RETROSPECTIVA
O índice Ibovespa encerrou a sexta-feira com uma pequena alta em um dia volátil. O índice subiu 0,04% e atingiu 118.977 pontos. Durante a semana, o índice registrou um aumento de 0,18%, marcando a nona semana consecutiva de ganhos.
Na economia doméstica, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 13,75% na última quarta-feira, em sua sétima reunião consecutiva. O comitê mencionou uma melhora nas perspectivas de inflação, o que pode abrir a possibilidade de um corte na próxima reunião, caso essa tendência continue. No entanto, também ressaltou a necessidade de cautela e parcimônia, o que tem gerado diferentes opiniões no mercado sobre quando e em que magnitude ocorrerá o início do corte na taxa de juros.
O Senado Federal realizou modificações no texto do arcabouço fiscal, por isso este deve retornar para a Câmara dos Deputados. Essas mudanças incluíram a exclusão do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), da complementação da União ao Fundeb e das despesas com Ciência e Tecnologia do limite de despesas estabelecido pela nova regra fiscal. Essas alterações têm gerado preocupações no mercado ao longo da semana, pois enfraquecem o arcabouço fiscal conforme as expectativas.
Foi apresentado um projeto de lei que propõe mudanças na tributação sobre o consumo no país. O texto sugere a criação de um novo imposto chamado IBS, que unificará diversos impostos existentes (PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS e ISS). O objetivo é ampliar a base de tributação, adotar o princípio da não cumulatividade e aplicar uma alíquota única ou diferenciada para diferentes setores. O projeto será votado em julho, e seu desenrolar será acompanhado nas próximas semanas.
Já na economia internacional temos em destaque nos Estados Unidos o Jerome Powell, Presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que realizou seu discurso semestral perante o Congresso nesta semana. Durante sua fala, Powell enfatizou que o Fed continua comprometido em combater a inflação e indicou que é possível um aumento futuro das taxas de juros. Ele também observou que a pausa na elevação dos juros em junho foi uma decisão prudente, considerando o rápido aumento da taxa de referência nos últimos 12 meses. Essas declarações têm gerado atenção no mercado financeiro.
Devido à preocupação com a desaceleração econômica global e dados de atividade mais fracos em junho nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York encerraram a semana em queda: S&P 500: -0,77%; Dow Jones: -0,65%; Nasdaq: -1,01%.
Esta semana, a China reduziu suas taxas de juros de referência como parte dos esforços para impulsionar sua economia, que está se recuperando de forma mais lenta do que o esperado no pós-pandemia. A taxa primária de empréstimo de um ano e a taxa correspondente de cinco anos foram cortadas em 0,1 ponto percentual, para 3,55% e 4,20%, respectivamente. Setores-chave da economia chinesa, como o comércio exterior e o mercado imobiliário, têm apresentado fraqueza recentemente, os quais foram impulsionadores significativos do crescimento no passado. Com a meta de crescimento do PIB de 5,0% para este ano em risco, espera-se que as autoridades continuem flexibilizando a política monetária e implementem mais estímulos fiscais.
E por fim, a inflação ao consumidor no Reino Unido em maio superou as expectativas, atingindo 0,7%, enquanto a inflação de 12 meses se manteve em 8,7%. Em resposta a isso, o Banco da Inglaterra surpreendeu os mercados ao aumentar as taxas de juros em 0,50 pontos percentuais, para 5,00%. O Presidente do banco central admitiu ter subestimado as pressões inflacionárias e errado na condução da política monetária até o momento. Espera-se que os juros continuem subindo até o final do ano.
Na próxima semana, os investidores estarão atentos no Brasil, que terá divulgações importantes relacionadas à inflação, mercado de trabalho e política monetária. O destaque será a prévia da inflação de junho (IPCA-15), que será analisada após surpresas negativas em maio. O Banco Central sinalizou que as futuras decisões de juros dependerão dos dados econômicos. Além disso, a Ata do Copom, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) serão acompanhados de perto.
Nos Estados Unidos, os mercados estarão atentos ao índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) de maio. O núcleo desse índice é considerado uma medida de inflação preferida pelo Federal Reserve. Além disso, serão divulgados índices de confiança do consumidor, pesquisas industriais e a última estimativa do PIB do primeiro trimestre. Na zona do euro, destaca-se a inflação ao consumidor em junho e a taxa de desemprego em maio. Por fim, na China, serão conhecidos os índices de gerentes de compras (PMI) de junho para os setores industrial, de serviços e composto.
