RETROSPECTIVA
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), teve um ótimo desempenho nesta sexta-feira, encerrando com uma valorização significativa de 1,81% e atingindo a marca de 120.216,77 pontos. Ao longo do ano, a Bolsa apresenta um crescimento de 9,55%. Além disso, o dólar comercial registrou uma queda de 0,47%, sendo cotado a R$ 4,781, e acumulou uma baixa de 9,46% durante todo o ano.
Aqui no Brasil o destaque vai para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), teve uma queda de 2% em maio em comparação com abril. Essa queda foi maior do que a expectativa do mercado. Olhando para o desempenho geral da economia, estima-se que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre tenha uma elevação de 0,3%, o que é um crescimento consideravelmente mais baixo se comparado ao primeiro trimestre, que teve um aumento de 1,3%.
Ainda essa semana, o Ministério da Fazenda compartilhou suas novas projeções para as principais variáveis econômicas. Uma notícia positiva é que a estimativa para o crescimento do PIB em 2023 foi revisada para cima, passando de 1,9% para 2,5%. Já para o ano de 2024, a previsão continuou em 2,3%.
Outro destaque é a inflação, o governo reduziu suas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) agora esperam uma taxa de 4,85% para este ano e de 3,3% para o próximo. Indicando que a inflação tende a ser menor do que o inicialmente previsto.
Essa semana, as bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam sem uma direção única, pois os investidores aguardam a decisão do Federal Reserve (FED), o banco central americano.
O mercado acionário fechou sexta feira da seguinte forma, o Dow Jones teve uma pequena alta de apenas 0,01%, chegando a 35.227,69 pontos, já o S&P 500 também registrou um leve aumento de 0,03%, alcançando 4.534,87 pontos. Enquanto isso, o Nasdaq composto apresentou um crescimento de 0,20%, atingindo 14.090,80 pontos.
Além disso, os números das vendas no varejo nos EUA foram divulgados. Em junho, houve um aumento de 0,2%, embora tenha sido um pouco menor do que o esperado pelo mercado, que previa um crescimento de 0,5%. No entanto, se excluirmos setores mais voláteis, como automóveis, gasolina e materiais de construção, as vendas no varejo aumentaram 0,6% no mês. Esses dados indicam que os gastos dos consumidores, que têm grande impacto na economia dos EUA, continuaram a crescer no segundo trimestre.
No Reino Unido, a inflação ao consumidor teve uma queda maior do que o esperado entre maio e junho, indo de 8,7% para 7,9% no acumulado dos últimos 12 meses. Essa taxa de inflação ainda é alta, mas houve uma desaceleração. O núcleo da inflação também diminuiu de 7,1% para 6,9% na mesma base de comparação. Apesar dessa queda, a inflação ainda está pressionada, especialmente nos grupos de serviços. Reforçando a expectativa que o Banco da Inglaterra (BoE) continuará a aumentar a taxa básica de juros nos próximos meses.
Na zona do euro, a inflação ao consumidor também recuou, passando de 6,1% em maio para 5,5% em junho. No entanto, a medida de núcleo da inflação apresentou uma elevação anual de 5,5%, ligeiramente acima dos 5,3% registrados em maio. A expectativa também é de que haja novos aumentos na taxa de juros por lá.
Por fim, o PIB do segundo trimestre na China registrou um crescimento de 0,8%, o que representa uma desaceleração significativa em relação ao trimestre anterior, quando o crescimento foi de 2,2%. Além disso, na comparação com o mesmo período do ano passado, a atividade econômica chinesa teve um avanço de 6,3%, ficando abaixo das expectativas do mercado, que esperava um crescimento de 7,1%, demonstrando dificuldade em alcançar a meta de crescimento de 5% para o ano de 2023, caso o crescimento do PIB continue nesse ritmo mais lento.
No entanto, os indicadores de atividade econômica de junho trouxeram sinais mais favoráveis. O crescimento da produção industrial acelerou de 3,5% em maio para 4,4% em junho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Na próxima semana, haverá a divulgação de indicadores econômicos importantes que estarão sob o radar dos investidores. No Brasil, o destaque será a publicação do IPCA-15 de julho, que possivelmente apresentará uma leve deflação em relação ao mês anterior. Além disso, teremos a divulgação dos dados do CAGED, que trata do emprego formal, e a PNAD, que provavelmente mostrará uma taxa de desocupação estável no mesmo período. Em relação às contas externas, o Banco Central publicará sua nota de política fiscal na sexta-feira.
