RETROSPECTIVA
Em uma semana mais curta devido ao feriado nacional de Tiradentes, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil fechou com leve alta de 0,44%, o que representa 104.367 pontos. Apesar da alta no último dia útil da semana, o índice tem uma queda considerável no acumulado da semana de 1,80%. Já para o acumulado do mês, existe um avanço de 2,44% e para o ano um recuo acumulado de 4,89%.
Ainda na quinta-feira (20) a moeda americana voltou a ganhar espaço no Brasil e recuperar o patamar acima dos R$ 5,00. No respectivo dia, o dólar avançou em 2,21%, sendo cotado em R$ 5,09, o movimento representa a sua terceira alta consecutiva. Ainda assim, no mês, a moeda americana cede espaço frente ao real em 0,21% e para o ano, tem um recuo de 4,16%.
O mercado ainda apresenta sinais de incertezas quanto ao arcabouço fiscal e parece ter devolvido, ao menos em partes, os bons resultados da semana retrasada, observados tanto na bolsa brasileira quanto no câmbio.
Como causa para movimento fraco na bolsa para a última semana, assim como para o avanço do dólar na economia doméstica, segundo economistas e analistas, parece sido motivado pela desconfiança do mercado em relação a capacidade do novo governo de pôr em pratica o novo arcabouço fiscal, como por exemplo, que o ministro da fazenda Fernando Haddad leve adiante leis e acordos que aumentem a arrecadação do governo federal, um dos pressupostos para “colocar a economia nos trilhos” através do novo plano.
A notícia que tomou conta dos grandes noticiários econômicos na semana foi o recuo do governo federal que acenava para o fim da isenção do imposto de importação para encomendas no valor de até US$ 50,00 para pessoas físicas.
Após a repercussão muito negativa e que teve como reflexo a queda da popularidade do novo governo entre os brasileiros, segundo informações, a pedido do presidente Lula na terça-feira, o ministro da Fazenda Fernando Haddad, recuou e desistiu da taxação das respectivas compras que até então eram isentas do imposto.
Ainda na mesma semana, quarta-feira (19), a pesquisa Quaest, divulgou que a aprovação do governo Lula caiu quatro pontos desde fevereiro, passando de 40% para 36%, já para a taxa de desaprovação subiu de 20% para 29%.
As notícias boas da última semana parecem ter ficado por conta do cenário externo, mediante novos dados que foram divulgados pela maior economia do mundo em relação a solicitação de seguro desemprego por parte dos americanos e das vendas de moradias usadas.
Nos Estados Unidos, o número dos pedidos de seguros-desemprego subiu em 5 mil na semana passada em relação à semana anterior, de acordo com os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, a solicitação de novos seguros-desemprego no país foram de 245 mil. O resultado divulgado vem acima do esperado pelo mercado e contrariou a previsão dos analistas consultado pelo “The Wall Street Journal” que estimavam pedidos em torno de 240 mil.
Sinais como esses emitidos pela economia americana tendem a reforçar a visão dos analistas que já apontam para um estacionamento das políticas monetárias contracionistas no pais, uma vez que a atividade econômica parece estar perdendo força, movimento que indica que a inflação está arrefecendo no país e que, pode não haver mais necessidade de novos aumentos nas taxas de juros estabelecidas pelo FED.
Não obstante, ainda há indícios de que para a próxima reunião do FED, o órgão deverá elevar a meta da taxa de juros no país por pelo menos mais uma vez. A reunião acontecerá no dia 03/05, mesma data que o COPOM se reunirá.
Outro sinal positivo para a desaceleração da inflação no país na mesma semana, ficou por conta dos dados divulgados pela Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA, observando que as vendas de casas usadas caíram 2,4%, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,44 milhões de unidades no mês passado. A queda é de 22% na comparação anual com encerramento em março.
Já no continente Europeu, a notícia negativa ou menos animadora ficou por conta do Reino Unido, mediante a divulgação dos dados referente a inflação no território.
Na última quarta-feira, os dados da inflação vieram acima do esperado pelo mercado europeu e o Reino Unido foi o único país na Europa Ocidental com a inflação de dois dígitos no mês março. A inflação no país caiu para uma taxa anual de 10,1%, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, já para o mês de fevereiro o dado estava em 10,4%, mas bem acima da expectativa de economistas que projetavam uma inflação de 9,8% e de 9,2% pela expectativa do Banco Central.