Considerando a elevada taxa Selic atual, os títulos públicos federais apresentam-se como opções atraentes para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), principalmente nos prazos mais curtos. No entanto, devido ao cenário de incertezas, é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas de até 10% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral. Adicionalmente, é aconselhável destinar 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Em um horizonte de médio prazo, é recomendável alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como IDKA IPCA 2A e IMA-B 5. Quanto à exposição de curto prazo, sugere-se investir integralmente 15% em fundos vinculados ao CDI e ao IRF-M1. Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir gradualmente títulos privados, como Letra Financeira e CDB, até atingir uma alocação de 15%.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, recomendado cautela frente à discussão quanto ao teto de dívida americana que possui potencial de gerar impactos e correções no mercado acionário. Sob o desejo de exposição, vemos como mais prudente, a exposição em títulos de renda fixa públicos e privados limitando-se a 10% do total dos investimentos em fundos que não utilizam hedge cambial e de maneira gradativa afim de realizar preço médio. Essa recomendação leva em consideração o atual cenário econômico e a expectativa de estabilização da taxa de juros nos Estados Unidos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante obter informações relevantes e embasadas para respaldar a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, encerrou em queda nesta sexta-feira, mostrando uma correção após os recentes ganhos. Fechou em 118.758 pontos, com uma baixa de 0,39%. Na semana, o índice teve um aumento de 1,49%, enquanto no mês registrou alta de 9,62% e no ano acumula um crescimento de 8,22%.
Em Nova York, as bolsas fecharam em queda na sexta-feira, interrompendo uma sequência de seis dias consecutivos de ganhos. Isso ocorreu devido a comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed), indicando possíveis restrições na política monetária. Apesar disso, o índice S&P 500 teve seu maior ganho semanal desde março. O índice Dow Jones caiu 0,32%, o S&P 500 teve uma queda de 0,37%, e o Nasdaq recuou 0,68%. Na semana, os índices apresentaram altas de 1,25%, 2,58% e 3,25%, respectivamente.
Destaca-se a decisão do comitê responsável por definir a taxa de juros nos Estados Unidos (Fed), que optou por manter a taxa de juros de referência estável entre 5,00% e 5,25%. Isso significa que não houve aumento nem diminuição da taxa de juros. Durante a coletiva de imprensa após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, mencionou que a maioria dos participantes acredita que serão necessárias medidas adicionais para apertar a política monetária.
Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos teve um aumento de 0,1% no último mês, após uma elevação de 0,4% em abril. Nos últimos 12 meses, a inflação caiu de 4,9% para 4,0%, atingindo o menor nível desde março de 2021. Isso indica que até mesmo os preços de serviços, que geralmente são mais resistentes, estão apresentando algum alívio.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu aumentar suas três taxas de juros de referência em 0,25 pontos percentuais, como era esperado pelo mercado. Agora, a taxa de juros de refinanciamento está em 4,00%, o nível mais alto dos últimos 22 anos. A presidente do BCE, Christine Lagarde, reforçou que mais aumentos podem ocorrer no futuro.
Na China, em maio, as vendas no varejo apresentaram um crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior, um pouco abaixo das expectativas de crescimento de 13,7%. Os investimentos em propriedades caíram 7,2% em relação ao ano anterior, enquanto a produção industrial teve um aumento de 3,5%, também em linha com as expectativas. O banco central da China (PBoC) reduziu a taxa de juros para empréstimos de um ano para 2,65%, conforme previsto pelos analistas. Espera-se que medidas fiscais sejam implementadas para estimular a economia e reverter o cenário de desaceleração, o que pode ter impacto positivo nos mercados emergentes, como o Brasil.
No cenário doméstico, destaca-se a mudança na perspectiva da nota de crédito do Brasil pela agência internacional de avaliação de crédito, S&P. A perspectiva foi alterada de estável para positiva, algo que não ocorria desde 2019. No entanto, a nota ainda é BB-, três níveis abaixo do chamado “Grau de Investimento”. Segundo a agência, essa mudança reflete uma maior confiança de que políticas monetárias e fiscais estáveis possam beneficiar as perspectivas ainda baixas para o crescimento econômico do Brasil. Os ativos financeiros brasileiros responderam positivamente a essa notícia.