Na economia global, os índices PMI para as principais economias desenvolvidas serão o ponto central de atenção, incluindo Estados Unidos, zona do euro e Reino Unido. Os índices PMI refletem a perspectiva dos empresários sobre a situação atual da economia e suas expectativas para o futuro. Além disso, a semana será importante para a política monetária global, com decisões dos bancos centrais dos Estados Unidos e da zona do euro.
Dado o cenário de expectativa de redução na taxa de juros nas próximas reuniões do Banco Central (Bacen), é importante considerar que os títulos públicos federais podem deixar de ser opções atrativas para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) principalmente considerando a análise tática. Nesse contexto, para essa modalidade de investimento é recomendável agir com cautela e estar atento se as taxas cobradas pelo mercado estão alinhadas com a meta de rentabilidade.
Em análise as incertezas do mercado, também é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas de até 10% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral e o IMA-B. Adicionalmente, é aconselhável a manutenção de 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugere-se investir integralmente 15% em fundos vinculados ao CDI e ao IRF-M1.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, como Letra Financeira e CDB, até atingir uma alocação de 15%.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico e a expectativa de estabilização da taxa de juros nos Estados Unidos. Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Na semana passada, o índice Ibovespa, que reflete o desempenho das principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, registrou uma queda de 1,0%, fechando o último dia da semana aos 117.711 pontos. Essa queda contrastou com o desempenho positivo dos mercados globais, que apresentaram alta devido às leituras positivas do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) americano, que mede a inflação nos Estados Unidos.
No cenário econômico nacional, o índice de IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) veio acima do esperado, o que reduziu as expectativas de um corte mais intenso na taxa Selic durante a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em agosto. Em junho, a inflação brasileira teve uma queda de 0,08%, ligeiramente acima das expectativas do mercado (-0,1%) e da nossa estimativa (-0,13%).
Como resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses caiu de 3,9% para 3,2%. Apesar desse processo de desaceleração inflacionária, a inflação no setor de serviços continua acima da meta estabelecida, o que reforça a perspectiva de cortes graduais na taxa de juros no futuro.
No âmbito fiscal, o mercado acompanhou as discussões sobre a reforma tributária, que foi aprovada pela Câmara na semana anterior e agora será enviada ao Senado.
No cenário internacional, a atenção dos mercados se voltou para a inflação também, considerando tanto o índice de preços ao consumidor (CPI) quanto o índice de preços ao produtor (PPI). Em junho, o CPI registrou uma queda, com a taxa anual de inflação atingindo 3,0% para o índice geral e 4,8% para o índice central, que exclui itens mais voláteis. Um dado relevante foi a desaceleração no índice de serviços básicos, excluindo aluguéis, que chegou a 3,2%. Além disso, o PPI também veio abaixo das expectativas, com um aumento de apenas 0,1% nos últimos 12 meses, o menor ganho desde 2020.
Esses indicadores apontam para uma redução das pressões inflacionárias nos Estados Unidos, o que impulsionou os mercados americanos, resultando em uma semana bastante positiva com uma alta de mais de 2%. No fechamento de sexta feira o índice Dow Jones registrou um aumento de 0,14%, fechando aos 34.395,14 pontos. O índice S&P 500 teve um avanço de 0,85%, alcançando 4.510,04 pontos, atingindo pela primeira vez mais de 4.500 pontos desde abril de 2022. Já o índice Nasdaq subiu 1,58%, chegando a 14.138,57 pontos.
Na China, foram divulgados dados sobre exportações e importações que revelaram uma queda mais acentuada do que o esperado. As exportações diminuíram 12,4% e as importações caíram 6,8% em relação ao ano anterior. Esses números indicam uma fraqueza contínua na economia e reforçam a perspectiva de uma recuperação mais lenta.
