RETROSPECTIVA
O Ibovespa fechou a semana aos 125.517 pontos, enquanto o dólar encerrou a semana com queda, aos 4,89 reais. Os resultados positivos das estatais, como a Vale e Petrobrás, a inflação dos EUA mostrando sinais que está sendo controlada, além da trégua entre Israel e Hamas (sem a escalada que preocupava o mundo) foram alguns dos fatores que contribuíram positivamente para a alta do Ibovespa.
O Ministério do Planejamento revisou, no Relatório Bimestral de Avaliação de Despesas, suas estimativas para o déficit primário de 2023, que foi de 141,4 bilhões de reais para 177,4, aproximadamente 1,7% do PIB. Além disso, as previsões de crescimento também mudaram. Para 2023, a expectativa é que o PIB cresça 3,0% e em 2024 a previsão foi reduzida de 2,3% para 2,2%.
O PL de tributação dos fundos offshore e exclusivos e o projeto de regulação de apostas esportivas foram aprovados pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Ambos devem ser votados no Senado esta semana, com o das apostas tendo que voltar para aprovação dos deputados devido a alterações das alíquotas anteriormente acordadas na câmara.
Alguns Estados começaram a se movimentar em resposta a reforma tributária, aumentando a alíquota modal do ICMS, que está em processo de aprovação no Congresso. Pelo menos 5 estados já decidiram aumentar: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O impacto deve ser sentido pela inflação apenas em 2024, que deve aumentar o preço de energia elétrica, alguns alimentos fora da cesta básica e alguns setores da indústria e varejo.
Os mercados norte-americanos tiveram uma semana mais curta e tímida, com pouca liquidez, devido ao feriado de Ação de Graças, comemorado na 4ª quinta-feira do mês, com as taxas das treasuries de 10 anos chegando ao seu nível mais baixo desde setembro. Porém, a tendência de baixa foi invertida com os resultados dos PMIs, com PMI de Serviços crescendo acima do esperado, 50,8 ante os 50,3 esperados. A aceleração do setor de serviços requer atenção, pois mesmo que uma nova alta dos juros não seja esperada pelo mercado, o Fed já comunicou que isso não pode ser descartado.
O Banco Central Europeu afirmou que está pronto para aumentar os juros se houver necessidade, mesmo que não seja o plano principal. Também foi destacado a importância dos dados na estratégia, devido à incerteza sobre inflação e economia. Na visão do BCE, a inflação deve voltar aos 2% em 2025, mas reconhecem que a economia na Zona do Euro apresenta sinais de enfraquecimento. Apesar do tom cauteloso, o mercado espera que os juros já atingiram o máximo e vão ficar altos por um tempo.
Como destaques para esta semana, temos a divulgação do IPCA-15 de novembro na próxima terça-feira, 28. A expectativa é um alta de 0,29%, impulsionada pelos preços dos alimentos no domicílio. Dados de emprego também serão divulgados no decorrer da semana, com o Caged na quarta e o PNAD na quinta, ambos referentes a outubro. Os dados de mercado de trabalho serão importantes para avaliar o nível de atividade econômica. Por fim, o IGP-M de novembro será divulgado na quarta-feira e deve apresentar alta de aproximadamente 0,6%.
Na agenda internacional, os destaques serão dados pelos índices PMIs da China, publicados ao longo da semana. Nos EUA, um dos principais indicadores de inflação será divulgado, núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal (core PCE) referente a outubro. Na zona do euro, também há a expectativa da divulgação de dados de inflação ao consumidor referente a novembro. Todos estes indicadores são de suma importância para a condução da política monetária no resto do mundo.
Em análise as incertezas do mercado, também é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas entre 10% e 15% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral e o IMA-B. Adicionalmente, é aconselhável a manutenção de 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
A semana foi positiva para Bolsa de Valores no Brasil, fechando o pregão de sexta-feira aos 124.773, com alta de 3,79% na semana e atingindo seu maior patamar desde 2021. Impulsionada principalmente pela notícia que o governo deve manter a meta de déficit zero e pelos dados de inflação mais fracos nos EUA. O dólar andou na contramão, encerrando a semana aos R$ 4,89 e baixa de 1,30% na semana.