Além disso, em abril, as vendas no varejo ampliado registraram uma queda de 1,6% em comparação com março. Essa queda estava de acordo com nossa estimativa e foi maior do que as expectativas do mercado, que previam uma redução de 2,2% em relação ao mês anterior. A categoria de “Materiais de Construção” registrou seu terceiro mês consecutivo de queda nas vendas, enquanto a categoria “Veículos, Motocicletas, Partes e Peças” interrompeu uma sequência de cinco meses seguidos de crescimento. Por outro lado, a categoria de “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo” teve um aumento de 14,5% em comparação com abril do ano passado.
No setor de serviços, as receitas reais apresentaram uma redução de 1,6% em abril em relação a março, ficando abaixo das expectativas de estabilidade nesse período. Esse resultado interrompeu dois meses consecutivos de crescimento nas receitas mensais e resultou em uma queda de 0,3% no trimestre móvel encerrado em abril.
RELATÓRIO FOCUS
No que diz respeito ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção para 2023 foi revisada para baixo, passando de 5,42% para 5,12%. Para 2024, a previsão também foi reduzida, de 4,04% para 4,00%. As estimativas para 2025 e 2026 são de 3,80%.
Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a projeção para 2023 foi elevada, passando de 1,84% para 2,14%. No entanto, para 2024, houve uma leve queda, de 1,27% para 1,20%. Já para 2025 e 2026, as projeções foram ajustadas para cima, atingindo 1,80% e 1,99%, respectivamente.
No que se refere à taxa de câmbio, a projeção para 2023 caiu de R$ 5,10 para R$ 5,00. Para o ano de 2024, houve uma ligeira queda, de R$ 5,17 para R$ 5,10. Em 2025 e 2026, as projeções foram ajustadas para baixo, em R$ 5,18 e R$ 5,25, respectivamente.
Quanto à taxa Selic, a projeção para 2023 foi revisada para baixo, passando de 12,50% para 12,25%. Para 2024, a previsão também foi reduzida, de 10% para 9,50%. Já para 2025 e 2026, as projeções foram mantidas em 9,00% e 8,75%, respectivamente.
PERSPECTIVAS
Na próxima semana, os investidores estarão de olho nos PMIs (índices de gerente de compras) em economias desenvolvidas, como Estados Unidos, Zona do Euro, Reino Unido e Japão, que serão divulgados na sexta-feira. Além disso, os dados de inflação no Reino Unido (quarta-feira) e no Japão (quinta-feira) também serão importantes para os preços dos ativos.
No Brasil, um destaque será o anúncio da decisão do Copom sobre a taxa Selic na quarta-feira à noite. O mercado espera que a taxa seja mantida em 13,75% ao ano.
Considerando a elevada taxa Selic atual, os títulos públicos federais apresentam-se como opções atraentes para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), principalmente nos prazos mais curtos. No entanto, devido ao cenário de incertezas, é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas de até 10% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral. Adicionalmente, é aconselhável destinar 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Em um horizonte de médio prazo, é recomendável alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como IDKA IPCA 2A e IMA-B 5. Quanto à exposição de curto prazo, sugere-se investir integralmente 15% em fundos vinculados ao CDI e ao IRF-M1. Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir gradualmente títulos privados, como Letra Financeira e CDB, até atingir uma alocação de 15%.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, recomendado cautela frente à discussão quanto ao teto de dívida americana que possui potencial de gerar impactos e correções no mercado acionário. Sob o desejo de exposição, vemos como mais prudente, a exposição em títulos de renda fixa públicos e privados limitando-se a 10% do total dos investimentos em fundos que não utilizam hedge cambial e de maneira gradativa afim de realizar preço médio. Essa recomendação leva em consideração o atual cenário econômico e a expectativa de estabilização da taxa de juros nos Estados Unidos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante obter informações relevantes e embasadas para respaldar a tomada de decisão.
INTERNACIONAL
Estados Unidos
Inflação e Atividade Econômica
A inflação nos Estados Unidos teve um aumento de 0,1% em maio, de acordo com os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho. Isso significa que os preços dos produtos e serviços subiram um pouco no último mês. No entanto, a taxa anual de inflação desacelerou para 4%, o que é o menor nível desde março de 2021. Isso indica que a taxa está diminuindo, depois de atingir o seu pico em 41 anos, conforme pode-se observar no gráfico.
