março, 2023

Nossa Visão 27/03/2023

RETROSPECTIVA

Tivemos uma semana conturbada no Brasil, onde o Ibovespa registrou queda de 3,09% aos 98 mil pontos. Já o dólar registrou queda de 0,61% em relação ao real, ao encerrar a semana sendo cotado a R$5,25.

Na reunião do Comitê de Política Monetária da semana passada, a taxa Selic foi mantida em 13,75% ao ano pela quinta vez consecutiva, em linha com o que era esperado pelo mercado.

Em comunicado pós-reunião, o Copom reafirmou que seguirá vigilante e que sua estratégia atual consiste em manter a taxa no patamar atual por um longo período. Além disso, o banco central afirmou que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não aconteça conforme esperado. Por outro lado, caso a atividade econômica desacelere, ocorrerão cortes graduais da taxa básica.

Ademais, o Comitê afirmou que, mesmo que a reoneração dos combustíveis tenha reduzido a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo, ainda há alguns fatores de risco para o cenário inflacionário. Entretanto, o presidente Lula não aprovou a decisão do Copom, já que deseja que a taxa seja reduzida para que a economia possa ter um aumento nos investimentos.

O IPCA-15 desacelerou em março na comparação com o mês anterior e apresentou alta de 0,69%. Como resultado, há alta de 5,36% no acumulado de 12 meses.

O presidente Lula afirmou novamente que o novo arcabouço fiscal será divulgado em abril, após a viagem a China. O arcabouço dará diretrizes dos gastos do governo nos próximos períodos e pode ajudar na tomada de decisão da próxima reunião do Copom.

Haddad afirmou que o arcabouço será apresentado até dia 25 de abril, junto com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024, o qual passará por um reajuste para recompor os orçamentos de saúde e educação.

Foi divulgado o Relatório de Reprogramação de Receitas e Despesas, que projeta déficit primário de R$ 107 bilhões em 2023, abaixo dos R$ 228 bilhões previstos na Lei Orçamentária.

O Federal Reserve elevou a taxa de juros em 0,25%, passando assim a um intervalo de 4,75% a 5% e em linha com as expectativas do mercado, tendo em vista que a inflação continua elevada nos Estados Unidos. O presidente do banco central norte americano informou que foi cogitada fazer uma pausa no ciclo de aperto, mas mudaram de ideia e que ainda pode haver novas elevações da taxa caso a inflação não seja controlada, discurso que não foi bem-visto pelo mercado, já que as bolsas de valores enfrentaram queda logo em seguida.

O banco Credit Suisse foi vendido para o UBS por US$ 3.2 bilhões, onde há a expectativa de conter a crise de confiança que poderia acontecer na Europa e nos EUA. Com isso, houve questionamentos se Suíça é realmente o país mais seguro para se investir.

No Reino Unido, o Banco Central da Inglaterra elevou a taxa de juros em 0,25%, atingindo 4,25%, onde foi afirmado que novas altas serão necessárias se a pressão inflacionária continuar sendo persistente.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção caiu de 5,95% para 5,93% em 2023. Para 2024, a previsão para o IPCA subiu de 4,11% para 4,13%. Para 2025 foi elevada de 3,90% para 4,00% e em 2026 as projeções foram mantidas em 4,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 0,89% para 0,90% em 2023, e para 2024 caiu de 1,47% para 1,40%. Para 2025 foi elevada de 1,70% para 1,71%, e para 2026 caiu de 1,80% para 1,78%.

Para a taxa de câmbio em 2023, o valor continuou em R$ 5,25. Para o ano de 2024 e 2025 continuou em R$5,30 e para 2026 as projeções permaneceram em R$ 5,40.
Para a taxa Selic, a projeção para 2023 continuou em 12,75%. Para 2024 permaneceu em 10%. Em 2025 e 2026 continuou em 9,00%.

