RETROSPECTIVA
O Ibovespa encerrou a semana com alta de 1,04%, fechando a sexta-feira aos 128.967 pontos. Na contramão, o dólar se desvalorizou 0,33% na semana, encerrando a semana aos R$ 4,91. As ações da Vale subiram quase 2% após a desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em emplacar o ex-ministro Guido Mantega na presidência da companhia. Já no cenário internacional, investidores repercutem a divulgação do índice PCE, o indicador de inflação favorito do Fed. O PCE subiu 0,2% em dezembro, em linha com as expectativas.
O IPCA-15 de janeiro veio abaixo do esperado para o mês, apresentando alta de 0,31% ante 0,5% no esperado no mês. No geral, janeiro veio abaixo do esperado em itens que não compõem o núcleo de inflação, principalmente passagem aérea. Apesar dos produtos industrializados permanecerem em queda, em linha com o resto do mundo, a inflação de serviços apresentou uma surpreendente alta e segue relativamente elevada.
Foi divulgado pelo governo federal o projeto “Nova Indústria Brasil”, cujo objetivo é estimular a produtividade e a competitividade nacional ao longo da próxima década, com a finalidade de reposicionar o país no cenário do comércio internacional. O programa prevê a disponibilização de R$ 300 bilhões em financiamentos destinados à nova política industrial até 2026, sobretudo por meio do BNDES.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) optou por manter três taxas de referência inalteradas: a taxa de referência foi mantida em 4%, a taxa de refinanciamento ficou em 4,5% e a taxa de empréstimos em 4,75%. A manutenção das taxas já era esperada pelo mercado, enquanto que a comunicação veio com sinais mistos. A presidente do BCE, Christine Lagarde afirmou que ainda é cedo para discutir uma possível flexibilização, mas admite que inflação da região em arrefecido e que a atividade econômica já desacelerou consideravelmente, com o PMI Composto da Zona do Euro ficando abaixo dos 50 pontos em dezembro, com o oitavo mês no nível de contração.
Nos Estados Unidos, o destaque veio com o resultado do PIB no quarto trimestre, com um surpreendente avanço de 3,3%, bem acima do esperado pelo mercado (2,0%). Com esse forte avanço, a economia norte-americana a registrou 2,5% de expansão comparando o agregado de 2023 contra 2022.
Outro ponto importante na semana foi a inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que foi em linha com as expectativas de mercado. O núcleo de inflação (Core PCE) variou 0,17% em dezembro e 2,9% em 2023, que já aproxima gradualmente à meta de 2,0%. A expectativa é que a inflação continua convergindo a meta em 2024 e que a economia norte-americana desacelere de maneira significativa, o que corrobora com o cenário de corte de juros previsto pelo Fed ainda no primeiro semestre do ano.
A semana será marcada pela super quarta, com decisão de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Como já antecipado pelo Banco Central na última reunião, a decisão deve ser de mais um corte de 0,5 p.p., em 11,25%. Além disso, os dados de emprego serão publicados durante a semana, na terça-feira com o CAGED e na quarta-feira com o PNAD.
Nos Estados Unidos, o mercado aguarda uma manutenção da taxa de juros no intervalo de referência entre 5,25% e 5,5%. Também serão divulgados os dados de mercado de trabalho, com o JOLTS na terça feira e o Payroll. Esses dados serão de suma importância para avaliar os próximos passos do Fed, além de verificar se a atividade econômica continua resiliente.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
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O Ibovespa encerrou a terceira semana seguida negativa, com queda de 2,56%, fechando a sexta-feira aos 127.635 pontos. Na contramão, o dólar se valorizou 1,4% na semana, encerrando a semana aos R$ 4,926. Após divulgações de dados e de falas de autoridades monetárias do Fed, o mercado revisou as expectativas para o início da queda dos juros nos Estados Unidos. Esse movimento reforçou o pessimismo dos investidores e afeta principalmente mercados emergentes, como o Brasil, que tendem a se beneficiar de perspectivas de juros mais baixos em economias desenvolvidas como os Estados Unidos.
A semana brasileira foi marcada pela divulgação do IBC-Br de novembro e de indicadores de atividade. O IBC-Br permanece estável em novembro, com uma variação de +0,01% em novembro. O resultado foi levemente acima da nossa expectativa e do consenso do mercado (ambas em -0,2%).
Nos indicadores de atividade, a receita real do setor de serviços surpreendeu e cresceu 0,4% m/m em novembro, após três quedas consecutivas. Além disso, o varejo ampliado também registrou um forte avanço em novembro, acima das estimativas (1,3% vs 0,6%). O desempenho positivo dos indicadores, refletindo os descontos na Black Friday e impulsionados pela resiliência do mercado de trabalho, corroboram com um cenário doméstico mais resiliente no final de 2023, em especial no consumo.