Destaca-se também o núcleo da inflação nos Estados Unidos, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4% em relação ao mês anterior e 5,3% nos últimos 12 meses. O índice de habitação foi o principal contribuinte para o aumento mensal, seguido pelo aumento nos preços de carros e caminhões usados. O índice de alimentos teve um aumento de 0,2% em maio, enquanto o índice de energia caiu 3,6% devido à redução nos preços dos principais componentes desse grupo.
O índice de gerentes de compras (PMI) composto nos Estados Unidos teve um aumento de 53,4 em abril para 54,5 em maio, de acordo com dados preliminares da S&P Global. Quando o índice está acima de 50 pontos, indica que a atividade econômica está se expandindo. No entanto, os resultados não foram totalmente positivos, pois o PMI do setor industrial teve uma queda de 50,2 para 48,5 no mês atual, ficando abaixo da previsão de 50 e voltando para uma fase de contração. Por outro lado, o PMI do setor de serviços teve um aumento, passando de 53,6 para 55,1 no mesmo período.
PMI Composto

Fonte: tradingeconomics.com/
Taxa de Juros
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu aumentar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, elevando-a para a faixa entre 5% e 5,25% ao ano. Essa é a décima vez que o Fed realiza esse ajuste desde março de 2022.
Na decisão anterior, a taxa também havia subido 0,25 ponto percentual, ficando entre 4,75% e 5%. O comunicado do Fed destacou que o Comitê de Política Monetária (Fomc) considera diversos fatores, como o mercado de trabalho, pressões inflacionárias, expectativas de inflação e desenvolvimentos financeiros e internacionais para tal decisão.
Zona do Euro
Inflação e Atividade Econômica
Em maio, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) na zona do euro desacelerou para 6,1%, em comparação com os 7% registrados em abril, de acordo com dados preliminares divulgados pela Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. Essa prévia de maio ficou abaixo das expectativas dos analistas consultados pela FactSet, que previam uma taxa de 6,3%. Apenas os preços de energia tiveram uma queda de 1,7% em relação ao ano anterior, depois de um aumento de 2,4% em abril. Por outro lado, o núcleo do CPI, que exclui os preços de energia e alimentos, teve um aumento anual de 5,3% em maio, desacelerando em relação ao ganho de 5,6% registrado em abril.
Inflação

Fonte: tradingeconomics.com/8u
O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro, que inclui os setores industrial e de serviços, teve uma queda de 54,1 em abril para 52,8 em maio, atingindo o nível mais baixo em três meses, de acordo com a pesquisa final divulgada pela S&P Global. Esse número final ficou abaixo da leitura preliminar e das expectativas dos analistas consultados pela FactSet, que esperavam 53,3 em ambos os casos.
No setor de serviços, o PMI da zona do euro também apresentou uma queda de 56,2 para 55,1 no mesmo período, também abaixo da estimativa inicial de 55,9. Apesar das quedas, os PMIs acima da marca de 50 indicam que a atividade econômica na região continuou em expansão no mês passado.
PMI Composto

Fonte: tradingeconomics.com/
Ásia
Inflação e Atividade Econômica na China
Segundo os dados oficiais divulgados pelo Bureau Nacional de Estatísticas (NBS), a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) na China teve um aumento de 0,2% em maio. No entanto, esse crescimento ficou abaixo das expectativas dos analistas, que previam um aumento de 0,3%. Por outro lado, a inflação ao produtor (PPI) na China registrou uma queda anual de 4,6% em abril.
Esses números sugerem que o ritmo de aumento dos preços ao consumidor na China está desacelerando, o que pode indicar um menor nível de pressão inflacionária.
O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços da China aumentou de 56,4 em abril para 57,1 em maio. Já o PMI composto chinês, que engloba serviços e indústria, subiu de 53,6 para 55,6 no mesmo período.
Essas leituras acima de 50 indicam que a atividade econômica na China está em uma fase de expansão. A pesquisa apontou uma forte recuperação no setor de serviços, impulsionada pelo aumento do número de clientes. Como resultado, as empresas continuaram a contratar mais funcionários.
Os custos dos insumos tiveram um aumento sólido, o que levou a um aumento nos preços praticados. Apesar disso, as empresas se mostraram otimistas em relação ao crescimento da atividade no próximo ano, embora o sentimento geral tenha se suavizado em relação ao pico observado em janeiro.