PERSPECTIVAS

Teremos a divulgação de dados da inflação, PIB dos Estados Unidos e a ata da última reunião do Copom, que dará indicações sobre a decisão da taxa Selic.

No Brasil as expectativas estão voltadas para a divulgação do arcabouço fiscal. Além disso, é esperado que a taxa Selic apresente queda a partir do segundo semestre de 2023.

Já no exterior, espera-se que as principais economias ainda enfrentem algumas elevações nas taxas básicas em suas próximas reuniões, a fim de controlar a inflação que continua persistente.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.

No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.

Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.

Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 20/03/2023

RETROSPECTIVA

Na última sexta-feira (17) o Ibovespa, principal índice da bolsa, fechou em queda de 1,40%, fincando em 101.981 pontos no dia de operação. Na quinta-feira, o Ibovespa teve alta de 0,74%.

Na semana a bolsa teve uma queda acumulada com relação à anterior de 1,58%, assim como para o acumulado mensal e anual, em 2,81% e 7,07%, respectivamente.

Ainda na sexta, a moeda americana avançou frente ao real em 1,20%, sendo cotado a R$ 5,27, ainda muito próximo das expectativas do mercado e do Banco Central. O Resultado mais robusto da moeda americana na sexta-feira não acompanhou o viés de queda registrado na quinta-feira, um dia antes, quando fechou as negociações com um recuo frente ao real de 1,02, até então cotado a R$ 5,2392.

A moeda americana fechou a semana com um avanço frente ao real de 1,20%. Já para o mês, a moeda americana acumula uma alta de 0,86%, e para o ano ainda registra perdas de 0,15% frente ao real.

Na semana passada os indicadores econômicos dos Estados Unidos continuam no radar do mercado internacional, que dará o norte para as decisões monetárias ao Federal Reserve (Fed).

Entre os dados mais observados estão: a produção nas fábricas norte-americanas que avançou 0,1% em fevereiro em relação ao mês anterior. Para a comparação anual, no entanto, houve uma queda de 1,00%.

Já a confiança do consumidor, calculada pela Universidade de Michigan e usada como outro balizador para as tomadas de decisões da entidade monetária norte americana, registrou a quarta queda consecutiva em março, chegando a 63,4 pontos, ante os 67 pontos na comparação mensal.

Os respectivos dados acima também ajudam o mercado para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Fed.

Por consequência dos juros mais alto nos Estados Unidos é observado a elevam da rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso favorece o dólar frente a outras moedas e impacta principalmente países emergentes, como o Brasil. Movimento que foi observado no acumulado da moeda americana frente ao real.

Um fato muito importante que teve alguns desdobramentos na semana encerrada na última sexta-feira para o mercado foi história de mais um banco norte-americano que enfrenta problemas de liquidez em meio à crise de confiança que atinge o setor desde a última semana.

O First Republic Bank, que é considerado pelo sistema bancário americano como sendo um banco de médio porte e situado na Califórnia, também sentiu os impactos da crise que levou o Banco SVB americano falir, vendo as suas ações derreterem nos últimos dias.

O Banco SVB: Silicon Valley Bank (SVB), que tem posição estratégica voltado ao setor de tecnologia veio à falência no final da semana retrasada, era uma opção comum entre startups brasileiras que buscavam investimentos nos Estados Unidos. Alguns fundos de capital de risco e assessorias financeiras indicavam o SVB como opção aos negócios que mantinham sede nos EUA.

A instituição financeira era o 16º maior banco dos Estados unidos, com aproximadamente um capital de US$ 209 bilhões em ativos.

O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros da Zona do Euro em 0,50 p.p. pela terceira vez consecutiva, estando em linha com o esperado pelo mercado.

O Banco central americano injetou quase 300 bilhões de dólares na economia na última semana a fim de evitar que a crise que está acontecendo por lá piore.

