RETROSPECTIVA
Na super quarta do dia 20 de março, o Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada entre 5,25% e 5,5%, decisão amplamente esperada pelo mercado. O destaque foi dado pela comunicação do comitê, o qual informou que o Fed projeta três cortes de juros em 2024. Powell afirmou que ainda são necessários mais dados de que a inflação está caminhando para a meta de 2% e que seguirão dependentes dos dados para decidir os próximos passos da política monetária norte-americana.
A semana teve a sua maior surpresa no Japão com uma decisão surpreendente por parte do Banco Central do Japão que fez a primeira elevação de taxa de juros em 17 anos e assim encerrando um ciclo de mais de meia década de juro negativo.
Ainda na quarta-feira, o Bacen, sob comando do Roberto Campos Neto, reduziu a taxa Selic em 0,5 p.p., levando a taxa aos 10,75%, conforme esperado. Em comunicado, o comitê afirma que a próxima reunião terá corte da mesma magnitude, porém, deixou em aberto para as reuniões seguintes, mais detalhes poderão ser revelados com ata da reunião com divulgação ainda esta semana.
A arrecadação tributária federal em fevereiro de 2024 foi de R$ 186,5 bilhões. Em termos reais, o crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 12,3%, o melhor desempenho já registrado para o mês. Tendo em vista os dados desagregados, seriam quatro grupos de fatos: aspectos positivos como a contribuição forte do mercado de trabalho aquecido, a reversão da desoneração tributária de combustíveis e a tributação de fundos exclusivos. Aspectos negativos são associados às ações iniciais do governo este ano, como subvenção de ICMS e JCP. Embora o aumento de 12,3% na arrecadação em fevereiro seja uma boa notícia, ainda está aquém da média necessária para atingir a meta.
Nesta semana mais curta por conta do feriado, teremos a divulgação do deflator do PCE (indicador de inflação favorito do Federal Reserve), das atas dos bancos centrais do Brasil e dos Estados unidos que fornecerão perspectivas sobre os próximos passos de política monetária. Além disso, contaremos também com a divulgação do IPCA-15 de março, e dos dados estatísticos do Caged e do Pnad, ambos relatórios relacionados ao mercado de trabalho doméstico.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
RETROSPECTIVA
Fechamento a sexta-feira aos 126.741 pontos, o Ibovespa encerrou a semana no negativo, com queda de 0,26%, com as ações da Vale e Petrobras puxando o índice para baixo. O dólar andou de lado na semana, fechando a semana aos R$ 4,98 com alta de 0,33%. Os mercados aguardam atentamente as decisões de política monetária dos Estados Unidos e Brasil.
O IPCA de fevereiro, divulgado pelo IBGE, foi de 0,83%, acima do esperado pelo mercado (0,78% na mediana Broadcast). No acumulado em 12 meses, o IPCA é de 4,50%, abaixo dos 4,51% observados nos 12 meses imediatamente anteriores e no limite do teto da meta (4,50%). A inflação de serviços, que era o que mais preocupava, teve uma alta significativa, principalmente nos grupos de Educação e Transportes, com impactos de 0,29 p.p. e 0,15 p.p. no índice, respectivamente. Alimentação e bebidas também foi um grupo com um forte impacto no índice, com alta de 0,95% no mês e impacto de 0,20 p.p. Já o INPC teve alta de 0,81% em fevereiro e registra um acumulado de 3,86% nos 12 meses.
O IPCA acima do esperado, juntamente com uma inflação de serviços resiliente, praticamente zeram as apostas de que o COPOM vai aumentar o ritmo de corte da Selic nas próximas reuniões e deve permanecer.
O mercado de trabalho apresenta resultados mais fortes que o esperado neste começo de 2024. A criação de empregos formais em janeiro (CAGED) apresentou um resultado muito acima das expectativas do mercado, com mais de 180,4 mil vagas criadas em janeiro. O aumento foi dado em todos os segmentos, com destaque nos setores de agricultura (sazonal), construção e varejos.
Em janeiro, as vendas no varejo ampliado avançaram 2,4% no comparativo mensal, acima da projeção do mercado (0,4% m/m). Já a receita real do setor de serviços (PMS) subiu 0,7% m/m com ajuste sazonal em janeiro (4,5% a/a) acima da mediana das expectativas do mercado (-0,4% m/m). Os fortes dados no setor de serviços somados com crescimento no setor de varejo são um sinal de alerta para inflação no curto prazo, principalmente no setor de serviços, que apesar da alta desse mês vir abaixo do esperado, ainda é preocupante.
