RETROSPECTIVA
Apesar de queda na última sexta-feira, encerrando uma sequência de seis altas, o Ibovespa terminou a semana com uma alta de 0,54%, enquanto o dólar fechou a sexta com alta de 0,80%, aos R$ 4,99. A reação negativa dos mercados na sexta se deu pela ata do Fed, em que os membros foram enfáticos que o corte de juros não deve vir nas próximas reuniões.
Após quatro meses com resultados abaixo do esperado, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma aproximação do PIB do país, se recuperou em dezembro. Com alta de 0,8% em dezembro contra novembro (em linha com as expectativas do mercado de 0,75%) e o acumulado no ano de 2023 foi de 2,45%. Em suma, a atividade econômica ganhou força nos últimos meses, com forte aumento no consumo das famílias.
A arrecadação tributária começa a crescer no ano de 2024. Com um total de 280,6 bilhões de reais em janeiro, a arrecadação tributária federal obteve um crescimento real de 6,7% em relação a janeiro de 2023, o melhor resultado no mês desde o começo da série histórica. Apesar desse aumento, os maiores efeitos das medidas aprovadas no ano passado serão sentidos a partir de fevereiro, principalmente por conta da mudança nas subvenções de ICMS e do programa de recuperação de créditos no CARF.
Em ata do último comitê de política monetária do Fed, os membros do comitê foram claros em sinalizar que apesar do próximo passo ser cortar os juros, não há pressa para isso. O comitê aguarda a atividade econômica mostrar sinais de desaceleração e que a inflação convergir mais em direção a meta de 2%. O mercado cada vez mais está apostando em um primeiro corte em junho ou até julho.
Na mesma linha que o Fed, o Banco Central da Europa (BCE) e reforçou que um corte de juros agora seria prematuro, na medida que ainda há uma pressão inflacionária muito forte, principalmente sob os salários.
Na China, o banco central do país reduziu a taxa preferencial de empréstimos de 5 anos, em 0,25%, para 3,95%, uma redução mais intensa que a esperada por analistas de mercado. Passando por uma crise imobiliária, a China tem um desequilíbrio entre oferta e demanda e seu objetivo com esse corte é reequilibrar isso. A taxa de 1 ano foi mantida de 3,45% e ambas as taxas estão em sua mínima histórica.
A semana no Brasil terá como destque o IPCA-15 de fevereiro, na terça, a taxa de desemprego na quinta e o PIB do quarto trimestre de 2023, na sexta. A expectativa do IPCA é uma alta acima de 0,80%, refletindo o aumento do ICMS sobre combustíveis. No lado do PIB, é esperado que o resultado fique bem próximo de zero, enquanto o desemprego deve permanecer em queda gradual.
Na agenda internacional desta semana, na quarta-feira, teremos a segunda estimativa do PIB dos Estados Unidos para o quarto trimestre de 2023. A primeira leitura registrou um crescimento robusto de 3,3% em relação ao trimestre anterior, em termos dessazonalizados e anualizados. Na quinta-feira, serão publicados os dados de inflação medida pelo núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos relativos a janeiro.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Após a pausa do carnaval, o fluxo de notícias aqui no Brasil foi calmo. A bolsa fechou aos 128.725 pontos, acumulando alta de 0,76% até agora no mês de fevereiro. Já o dólar permanece próximo aos 5 reais, fechando a última sexta-feira aos R$ 4,97, acumulando alta de 0,31% no mês. Impulsionada pelas ações da Petrobrás e da Vale, o Ibovespa superou o “susto” após a inflação ao produtor nos Estados Unidos vir mais alta que o esperado e encerrou a semana no positivo.
O IPCA de janeiro de 2024 registrou uma alta de 0,42%, superando a projeção de 0,32% e a mediana das expectativas do mercado de 0,34%. Em 12 meses, o IPCA acumula uma alta de 4,5%, em comparação com os 4,6% de dezembro. Destaca-se, especialmente, a surpresa altista em industriais subjacentes, impulsionada por higiene pessoal (item volátil) e vestuário. Em relação aos núcleos, os serviços subjacentes estavam em linha com as expectativas, com destaque para a aceleração dos serviços bancários. O aumento dos preços de alimentos no domicílio, especialmente alimentos in natura, foi reflexo do fenômeno climático El Niño. Os “serviços subjacentes” – que excluem serviços com preços mais voláteis – registraram um aumento de 0,76%, elevando a média dos últimos três meses para 5,4%.
O setor público consolidado encerrou 2023 com déficit de primário de R$ 249,1 bilhões (2,3% do PIB) sendo déficit de R$ 264,5 bi (2,4% do PIB) no governo central, e superávit de R$ 17,7 bi (0,2% do PIB) nos governos regionais. Restam muitas incertezas em relação ao fiscal do país, principalmente em relação aos impactos das medidas de arrecadação propostas e as dúvidas quanto ao esforço do governo para perseguir a meta de déficit zero estabelecida.
Em janeiro, o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos EUA subiu 0,39% em relação ao mês anterior, superando as expectativas do mercado (0,28%) e permanecendo estável em 3,9% no acumulado de 12 meses. O CPI cheio também registrou um aumento de 0,31% mês a mês (3,1% ao ano), acima das projeções (0,20% mês a mês e 0,2% ao ano). Embora a inflação de bens tenha continuado a cair, com deflação em carros usados, a inflação de serviços permaneceu alta, com alta de 0,85%, superando a expectativa de 0,53% e vindo de 0,34% em dezembro. Em termos anuais, o Índice de Preços ao Consumidor dos EUA aumentou 0,3%, superando as expectativas de mercado de 0,2%, enquanto a inflação anual caiu de 3,4% para 3,1% devido a um efeito base favorável. O núcleo da inflação, que exclui os itens de alimentação e energia, cresceu 0,4% e manteve-se em 3,9%, bem acima da meta de 2,0% do banco central do país.