A inflação ao consumidor norte americana subiu 0,4% em fevereiro. No acumulado de 12 meses, houve alta de 6%.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção caiu de 5,96% para 5,95% em 2023. Para 2024, a previsão subiu de 4,02% para 4,11%. Para o ano de 2025, a projeção foi elevada de 3,80% para 3,90%. E para 2026, a projeção aumentou de 3,79% para 4,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 0,89% para 0,88% em 2023, para 2024, caiu de 1,50% para 1,47%. Em 2025, a projeção teve queda de 1,80% para 1,70%, e para o ano de 2026 caiu de 1,98 para 1,80%.

A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção mantida em R$ 5,25. Para o ano de 2024 a projeção continuou em R$ R$ 5,30. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa subiu de R$ 5,35 para R$ 5,40.

Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em para 12,75%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também permaneceu em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção passou de 8,75% para 9,00%.

PERSPECTIVAS

A semana que se inicia contará com uma agenda econômica movimentada, não somente por conta da reunião do Copom como também pela apresentação do novo arcabouço fiscal que será apresentado pelo governo Petista, capitaneado pelo ministro da fazenda Fernando Haddad.
Tal importância se dá pelo fato de que a nova regra fiscal virá balizar os gastos do governo federal no futuro. Além disso, vai definir qual a trajetória da dívida pública do país, pois, através da nova regra de gastos o futuro da dívida interna a mesma tanto pode diminuir como também fazer explodir o nível de incertezas em torno da economia brasileira.

A expectativa para a decisão que será tomada pelo Copom no meio dessa semana está em linha com a atual taxa de juros, ou seja, que a taxa se manterá no atual patamar, em 13,75&.

Já para a taxa de juros americana a perspectiva é de que haja uma elevação de 0,25%, ou seja, a atual taxa de juros que hoje se encontra em 4,75% poderá ir para 5% após a reunião do FOMC – Comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed), segundo levantamentos feitos pelo site Investing.com.

Além da reunião das entidades monetárias, nos EUA serão divulgados os dados referentes as vendas do setor imobiliário, a taxa de inflação mensal (fevereiro) e anual, com fechamento no respectivo mês, pedidos de seguro desemprego no país e não menos importante o atual nível dos estoques de petróleo bruto americanos.

Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.

No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.

Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.

Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 13/03/2023

RETROSPECTIVA

Tivemos uma semana complicada no Brasil, após a divulgação de alguns dados que ocasionaram em queda de 0,24% do Ibovespa na semana e alta de 0,15% do dólar.

O IPCA subiu 0,84% em fevereiro, acumulando 5,60% de alta no período de 12 meses. Como resultado, o mercado diz que a tendência de desinflação aparenta estar perdendo força e a inflação está voltando a níveis elevados.

Fernando Haddad anunciou um acordo de R$ 26,9 bilhões entre a União e estados com o objetivo de compensar a diminuição da arrecadação dos está com a redução do ICMS.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a regra do arcabouço fiscal está pronta e que irá agradar a todos, pois estabilizará a dívida pública ao mesmo tempo em que vai permitir que o governo possa investir nas áreas consideras prioritárias.

O PMI de Serviços do Brasil caiu para 49,8 pontos em fevereiro, mostrando restrição e queda da atividade pela primeira vez desde maio de 2021.

O mercado de trabalho formal criou mais de 83 mil vagas em janeiro, representando uma diminuição no ritmo de criação se comparado com dezembro de 2022.

De acordo com o Departamento do Trabalho, a abertura de vagas fora do setor agrícola nos EUA totalizou 311 mil empregos em fevereiro. O dado é utilizado pelo Fed para ajudar a definir o rumo dos juros no país, o qual pode indicar que a economia não está arrefecendo o suficiente para reduzir a inflação, reforçando a expectativa de um aumento mais forte das taxas de juros.

Além disso, o presidente do Banco Central norte americano informou em discurso que ainda não foi decidido se o aumento da taxa de juros será de 0,25% ou 0,50% na próxima reunião. Entretanto, é indicado que os juros permanecerão mais altos por mais tempo.