O pico da inflação no Reino Unido fora observado no mês de outubro do ano passado quando chegou ao patamar de 11,1%, nível que fora observado pela última vez a mais de 40 anos. Tal patamar elevado continua pressionando os salários e reforça a necessidade de uma política contracionista necessária para melhorar as perspectivas econômicas no continente.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 6,01% para 6,04% em 2023. Para 2024, a previsão permaneceu em 4,18%. Para o ano de 2025 e em 2026, a projeção também permaneceu em 4,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 0,90% para 0,96% em 2023, para 2024, avançou de 1,40% para 1,41%. Em 2025, a projeção recuou de 1,72% para 1,70%, e para o ano de 2026, se manteve em 1,80%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção recuou de R$ 5,24 para R$ 5,20. Para o ano de 2024 teve a projeção recuou de R$ 5,26 para R$ 5,25. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa recuou de R$ 5,35 para R$ 5,32.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em para 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção foi mantida em 8,75%
PERSPECTIVAS
A semana que se inicia nessa segunda-feira, contará com uma agenda econômica internacional movimentada, devido a divulgação do PIB trimestral dos Estados Unidos, atualmente com a projeção de um avanço de 2% entre janeiro e março, segundo analistas consultados pela investing.com, quando o PIB americano avançou em 2,6%. Já na próxima sexta-feira (28), serão divulgados dados referente ao Índice de Preços mensal do país, dado que capta a inflação americana.
Os dados acima podem ajudar a balizar as políticas econômicas do país para o ano e ver em qual medida as políticas contracionistas, que visam o arrefecimento da inflação no pais estão surtindo efeito.
Na China, com uma semana mais curta devido ao feriado do dia do trabalho no país, sexta-feira (28), serão divulgados os dados referente ao PMI Industrial e o PMI Industrial Caixin, referente ao mês de abril.
No Brasil serão divulgados os dados referente às vendas no varejo mensal e anualizados, o índice de evolução de emprego do CAGED de marco, e não menos importante a taxa de desemprego do pais.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
O principal índice da bolsa de valores do Brasil fechou em queda nessa última sexta-feira e apresentou um recuo de 0,17%, ficando em 106.279 pontos no último dia de negociação. Na quinta-feira a bolsa também recuou em 0,40%.
Apesar das quedas registradas na quinta e sexta-feira, o principal índice da bolsa brasileira acumulou na última semana o seu melhor desempenho semanal no ano, apresentando um avanço de 5,41%.
Para o mês, o índice Ibovespa apresenta até o momento um avanço de 4,32% e aponta um recuo de 3,15% no acumulado anual.
A moeda americana recuou em 0,23%, sendo cotada em R$ 4,9151. Assim como no acumulado da semana o dólar obteve uma queda de 2,82%, nível fora das expectativas do banco Central para o ano vigente que, até o presente momento, espera uma cotação próxima aos R$ 5,25, conforme a divulgação dos últimos boletins da entidade.
Na véspera (13), a moeda americana também recuou em 0,32%, quando naquele momento a moeda estava cotada em R$4,9262.
Para o acumulado semanal, o dólar sofre com uma perda de 2,82% frente ao real, no mês, observa um recuo de 3,04% e para o ano, um recuo de 6,88%.
Recuo de 6,88% no câmbio para o acumulado anual e avanço do índice Ibovespa de 5,41% na semana são, talvez, os primeiros sinais que o mercado emite no ano para uma possível melhora no cenário econômico. Não obstante, o entendimento que dentro de ciclos econômicos existem oscilações mesmo nos vieses de melhora ou piora no respectivo cenário econômico.
Apesar dos sinais embrionários na economia de que a inflação nos Estados Unidos está em arrefecimento diante das medidas contracionistas adotadas, o câmbio no brasil parece já ter capitado o desaquecimento na economia norte americana, o que por sua vez, tende a desvalorizar o dólar frente ao real.
Soma-se a esse fator as altas taxas de juros no Brasil, tanto nominais quanto reais que tendem a atrair mais capital estrangeiro, sendo mais um componente favorável ao real no ano e para a sua valorização frente aos demais pares.
A semana encerrada na sexta-feira (14), teve como notícia a queda no varejo de aproximadamente 1% na comparação mensal encerrada em março, segundo o levantamento feito pelo Departamento de Comércio Americano, totalizando US$ 691,7 bilhões. Dado bem abaixo do que estava sendo projetado pelos analistas consultados pela “The Wall Street Journal”, onde era previsto um recuo de 0,5%, ou seja, metade do apresentado essa semana. Ainda assim, se comparado com o mês de março do ano passado, as vendas estão acima em 5,4% em termos nominais, ou seja, sem captar e descontar os movimentos inflacionários no período.
Na mesma toada, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse que mais um aumento de 0,25% ponto percentual na taxa de juros no país pode permitir que o Fed encerre o seu ciclo contracionista para combater a inflação. Movimento de aperto esse que tende a levar os EUA ao atingimento da meta de inflação para 2023 de 2%.
