RETROSPECTIVA
Na sexta-feira passada, o Ibovespa fechou com uma valorização de 0,77%, alcançando os 110.905 pontos. Ao longo da semana, o índice encerrou com uma leve alta de 0,15%. Essa movimentação foi impulsionada pela melhoria nas perspectivas sobre a renegociação da dívida dos Estados Unidos e também pela repercussão das medidas anunciadas pelo governo para impulsionar a indústria automobilística. Os investidores reagiram positivamente a essas notícias, contribuindo para o desempenho do índice.
No âmbito internacional, é digno de destaque que a definição sobre o impasse em relação ao teto da dívida nos Estados Unidos está prevista para ocorrer na próxima semana. Adicionalmente, os indicadores de inflação e atividade econômica nos Estados Unidos e na Zona do Euro reforçaram a necessidade de manter uma política monetária rigorosa por um período prolongado.
Enquanto isso, no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou, por ampla maioria, o texto-base do novo arcabouço fiscal. O texto segue para votação no Senado.
O índice IPCA-15, referente ao mês de maio, apresentou um crescimento de 0,51% em comparação com o mês anterior, ficando abaixo das expectativas. Apesar do aumento dos preços dos alimentos, que superou as estimativas, a leitura preliminar da inflação em maio pode ser considerada a mais favorável do ano até o momento.
Adicionalmente, no mercado interno, o governo divulgou um conjunto de medidas com o intuito de diminuir os preços dos automóveis novos no país. A medida principal consistirá na redução de impostos, como IPI e PIS/Cofins, para veículos com valor de até R$ 120 mil.
O dólar encerrou em baixa nesta sexta-feira, apresentando um recuo de 0,94%. Ao longo da semana, a moeda norte-americana registrou uma queda de 0,14%, sendo negociada a R$4,98. No acumulado do ano, o dólar apresenta uma queda de 5,49%.
A expressiva aprovação do arcabouço na Câmara e a perspectiva de uma rápida aprovação do texto no Senado criaram as condições necessárias para uma redução das taxas de juros, principalmente nos prazos mais longos da curva. Enquanto isso, os prazos mais curtos foram impactados pela divulgação de dados de inflação abaixo do consenso de mercado, o que pode acelerar o início do processo de corte de juros por parte do Banco Central.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção caiu de 5,80% para 5,71% em 2023. Para 2024, a previsão permaneceu em 4,13%. Para o ano de 2025 e em 2026, a projeção permaneceu em 4,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 1,20 para 1,26% em 2023. Para 2024, permaneceu em 1,30%. Em 2025 a projeção permaneceu em 1,70% e em 2026, a projeção continuou em 1,80%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção diminuída de R$ 5,15 para R$ 5,11. Para o ano de 2024 a projeção caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17. Em 2025 a taxa permaneceu em R$ 5,20 e para o ano de 2026 a taxa caiu de R$ 5,27 para R$5,25.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção subiu de 8,75% para 9,00%.
PERSPECTIVAS
No Brasil, esta é uma semana importante para a atividade econômica, com diversos eventos relevantes. Um destaque é a publicação do PIB do primeiro trimestre de 2023, prevista para quinta-feira, que se espera mostrar uma expansão significativa em comparação com o último trimestre de 2022. As previsões apontam para um aumento de 1,4% nesse período, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário.
Além disso, na sexta-feira, o IBGE divulgará os resultados da produção industrial em abril, e nossa estimativa é de um recuo de 0,5% em relação a março.
No que diz respeito ao mercado de trabalho, teremos a divulgação tanto da PNAD Contínua quanto do saldo de empregos do CAGED para abril, previstos para quarta-feira. Nossas estimativas apontam para uma taxa de desemprego de 8,7% e a criação líquida de 180 mil vagas com carteira assinada no último mês.
Além disso, na agenda doméstica, teremos a divulgação da nota de crédito pelo Banco Central na terça-feira, bem como os dados fiscais do Governo Central na terça-feira e do Setor Público Consolidado na quarta-feira, ambos referentes a abril.