Na próxima semana, os investidores estarão de olho na divulgação de importantes indicadores econômicos. No Brasil, teremos a publicação do IBC-Br de maio, na segunda-feira e do IGP-10 de julho na terça-feira. O mercado prevê um aumento nesses dois índices, o que pode ter impacto nos preços dos ativos brasileiros.
No cenário internacional, teremos o PIB da China sendo divulgado no domingo. Esses dados podem afetar os preços dos ativos de países emergentes, incluindo o Brasil. Na quarta-feira, serão divulgados os índices de inflação na Zona do Euro e no Reino Unido. Ambas as regiões estão passando por um ciclo de aperto monetário na visão do mercado. Nos Estados Unidos, os destaques serão os dados de produção industrial e vendas no varejo de junho, que serão publicados na terça-feira. Esses números podem fornecer insights sobre a saúde da economia americana.
Considerando a elevada taxa Selic atual, os títulos públicos federais apresentam-se como opções atraentes para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), principalmente nos prazos mais curtos. No entanto, devido ao cenário de incertezas, é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas de até 10% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral. Adicionalmente, é aconselhável destinar 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Em um horizonte de médio prazo, é recomendável alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como IDKA IPCA 2A e IMA-B 5. Quanto à exposição de curto prazo, sugere-se investir integralmente 15% em fundos vinculados ao CDI e ao IRF-M1. Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir gradualmente títulos privados, como Letra Financeira e CDB, até atingir uma alocação de 15%.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, recomendado cautela frente à discussão quanto ao teto de dívida americana que possui potencial de gerar impactos e correções no mercado acionário. Sob o desejo de exposição, vemos como mais prudente, a exposição em títulos de renda fixa públicos e privados limitando-se a 10% do total dos investimentos em fundos que não utilizam hedge cambial e de maneira gradativa afim de realizar preço médio. Essa recomendação leva em consideração o atual cenário econômico e a expectativa de estabilização da taxa de juros nos Estados Unidos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante obter informações relevantes e embasadas para respaldar a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O principal índice da B3, o Ibovespa, teve um aumento de 1,25% na sexta feira, impulsionado pelo avanço da reforma tributária. Ele fechou o dia com 118.897 pontos e acumulou uma alta de 0,69% na semana. Quanto ao câmbio, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,87 para compra e venda.
No Brasil, após 30 anos de discussões, a Câmara dos Deputados decidiu pela aprovação da reforma tributária, que tem foco nos impostos sobre o consumo. Essa mudança busca unificar cinco tributos diferentes em um único Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que será administrado conjuntamente por representantes da União, dos estados e dos municípios em um comitê conjunto.
Essa reforma tem o potencial de trazer benefícios macroeconômicos, pois pode resultar em redução de disputas judiciais relacionadas a questões fiscais, diminuição dos custos de conformidade para as empresas e melhor alocação de capital, o que pode impulsionar a produtividade no longo prazo. No entanto, é importante destacar que ainda há detalhes a serem esclarecidos e o documento precisa ser aprovado pelo Senado antes de sua implementação. Portanto, ainda é cedo para estimar com precisão qual será o impacto final da reforma tributária.
No cenário internacional, especificamente na China, o PMI de serviços teve uma queda para 53,9 em junho, comparado a 57,1 em maio. Vale destacar que valores acima de 50 indicam expansão. Essa é a leitura mais baixa desde a reabertura da economia após o período da Covid-19. Já o PMI composto, que engloba tanto a atividade manufatureira quanto a de serviços, caiu de 55,6 para 52,5. Esses resultados indicam que o crescimento da economia chinesa no pós-Covid tem sido inferior ao esperado, embora ainda se mantenha em território positivo.
Nos Estados Unidos, as bolsas de valores fecharam em baixa nesta sexta-feira após a divulgação do relatório de emprego e expectativa sobre a taxa de juros. O índice Dow Jones caiu 0,55%, o S&P 500 caiu 0,27% e o Nasdaq composto recuou 0,35%.
O banco central dos Estados Unidos, Federal Reserve (Fed), divulgou a ata de sua reunião de política monetária de junho. O documento confirmou a intenção do Fed de retomar o aumento das taxas de juros em julho, após uma pausa em junho. Isso se deve ao crescimento da atividade econômica e à persistência da pressão inflacionária.