Para o continente europeu, a presidente do BCE, Christine Lagarde, em pronunciamento na semana passada, disse que a inflação na zona do euro continua a cair, mas que ainda existem pressões nos preços subjacentes.
A principal frente que podem retardar ou diminuir o ritmo da desaceleração da inflação na Europa, segundo a presidente, é o histórico crescimento salarial alto da população local e ainda a necessidade de compensação nos respectivos salários por conta da inflação elevada no período, puxando ainda mais os salários para cima.
Ainda na mesma semana o presidente do Brasil visitou a China, e o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, resultou em 15 acordos comerciais e de parceria nesta última sexta-feira. Os acordos entre os dois países envolvem tratados na área de comunicação, tecnologia e ampliação das relações comerciais. Com destaque para o lançamento do sétimo satélite e novos protocolos brasileiros para a exportação de carne à China.
Ainda que existam algum ruído interno quanto reaproximação do governo brasileiro motivado pelas relações comerciais e novos negócios entre os dois países, entendendo que tal colaboração poderia abalar a imagem ou até mesmo a relação comercial entre o Brasil e os EUA, não parece ser factível, uma vez que a China lidera a relação comercial na balança comercial com os americanos.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,98% para 6,01% em 2023. Para 2024, a previsão aumentou de 4,14% para 4,18%. Para os anos de 2025 e 2026 permaneceu em 4,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 0,91% para 0,90% em 2023, para 2024 diminuiu de 1,44% para 1,40%. Em 2025, a projeção se caiu de 1,76 para 1,72%, e para o ano de 2026, se manteve em 1,80%.
A projeção para taxa de câmbio em 2023 caiu de R$ 5,25 para R$ 5,24. Para o ano de 2024 teve a projeção diminuída de R$ R$ 5,44 para R$ 5,40. Em 2025 a taxa foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa se manteve em R$ 5,35.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 caiu de 12,75% para 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção continuou em 8,75%.
PERSPECTIVAS
A semana que se inicia nessa segunda-feira, contará com uma agenda econômica movimentada e que pode balizar melhor as expectativas para o cenário econômico mundial para o ano vigente.
O principal acontecimento se dará pela divulgação dos dados do PIB chinês referente ao primeiro trimestre do ano corrente. Tal anúncio, estará no centro das atenções essa semana, e conta com uma projeção de crescimento em 3,9% segundo a Bloomberg e de 4,9% para a Standard Chartered.
Contra essas previsões está o forte aumento de 15% das exportações chinesas em relação ao ano de 2022, o que pode favorecer para a divulgação de um dado mais robusto nessa segunda-feira.
A agenda também contará com a divulgação de dados da china para a produção industrial das vendas no varejo, que podem registrar um crescimento anual de 4,7% e 8%, respectivamente.
Nos Estados Unidos serão divulgados dados referentes aos pedidos de seguro desemprego, venda de casas usadas, licenças de construção no mês de março, além de dados relacionados aos estoques de petróleo bruto.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Na última sexta-feira (31) o Ibovespa, principal índice da bolsa, fechou com forte queda de 1,77%, fincando aos 101.882 pontos. Já na véspera (30), o índice Ibovespa teve forte alta de 1,89%, fechando aos 103.713 pontos.
Na semana a bolsa teve alta acumulada expressiva de 3,09%, mas ainda assim carrega um acumulado negativo, tanto para o mês quanto para o acumulado anual, em 2,91% e 7,16%, respectivamente.
Ainda no dia 30 (sexta-feira), a moeda americana fechou em queda pelo sexto pregão consecutivo. O dólar chegou a ser cotado em R$ 5,0562, mas fechou o dia de negociação em R$ 5,0691 frente ao real, o que representou um recuo de 0,55%.
Esse novo patamar para a cotação do dólar representa o seu menor valor desde o dia 02 de fevereiro, quando a moeda era cotada a R$ 5,0972. Com esse resultado, o dólar fechou o mês de março em queda de 2,98% e de 3,96% no ano.
Apesar do bom resultado na bolsa após a divulgação do novo arcabouço fiscal para os anos que se seguem, na última sexta-feira o IBOVESPA reverteu o viés de alta, que pôde ser explicado em sua maioria pela realização de lucros após cinco altas consecutivas, assim como pelo aguardo de mais detalhamentos do governo federal sobre novo arcabouço fiscal.
Com o atual cenário, a moeda americana vai cada vez mais se distanciando das previsões realizadas pelo Banco Central e divulgadas no Boletim Focus divulgados e atualizados semanalmente. No ano, o boletim Focus vem projetando a cotação para a moeda em R$ 5,25.