A semana nos Estados Unidos também foi marcada por resultados no campo de inflação. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) aumentou 0,4% em fevereiro ante janeiro e acumula 3,15% no acumulado de 12 meses. Ao olharmos o núcleo, a variação também foi de 0,4%, porém, o acumulado de 12 meses cai para 3,75%. Já o PPI (inflação ao produtor) cresceu 0,6% e reforça o cenário de que o FED deve esperar até pelo menos junho para começar o corte da taxa de juros.
Esta semana será marcada pelas decisões de política monetária, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. A super quarta deve vir sem grandes surpresas por partes das autoridades monetárias, com o COPOM optando por mais um corte de 0,5% e o Fed por manutenção da taxa. Do lado da atividade econômica, a confiança do consumidor de março sairá na sexta e o IBC-Br de janeiro na segunda-feira.
Importante se atentar a comunicação dos Bancos Centrais. Aqui no Brasil, o COPOM deve destacar a inflação de serviços como a maior preocupação doméstica, enquanto o crescimento na demanda e no mercado de trabalho como pontos positivos. Por parte do Fed, a comunicação vai ser essencial para o mercado avaliar quando o primeiro corte dos juros deve acontecer.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Os mercados domésticos fecharam a semana em baixa, após a Petrobras encaminhar à Assembleia Geral Ordinária uma proposta de distribuição de dividendos sem pagamentos extraordinários. O Ibovespa, no qual a Petrobras tem forte participação, encerrou a sexta-feira aos 127.070 pontos, com queda de 1,63% na semana. Já o dólar subiu quase 1% apenas na sexta e chegou aos R$ 4,981, também pelo “efeito Petrobras”, mas contando com forte influência do payroll nos Estados Unidos.
No Brasil, a semana foi marcada por resultados fiscais. O setor público consolidado registrou superávit primário de 102,6 bilhões de reais em janeiro, devido principalmente ao aumento da arrecadação do governo central e dos estados (como a tributação sobre os fundos exclusivos), à medida que os gastos também cresceram. A dívida bruta do governo geral chegou em 75% do PIB em janeiro e deve continuar crescendo ao longo dos próximos anos. A expectativa é que a arrecadação tributária siga crescendo e deve contribuir positivamente para o resultado primário, mas não deve ser suficiente para compensar o forte aumento de gastos.
Em janeiro, a balança comercial brasileira registrou um superávit recorde de US$ 4,4 bilhões, impulsionado pelas exportações de matérias-primas como petróleo e minério de ferro. Embora a conta corrente tenha apresentado um déficit de US$ 5,1 bilhões, o déficit de 12 meses (US$ 24,7 bilhões), foi consideravelmente menor que a média recente, fortalecendo o balanço de pagamentos. Além disso, as entradas líquidas de Investimento Direto no País (IDP) aumentaram para US$ 8,7 bilhões em janeiro, indicando uma recuperação após um período de enfraquecimento em 2023, contribuindo para a estabilidade econômica brasileira.
A produção industrial brasileira recuou em janeiro, com resultado de -1,6% na margem, após 5 altas consecutivas. A queda pode ser explicada com recuo do setor extrativo, que vinha sustentando a balança comercial. Apesar desse resultado, 19 das 25 classes de atividade industrial avançaram, com destaque a produção de bens de capital, que subiu pela primeira vez desde agosto de 2023. O cenário reforça que a economia deve desacelerar em 2024, com recuo moderado do PIB e inflação controlada.
O destaque da semana foi dado ao mercado de trabalho norte-americano, que surpreendeu novamente. Com 275.000 vagas de empregos geradas no mês de fevereiro, o número foi maior que as 198.000 esperadas pelo mercado. A taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, em 3,9%. Os dados corroboram com o cenário do mercado de trabalho aquecido e o Fed deve manter cautela para indicar a queda de juros adiante.
Na Europa, o Banco Central Europeu manteve a taxa de juros de depósitos em 4%, como era esperado. Christine Lagarde, presidente do BCE, ainda comunicou que o comitê ainda precisa de mais evidências sobre o processo de convergência da inflação e deverão ter mais informações apenas em junho. O discurso do BCE é similar ao do Fed e, por isso, o comitê europeu deve aguardar os movimentos do Fed para começar a cortar juros.
Na China, o governo central manteve a meta de crescimento do PIB em 5% para 2024 e, para isso, deve manter fortes estímulos, como corte no compulsório, emissão de títulos de longo prazo para desenvolvimento do país, com foco no setor imobiliário.