No âmbito internacional, os indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos estarão no centro das atenções. Além do aguardado Relatório de Emprego (Nonfarm Payroll), os participantes do mercado estarão acompanhando estatísticas sobre a oferta de mão de obra (JOLTS) e a geração de vagas no setor privado (ADP). Todas essas publicações serão referentes a maio. Na Europa, merecem destaque a inflação ao consumidor (maio) e a taxa de desemprego (abril). Na China, teremos a divulgação das leituras finais dos Índices de Gerentes de Compras (PMI) da indústria, serviços e composto de maio. Por fim, o teto da dívida americana continuará sendo monitorado, esperando-se que o Congresso chegue a um consenso nos próximos dias.
Levando em consideração a atual taxa Selic elevada, os títulos públicos federais se tornam atrativos para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), principalmente na parte mais curta da curva. Devido ao cenário de incertezas, é recomendada cautela em relação a novos aportes em fundos de investimento de longo prazo, como o IMA-B 5+. Além disso, sugerimos realocações gradualmente de até 10% em fundos de prazo mais longo, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral. Adicionalmente, é aconselhável destinar 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.
No médio prazo, é recomendada uma alocação de 15% em índices pós-fixados, como IDKA IPCA 2A e IMA-B 5.
Em relação à exposição em curto prazo, sugere-se investir a totalidade de 15% em fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir gradualmente títulos privados, como Letra Financeira e CDB, até alcançar uma alocação de 15%.
Em relação aos fundos de investimento no exterior, recomenda-se realizar realocações gradativas de até 10% em fundos que não utilizam hedge cambial, considerando o atual cenário econômico e a expectativa de estabilização da taxa de juros nos Estados Unidos.
Quanto aos fundos de ações vinculados à economia doméstica, sugere-se uma entrada gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.
Para aqueles que veem uma oportunidade de investir recursos a preços mais baixos, é importante obter as informações necessárias para embasar a tomada de decisão.




RETROSPECTIVA
Na última sexta-feira, o Ibovespa subiu para0,58%. Já na semana, o índice encerrou com alta de 2,10% aos 110.745 pontos, impulsionada por altas de ações do Bradesco e do Banco Central.
O Banco Central divulgou nesta sexta o índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do primeiro trimestre de 2023. O indicador, que é considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 2,41% nos primeiros três meses deste ano.
Investidores e analistas continuam acompanhando a tramitação do texto do novo arcabouço fiscal, previsto para ser votado na Câmara dos Deputados na próxima semana., esperando que sua aprovação diminua a percepção de risco no país. O projeto trouxe algum aperto em relação ao texto do governo, com “gatilhos” e penalidades adicionais caso as metas de resultado primário propostas não sejam alcançadas.
A Petrobrás anunciou que deixará de praticar a política de paridade de preços internacionais. Além disso, houve anúncio de reduções nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha. No total, essas medidas têm impacto baixista de 0,39pp sobre o IPCA de 2023.
O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, com aumento de 0,56%. A moeda norte-americana subiu 1,5% na semana, sendo cotado a R$4,99. Já no ano a moeda norte-americana tem queda de 5,36%.
Contribuíram para a alta da moeda norte-americana ao longo da semana o otimismo sobre um acordo para o teto da dívida dos Estados Unidos e especulações sobre um possível novo aumento de juros no país.
A produção industrial nos EUA mostrou recuperação em abril, subindo 1% em relação ao mês anterior, mas a alta foi concentrada em veículos automotores. As vendas no varejo avançaram 0,7% no mês passado, desempenho abaixo das expectativas dos economistas. Em nossa visão, a economia norte-americana continua a dar sinais de desaceleração gradual, sugerindo uma recessão moderada no final deste ano.
O Departamento do Trabalho americano informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana teve uma redução de 22 mil em relação à semana anterior, caindo para 242 mil pedidos. O número veio abaixo das expectativas do mercado, de 254 mil, demonstrando que o mercado de trabalho no país continua aquecido.
