RETROSPECTIVA
Nesta semana, a Bolsa de Valores brasileira teve um desempenho positivo, fechando o Ibovespa em 132.753 pontos, com o dólar caindo para 4,86 reais. A aprovação da LDO e da reforma tributária impulsionaram a bolsa doméstica. Outro ponto positivo foi o Core PCE, que veio abaixo do esperado e aliviou as pressões inflacionárias nos Estados Unidos.
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Na última semana, o Congresso aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, mantendo a meta de déficit zero para 2024, o que era defendido pelo Fernando Haddad e agradou os mercados. A Câmara dos Deputados também aprovou a emenda constitucional da reforma tributária antes de entrar em recesso. No próximo ano, o Congresso precisará regulamentar diferentes pontos da reforma, que será implementada de maneira gradual.
O Banco Central divulgou na semana passada a ata do Copom. As autoridades mencionaram que o PIB do 3T confirmou que a economia local está perdendo dinamismo e reconheceram que a desinflação está em curso, com ressalvas em relação ao consumo, que permanece resiliente e pode provocar uma inflação por parte da demanda. Diante disto, a comunicação reforçou cenário de cortes na taxa Selic em 0,50 p.p. nas próximas reuniões.
Nota de crédito soberano do Brasil foi elevado pela agência S&P, de BB- para BB. Além disso, a perspectiva foi alterada de “positiva” para “estável”. O upgrade veio com a reforma tributária recém aprovada, que representa uma revisão significativa do sistema tributário e deve se traduzir em ganhos de produtividade no longo prazo.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,06% em outubro. Apesar de quase neutralidade, o resultado veio levemente acima da expectativa e do consenso de mercado, que esperava uma retração de 0,1%. O IBC-Br, que é considerado uma prévia do PIB, ilustra a redução da atividade econômica comentada pelo Banco Central.
Nos Estados Unidos, o destaque da semana foi o Core PCE (núcleo do deflator das despesas). A leitura foi melhor que o esperado, com o índice geral subindo 0,1%, abaixo das expectativas do mercado (0,2%). O acumulado em doze meses caiu de 3,4% para 3,2%. Apesar de ainda estar acima da meta dos 2% definida pelo Fed, os dados mostraram alívio na margem e uma possível flexibilização monetária pode estar próxima.
Na China, o Banco Popular da China manteve sua taxa de juros nas mínimas históricas. Enquanto a taxa de juros de 1 ano ficou em 3,45%, a de 5 anos permaneceu em 4,20%. Após os três cortes realizados no ano passado, a autoridade monetária manteve as taxas inalteradas nas reuniões deste ano.
No Brasil, as atenções estarão voltadas aos dados de inflação e do mercado de trabalho nesta semana. Com a divulgação do IPCA-15 de dezembro na 5° feira, a expectativa é de uma variação de 0,25%, puxada pela redução nos preços de alimentos e serviços. No mercado de trabalho, o CAGED (Cadastro Geral de Empregos e Desempregados) e o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) devem apresentar um cenário de estabilidade nas vagas criadas e na taxa de desemprego. Esses dados serão de suma importância para avaliar a atividade econômica do país e influenciam diretamente na política monetária do Banco Central.
Na agenda internacional, a semana será relativamente vazia. A semana entre o Natal e o Ano Novo terá destaque nos índices PMI na China e os dados de atividade no Japão.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se aliviar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
A Bolsa de Valores continua a alegrar os investidores. Encerrando a semana com alta de 2,44%, o Ibovespa bateu seu recorde histórico e fechou a sexta-feira aos 130.197 pontos. O dólar fechou a semana aos R$ 4,94, permanecendo abaixo dos 5 reais. As decisões de política monetária agradaram os mercados, porém, melhor que a decisão em si foram os comunicados. A curva de juros de longo prazo nos EUA voltou a se fechar e a expectativa que o ciclo de alta dos juros ao redor do mundo deve acabar em breve foram essenciais para essa subida no fim de ano da bolsa.
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Na última quarta-feira, Comitê de Política Monetária (COPOM) se reuniu para decidir os próximos passos da política monetária. A decisão de outro corte de 0,5 p.p na Taxa Selic, levando-a para 11,75%, em linha com as expectativas do mercado. O comunicado que acompanhou a decisão foi o mais otimista dos últimos, reconhecendo uma melhora nas condições econômicas globais, com o combate à inflação cada vez mais efetivo.