Na agenda internacional, a divulgação da inflação ao consumidor e ao produtor nos Estados Unidos serão destaque, ambos referentes a fevereiro. Na China, as atenção serão voltadas para decisão de política monetária, com a taxa de crédito de médio prazo de 1 ano (MFL), a principal taxa usada pela autoridade monetária para fazer empréstimos aos grandes bancos comerciais.
No Brasil, a divulgação do IPCA de fevereiro será o centro das atenções e terá a divulgação na terça-feira, 12. A inflação pode surpreender para cima, devido ao setor de serviços, que tem mostrado resiliência nos últimos meses. Na quarta-feira, 13, será divulgado o CAGED, um importante indicador de atividade economica, já que mostra o saldo de emprego formal.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Apesar do PIB impulsionar a Bolsa na primeira sessão de março, o Ibovespa fechou a semana com queda de 0,18% na semana, aos 129.180 pontos. Já o dólar perdeu força perante ao real devido ao recuo das treasuries americanas e encerrou a semana com queda de 0,82%, aos R$ 4,95. Em Nova York, as bolsas fecharam a semana em alta, na medida que a Nasdaq e o S&P 500 atingiram sua máxima histórica.
Com crescimento de 2,9% frente a 2022, o PIB totalizou 10,9 trilhões de reais em 2023. O crescimento no PIB feio concentrado na agropecuária (15,1%), Serviços (2,4%) e Indústria (1,6%). Em valores correntes, o setor de serviços teve o maior crescimento, 6,4 trilhões de reais, com todas as atividades apresentaram crescimento. O resultado do PIB veio em linha com o que era esperado pelo mercado, após um ano de crescimento da produção agrícola, principalmente no primeiro semestre, além do consumo das famílias e das exportações recordes. A projeção do mercado para 2024 é mais contida, com crescimento de 1,5%, com viés de alta.
Outro destaque da última semana foi a divulgação da taxa de desemprego, feita pelo PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). No trimestre móvel até janeiro, a taxa de desemprego subiu para 7,6%. O dado mais preocupante foi o crescimento dos rendimentos reais do trabalho (salários reais), que aumentaram pelo quinto mês consecutivo e podem representar um alerta para inflação, um risco já descrito pelo Banco Central em última ata do COPOM.
No campo da inflação, o IPCA-15 de fevereiro veio a baixo das expectativas do mercado. Com alta de 0,78%, a índice acumula alta de 4,5% em 12 meses. A boa notícia veio em relação ao El Niño, que pressionou a inflação em 2023 e teve seus efeitos dissipados mais rapidamente em 2024.
O cenário nos Estados Unidos continua preocupante. A segunda leitura do PIB, apesar vir mais baixa que a primeira, mostrou avanço de 3,2% no 4º trimestre de 2023. Com essa leitura, o PIB de 2023 cresceu 2,5% em 2023, mostrando a resiliência da economia norte-americana mesmo diante das altas taxas de juros.
O dado mais preocupante foi a inflação, com alta de 0,4% no Core PCE (o núcleo da inflação do consumo), a medida preferida de inflação nos Estados Unidos. Apesar de vir em linha com as expectativas, a inflação persistente diminui as chances de cortes de juros no primeiro semestre de 23, e aumentam para julho ou depois.
Na zona do euro, o cenário segue semelhante ao norte-americano. A prévia da inflação ao consumidor na zona do euro no mês de fevereiro ficou acima das expectativas, com 2,6% em 12 meses ante 2,8% em janeiro. O setor de serviços causou mais preocupação, mostrando uma reaceleração no mês e ficando acima da média histórica para fevereiro (0,5%). Sendo assim, o corte de juros deve ser adiado por parte do Banco Central Europeu.
Com diversos indicadores nesta semana aqui no Brasil, o destaque será em relação aos resultados do setor público consolidado e para a produção industrial e contas externas de janeiro. Na agenda política, teremos a discussão da desoneração da folha das prefeituras como a principal pauta.
No cenário internacional, o mercado de trabalho dos Estados Unidos será o destaque. A divulgação do Nonfarm Payroll e do relatório JOLTS será primordial para avaliação da atividade econômica do país e devem direcionar o mercado para quando o primeiro corte do Fed pode ocorrer. Além disso, o Banco Central Europeu terá reunião de política monetária na quarta feira e a expectativa é de manuntençaõ das taxas.
Na agenda internacional desta semana, na quarta-feira, teremos a segunda estimativa do PIB dos Estados Unidos para o quarto trimestre de 2023. A primeira leitura registrou um crescimento robusto de 3,3% em relação ao trimestre anterior, em termos dessazonalizados e anualizados. Na quinta-feira, serão publicados os dados de inflação medida pelo núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos relativos a janeiro.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.