Já na Europa, a produção industrial da zona do euro recuou 4,1% em março, enquanto o Índice Zew de Sentimento Econômico referente a maio registrou -9,4 pontos, a primeira leitura negativa em 2023. A segunda estimativa do PIB europeu do 1º trimestre confirmou alta de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.
Apesar dos dados de atividade mais fracos do que o esperado, o Banco Central Europeu (BCE) deve seguir elevando os juros nos próximos meses, em resposta à inflação ainda pressionada.
A produção industrial chinesa cresceu 5,6% em abril de 2023 em comparação ao mesmo mês do ano passado, bem abaixo dos 10,6% estimados pelo mercado. As vendas no varejo também ficaram levemente aquém das expectativas: elevação interanual de 18,4%. Apesar dos resultados terem ficado abaixo do esperado, a retomada do crescimento parece firme, ainda refletindo a reabertura “pós-Covid”. Com a China voltando a crescer, acredita-se que preços de grãos e energia devem continuar em patamares relativamente altos, em que pese a correção baixista vista nas últimas semanas.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção caiu de 6,03% para 5,80% em 2023. Para 2024, a previsão diminuiu de 4,15% para 4,13%. Para o ano de 2025 e em 2026, a projeção permaneceu em 4,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 1,02 para 1,20% em 2023. Para 2024, caiu de 1,38% para 1,30%. Em 2025 a projeção permaneceu em 1,70% e em 2026, a projeção continuou em 1,80%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção diminuída de R$ 5,20 para R$ 5,15. Para o ano de 2024 a projeção permaneceu em R$ 5,20. Em 2025 a taxa também em R$ 5,20 e para o ano de 2026 a taxa caiu de R$ 5,30 para R$5,27.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção continuou em 8,75%.
PERSPECTIVAS
Na agenda internacional, destaque para dados econômicos nos EUA, como a medida de núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal – indicador de inflação preferido do Federal Reserve – referente a abril. O mercado também avaliará a ata da última reunião do comitê de política monetária do banco central americano. Além disso, diversos índices de sentimento econômico serão publicados: índices de gerentes de compras – PMI, na sigla em inglês – nos EUA e zona do euro (prévia de maio); índices de clima de negócios (maio) e confiança do consumidor (junho) na Alemanha.
No Brasil, por sua vez, será divulgado o IPCA-15 (prévia mensal) de maio. Ademais, os agentes de mercado acompanharão as estatísticas do mercado de crédito, as contas externas (balanço de pagamentos) e a arrecadação tributária federal referentes a abril. No campo político, atenções voltadas à votação do projeto do novo arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados, que deve ocorrer na quarta-feira.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos realocações gradativas de até 10% em fundos de longo prazo, em especial de IMA-Geral, tendo em vista que fundos do segmento possuem títulos pré e pós fixados em carteira. Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos realocações gradativas em até 10% em fundos que não utilizam hedge cambial, devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de que em breve a taxa de juros dos EUA se estabilizará.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Na última sexta-feira, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil, fechou com uma alta de 0,19% e chegou a pontuação de 108.464. A alta do último dia de negociação da bolsa na semana passada foi a sétima consecutiva, sendo o melhor desempenho do índice de desde agosto de 2022. Já no dia anterior, quinta-feira (11), o Ibovespa avançou em 0,75%.
Para a semana o índice teve um ganho de 3,11%, no mês o avanço é de 3,86% até o momento e por fim, a bolsa registou até a presente data, um recuo de 1,16%.
Já para o dólar, tivemos na última sexta-feira, a quarta queda consecutiva registrada no mesmo dia de negociação. A moeda americana recuou em 0,27%, sendo cotado no fechamento em R$ 4,94, registrando assim o seu menor valor desde 14 de abril.
A Light, empresa de energia elétrica do Rio de Janeiro, entrou com pedido de recuperação judicial informando que apresenta dívidas de cerca R$ 11 bilhões.