PMI Composto

Fonte: tradingeconomics.com/
Incentivos Fiscais
Outro fator relevante é referente ao governo chinês, que está considerando a implementação de novos incentivos tributários para as fábricas de alta tecnologia. Essa medida faz parte dos esforços do governo chinês para fortalecer a economia e promover a inovação, especialmente em meio à concorrência dos Estados Unidos.
A política tributária em análise tem o potencial de gerar economias significativas em bilhões de yuans para os fabricantes de produtos avançados. No entanto, é importante ressaltar que o plano ainda precisa ser aprovado e pode passar por modificações antes de sua implementação.
NACIONAL
Atividade, Emprego e Renda
Dentre as divulgações relevantes neste mês no âmbito nacional, destaca-se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro que registrou um crescimento de 1,9% no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior, considerando os ajustes sazonais. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB teve um aumento de 4,0%. Ao longo dos últimos quatro trimestres, o PIB apresentou um crescimento acumulado de 3,3% em relação aos quatro trimestres anteriores.
Esse crescimento foi impulsionado pelo setor agropecuário, que teve uma expansão expressiva de 21,6%, enquanto os serviços registraram um aumento de 0,6%. Por outro lado, a indústria ficou estável, com uma pequena queda de 0,1%. Dentre as atividades industriais, a construção e as indústrias de transformação tiveram quedas, enquanto as indústrias extrativas e as atividades de eletricidade, gás, água e gestão de resíduos apresentaram crescimento.
No setor de serviços, observou-se um crescimento no transporte, armazenagem e correio, intermediação financeira e seguros, além de administração, saúde e educação pública. O comércio e as atividades imobiliárias também tiveram variações positivas, mas as atividades de informação e comunicação e outros serviços tiveram quedas. No que diz respeito aos gastos, as despesas de consumo das famílias e do governo tiveram aumentos, enquanto a formação bruta de capital fixo registrou uma queda. O setor externo mostrou uma redução nas exportações de bens e serviços e nas importações em comparação com o trimestre anterior.
PIB – 1 trimestre

Fonte: tradingeconomics.com/
De acordo com o Ministério do Trabalho, nos quatro primeiros meses deste ano, foram criadas 705,7 mil vagas formais de emprego no Brasil. No entanto, esse número representa uma queda de 14,5% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram geradas 825,49 mil vagas.
Ao final de abril de 2023, o país contava com um saldo de 43,15 milhões de empregos com carteira assinada, segundo os dados oficiais. Esse resultado representa um aumento em comparação com março deste ano (42,97 milhões) e com abril de 2022 (41,24 milhões).
Esses dados mostram que, embora tenha havido criação de empregos no período analisado, o ritmo de crescimento foi menor do que no ano anterior. No entanto, é positivo notar que o número total de empregos com carteira assinada aumentou em relação aos meses anteriores e ao mesmo período do ano passado.
Emprego por setor

Fonte: Ministério do Trabalho
Inflação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA, que é o índice oficial de inflação do país, teve uma desaceleração em maio, registrando um aumento de 0,23%. No mês anterior, em abril, a inflação tinha aumentado 0,61%, mostrando uma desaceleração em relação a março, que teve uma alta de 0,71%. Em maio do ano passado, a variação da inflação foi de 0,47%. Nos primeiros cinco meses de 2023, o IPCA acumulou uma alta de 2,95%, e nos últimos 12 meses, a alta foi de 3,94%.
Com o resultado de maio, a inflação dos últimos 12 meses está se aproximando da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta de inflação para 2023 é de 3,25%, definida em junho de 2020, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o IPCA pode variar entre 1,75% e 4,75% e ainda estar dentro da meta estipulada.
Também foi divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação dos preços para as famílias com menor renda. Em maio, o INPC teve um aumento de 0,36%, o que é menor do que o registrado em abril (0,53%). No acumulado do ano, o INPC teve uma alta de 2,79%, e nos últimos 12 meses, a alta foi de 3,74%. Em maio de 2022, a variação do INPC foi de 0,45%.
Analisando os detalhes do INPC, observamos que os preços dos produtos alimentícios subiram 0,16% em maio, após terem registrado um aumento de 0,61% em abril. Já os preços dos produtos não alimentícios tiveram um aumento de 0,43%, o que representa uma desaceleração em relação ao resultado de abril, que foi de 0,50%.