Os dados recentes continuam indicando um mercado de trabalho robusto nos Estados Unidos. O relatório de emprego mais importante do país, o Nonfarm Payroll, mostrou um aumento líquido de 209 mil empregos, um pouco abaixo das expectativas de 230 mil, mas ainda um número considerado positivo. Além disso, os salários médios cresceram 0,4% em junho, acima das expectativas e do nível considerado ideal de variação mensal, que é abaixo de 0,2%. A taxa de desemprego também caiu de 3,7% para 3,6%, mantendo-se em níveis historicamente baixos.
Na próxima semana, os investidores estarão atentos à divulgação de importantes indicadores econômicos. Nos Estados Unidos, será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho, na quarta-feira, e a inflação ao produtor (PPI) do mesmo mês, na quinta-feira. Além disso, diversos dirigentes do Federal Reserve (Fed) farão discursos, podendo afetar as expectativas em relação à política monetária. No Reino Unido, o foco estará no relatório de emprego, na terça-feira, e no PIB mensal de maio, na quinta-feira. Na China, serão divulgados os dados de inflação ao produtor e consumidor no domingo, bem como os resultados do comércio exterior de junho na sexta-feira.
No Brasil, o destaque será para o IPCA de junho, que será divulgado na terça-feira. Além disso, serão importantes os dados das vendas no varejo e as receitas do setor de serviços em maio, que serão divulgados durante a semana. Esses indicadores fornecerão informações sobre a atividade econômica do país.
Considerando a elevada taxa Selic atual, os títulos públicos federais apresentam-se como opções atraentes para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), principalmente nos prazos mais curtos. No entanto, devido ao cenário de incertezas, é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas de até 10% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral. Adicionalmente, é aconselhável destinar 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
RETROSPECTIVA
O Índice Bovespa registrou um aumento de 7,61% no primeiro semestre deste ano, atingindo 118.087 pontos, apesar de uma pequena queda de 0,25% no pregão de sexta-feira. Esse desempenho positivo da bolsa brasileira pode ser atribuído a fatores favoráveis principalmente no âmbito nacional. Já o dólar fechou em queda de 1,19%, cotado a R$ 4,7896. Durante a semana, a moeda americana teve uma valorização de 0,24%. No entanto, ao longo do mês, apresenta uma queda de 5,59% em relação ao real.
No Brasil temos como destaque, a divulgação da ata do Banco Central de sua reunião de junho, na qual o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou uma postura cautelosa em relação aos próximos passos. Embora tenha sido mencionado o risco de uma redução prematura, a ata revela a intenção de iniciar um processo gradual de ajuste na próxima reunião. Além disso, o comitê aumentou sua estimativa da taxa de juros neutra para 4,5%, indicando que a taxa final de afrouxamento monetário pode ser mais alta do que inicialmente previsto. Essas informações reforçam a comunicação divulgada após a reunião anterior, sugerindo a possibilidade de futuros cortes de juros.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para o ano de 2026 em 3,0%, mantendo a mesma meta estabelecida para os anos de 2024 e 2025. Além disso, o CMN anunciou uma mudança no horizonte de convergência da meta, tornando-a contínua ao invés de baseada no ano-calendário a partir de 2025. A margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo da meta não foi alterada, o que significa que o IPCA pode variar entre 1,5% e 4,5%. Essa manutenção das bandas contribui para controlar as expectativas de médio prazo. No entanto, devido à atual política fiscal expansionista, ainda não é esperada uma convergência para a meta de 3,0% no curto prazo.
Em maio, o CAGED registrou a criação líquida de 155,3 mil empregos formais, número abaixo das expectativas do mercado. Entre janeiro e maio de 2023, foram criados 865 mil postos de trabalho, aproximando-se do total de 1,103 milhão no mesmo período do ano passado.
Por outro lado, a PNAD Contínua revelou que a taxa de desemprego no Brasil diminuiu de 8,5% no trimestre móvel até abril para 8,2% no trimestre móvel até maio. A população ocupada continua aumentando, embora em ritmo moderado, enquanto a taxa de participação na força de trabalho permanece muito abaixo dos níveis pré-pandemia. Quanto aos salários reais, eles estão em crescimento, embora tenham perdido velocidade nos últimos meses.