O real ganhou espaço na última semana frente ao dólar, ao contrário do que fora observado na relação da moeda americana frente às outras divisas estrangeiras, fato que pôde ser explicado, ao menos em parte, pela divulgação do IPCA para o mês de abril que veio com acima da mediana das expectativas, sugerindo assim pouco espaço para redução da taxa Selic no curto prazo. Lembrando que atualmente a taxa de juros encontra-se em 13,75% e a expectativa do BC é de que ao final do ano corrente a meta para a Selic seja de 12,50%.
Durante a semana dois assuntos permaneceram sob a atenção do mercado como já observado nos noticiários econômicos dos últimos meses, estando na pauta o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, essa que pode ser votada ainda nesse semestre pela câmara dos deputados, hoje a reforma tributária ainda está sendo avaliada pelo Legislativo.
Não menos importante, e sobretudo, com reflexo em toda economia mundial, a China divulgou a inflação ao consumidor na última semana, observando um avanço em 0,1% em abril contra março, o que foi considerado pelo mercado abaixo das expectativas. O dado foi recebido com preocupação, uma vez que, a economia da China pode exigir mais estímulos do governo local para que a segunda maior economia do mundo não veja a sua recuperação fracassar após períodos com obstruções no fluxo econômico, impostos pelo grande volume de contaminações até o início do mês de janeiro do ano corrente.
Os principais índices da bolsa europeia viram na última sexta-feira a recuperação de partes das perdas recentes após a divulgação do PIB da Inglaterra, além do bom resultado das empresas mais importantes do continente.
O PIB do Reino Unido cresceu em 0,1% no primeiro trimestre do ano em relação ao trimestre anterior. Já a indústria local avançou em 0,7% em marco, superando as expectativas.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 6,02% para 6,03% em 2023. Para 2024, a previsão caiu de 4,16% para 4,15%. Para o ano de 2025 e em 2026, a projeção permaneceu em 4,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 1,00% para 1,02% em 2023, para 2024, caiu de 1,40% para 1,38%. Em 2025, a projeção recuou de 1,80% para 1,70%, e para o ano de 2026, se manteve em 1,80%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção mantida em R$ 5,20. Para o ano de 2024 a projeção recuou de R$ 5,25 para R$ 5,20. Em 2025 a taxa também recuou em comparação com o boletim Focus anterior de R$ 5,25 para R$ 5,20 e para o ano de 2026 a taxa permaneceu em R$ 5,30.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em para 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção caiu de 9,00% para 8,75%
PERSPECTIVAS
Como fato relevante para a semana que se inicia, o Brasil divulgará dados sobre as vendas do varejo anualizado e mensal, tendo como projeção um recuo de 0,2%, segundo projeções coletadas no site investing.com.
A inflação no território nacional apresentou desaceleração em abril frente ao mês de março, apresentando no mês um avanço de 0,61%, ficando em 4,18% no acumulado de 12 meses. A expectativa do mercado é de uma inflação em torno de 6%, em linha com as projeções do BC.
Se confirmado, a inflação realizada no ano de 2023 estará acima da banda superior de um ponto e meio percentual acima da meta, hoje de 3,25%.
Ainda na mesma semana, a economia americana contará com a divulgação de dados relacionados como a produção industrial anualizada e encerada em abril. Também apresentará a divulgação do núcleo de vendas no varejo mensal.
No território americano será divulgado o número de pedidos iniciais por seguro-desemprego, para o respectivo dado, o mercado espera 254 mil pedidos. No final da mesma semana, teremos a divulgação do número de vendas de casas usadas, que conta com uma projeção de 4,3 milhões de negócios, segundo o site investing.com.
Na China, o dado que tomará conta dos noticiários da região será a divulgação da produção industrial anual encerrado em abril. A projeção do dado à ser divulgado é de 10,1%.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos realocações gradativas de até 10% em fundos de longo prazo, em especial de IMA-Geral, tendo em vista que fundos do segmento possuem títulos pré e pós fixados em carteira. Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos realocações gradativas em até 10% em fundos que não utilizam hedge cambial, devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de que em breve a taxa de juros dos EUA se estabilizará.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Na última sexta feira o Ibovespa subiu quase 3% acompanhando o otimismo do exterior. Já na semana, o índice apresentou alta de 0,69% aos 105 mil pontos.