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Os resultados do IBC-Br e do setor de serviços vieram abaixo da expectativa do mercado, corroborando com as estimativas de contração do PIB no 3° trimestre. Com recuo de 0,06% em setembro, o IBC-Br frustrou o mercado, que esperava uma alta de 02,0% no mês. O faturamento real de serviços também decepcionou, com queda de 0,3% em setembro, muito abaixo do consenso de mercado (+0,4%).
Governo deve manter a meta fiscal com déficit zero, segundo relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias na Câmara, Deputado Danilo Forte. A notícia agradou os mercados e, mesmo que o atingimento da meta seja difícil, a sinalização do governo de tentar cumprir é positiva.
Dados de inflação nos EUA trazem alívio ao mercado com resultados abaixo do esperado. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de outubro foi de 3,2%, apresentando queda em relação a setembro, 3,7%. O núcleo também apresentou desaceleração e foi de 4,2% em setembro para 4,0% em outubro. Apesar das baixas, o índice ainda está muito acima da meta de inflação dos EUA (2,0%). O Índice de Preços ao Produtor (PPI) também apresentou queda, com baixa de 0,5%.
A agência de classificação de risco Moody’s abaixou a perspectiva de rating dos EUA de AAA estável para AAA- negativa, ressaltando os riscos fiscais que a alta dívida pública causa. Os resultados estão de acordo com a política monetária restritiva que o Fed vem aplicando neste ano e indicam que a atividade econômica no país (que ainda mostra resiliência) tendem a desacelerar nos próximos meses, na medida que a política monetária opera com defasagens.
A inflação na Zona do Euro referente a outubro também foi divulgada esta semana. Com resultado abaixo da expectativa, a leitura final da inflação ao consumidor subiu 0,1% em outubro, abaixo dos 0,2% esperados pelo mercado. O núcleo também mostrou desaceleração, com alta de 4,2% em outubro ante 4,5% de setembro. A inflação ano a ano teve seu menor resultado desde julho de 2021, com 2,9% e, apesar dessa surpresa baixista, ainda está acima dos 2% da meta do Banco Central Europeu. A expectativa é que o BCE (Banco Central Europeu) tenha encerrado o ciclo de aperto monetário.
Na China, os dados de atividade vieram mistos, enquanto os dados de produção industrial e vendas no varejo vieram acima da expectativa, os dados do setor imobiliário decepcionaram mais uma vez. A produção industrial de outubro cresceu 4,6% a/a em outubro e o varejo 7,6% a/a. No setor de construção, a queda foi de 9,3% entre janeiro e outubro deste ano, enquanto o crescimento do investimento em ativos fixos desacelerou para 2,9% no acumulado do ano comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados mistos mostram um cenário chinês fraco, apesar de não tão preocupante quanto os especialistas esperavam. Uma queda mais intensa e/ou persistente da atividade econômica da China pode ser preocupante para o Brasil, na medida que a o país é o maior destino de nossas exportações.
O final de semana foi marcado pelo segundo turno das eleições presidenciais na Argentina. Com mais de 55% dos votos, o liberal Javier Milei derrotou o peronismo de Sergio Massa e a posse acontece no dia 10 de dezembro. Dentro suas principais propostas, Milei quer dolarizar o peso argentino, acabando com a desvalorização da moeda, além de fechar o Banco Central e privatizar empresas estatais. Vale lembrar que a Argentina sofre com a inflação alta por mais de uma década e atualmente tem uma das maiores taxas de juros do mundo, com 143% em 12 meses.
No Brasil, a semana terá destaque na seara política/fiscal, com discussões da reforma tributária e taxação de fundos exclusivos/offshore no Senado ganhando força. Além disso, na sexta feira, 24, terá a divulgação do indicador de confiança do consumidor de novembro pela FGV.