No cenário externo, houve a divulgação do PIB Chinês e decisão de política monetária do banco central da China. Com crescimento de 5,2% em 2023, o crescimento foi ligeiramente abaixo das expectativas de mercado. Sustentada pelo governo central, que continua subsidiando a indústria, o PIB ficou abaixo da média móvel dos últimos anos e deve desacelerar ainda mais em 2024. O banco central da China manteve sua taxa de juros de referência de empréstimos de curto prazo para 1 ano em 2,5%, decepcionando os investidores que esperavam o primeiro corte desde agosto.
No oriente médio, o conflito entre Hamas e Israel escalou para outros países. O Irã se envolveu no combate ao bombardear Síria, Paquistão e Iraque e preocupa o resto do mundo. Desde o começo, os preços do petróleo têm se mantido voláteis e os custos globais de frete crescerem exponencialmente, criando um risco de inflação global.
Nos Estados Unidos, o governo deu o aval à terceira proposta visando ampliar o teto de despesas públicas, com o objetivo de prevenir uma paralisação parcial das atividades governamentais. A legislação prorroga até o início de março o processo de elaboração e votação do orçamento destinado ao restante do ano fiscal de 2024. Um possível shutdown aconteceria caso o orçamento para o ano fiscal subsequente não obtivesse aprovação.
A semana no Brasil será marcada pela divulgação do IPCA-15 e do resultado do setor externo. No lado da inflação, a expectativa é de avanço de 0,5% em janeiro, refletindo a pressão no setor de alimentos por conta de efeitos climáticos extremos relacionados ao El Niño. Em contrapartida, os preços, é previsto uma desaceleração nos bens monitadorados (como a gasolina) e nos serviços (efeito da menor variação do preço das passagens áreas). No setor externo, a expectativa é um déficit em torno de 6 bilhões de dólares.
Nos Estados Unidos, o destaque também será na divulgação dos dados de inflação, com o Core PCE (núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal) relativos a dezembro. Além disso, a primeira leitura do PIB 4° trismestre de 2023 será divulgada na quinta-feira. O PCE será essencial para avaliar o processo de inflação e quais serão os próximos passos do Fed em relação a cortes de juros futuros. O resultado do PIB deve confirmar a resiliência da economia norte-americana, que surpreendeu ao longo de 2023.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
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A semana se encerrou para o mercado brasileiro na última sexta-feira 12/01, com uma leve alta de 0,26% no Ibovespa, fechando o dia com 130.988 pontos, já na semana acumulou uma queda de 0,78%. O dólar encerra a semana com uma baixa de -0,43% no preço, sendo cotado seu preço de fechamento a R$ 4,85. Esse desempenho ruim da bolsa, pode ser explicado pela performance negativa da Vale durante a semana, influenciada diretamente pela forte queda do minério na China.
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A inflação foi o destaque na semana aqui no Brasil. O IPCA fechou o ano aos 4,62%, registrando alta de 0,56% em dezembro e encerrando 2023 dentro do intervalo de tolerância – 4,75%. A inflação de alimentos foi o principal fator de alta no índice, na medida que as grandes mudanças climáticas no período (chuvas e ondas de calor acima do normal) influenciaram diretamente.
O resultado veio dentro do esperado e a perspectiva para 2024 é de continuidade da desaceleração dos núcleos da inflação. O IPCA deve se manter comportado, pois, além da queda recente nos preços da commodities no mercado global, o real deve se manter valorizado em frente ao dólar. Neste cenário, o Banco Central terá espaço para seguir reduzindo a Selic.
As discussões acerca da meta fiscal voltaram a pauta de Brasília esta semana. A Medida Provisória 1.202/23, texto que trada da reoneração da folha de pagamentos, mudanças no sistema de compensações tributárias e redução de incentivos para o setor de eventos, voltou a ser discutida após impasses na câmara. O Ministério da Fazendo conta com essa medida para cumprir a meta de déficit zero estabelecida.
Nos Estados Unidos, os dados de inflação também tomaram os holofotes da semana. As apostas de um corte de juros por parte do Fed ainda no primeiro trimestre diminuíram após a divulgação do CPI. Com alta de 0,3% em dezembro ante novembro, e 3,35% em 2023, a inflação continua longe da meta de 2%. Se observar o núcleo, o resultado fica ainda mais distante da meta, 3,93% na base anual.