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) também apresentou surpresa altista ao registrar variação de 0,3% em janeiro (consenso: 0,1%). O núcleo do PPI teve alta de 0,5% (consenso: 0,1%). Esses resultados acima do esperado mostram que as pressões inflacionárias não cessaram e o Fed terá mais trabalho nos próximos meses. As apostas para o primeiro corte de juros em junho estão cada vez mais fortes e já é certo que será no mínimo em maio.
PERSPECTIVAS
A semana no Brasil será tímida na divulgação de resultados, nesta segunda-feira, aguardamos a divulgação do IBC-Br de dezembro, o indicador mensal de atividade,. Em novembro, o indicador permaneceu estável e, mesmo com revisões, continuou distante do PIB oficial a curto prazo.
Na próxima semana, a agenda internacional destaca-se pela divulgação da ata do banco central dos Estados Unidos na quarta-feira. Na China, na segunda-feira, teremos a decisão sobre as taxas de juros de 1 e 5 anos. Por fim, serão divulgadas as sondagens empresariais PMI de fevereiro nos Estados Unidos e na zona do Euro, as quais são pesquisas com empresários sobre as condições econômicas e de negócios nos respectivos países.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Após os dados de mercado de trabalho virem bem mais fortes que o esperado, as bolsas ao redor do mundo fecharam a semana em baixa, com exceção das bolsas americanas que foram impulsionadas pelos resultados das empresas. Com o rendimento da Treasury de 10 anos tendo renovado suas máximas, o apetite pelo risco diminuiu. O Ibovespa acumulou queda de 1,38% na semana, enquanto o dólar ganhou força frente ao real, com ganhos de 1,18% na semana.
A semana também foi cheia de indicadores do mercado de trabalho, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Na terça-feira, foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego o Novo Caged referente a dezembro. O emprego formal fechou o ano de 2023 com geração de 1.483.598 postos de trabalho, apesar dos 430.159 postos de trabalhos perdidos, queda característica do mês de dezembro. Em relação a 2022, o saldo de vagas foi 26,3% menor e o resultado frustrou a projeção do governo, que previa a criação de dois milhões de postos de trabalho em 2023.
Na quarta, o PNAD Contínua teve sua divulgação feita pelo IBGE e apresentou uma taxa de desemprego de 7,4% no trimestre encerrado em dezembro de 2023. Essa foi a menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015 e a população ocupada (101 milhões) atingiu um novo recorde da série histórica iniciada em 2012. Além disso, o rendimento real aumentou 3,1% no trimestre ante o mesmo período em 2022.
A “super-quarta” veio não tão “super” dessa vez, sem surpresas por parte do Copom. O comitê optou por mais uma redução de 0,5 p.p., reduzindo a taxa Selic para 11,25% a.a. O comunicado foi muito parecido com os últimos: cautela em relação ao cenário externo, no qual diversos países ainda estão com a inflação em níveis elevados; enquanto o cenário doméstico corrobora com a desaceleração da economia antecipada pelo Copom e a trajetória de desinflação se mantém consistente. A opção por uma redução de 0,50 p.p. foi unânime pelos membros do Comitê, que ainda anteveem uma redução de mesma magnitude nas próximas reuniões.
Nos Estados Unidos, a decisão de política monetária também veio conforme esperado, com manutenção da taxa de juros entre 5,25% e 5,5%. O destaque veio no comunicado do Fed, que foi usado principalmente para alinhar as expectativas do mercado sobre quando o primeiro corte de juros vai acontecer. Enquanto grande parte do mercado já precificava o primeiro corte de juros em março, o Comitê deixou claro que não acha apropriado cortar o juros enquanto não tiver mais confiança que a inflação está se movendo sustentavelmente em direção a meta de 2%. Em discurso após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell disse que precisa de dados mais claros do processo de desinflação, ou seja, precisa de mais tempo com a inflação controlada. Powell ainda completou dizendo que caso a atividade apresente sinais fortes de desaceleração, um corte antecipado não está descartado.
Os dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos corroboram com o discurso cauteloso do Fed, com o relatório JOLTS e o Nonfarm Payroll apresentando resultados acima das expectativas. O JOLTS registrou abertura de 9,02 milhões de vagas em dezembro, e ainda teve o número de novembro revisado para cima (de 8,72 para 8,92 milhões) e foi acima da expectativa do mercado (8,75 milhões). Já a criação líquida de vagas, trazidas pelo Nonfarm Payroll, surpreendeu e somou 353 mil vagas em janeiro, bem acima do que o mercado esperava (185 mil). Além disso, o número de dezembro foi revisado para cima, de 216 mil para 333 mil vagas criadas. Outro ponto importante foi o crescimento nos salários, que acelerou 4,5% em janeiro na variação anual.
Para esta semana aqui no Brasil, o destaque será a divulgação do IPCA referente a janeiro. A expectativa é de uma leitura semelhante ao do IPCA-15, com setores cíclicos como alimentação e serviços puxando o índice para cima. Ainda nesta semana, a ata do Copom será divulgada na terça-feira e irá fornecer mais detalhes sobre a decisão do Banco Central. Por fim, na quarta, teremos a divulgações do resultado primário do setor público consolidado referente a dezembro.
Lá fora a semana de divulgações será tímida, com destaque as sondagens de atividade dos EUA referentes a janeiro, na segunda-feira e as leituras finais dos PMIs de serviços nas economias desenvolvidas.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.