No contexto internacional, o Presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, destacou recentemente a possibilidade de aumentos adicionais nas taxas de juros durante o atual ciclo de aperto monetário, incluindo na próxima reunião marcada para o final de julho. Durante um encontro promovido pelo Banco Central Europeu em Portugal, Powell mencionou que os dados recentes indicaram um desempenho econômico, mercado de trabalho e níveis de inflação superiores às expectativas.
No encerramento do pregão, as bolsas de valores nos Estados Unidos registraram os seguintes resultados: o índice Dow Jones subiu 0,84%, fechando a 34.407,60 pontos; o S&P 500 teve um ganho de 1,23%, atingindo 4.450,38 pontos; e o Nasdaq apresentou um salto de 1,45%, chegando a 13.787,92 pontos. Ao longo do mês, o Dow Jones acumulou um aumento de 4,55%, enquanto o S&P 500 teve um crescimento de 6,47% e o Nasdaq registrou um avanço de 6,59%.
A taxa de inflação preliminar na zona do euro registrou uma desaceleração em junho, caindo de 6,1% para 5,5% no acumulado dos últimos 12 meses. No entanto, a medida de inflação núcleo aumentou ligeiramente, passando de 5,3% para 5,4%, impulsionada pelos preços de serviços. Essa redução na inflação reflete a diminuição dos custos de produção globalmente, como resultado do reequilíbrio da economia mundial no período pós-pandemia. Em relação ao desemprego, a taxa na região se manteve em 6,5% em maio.
Na última semana, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) apontou uma leve oscilação de 48,8 em maio para 49,0 em junho no setor industrial, enquanto no setor de serviços houve uma queda de 54,5 para 53,2 (indicando contração nas atividades).
A recuperação gradual da economia chinesa tem contribuído para a redução dos custos globais de produção, o que ajuda a controlar a inflação em nível mundial. No entanto, essa situação pode se tornar uma preocupação futura para as exportações brasileiras, uma vez que a demanda internacional pode ser afetada.
Nesta semana, os investidores estarão atentos à Câmara dos Deputados no Brasil, onde está previsto um esforço concentrado para votar três projetos importantes do governo: o novo arcabouço fiscal, as mudanças no CARF e a reforma tributária. Esses projetos são considerados fundamentais para melhorar a trajetória fiscal, aumentar a arrecadação e impulsionar o crescimento econômico a longo prazo. A aprovação dessas medidas terá um impacto significativo no cenário econômico e nas expectativas do mercado.
No cenário internacional, um destaque importante será a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira. Além disso, na sexta-feira, o relatório de emprego dos Estados Unidos será um ponto de atenção, fornecendo dados sobre a criação de empregos, taxa de desemprego e informações relevantes sobre a evolução dos salários. Também serão relevantes as publicações dos índices ISM de serviços e indústria, que oferecem insights sobre o desempenho desses setores na economia norte-americana.
Considerando a elevada taxa Selic atual, os títulos públicos federais apresentam-se como opções atraentes para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), principalmente nos prazos mais curtos. No entanto, devido ao cenário de incertezas, é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas de até 10% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral. Adicionalmente, é aconselhável destinar 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Em um horizonte de médio prazo, é recomendável alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como IDKA IPCA 2A e IMA-B 5. Quanto à exposição de curto prazo, sugere-se investir integralmente 15% em fundos vinculados ao CDI e ao IRF-M1. Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir gradualmente títulos privados, como Letra Financeira e CDB, até atingir uma alocação de 15%.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, recomendado cautela frente à discussão quanto ao teto de dívida americana que possui potencial de gerar impactos e correções no mercado acionário. Sob o desejo de exposição, vemos como mais prudente, a exposição em títulos de renda fixa públicos e privados limitando-se a 10% do total dos investimentos em fundos que não utilizam hedge cambial e de maneira gradativa afim de realizar preço médio. Essa recomendação leva em consideração o atual cenário econômico e a expectativa de estabilização da taxa de juros nos Estados Unidos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante obter informações relevantes e embasadas para respaldar a tomada de decisão.