IPCA

Fonte: tradingeconomics.com/
Juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da taxa básica de juros, conhecida como Selic, em 13,75% ao ano. Essa decisão estava de acordo com as expectativas dos economistas do mercado financeiro, que já previam que a taxa seria mantida. Algumas pessoas esperavam que o Banco Central sinalizasse uma redução da taxa ainda este ano, mas isso não aconteceu nesta reunião de 03 de maio.
De acordo com o comunicado do Copom, a decisão de manter a taxa de juros é consistente com a estratégia de controlar a inflação e garantir a estabilidade dos preços. Além disso, essa decisão também visa suavizar as flutuações na atividade econômica e promover o emprego pleno. O Copom considera importante que a inflação esteja próxima da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024.
Evolução Taxa Selic

Fonte: tradingeconomics.com/
Câmbio e Setor Externo
A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax encerrou o mês de maio cotada a R$ 5,0953, com uma valorização de 1,72% no mês.
Segundo o Banco Central, as transações correntes do Brasil apresentaram um saldo negativo de US$ 1,680 bilhão em abril deste ano. Esse é o pior resultado para o mês de abril desde 2019, quando o saldo negativo foi de US$ 3,109 bilhões. No mês anterior, em março, o resultado havia sido positivo, com um superávit de US$ 286 milhões. Isso significa que houve uma redução nas transações internacionais do país, resultando em um saldo negativo.
Em maio, a balança comercial do Brasil registrou um superávit de US$ 11,378 bilhões, mais que dobrando o valor do mesmo período do ano passado. Esse resultado é considerado o maior para todos os meses desde 1989, quando a série histórica começou a ser registrada. O superávit indica que as exportações brasileiras superaram as importações, refletindo um desempenho positivo na balança comercial do país.
Arcabouço Fiscal
Foi aprovado pela Câmara o novo texto do Arcabouço Fiscal, ele define uma trajetória consistente para o resultado primário do Governo Central, buscando garantir responsabilidade fiscal. O mecanismo inclui uma banda para o crescimento real das despesas do governo, evitando gastos excessivos em momentos de maior crescimento econômico e garantindo recursos para serviços públicos e investimentos.
Uma das principais características do Novo Arcabouço Fiscal é o estabelecimento de um piso para investimentos, que deve ser mantido em termos reais, evitando cortes em períodos de menor crescimento da receita. Isso garante a preservação do valor real dos investimentos públicos, como os voltados para infraestrutura, promovendo o crescimento econômico, o investimento privado e a oferta adequada de serviços públicos. Além disso, a proposta permite aumentar gastos sociais e investimentos públicos conforme o crescimento da economia, direcionando a expansão da receita para gerar superávits e garantir a responsabilidade fiscal.
MERCADO DE RENDA FIXA E RENDA VARIÁVEL
No cenário doméstico, alguns índices se destacaram recentemente. Entre os subíndices Anbima que acompanham fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o IDkA 20A (IPCA) teve o melhor desempenho no mês, com uma alta de 5,20%. Em seguida, o IMA-B 5+ teve um avanço de 4,134% e o IMA-B Total subiu 2,531%. No acumulado do ano até junho ou no primeiro semestre, o IMA-B 5+ obteve o melhor desempenho, com um ganho de 11,162%, seguido pelo IMA-B Total com 8,764%. Já nos subíndices relacionados a taxas pré-fixadas, o IRF-M 1+ teve uma alta de 2,846% no mês e de 8,539% no acumulado do ano.
Em relação à bolsa de valores, o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, teve uma queda de 0,6% no último dia do mês. Apesar desse resultado negativo, o desempenho geral de maio foi positivo, com um ganho de 3,7%. Esse foi o melhor resultado mensal do Ibovespa nos últimos sete meses, o que traz otimismo para o mercado.
Já no exterior, os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos tiveram quedas. O Dow Jones caiu 0,41%, o S&P 500 recuou 0,61% e o Nasdaq registrou uma queda de 0,63%. Durante o mês, o Dow Jones teve uma baixa significativa de 3,49%, enquanto o S&P 500 teve um pequeno ganho de 0,25%, impulsionado pelas ações do setor de tecnologia. Por outro lado, o Nasdaq teve um aumento de 5,80% no mesmo período.