A inflação, principal fator observado pelo Bacen, vem mostrando recuo e convergindo cada vez mais para dentro da meta estabelecida pelo CMN, ancorando as expectativas e possibilitando as reduções graduais de juros por parte do Banco Central presidido por Roberto Campos Neto. O comitê votou de maneira unânime na última reunião por uma redução de 0,5 p.p. Em comunicado, o Copom enfatizou que os membros do Comitê preveem cortes de mesma magnitude nas próximas reuniões e que o prazo de extensão dos cortes vai depender principalmente da evolução do processo inflacionário, além das expectativas de inflação e do hiato do produto.
O IPCA mais uma vez apresentou resultado abaixo do esperado pelo mercado e reforçou o cenário de que o Banco Central vai manter o ritmo de corte da Selic. Com alta de 0,28%, ante 0,24% em outubro, o índice teve sua alta puxada principalmente pelo setor de Alimentação e Bebidas, que teve a maior alta (0,63%) e o maior impacto no índice (0,13 p.p.).
No acumulado no ano, o IPCA tem alta de 4,04%, o que indica que a inflação vai ficar dentro da meta deste ano, pelo menos dentro do teto de variação. A meta de 2023 é de 3,25%, porém, existe uma variação aceitável de 1,5% da meta, tanto para cima como para baixo, ou seja, o teto da meta é 4,75%.
Em última reunião do Fomc do ano de 2023 (Comitê Federal de Mercado Aberto, em inglês), o Fed decidiu manter a taxa dos Fed Funds (equivalente à taxa Selic no Brasil) inalterada, em 5,25% a 5,50% ao ano. O comunicado que veio junto a decisão veio mais “dovish” que o esperado. As autoridades de política monetária expressaram que apesar da atividade continuar resiliente, a inflação diminuiu ao longo do ano e que será observado a necessidade de aumento de mais um aumento de juros, o que sugere que caso se mantenha desse jeito, o ciclo de alta acabou.
O mercado já antecipou a projeção do primeiro corte dos juros nos EUA, antes era certo que não aconteceria antes do segundo semestre de 2024, agora já é projetado para o segundo trimestre de 24.
O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu, em sua última reunião, manter as três taxas de juros diretoras do BCE inalteradas na janela entre 4,25% e 4,50%. Em comunicado, o comitê demonstrou preocupação com a inflação, que mesmo que tenha se reduzido nos últimos meses, uma alta no curto prazo deve acontecer. O BCE ainda ressaltou que esse nível de juros é alto o suficiente para que a inflação volte a meta no longo médio prazo e que o Conselho do BCE vai manter as taxas em níveis restritivos durante o tempo necessário.
Na zona do euro, o destaque também veio para decisão de política monetária. O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu, em sua última reunião, manter as três taxas de juros diretoras do BCE inalteradas na janela entre 4,25% e 4,50%. Em comunicado, o comitê demonstrou preocupação com a inflação, que mesmo que tenha se reduzido nos últimos meses, uma alta no curto prazo deve acontecer. O BCE ainda ressaltou que esse nível de juros é alto o suficiente para que a inflação volte a meta no longo médio prazo e que o Conselho do BCE vai manter as taxas em níveis restritivos durante o tempo necessário.
Na China, os indicadores da atividade econômica apresentaram resultados mesclados em novembro. A produção industrial registrou uma surpreendente tendência positiva, contrariando a decepcionante performance das vendas no varejo. Em um sinal adicional de fragilidade na demanda doméstica, a taxa de inflação ao consumidor atingiu um índice negativo de 0,5% no acumulado de 12 meses.
Para essa semana, o mercado aguarda a publicação da ata do Copom, que deve trazer mais informações a respeito da avaliação do cenário internacional. Além disso, o IBC-Br (a proxy mensal do PIB) será divulgado ao longo da semana e deve mostrar queda na atividade econômica em outubro, corroborando com o cenário de enfraquecimento da economia. Na seara fiscal, o Congresso deve aprovar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2024. Ainda na agenda política, a votação da MP da subvenção do ICMS e a discussão da reforma tributária entre os deputados e senadores devem acontecer nesta semana.