Na agenda internacional, a divulgação da ata do FOMC (o comitê de política monetária dos Estados Unidos) será divulgada na terça-feira. Durante a semana também terá a reunião de política monetária do Banco Central da China e o destaque virá para as divulgações dos PMI dos EUA, Zona do Euro e Reino Unido.
Em análise as incertezas do mercado, também é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas entre 10% e 15% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral e o IMA-B. Adicionalmente, é aconselhável a manutenção de 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O Ibovespa fechou a semana com alta de 2,04%, voltando a casa dos 120 mil pontos e atinge o maior nível desde agosto. A inflação abaixo do esperado contribuiu positivamente para a alta do IPCA. O dólar encerrou a semana aos R$ 4,91, com queda de -0,51% na sexta. A inflação abaixo do esperado e a desaceleração na economia doméstica indica que o ciclo de corte da Selic deve permanecer até meados de 2024.
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Foi divulgado na última sexta-feira, 10, o IPCA referente ao mês de outubro. Com alta de 0,24%, o indicador fica no campo positivo pelo quarto mês seguido. No acumulado no ano, a alta é de 3,75% e nos últimos 12 meses é de 4,82%. As altas foram dadas em 8 dos 9 grupos pesquisados, com destaque com a alta em Transportes e Alimentação e Bebidas, ambos com o maior impacto no índice (0,7 p.p.). Transportes teve alta de 0,35% apesar na queda no preço dos combustíveis (gasolina com -1,53%, gás veicular -1,23% e etanol com -0,96%). O aumento nos preços das passagens aéreas (23,70%) foi o que mais contribuiu para o resultado do grupo, com impacto de 0,14 p.p. No grupo de Alimentação e bebidas, a alta foi de 0,31%, com destaque para as altas em alimentação no domicílio, 0,27%, e alimentação fora do domicílio, 0,42%.
O INPC também teve seu resultado divulgado pelo IBGE, com alta foi de 0,12% no mês de outubro, 3,04% no ano e 4,14% nos últimos 12 meses. Após uma queda de 0,74% em setembro, os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,23% em outubro. Nos produtos não alimentícios, a alta foi de apenas 0,09%.
A PEC (Proposta de emenda à Constituição) da reforma tributária foi finalmente aprovada em dois turnos pelo senado federal e agora retorna a Câmara dos Deputados para apreciação das alterações no texto que deve acontecer ainda em 2023. Caso os deputados optem por alterar alguma parte do texto, a aprovação deve ser concluída apenas em 2024. Entre as principais mudanças aprovadas (vale ressaltar que o texto original da PEC 45 já foi modificado), estão entre elas uma trava para a carga tributária, a ampliação do Fundo de Desenvolvimento Regional em 20 bilhões de reais e a inclusão de revisões de regimes especiais a cada cinco anos. Além disso, o texto aprovado conta com algumas alterações que favorecerão setores da economia como taxistas, clubes de futebol, bancos, entre outros. A mudança ajudará a trazer transparência para carga tributária do Brasil, além de diminuir a complexidade do sistema tributário como um todo.
O Banco Central divulgou na última semana a ata da reunião do Copom. A mensagem foi mais dura, trazendo cautela e parcimônia no processo de cortes de juros, mensagem que vem sendo repetida nos últimos meses. Ressaltou que o ambiente global é de incertezas, com os EUA tendo dificuldades no combate à inflação e a economia global mostrando sinais de desaceleração. Além disso, observou que a incerteza fiscal também é um problema e que o comitê deve ficar atento a isso. Entretanto, o documento destacou a atividade econômica mostrando sinais de fraqueza e que a inflação se mostrou benigna, fatores que contribuem para a continuação do corte de juros.
Na seara fiscal, o setor público consolidado registrou déficit de 18,1 bilhões de reais em setembro. Nos 12 meses, o déficit é de 101,9 bilhões de reais, equivalente a 1,0% do PIB e 0,3% maior que o registrado em agosto. Enquanto a Dívida Bruta do Governo Central ficou estável em 74,4% do PIB. Também foram divulgadas as vendas no varejo ampliado referentes a setembro, que registraram aumento de 0,2% em relação a agosto, puxado primordialmente pelo setor de supermercadista esperado.
