RETROSPECTIVA
A última semana foi mais curta em razão do feriado de Carnaval, onde o Ibovespa apresentou queda de 3,09% após divulgação da expectativa da inflação norte americana e brasileira. Já o dólar registrou ganho de 0,72% na semana.
O IPCA-15 subiu 0,76% em fevereiro, onde houve pressão na inflação de serviços. Por outro lado, a inflação de bens desacelerou.
A arrecadação federal de janeiro foi de R$ 250 bilhões, com destaque na arrecadação de imposto de renda sobre capital em razão da alta taxa Selic, e de receitas previdenciárias em razão do mercado de trabalho positivo.
Em entrevista, Roberto Campos Neto defendeu a autonomia do Banco Central ao dizer que é um ganho institucional, já que gera menos volatilidade.
Além disso, Campos Neto afirmou que o Banco Central deve trabalhar em conjunto com o Poder Executivo em busca do bem da economia brasileira, e que o foco do Banco Central é melhorar as condições sociais e o bem-estar por meio da contenção da inflação.
O Ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que a apresentação do novo arcabouço fiscal será antecipada para março, que vai dar diretrizes sobre despesas e receitas nos próximos anos, em substituição ao atual teto de gastos. Arthur Lira disse que propostas radicais não terão sucesso no Congresso e que deve ter tom moderado e responsabilidade fiscal.
Lula afirmou que o salário-mínimo será de R$ 1.320,00 a partir de maio e que a faixa de isenção do imposto de renda será de R$ 2.640,00. Além disso, o presidente disse que não há razão para os juros estarem tão altos, já que ao seu ver, a atual alta da inflação não é impulsionada pela demanda.
Foi divulgada a ata da última reunião do Banco Central norte americano, a qual indica que os juros irão permanecer altos por mais tempo, a fim de controlar a inflação.
Nos EUA a inflação de janeiro foi de 0,5%, motivado pelo aumento no preço da energia, moradia e alimentos. Os dados mostram que mesmo com as elevações da taxa de juros, a inflação continua elevada. Já o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,6% em janeiro.
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia completou um ano, onde não há sinais de cessar-fogo. Vladimir Putin, informou que irá suspender a participação da Rússia no tratado “Novo Start” com os EUA, o qual limita o número de ogivas nucleares estratégicas que os dois países podem implantar.
As vendas do varejo nos EUA subiram 3% em janeiro, estando acima do esperado e reforça a necessidade de juros altos por um período prolongado.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,89% para 5,90% em 2023. Para 2024, a previsão para o IPCA permaneceu em 4,02%. Para 2025 subiu de 3,78% para 3,801% e em 2026 as projeções aumentaram de 3,70 para 3,75%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 0,80% para 0,84% em 2023, e para 2024 permaneceu em 1,50%. Para 2025 permaneceu em 1,80%, e para 2026, continuou em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2023, o valor continuou em R$ 5,25. Para o ano de 2024 aumentou de R$5,29 para R$5,30. Em 2025 permaneceu em R$5,30 e 2026 as projeções subiram de R$ 5,30 para R$ 5,35.
Para a taxa Selic, a projeção para 2023 continuou em 12,75%. Para 2024 permaneceu em 10%. Em 2025 continuou em 9,00%. Já em 2026, a projeção caiu de 8,75% para 8,50%.
PERSPECTIVAS
No Brasil, as expectativas de que a inflação permaneça alta continuam elevadas e, consequentemente, a taxa Selic tende a permanecer próximo aos 13% por mais tempo do que se era esperado, podendo haver diminuição somente no fim do segundo semestre de 2023.
Já no cenário internacional, a inflação segue alta e as expectativas são de que a taxa de juros continue sendo elevada.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Na última sexta-feira (10), o principal índice da bolsa de valores de São Paulo fechou em leve alta de 0,07%, ficando em 108.078 pontos, após relativa volatilidade no respectivo pregão por conta dos questionamentos do governo federal em relação a política monetária adotada, em especial, pelo nível atual da taxa de juros definida pelo COPOM e a meta para inflação definida pelo CMN.
No acumulado anual o principal índice da bolsa acumula uma queda de 1,51%, queda de 4,72% no mês e de 0,41% no acumulado da semana.
Com a divulgação dos balanços do quarto trimestre de 2023, o setor bancário começa a sentir o impacto do escândalo contábil envolvendo a empresa Americanas. O Banco Itaú, por exemplo, divulgou o seu balanço na última terça-feira (07).
Para o último trimestre do ano passado, o banco apresentou um lucro líquido de 7,7 Bi, o que significa um crescimento de 19%.
Não fosse o evento negativo envolvendo a empresa, o lucro do banco seria de 9 bi, mas a provisão para inadimplência no banco teve um acréscimo de 1,3 bi.
Já o banco Santander, não citou o caso Americanas nominalmente em seu balanço, mas analistas apontam que a provisão para o evento pode ser de 30% para o caso de inadimplência da empresa para com o banco, ou seja, o montante provisionado foi de 1,1 bi de um total de 3,7 bilhões.