Na agenda internacional, o destaque vai ser dado com a divulgação do resultado final do PIB nos EUA, relativo ao terceiro trimestre. Após uma leitura preliminar forte, o resultado final vai ser de suma importância para avaliação do nível de atividade econômica para projeção dos próximos passos do Fed. Além disso, o principal indicador relativo ao núcleo da inflação norte americano será divulgado na sexta-feira.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Na última semana o PIB referente ao terceiro semestre no Brasil foi divulgado. Com alta de 0,1%, o resultado foi acima do que o mercado esperava. Enquanto a indústria aumentou 0,6% T/T, impulsionada pela mineração, e os serviços aumentaram 0,6% T/T, impulsionados pelos serviços financeiros, a Agricultura e Pecuária registraram uma queda forte de -3,3% T/T. A surpresa altista fez com que as projeções para o PIB de 2023 fossem revisadas para cima.
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O setor público consolidado apresentou superávit de 14,8 bilhões de reais em outubro. O resultado, apesar de ser positivo, veio abaixo das projeções de mercado. No acumulado em 12 meses, o setor público apresentou déficit de R$ 114,2 até outubro (1,1% do PIB). A expectativa é que o resultado primário do setor público permanecerá negativo no curto prazo.
O mercado de trabalho dos Estados Unidos continua resiliente, com diversos dados positivos para atividade econômica. A geração liquida de empregos ficou em 199 mil em novembro, acima das expectativas do mercado de 185 mil, enquanto a taxa de desemprego, que já se encontrava em patamares baixos, caiu de 3,9% para 3,7%. Já o salário médio avançou 0,4% m/m em outubro, acima das expectativas. O lado positivo veio no relatório JOLTS, que mostrou que o mercado de trabalho está se reequilibrando aos poucos. O relatório mostrou queda de vagas abertas de 9,35 milhões para 8,73 milhões, o que sugere que o excesso de demanda por trabalhadores está diminuindo.
Esses dados ainda não foram suficientes para que o Fed sinta confortável em afirmar que o ciclo de alta nos juros se encerrou. O mercado não crê em mais um alta nos juros, porém, ainda é prematura pensar em cortes antes de meados do ano que vem.
Na zona do euro, a inflação ao produtor (PPI) registou flutuações mensais de 0,2%, em linha com as expectativas, enquanto a volatilidade interanual aumentou de -12,4% para -9,4%, embora permaneça negativa. No geral, a inflação no produtor diminuiu significativamente durante o ano, o que deverá ajudar a reduzir a inflação no consumidor no futuro.
Na China, o PMI de serviços Caixin (índice de gestores de compras) foi de 51,5 pontos em novembro, a leitura mais elevada em três meses. O índice composto teve média de 51,6 pontos, acima dos 50,0 pontos anteriores. Os dados continuam a apontar para um crescimento modesto na China, mas não indicam necessariamente uma recuperação mais pronunciada da atividade econômica.
A agenda doméstica será cheia na semana que vem. Os destaques virão com a divulgação do IPCA de novembro, na terça-feira e a decisão da taxa Selic pelo Copom. A expectativa é que a inflação tenha um aumento em torno de 0,25%, fruto de quedas de bens industriais por conta da Black Friday e da gasolina, após reajustes da Petrobras. Em relação a taxa de juros, o mercado espera de forma unanime corte de 0,5%, deixando a taxa em 11,75%.
Na agenda internacional, a próxima semana será repleta de acontecimentos importantes. O foco na terça-feira será o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos EUA de outubro. Na quarta-feira, os EUA divulgarão dados de inflação ao produtor (PPI) para novembro. No mesmo dia teremos o destaque da semana – a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Na quinta-feira, o Banco Central Europeu anunciará a sua decisão de política monetária na zona euro. Os três principais bancos centrais deverão manter as taxas de referência inalteradas. No mesmo dia, a China também divulgará dados sobre a atividade económica, incluindo produção industrial, vendas a retalho e relatórios de emprego – estes indicadores referem-se a novembro.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O dólar encerrou a semana com uma desvalorização de 0,36% em relação ao real, sendo cotado a R$ 4,91. Enquanto isso, o índice Ibovespa fechou o melhor mês nos últimos três anos e encerrou a semana com uma alta de 2,13% na semana, atingindo 127.331 pontos. Isso é explicado pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, que fortaleceram a perspectiva de encerramento do ciclo de aumento de juros da instituição, os mercados internacionais experimentaram um movimento ascendente. Além disso, durex intense vibrations ring
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a avaliação dos dados recentes de produção industrial, tanto no Brasil quanto no exterior, também influenciou o comportamento do mercado.