A taxa de desemprego dos EUA subiu para 3,6% em razão do aumento da taxa de participação no mercado de trabalho.

A taxa anual da inflação ao consumidor (CPI) da China subiu 1% em fevereiro, sendo menor do que o esperado. Já a inflação ao produtor (PPI) da China teve queda anual de 1,4% no mês.

Na estimativa preliminar da Eurostat, a inflação anual na Zona do Euro caiu para 8,5% em fevereiro, onde os itens que mais contribuíram para a inflação mensal de fevereiro foram alimentos, álcool e tabaco.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,90% para 5,96% em 2023. Para 2024, a previsão para o IPCA permaneceu em 4,02%. Para 2025 continuou em 3,80% e em 2026 as projeções aumentaram de 3,77 para 3,79%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 0,85% para 0,89% em 2023, e para 2024 permaneceu em 1,50%. Para 2025 permaneceu em 1,80%, e para 2026 caiu de 2,00% para 1,98%.

Para a taxa de câmbio em 2023, o valor continuou em R$ 5,25. Para o ano de 2024 e 2025 continuou em R$5,30 e para 2026 as projeções permaneceram em R$ 5,35.

Para a taxa Selic, a projeção para 2023 continuou em 12,75%. Para 2024 permaneceu em 10%. Em 2025 continuou em 9,00%. Já em 2026, a projeção ficou em 8,75%.

PERSPECTIVAS

Nos EUA, há expectativas de que ocorram novas altas da taxa de juros na próxima reunião do Fed, tendo em vista que os dados referentes ao mercado de trabalho continuam apresentando criação de vagas acima do esperado.

No Brasil, as expectativas estão na divulgação do novo arcabouço fiscal que acontecera em breve. Enquanto essa divulgação não acontece, ainda é esperado que a taxa Selic apresente queda somente no segundo semestre de 2023.

Nessa semana teremos a divulgação da inflação norte americana e taxa de desemprego brasileira.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.

No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.

Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.

Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 06/03/2023

RETROSPECTIVA

No primeiro fechamento semanal do mês de março, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,83%. Apesar da queda semanal, na última sexta-feira, o índice fechou em alta de 0,52%, ficando em 103.865 pontos. Já no dia anterior (quinta-feira), o Ibovespa havia recuado 1,01%.

Ainda na sexta, a moeda americana recuou 0,06%, sendo cotada em R$ 5,20. Já no acumulado da semana o dólar avançou em 0,02%, nível bem próximo das expectativas do mercado e do Banco Central para o presente ano. Para o acumulado mensal e anual, a moeda acumula queda de 0,48% e 1,48% respectivamente.

Mediante a percepção de que a economia americana pare o aperto na política monetária antes do continente europeu, a previsão é de que a moeda americana ainda ceda espaço frente a outras divisas, principalmente como resultado da possível pausa na elevação das taxas de juros buscadas pelo FED – Banco Central Americano.

Na sexta-feira, os papeis da Petrobras puxaram o desempenho positivo do Ibovespa vendo as suas ações avançarem em 3,5%, representando os maiores ganhos do índice na mesma sessão.

Ao final da tarde da quinta-feira, o presidente Lula, em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo (Rádio Band FM – SP), voltou a questionar o principal papel da Petrobras.

Em suma, ele criticou os elevados pagamentos de dividendos feitos pela empresa, hoje sendo a segunda empresa com maior volume de dividendos pagos no mundo, atrás apenas da mineradora australiana BHP. Segundo o presidente, parte desse valor deveria ser reinvestido em pesquisas voltadas às atividades da empresa, resultando num fortalecendo o desenvolvimento econômico do Brasil e não apenas para benefício dos seus acionistas.