Essa mudança de direção aconteceu devido à expectativa de um aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos, que foi revertida quando os diretores do Federal Reserve (Fed) defenderam a opção de manter as taxas em sua reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto em junho. Essa decisão não significa que as taxas atingiram seu ponto máximo, e adiar o aumento permitirá que o banco central avalie melhor a evolução dos preços e do mercado de trabalho.
CONCLUSÃO E PERSPECTIVAS
Com base nas informações dadas em maio, conclui-se que a situação econômica mundial e nacional apresenta uma série de cenários distintos. Nos Estados Unidos, a inflação desacelerou em maio, atingindo o menor nível desde março de 2021. Embora a atividade industrial tenha registrado queda, o setor de serviços continua em expansão. O Federal Reserve optou por aumentar a taxa de juros, refletindo sua preocupação com as pressões inflacionárias.
Na zona do euro, a inflação também desacelerou em maio, mas ainda permanece em níveis elevados. O índice composto PMI indica uma desaceleração na atividade econômica, porém, ainda indica expansão. A economia da região enfrenta desafios, mas há indícios de crescimento contínuo.
Na China, a inflação ao consumidor desacelerou em maio, sinalizando uma redução nas pressões inflacionárias. O setor de serviços continua em expansão, impulsionado pelo aumento no número de clientes. O governo chinês está considerando a implementação de novos incentivos fiscais para estimular a economia e promover a inovação.
No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento no primeiro trimestre de 2023, impulsionado pelo setor agropecuário. A indústria permaneceu estável, enquanto os serviços tiveram um aumento modesto. Houve criação de empregos formais, embora o ritmo de crescimento tenha sido mais lento em comparação ao ano anterior. A inflação também desacelerou em maio, aproximando-se da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A taxa de juros Selic foi mantida como medida para controlar a inflação. Além disso, a taxa de câmbio registrou uma valorização do dólar em relação ao real
No geral, as perspectivas para a economia mundial e nacional nos próximos meses são mistas. Embora haja sinais de desaceleração da inflação em alguns países, os níveis ainda estão elevados em algumas regiões. A atividade econômica apresenta sinais de expansão em diferentes setores, porém, existem desafios, como a volatilidade nos mercados financeiros e o impacto contínuo que a elevação de juros causou sobre a atividade econômica. Para o próximo mês as atenções ficam voltadas para as decisões de política monetária adotadas nos Estados Unidos e perspectiva da Selic no Brasil, que refletem a necessidade de controlar a inflação e ao mesmo tempo garantir a estabilidade econômica.
RETROSPECTIVA
Durante uma semana curta devido ao feriado de Corpus Christi, o índice Ibovespa demonstrou um desempenho positivo, encerrando com um aumento de 4,0% e atingindo a marca de 117.019 pontos. Durante esse período, o Ibovespa conseguiu superar novamente a marca dos 115 mil pontos, alcançando o seu nível mais elevado desde novembro de 2022. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento dos preços das commodities e pelo crescimento dos mercados acionários nos Estados Unidos. Além disso, no cenário doméstico, foram divulgados dados de inflação que superaram as expectativas.
No contexto internacional, mais especificamente nos Estados Unidos, observou-se um aumento nos pedidos de auxílio-desemprego de 233 mil para 261 mil. Essa tendência pode sugerir que a desaceleração econômica está começando a impactar o mercado de trabalho.
Além disso, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços do país registrou um aumento de 53,6 em abril para 54,9 em maio, ligeiramente abaixo das estimativas. Esse foi o quarto aumento mensal consecutivo, com o ritmo de expansão acelerando para o nível mais acentuado desde abril de 2022. Quanto ao PMI composto, que engloba os setores de serviços e indústria, registrou 54,3 em maio, em comparação com os 53,4 de abril, indicando a expansão mais rápida da atividade empresarial em pouco mais de um ano.
Já na China, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou um aumento de 0,2% em maio, enquanto o Índice de Preços ao Produtor (IPP) apresentou uma queda de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando a redução mais significativa desde maio de 2016. Em relação às taxas de juros, os principais bancos estatais chineses optaram por reduzir as taxas sobre os depósitos, o que traz indícios de um corte na taxa básica de juros pelo Banco Central do país.
Adicionalmente, os dados da balança comercial chinesa revelaram que as exportações sofreram uma queda de 7,5%, contrariando as expectativas de crescimento de 1,0%. Essa informação aumentou as preocupações em relação à velocidade da recuperação econômica da segunda maior economia mundial.