O dólar caiu 0,89% na semana, sendo cotado a R$4,94. Já no ano, a moeda norte americana recuou 6,35%.
A balança comercial de abril registrou superávit de US$ 8,2 bilhões, em que houve uma pequena queda de itens exportados e queda um pouco maior de itens importados.
O governo elevou o salário-mínimo para R$ 1.320,00 em 2023 e retomou a política de valorização do mínimo nos mesmos moldes dos governos anteriores do presidente Lula, com crescimento acima da inflação atrelada ao crescimento do PIB.
Foi enviada uma medida provisória para aumentar a faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até dois salários-mínimos, isto é R$2.640,00. Já para cobrir o impacto fiscal estimado em R$3,2 bilhões, o governo deseja que os rendimentos recebidos no exterior através de aplicações financeiras sejam taxados em duas faixas de cobrança de 15% e 22,5% a depender do rendimento anual.
O Comitê de Política Monetária manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano na reunião realizada na semana passada, em que foi destacada a incerteza sobre a versão final do arcabouço fiscal.
Com isso, é importante aproveitar a oportunidade oferecida pelo mercado, em que as taxas ofertadas nos títulos públicos e privados continuam altas. Todavia, é esperado que no segundo semestre a Selic comece a cair, diminuindo assim, o valor das taxas ofertadas nos títulos pós fixados e deixando os pré-fixados mais atrativos.
Já em renda variável, é importante aproveitar os momentos de queda com realocações gradativas para realizar preço médio, com o objetivo de rentabilizar positivamente no longo prazo.
Já no exterior, o Federal Reserve elevou a taxa básica de juros dos EUA em 0,25 p.p., levando a taxa para um intervalo de 5% e 5,25% ao ano. Além disso, foi divulgado que o mercado de trabalho norte americano continua aquecido, onde houve a criação de 253 mil vagas fora do setor agrícola em abril.
O Banco Central Europeu também elevou a taxa de juros em 0,25%, acumulando 3,25% ao ano. Ademais, foi sinalizado pelo BCE que ocorrerão novas altas dos juros durante 2023.
O banco J.P. Morgan anunciou a compra de “maioria substancial” dos ativos do First Republic Bank, assumindo todos os depósitos (cerca de US$ 92 bilhões), empréstimos (US$ 173 bilhões) e títulos (US$ 30 bilhões). Com isso, as atenções voltaram para uma possível crise bancária norte americana, porém a situação foi negada pelo Jerome Powell, presidente do Fed.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção caiu de 6,05% para 6,02% em 2023. Para 2024, a previsão diminuiu de 4,18% para 4,16%. Para o ano de 2025 e em 2026, a projeção também permaneceu em 4,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) permaneceu em 1,00% em 2023. Para 2024, caiu de 1,41% para 1,40%. Em 2025 e 2026, a projeção permaneceu em 1,80%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção mantida em R$ 5,20. Para o ano de 2024 a projeção permaneceu em R$ 5,25. Em 2025 a taxa diminuiu em comparação com o boletim Focus anterior de R$5,30 para R$ 5,25 e para o ano de 2026 a taxa caiu de R$ 5,32 para R$5,30.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em para 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção subiu de 8,88% para 9,00%.
PERSPECTIVAS
Para essa semana teremos a divulgação dos dados de inflação do Brasil, EUA e China. Além disso também será divulgada a ata da última reunião do Copom.
As expectativas do mercado são de que a ata do Copom esteja mais branda. Ademais é esperado que a taxa Selic caia gradativamente no segundo semestre de 2023.
Quanto ao exterior, a presidente do Banco Central Europeu informou que continuará elevando a taxa de juros, já que a inflação se mostra persistente na região.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