A queda na cotação do dólar atual pode ser creditada a divulgação do novo arcabouço fiscal divulgado na quinta-feira (30) da mesma semana e que teve boa aceitação pelo mercado como um todo, fortalecendo a moeda local devido à uma proposta fiscal mais conservadora e fiscalista do que o imaginado.
A nova proposta fiscal, divulgada no 89º dia do novo governo que se iniciou em janeiro, tem por objetivo dar mais previsibilidade aos gastos do governo e a existência de um equilíbrio entre o compromisso do governo federal com a responsabilidade fiscal e a responsabilidade social através de projetos fundamentais para o país, como saúde, educação e geração de empregos.
Geração de empregos que constatou, no último levantamento divulgado na sexta-feira (31), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, a elevação na taxa de desemprego, apontando que a população desempregada, disponível para o trabalho e que está à procura de emprego subiu para o patamar de 8,6% no trimestre móvel encerrado em fevereiro.
Ainda no cenário econômico nacional, o presidente do Banco Central, Roberto Campos, concedeu entrevista na quinta-feira (30) e informou que, se “quisesse atingir a meta (Inflação) em 2023 [...] a taxa (de juros) teria que ser de 26,5%”. Mediante o pronunciamento abriu-se algumas interpretações e críticas quanto a efetividade e acerto da política monetária adotada atualmente e, por conseguinte, a atual taxa de juros estabelecida pelo COPOM.
A afirmação do presidente do Banco central poderia ser vista como uma crítica a atual meta da inflação em 2023, hoje em 3,25% ou para a meta da Selic proposta pelo próprio COPOM que estaria abaixo do que deveria. Seja como for, a manifestação do presidente dá força ao coro dos que reforçam os questionamentos feitos tanto por alguns economistas como pelo governo federal que criticam tanto a elevada taxa de juros quanto a meta considerada justa para inflação em 2023, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional em um país emergente como o Brasil.
No setor industrial, a produção caiu 0,3% em janeiro e acumulou recuo de 0,2% nos últimos doze meses. O setor industrial está 18,8% abaixo do nível recorde que foi alcançado no mês de maio de 2011 e ainda 2,3% abaixo do patamar visto antes da pandemia da covid-19, em fevereiro de 2020, segundo o levantamento feito pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF).
Nos Estados Unidos os gastos dos consumidores no país aumentaram moderadamente em fevereiro, não obstante os sinais enviados pelos agentes econômicos do país apresentarem sinais de que a inflação no território americano está dando sinais arrefecimento. Ainda assim, a aposta do mercado segue em linha com a projeção de alguns economistas de que o FED elevará ainda mais a taxa de juros como medida para alcançar a meta da inflação no país.
Os gastos dos consumidores que representam por mais de dois terços da atividade econômica no Estados Unidos, aumentaram 0,2% no mês passado, segundo o informado pelo Departamento de Comércio, em janeiro os gastos cresceram cerca de 2%.
Ainda no continente americano, como efeito colateral do colapso de dois bancos regionais, os demais bancos apertam os padrões de empréstimo, o que pode dificultar e encarecer os empréstimos na economia local.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção teve uma elevação de 5,93% para 5,96% em 2023. Para 2024, a previsão continuou em 4,13%. Para o ano de 2025, permaneceu em 4%. E para 2026, a projeção aumentou de 3,75% para 3,77%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 0,90% em 2023, para 2024 a projeção aumentou de 1,40% para 1,48%. Em 2025, a projeção aumentou de 1,71% para 1,80%, e para o ano de 2026, passou de 1,78% para 1,80%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção mantida em R$ 5,25. Para o ano de 2024 a projeção se manteve em R$ R$ 5,30. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa sem manteve em R$ 4,00.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em 12,75%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Para o ano de 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção passou de 9% para 8,75%.
PERSPECTIVAS
A semana será iniciada com a divulgação do IPC-Fipe, que traz o levantamento de preços ao consumidor e é um dos mais antigos números-índices de inflação no país. Tendo como base de comparação as variações quadrissemanais dos preços com uma base móvel.
Já nos Estados Unidos, já na segunda-feira, serão divulgados o Índice de atividade dos gerentes de compras (PMI) Industrial do ISM, dados referentes as encomendas à indústria, mensal; importações e exportações do país, estoque de petróleo bruto, assim como pedidos iniciais por seguro-desemprego feitos pelos americanos e sobre a taxa de desemprego.
Para o último dado, é esperado que a taxa de desemprego no país esteja em linha com o último levantamento, ou seja, uma taxa em torno de 3,6% da população desempregada.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.