espaço de corte do Fed. No Brasil, tais efeitos causariam uma desvalorização no real, restringindo a ação do Banco Central no corte da Selic.
A semana de indicadores será tímida, com destaque a indicadores de atividade na China e de inflação na zona do euro. No Brasil, IBC-Br será divulgado na quarta-feira, considerada uma “proxy” do PIB. Na seara política, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025 será divulgada na segunda-feira, e deve trazer mudanças na meta de déficit fiscal de 2025.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.
O cenário global terá nos próximos meses corte de juros em suas principais economias. A depender principalmente dos Estados Unidos, que ditará o ritmo de corte de juros ao redor do mundo e deve começar apenas em setembro, países dentro da Europa devem começar a flexibilização dos juros antes. Recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
A semana foi marcada pela divulgação da inflação e de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que apresentaram resultados opostos para a expectativa de corte de juros por parte do Fed. Enquanto o Core PCE (deflator do PCE) veio em linha com as expectativas, o mercado de trabalho permanece aquecido com o Payroll e o relatório JOLTS vindo acima das expectativas, gerando uma volatilidade nos mercados globais. No Brasil, a bolsa recuou 1,02%, fechando o pregão de sexta aos 126.795 pontos. Já o dólar avançou 1,01% na semana, aos R$ 5,04.
O núcleo do deflator de consumo (Core PCE), o indicador de inflação preferido do Fed, subiu 0,26% em fevereiro, em linha com a expectativa do mercado. Na variação anual, o indicador foi de 2,9% em janeiro para 2,8% em fevereiro. Considerando o resultado cheio, com os produtos voláteis na conta, a variação de 12 meses é de 2,5%.
A economia norte-americana registrou a criação de 303 mil vagas de emprego no mês de março, o maior número desde maio de 2023, e bem acima das expectativas do mercado (200 mil), enquanto os números de fevereiro e janeiro foram revisados para cima. Além disso, o Nonfarm Payroll registrou aumento no salário médio por hora e uma taxa de desemprego que continua baixa, em 3,8%. O outro relatório do mercado de trabalho norte-americano, o Relatório JOLTS, registrou uma ligeira redução no número de vagas abertas dentro da economia, de 8,86 milhões em janeiro para 8,75 milhões em fevereiro.
Estas últimas divulgações diminuem as chances de corte de juros nos Estados Unidos para o primeiro semestre. Enquanto a inflação segue convergindo gradualmente em direção a meta, os dados de atividade permanecem fortes. Além do mercado de trabalho resiliente, indicadores industriais (como o PMI) indicaram expansão nos campos de produção e serviços. A soma de todos esses fatores aumenta a volatilidade no mercado global e são um sinal de alerta para inflação, que pode ser pressionada nos próximos meses.
Na China, a economia passou a responder mais fortemente aos estímulos ficais do governo, com a atividade industrial tendo sua maior expansão no intervalo de 12 meses. Na zona do euro, o processo de desinflação continua forte, com a inflação ao consumidor ficando em 0,8% em março e 2,4% no acumulado em 12 meses. A principal diferença para os Estados Unidos está justamente nos dados de atividade, enquanto a economia permanece forte nos EUA, a Europa está cada vez mais perto da recessão.
No Brasil, o cenário de incertezas global preocupa o Copom. Em ata da última reunião, o comitê comentou que a volatilidade externa está gerando pressões no Brasil e confirmou apenas mais um corte de mesma magnitude na taxa de juros, revelando que o ritmo de corte na Selic pode diminuir ou até mesmo ser interrompido.
As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, resultado principalmente do déficit do governo federal, em razão da antecipação do pagamento de precatórios em 2024. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 48,69 bilhões no mês de fevereiro, ante déficit de R$ 26,45 bilhões no mesmo mês de 2023. Com isso, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) aumentou de 75,1% em janeiro para 75,5% do PIB em fevereiro. A receita vem aumentando mês após mês, como era esperado após todas as medidas de arrecadação anunciadas pelo governo, porém, provavelmente não serão suficientes para atingir a meta de déficit primário deste ano.
Para a próxima semana, a divulgação do CPI, inflação ao consumidor dos Estados Unidos, será o principal destaque, que é decisivo para o Fed e deve influenciar diretamente em quando será o primeiro corte de juros. Caso o resultado seja acima do esperado, o mercado deve, em sua maioria, precificar o primeiro corte em julho, em contrapartida, caso o resultado seja abaixo do esperado, as apostas permanecerão concentradas em junho. Além disso, teremos a ata do FOMC (o equivalente ao COPOM nos Estados Unidos) que pode trazer mais clareza no processo de decisão do Fed. Na Europa, haverá a reunião de política monetária da Zona do Euro, que tem expectativa de mais uma manutenção das taxas básicas de juros. A comunicação do BCE será primordial para entender os próximos passos, pois, da mesma maneira que era esperado que o BCE não fosse cortar os juros antes do Fed, a economia na zona do euro está passando por um processo de desinflação forte e com atividade fraca, o que aumenta as pressões para um corte no juro.
No Brasil, o mercado aguarda atentamente pela divulgação do IPCA referente a março. A expectativa do mercado é de alta de 0,25% no mês e o acumulado de 4,0%. A leitura deve trazer uma diminuição no campo de educação após os efeitos da volta as aulas se dissiparem. Além de dados no campo da inflação, indicadores de atividade como a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) serão divulgados ao longo da semana e são relevantes para avaliar o desempenho econômico do país.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.