No cenário internacional, o presidente do Fed, Jerome Powell, deu um discurso mais hawkish que o mercado esperava, indicando que mesmo com a economia mostrando sinais de desaceleração o banco central pode voltar a subir os juros. No Reino Unido, a economia estagnou no terceiro trimestre e o baixo dinamismo da economia pode reduzir a necessidade de o banco central manter as taxas de juros elevadas por muito tempo.
Na China, os indicadores econômicos seguem fracos e a recuperação econômica do país é colocada em cheque. Os dados da balança comercial foram abaixo do esperado, com números de exportação abaixo da expectativa e importação acima. A balança comercial registrou superávit de U$ 57 bilhões de dólares em outubro, resultado mais fraco desde fevereiro. A inflação chinesa também preocupou o mercado. A inflação ao consumidor (IPC) de outubro veio no campo negativo, ficando em -0,1% m/m.
A agenda econômica é tímida no exterior, com o principal evento sendo a divulgação do índice de preços ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos referente a outubro. Na china, oos dados de atividade serão divulgados durante a semana, incluindo produção industrial, vendas no varejo e o relatório de emprego. Na zona do euro, a leitura final da inflação ao consumidor de outubro da zona do euro será divulgada no final da semana.
No Brasil, teremos a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), indicador importante para avaliar o desempenho econômico do setor terciário referente a setembro. Além disso, o Índice de Atividade Economia do Banco Central (IBC-Br) será divulgado na quinta-feira. O IBC-Br é uma aproximação mensal do PIB e a estimativa do mercado é uma alta de 0,6%, resultado que encerraria o trimestre com contração e reforçaria o cenário de desaceleração da atividade doméstica neste semestre. Outro ponto de destaque é em relação a política fiscal, pois o governo tem até quinta-feira, 16, para apresentar a emenda ao projeto de lei orçamentária de 2024, com possível alteração da meta fiscal de déficit zero. A expectativa é que a nova meta deve ser um déficit de 0,5% do PIB, aproximadamente 57 bilhões de reais.Em análise as incertezas do mercado, também é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas entre 10% e 15% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral e o IMA-B. Adicionalmente, é aconselhável a manutenção de 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O dólar encerrou a semana com uma desvalorização de 2,34% em relação ao real, sendo cotado a R$ 4,89. Enquanto isso, o índice Ibovespa encerrou a semana com uma alta de 4,29% na semana, atingindo 118.160 pontos. O saldo positivo na bolsa durante a semana pode ser explicado pela queda da Selic na quarta-feira e o compromisso do Banco Central no combate à inflação.
Na última segunda-feira, dia 30, foram divulgados os dados de emprego formal. O país gerou 211.764 empregos com carteira assinada em setembro, com saldo acumulado no ano de 1.599.918 postos de trabalho formais gerados segundo a publicação do Ministério do Trabalho. O PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra a Domicílios), revelou uma diminuição na taxa de desemprego, de 7,8% no trimestre móvel até agosto para 7,7% no 3° trimestre. Mercado de trabalho está sólido, com queda gradual da taxa de desemprego, que estava 11,5% antes da pandemia.
Os dados, apesar de serem positivos, mostram que um arrefecimento do emprego nos últimos meses e a expectativa é que o mercado de trabalho desacelere no futuro, acompanhando um ritmo mais moderado de crescimento econômico.
As discussões sobre as metas fiscais foram pauta na última semana, após o Presidente Lula fazer algumas declarações sobre a possibilidade de mudar a meta fiscal, a discussão foi levada para os meios políticos. Atualmente a meta é de déficit zero e, mesmo que seja improvável seu cumprimento, a falta de compromisso do governo em tentar cumprir pressiona o mercado negativamente, com as taxas de juros futuras se elevando e a bolsa oscilando consideravelmente. Uma mudança na meta para -0,5% do PIB para 2024 já está sendo discutida pelo governo. Tal mudança impactaria negativamente na credibilidade do governo, aumentando os riscos fiscais e prejudicando a estratégia de ajuste fiscal do governo.