Na última terça-feira, o Governo Central divulgou os resultados primários em outubro. Com superávit de R$ 18,27 bilhões em outubro, enquanto há um déficit de R$ 75,09 bilhões no acumulado no ano. Os dados levam em conta o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central e ainda excluem despesas com a dívida pública.
Também na terça-feira, 28, o IBGE divulgou o IPCA-15 referente ao mês de novembro. Com alta de 0,33%, a o resultado veio acima dos 0,30% esperados pela pesquisa de economistas feita pela Reuters. Dentro do índice, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta, com a maior alta foi no setor de alimentação e bebidas (0,82%) e também com o maior impacto (0,17 p.p.), que vinha apresentando deflação nos últimos 5 meses. O setor de comunicação teve a maior baixa do índice com recuo de 0,22%, destaque para o terceiro mês consecutivo de queda neste setor.
A FGV divulgou o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) na última quarta-feira. Com alta de 0,59% em novembro, o índice acumula uma taxa de -3,89% no ano e -3,46% nos últimos 12 meses. Com destaque vieram no aumento do preço do farelo de soja, que foi de 0,51% em outubro para 5,41% em novembro e aumento no grão de café, que foi de -1,60% para 6,36%. As altas no IGP-M e no IPCA-15A alta não assustaram o mercado, que credita que a dinâmica da política monetária deve permanecer inalterada, com espaços para cortes na Selic até meados de 2024.
A taxa de desocupação no trimestre encerrado em outubro deste ano foi de 7,6% (dessazonalizada), em linha do que o mercado aguardava. Segundo o PNAD Contínua, esta foi a menor taxa desde o trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2015. Além disso, o Caged registrou saldo positivo de 190 mil empregos com carteira assinada no mês de outubro, acima do que o mercado aguardava (135 mil). Com exceção da agricultura, todos os segmentos registraram ganhos de emprego.
As apostas de que um corte de juros no próximo ano pode acontecer estão cada vez mais fortes nos EUA. Após o Core PCE (índice de inflação mais observado pela Fed) apresentar alta de 0,2% no mês de outubro e 3,5% na comparação de outubro de 2022, menor valor desde abril de 2021. Os dados foram animadores e revelam que a inflação está se aproximando da meta do Fed de 2%, 20 meses após o banco central americano começar a campanha de aumento de juros. A inflação em queda nos EUA é positiva para o resto do mundo, já que é um sinal que pode ser o fim da alta dos juros norte-americanas e abre mais espaço para os demais países também derrubarem suas taxas.
O índice de gerentes de compras (PMI) da indústria da zona do euro avançou de 43,1 em outubro a 44,2 em novembro, contra a prévia de 43,8 esperado pelo mercado. Apesar de ainda estar muito longe do 50, número que separa a contração da expansão, o dado é atingiu máxima em seis meses. Ainda sobre zona do euro, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 2,4% na preliminar mensal de outubro. O núcleo da inflação também apresentou resultado abaixo do esperado e foi de 4,5% para 4,2 na comparação anual.
A China continua apresentando dificuldades para retomar o crescimento. As pesquisas de atividade referentes a novembro apresentaram resultados ligeiramente abaixo das expectativas. Houve uma diminuição de 0,1 ponto na área de manufatura, registrando 49,4, e um recuo um pouco mais significativo na área não manufatureira, caindo de 50,6 para 50,2.
Na agenda doméstica, o mercado aguarda atentamente o resultado do PIB do terceiro trimestre, na terça-feira. O mercado estima um recuo de 0,2% na margem, com ajuste sazonal e avanço de 1,9% na comparação anual. Além disso, a divulgação da balança de pagamentos de outubro, o IGP-DI de novembro também são aguardados. No âmbito político, teremos discussões da reforma tributária e do projeto de subvenções do ICMS na Câmara.
Já na agenda internacional, as atenções estão voltadas para dados de emprego nos EUA. O destaque será o relatório de emprego (Non Farm Payroll) na sexta-feira. Segundo economistas, a expectativa é de geração de 190 mil novas vagas de emprego. Além do Payroll, o relatório JOLTS será divulgado na terça e deve apresentar uma redução na oferta de vagas de empregos. Na zona do euro, terá a divulgação das vendas no varejo de outubro.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.