O Banco Mundial emitiu um alerta indicando que o crescimento econômico global em 2024 deverá desacelerar pelo terceiro ano consecutivo, A projeção da instituição é que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial registre um crescimento de 2,4% no decorrer deste ano. Notavelmente, a economia dos Estados Unidos apresentou um avanço de 2,5% em 2023, superando a estimativa anterior em 1,4 ponto percentual, conforme atualização, mas a previsão é de uma desaceleração para 1,6% em 2024, em consonância com uma política monetária mais restritiva.
Na agenda doméstica, teremos a dibulgação de indicadores de atividade econômica. Resultado do setor de serviços e as vendas no comércio varejista referentes a novembro serão divulgados. Além disso, o destaque vem com o IBC-Br, uma proxy mensal do PIB calculada pelo Banco Central – em novembro.A expectativa é um ligerio aumento nos indicadores econômicos, efeitos da Black Friday e do fim de ano.
A agenda internacional será esvaziada ao longo da semana. Os destaques também estarão na divulgação dos dados de atividade econômica na zona do euro e na China referentes a novembro. Esses resultados serão importantes para avaliação da recuperação econômica por parte da China e se a Europa permanece com atividade desaquecida.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
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A primeira semana do ano começou com uma reversão nos preços dos ativos, após um final de 2023 otimista. As treasuries americanas subiram novamente, o dólar se valorizou em âmbito global e as bolsas acumularam perdas nos Estados Unidos. Esse cenário afetou diretamente os preços dos ativos locais, com real apresentando desvalorização e a bolsa com performance negativa.
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Apesar da alta de sexta-feira (0,61%), o Ibovespa fechou a primeira semana do ano no negativo, aos 132.022, com acumulado de -1,61% no período. Nos EUA, as principais bolsas (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq) também apresentaram perdas no acumulado da semana. Já o dólar à vista fechou a sexta cotado a R$ 4,87, acumulando alta de 0,42%. Esse cenário de instabilidade se deu principalmente pelos resultados divergentes do Payroll e do PMI.
Em dezembro, a balança comercial apresentou um superávit de US$ 9,4 bilhões, superando as expectativas do mercado, que eram de US$ 7,7 bilhões. No acumulado de 2023, o superávit da balança comercial atingiu um patamar recorde de US$ 98,8 bilhões. Esse forte resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações, mesmo diante da redução nos preços das commodities em comparação com a média de 2022. As super safras de soja e milho do último ano, além de um desempenho mais positivo na indústria extrativa, especialmente no setor de petróleo, foram os principais influenciadores na balança.
Também foi divulgado na semana passada o resultado do setor público consolidado, que apresentou um déficit primário de R$ 37,3 bilhões, superando a expectativa do mercado de um déficit de R$ 34,0 bilhões. O governo central registrou um déficit de R$ 39,4 bilhões, também além da expectativa de déficit de R$ 34,1 bilhões. Os riscos fiscais permanecem em níveis elevados devido à incerteza relacionada ao impacto das medidas de aumento de arrecadação, assim como às dúvidas sobre o esforço do governo em alcançar a meta de primário zero estipulada.
Nos Estados Unidos, o mercado reagiu negativamente a ata da sua última reunião de política monetária, que teve sua comunicação menos branda que o esperado. Após um comunicado mais “dovish”, o mercado esperava que a ata seguisse a mesma linha, porém, a mensagem foi bem mais cautelosa. Com incertezas a respeito da desaceleração da atividade econômico nos Estados Unidos, o Fed precisa de maior confirmação dos indicadores econômicos dos Estados Unidos para se sentir confortável em cortar os juros.
Na última sexta, também foi divulgado um dos principais indicadores do mercado de trabalho norte-americana, o Payroll. Com 216 mil postos de trabalhos formais criados, o número surpreendeu o mercado, que esperava 175 mil postos criados. Na contramão do Payroll, o Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) divulgou o índice de gerentes de compras (PMI) de dezembro, com resultado abaixo do esperado. Com 50,6, a menor leitura em 7 meses, o resultado fornece mais uma evidência de que a atividade sente os efeitos defasados da agressiva campanha de aperto monetário conduzida pelo Fed.
O destaque desta semana será a divulgação do IPCA referente ao mês de dezembro, na quinta-feira. O mercado aguarda atentamente o IPCA para ver se a inflação ficará dentro da meta em 2023. Entre os principais riscos altistas, os setores de alimentação e a devolução dos descontos da Black Friday.
Na agenda internacional, a divulgação do principal indicador de inflação dos EUA também será o destaque da semana. Com o CPI de dezembro sendo divulgado na quinta, o resultado será de suma importância para avaliar o nível de atividade econômica de dezembro. A expectativa é de um ligeiro aumento em relação a novembro, porém, o cenário permanece benigno de desinflação gradual.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
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