Sem surpresas, o COPOM (Comitê de Política Monetária) optou por mais um corte de 0,5% na taxa Selic, que foi de 12,75% para 12,25%. Em comunicado, o comitê afirma que o processo desinflacionário em países emergentes tende a ser mais lento e, por isso, exige moderação por parte das autoridades de política monetária. O comunicado ainda afirmou que os membros estão alinhados com cortes de mesma magnitude nas próximas reuniões para as expectativas inflacionárias voltarem para a meta. Com cenário externo incerto, com juros elevados nos EUA e as incertezas fiscais no Brasil, o espaço de corte do juros para 2024 é limitado.
Nos Estados Unidos também teve decisão de juros na última semana. O Fed, Banco Central norte-americano, optou por manter a taxa de juros de referência no intervalo 5,25% – 5,5%, porém, não fechou as portas para mais uma alta futura. Em comunicado, o Fed ressaltou que a economia continua resiliente e, apesar das condições financeiras estarem mais restritivas, o ciclo de alta deve permanecer por um período considerável, a depender de dados econômicos.
Os dados de emprego nos EUA também foram divulgados na última semana, mostrando como o mercado de trabalho permanece aquecido, porém, mostrando sinais de desaceleração, com resultados abaixo do esperado. O Nonfarm Payroll mostrou uma geração líquida de 150 mil novos empregos, enquanto o relatório Jolts registrou aumento no número de vagas abertas. Ao comparar o número de vagas abertas com número de pessoas desempregadas, o resultado mostra um excesso de demanda por trabalhadores, com número de vagas 50% maior que o número de desempregados. Apesar dos resultados permanecerem fortes, alguns desses indicadores cederam para seus níveis mais baixos em dois anos, o que indica que a desaceleração começou. A expectativa é que esta desaceleração se mostre cada vez mais intensa na medida que as empresas e as indústrias sintam a elevada taxa de juros. Os resultados abaixo do esperado reduziram as pressões sobre o mercado de Treasuries ao longo da sexta-feira.
Na zona do euro, os dados de inflação começaram a recuar, assim como a atividade. Os preços ao consumidor avançaram 2,9% a.a. em outubro, o menor aumento desde 2021. Do lado da atividade, o PIB da zona do euro registrou uma queda de 0,1% no trimestre encerrado em setembro. A região passa a ter risco de recessão no futuro, assim como era esperado após um longo período com alta nos juros. A expectativa é que o BCE opte por manutenção da taxa de juros e um corte no curto prazo está descartado no presente momento, dado que a inflação permanece longe da meta.
Na China, o PMI Industrial recuou de 50,2 em setembro para 49,5 em outubro e ainda o PMI não industrial caiu de 51,7 em setembro para 50,6 em outubro. Após os dados de setembro e os dados de PIB e Vendas do Varejo apresentarem surpresas positivas, os PMI de outubro foram um balde de água fria para os investidores que esperavam uma recuperação da economia Chinesa.
No cenário internacional, ao longo desta semana, teremos a divulgação da balança comercial da China, além da inflação ao consumidor e ao produtor de outubro. Nos EUA, os resultados do setor externo de setembro será divulgado na terça-feira. Além disso, as atenções seguirão voltadas para os desdobramentos do conflito entre Israel-Hamas.
No Brasil, as atenções estarão voltadas para a ata da última reunião de política monetária do Copom, que será publicada na terça-feira, e o IPCA de outubro, na sexta. Além disso, dados do setor de varejo para setembro serão conhecidos na quarta-feira. No lado político, importante estar atento a possíveis mudanças na meta primária fiscal do governo e quais impactos isso pode ter nas medidas de arrecadação.
Em análise as incertezas do mercado, também é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas entre 10% e 15% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral e o IMA-B. Adicionalmente, é aconselhável a manutenção de 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
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