No cenário nacional, a semana no Brasil foi marcada pela divulgação de importantes indicadores econômicos e por anúncios no âmbito político. No campo econômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio apresentou um aumento de 0,23% em relação ao mês anterior, ficando abaixo das expectativas. Em uma perspectiva de doze meses, o IPCA recuou para 3,94% em maio, em comparação com os 4,18% registrados em abril. Esses números reforçam a visão de que o Banco Central iniciará um ciclo gradual de redução das taxas de juros em breve.
No âmbito político, foi apresentado o relatório da Reforma Tributária, que contempla uma série de alterações nos impostos atualmente cobrados. A expectativa é de que a votação ocorra já no início de julho. Além disso, o governo federal anunciou um programa de incentivo à indústria automotiva, que inclui subsídios para a redução nos preços de automóveis, caminhões, vans e ônibus. Também foi assinada uma medida provisória que cria o programa “Desenrola”, com o objetivo de viabilizar a renegociação das dívidas de famílias com rendimentos de até dois salários-mínimos.
No que diz respeito ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção para 2023 foi revisada para baixo, passando de 5,69% para 5,42%. Para 2024, a previsão também foi reduzida, de 4,12% para 4,04%. As estimativas para 2025 e 2026 são de 3,90% e 3,88%, respectivamente.
Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a projeção para 2023 foi elevada, passando de 1,68% para 1,84%. No entanto, para 2024, houve uma leve queda, de 1,28% para 1,27%. Já para 2025 e 2026, as projeções foram ajustadas para cima, atingindo 1,80% e 1,95%, respectivamente.
No que se refere à taxa de câmbio, a projeção para 2023 permaneceu em R$ 5,10. Para o ano de 2024, houve um ligeiro aumento, de R$ 5,16 para R$ 5,17. Em 2025 e 2026, a taxa de câmbio permaneceu estável em R$ 5,20 e R$ 5,26, respectivamente.
Quanto à taxa Selic, a projeção para 2023 foi mantida em 12,50%. Para 2024, a previsão também se manteve inalterada, em 10%. Já para 2025 e 2026, as projeções foram mantidas em 9,00% e 8,75%, respectivamente.
Na próxima semana, os investidores estarão atentos à divulgação de importantes relatórios econômicos. No cenário internacional, destaca-se a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor dos EUA, que fornecerá insights sobre a inflação e poderá influenciar as decisões de política monetária do Federal Reserve. Além disso, será divulgado o Produto Interno Bruto mensal do Reino Unido, oferecendo uma visão do crescimento econômico britânico. Ainda na esfera internacional, o resultado da Produção Industrial da Zona do Euro será monitorado para avaliar o desempenho da atividade manufatureira na região.
No contexto doméstico, os investidores estarão de olho no resultado do crescimento do Setor de Serviços no Brasil, um setor crucial para a economia do país. Também será divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), que serve como uma prévia do PIB e oferece insights sobre a atividade econômica brasileira. Esses relatórios são de extrema importância para os investidores, pois fornecem informações cruciais para a análise e tomada de decisões nos mercados financeiros.
Considerando a elevada taxa Selic atual, os títulos públicos federais apresentam-se como opções atraentes para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), principalmente nos prazos mais curtos. No entanto, devido ao cenário de incertezas, é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas de até 10% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral. Adicionalmente, é aconselhável destinar 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
Em um horizonte de médio prazo, é recomendável alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como IDKA IPCA 2A e IMA-B 5. Quanto à exposição de curto prazo, sugere-se investir integralmente 15% em fundos vinculados ao CDI e ao IRF-M1. Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir gradualmente títulos privados, como Letra Financeira e CDB, até atingir uma alocação de 15%.
Com relação aos fundos de investimento no exterior, recomendado cautela frente à discussão quanto ao teto de dívida americana que possui potencial de gerar impactos e correções no mercado acionário. Sob o desejo de exposição, vemos como mais prudente, a exposição em títulos de renda fixa públicos e privados limitando-se a 10% do total dos investimentos em fundos que não utilizam hedge cambial e de maneira gradativa afim de realizar preço médio. Essa recomendação leva em consideração o atual cenário econômico e a expectativa de estabilização da taxa de juros nos Estados Unidos.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante obter informações relevantes e embasadas para respaldar a tomada de decisão.