Ainda na quinta-feira, o presidente da Petrobras, Jean Paul Patres, também se pronunciou dizendo que a petroleira pode seguir outros referenciais fora a Paridade de Preços de Importação para a definição de preços dos combustíveis no país, segundo o presidente da empresa, o PPI é uma referência de preço e, se a empresa julgar necessário poderá haver outras referências para a política de preços da empresa de capital misto.

O Presidente Lula, ainda na mesma entrevista, voltou a criticar a atual patamar da taxa de juros, hoje em 13,75%, reforçando o seu parecer de que o atual quadro da inflação pressionada é oriundo de problemas na cadeia de produção que tem como explicação parcial a guerra na Ucrânia. Segundo o presidente e, em linha com a teoria econômica, baseado nessa premissa, uma elevação na taxa de juros para combater a inflação pouco pode desestimular as pressões inflacionarias vindas do lado da oferta, uma vez que existe um baixo nível na poupança nacional, alta taxa de desemprego, além da atual taxa de juros dificultar boa parte das empresas que recorrem ao mercado buscando oportunidades mais baratas para compor o seu capital de terceiros.

A boa notícia da última semana ficou por conta da divulgação dos dados voltados para a taxa de desemprego no país, que teve a retração para o patamar de 7,9% no trimestre fechado em dezembro/22, segundo os dados divulgados pelo PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.

No mercado internacional ainda esteve no radar dessa semana a política monetária adotada nos países desenvolvidos como é o caso dos Estados Unidos. Não obstante a política monetária mais restritiva no pais ainda há sinais que a economia dos americanos segue forte, com baixa taxa de desemprego e sem sinal de arrefecimento na atividade econômica, o que por sua vez pode comprometer os movimentos monetários e fiscais restritivos que buscam a desaceleração ainda mais forte da inflação.

Na Europa, o Índice de Gerentes de Compras (PMI), mostrou no mês passado uma recuperação na atividade empresarial na zona do euro, apontando principalmente para um crescimento acelerado no setor de serviços e afastando parcialmente a percepção de uma possível recessão no continente. No território europeu ainda é observado de que a economia local já experimentou o pico da sua inflação e a existente percepção de que a respectiva economia sofre com menores pressões nos preços de energia.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção se manteve em 5,90% em 2023. Para 2024, a previsão continuou em 4,02%. Para o ano de 2025, permaneceu em 3,50%. E para 2026, a projeção aumentou de 3,75% para 3,77%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 0,84% para 0,85% em 2023, para 2024, se manteve em 1,50%. Em 2025, a projeção se manteve em 1,80%, e para o ano de 2026, se manteve em 2%.

A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção se manteve em R$ 5,25. Para o ano de 2024 teve a projeção mantida em R$ R$ 5,30. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa sem manteve em R$ 5,35.

Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em para 12,75%. Para 2024 a projeção foi mantida em 10%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção passou de 8,50% para 8,75%.

PERSPECTIVAS

A semana que se inicia contará com uma agenda econômica que pode balizar melhor as expectativas para o cenário econômico atual, mediante a divulgação de dados importantes:

No Brasil, a semana contará com a divulgação do IPCA mensal e anualizado até o mês de fevereiro, além de contar com a apresentação das posições liquidas de especuladores no relatório da CFTC.

Outro importante dado para o cenário será a divulgação do relatório voltado para a confiança do consumidor – Reuters/IPSOS.

Na China serão apresentados os relatórios contemplando as exportações e importações anualizados dentro do país, para os respectivos dados é projetado a retração, tanto nas exportações quanto para as importações.

Nos Estados Unidos serão apresentados os relatórios voltados para os estoques e vendas no atacado de janeiro, o resultado da balança comercial que, segundo o site investing.com, prevê uma retração de aproximadamente 69Bi segundo economistas consultados.

Por fim, o Reino Unido também divulgará os dados voltados para o PIB trimestral com fechamento no mês de janeiro, a sua balança comercial e o índice de preços de imóveis.

Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.

No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.

Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.

Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

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