Já o Banco Bradesco, o segundo maior banco privado do país, realizou uma provisão em seu último balanço, divulgado na semana passada, de 100% da sua carteira de crédito cedida à empresa Americanas, nesse caso de 4,9 bilhões.
O dólar viu a sua cotação frente ao real se desvalorizar em 1,07%, sendo cotada no fim do pregão em R$ 5,2220, após ter tocado uma máxima no mesmo dia de R$ 5,8032. Apesar do recuo da moeda americana, o dólar acumulou, na respectiva semana, um avanço sobre o real em 1,45%, não obstante, ainda no mesmo pregão, o desempenho da moeda brasileira demonstrou melhor resultado se comparado com outras divisas da américa latina no último fechamento.
Alguns estrategistas do Banco J. P. Morgan entenderam que o movimento da moeda americana observada nas últimas semanas está em linha com as expectativas do banco em relação a sua variação perante o real, observando uma volatilidade, como a que tem acontecido no ano presente, entre R$ 5,00 e R$ 5,30, apesar de não poderem confirmar se o viés é de alta ou baixa na taxa de cambio.
Apontam ainda que alguns assuntos em aberto tais como, a indefinição do plano fiscal do novo governo, a nomeação de novos membros para o Banco Central, a reabertura da China, deixam o atual cenário com maiores incertezas e mais desafiador dentro da esfera cambial.
A semana teve como destaque e reflexos alguns dos pronunciamentos do presidente Lula questionando a atual da taxa de juros em 13,75% mantida na última reunião do COPOM.
Ainda nesse ponto, em entrevista a RedeTV, o presidente Lula entende que a inflação atual não está sendo fomentada por uma questão de pressão da demanda e sim por outras questões como por exemplo, de problemas na cadeia de produção, ou seja, pela ótica da oferta. Dessa maneira, mediante a teoria econômica, uma manutenção ou elevação na taxa de juros elevada tem pouco a oferecer para arrefecer o quadro inflacionário no país.
O presidente ainda confirmou que aguardara o termino do mandato do atual presidente do Banco Central Roberto Campos neto para discutir questões como a meta para a inflação buscada pelo Conselho Monetário Nacional – CMN que, atualmente tem como meta para a inflação em 5,78% para 2023, 3,93% para o ano de 2024 assim como para o ano de 2025, o que segundo o presidente é uma meta muito justa para uma economia emergente e que essa meta pode comprometer o crescimento do país, se referindo as metas definidas para o ano de 2024 em diante.
O destaque positivo ficou por conta da revisão para o crescimento da China no ano de 2023 feita pelo do FMI (Fundo Monetário Internacional) que elevou a taxa de crescimento do país para 5,2%, quando no pronunciamento anterior feito pela instituição a previsão ficou em 4,4%. Já para a ONU e nas previsões do Banco Mundial a previsão é de um crescimento entre 4,8% e 4,3% respectivamente.
Após três meses seguindo o índice de gerentes de compras para o setor manufatureiro da China ficou em 50,1 em janeiro após três meses de contração, o atual patamar indica que a economia chinesa apresenta expansão.
Ainda no pais asiático, o governo se vê confiante devido à queda nas medicas sanitárias mais flexíveis desde a segunda quinzena de janeiro contra a covid-19 e pelo estimulo econômico realizado pelo próprio governo. Além do foco na promoção do consumo e expansão da demanda interna, fatores que tornaram uma previsão de crescimento mais otimista para o ano corrente.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 5,78% para 5,79% em 2023. Para 2024, a previsão aumentou de 3,93% para 4,00%. Para o ano de 2025, aumentou de 3,50% para 3,60%. E para o ano de 2026, a projeção permaneceu em 3,50%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 0,79% para 0,76% em 2023, para 2024, se manteve em 1,50%. Em 2025, a projeção recuou de 1,89% para 1,85%, e para o ano de 2026, se manteve em 2%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção mantida em R$ 5,25. Para o ano de 2024 teve a projeção mantida em R$ R$ 5,30. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 assim como para o ano de 2026.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 aumentou de 12,50% para 12,75%. Para 2024 a projeção também sofreu aumento de 9,75% para 10,00%. Já em 2025 a projeção foi mantida em 9,00% e por fim, para o ano de 2026 a projeção se manteve em 8,50%.
PERSPECTIVAS
Apostas em um cenário mais positivos para a China no presente ano foram divulgadas por instituições como o banco Morgan Stanley e Goldman Sachs, uma vez que essas instituições financeiras também elevaram a sua previsão para o crescimento para 2023, não obstante a já observada alta inflação que acomete as principais economias do mundo.
Ainda na China, para essa semana está prevista a divulgação do índice de inflação (consumo) do país (IPC), tanto mensal (janeiro) como também o dado anualizado, como a divulgação do IPP, índice de preços ao produtor.
No Brasil, essa semana teremos a reunião do Conselho Monetário Nacional e a divulgação do IGP-10, além da divulgação do IBC-BR.
Já na zona do Euro serão divulgadas o resultado do PIB anualizado e trimestral, as projeções econômicas, assim como a produção industrial, além do encontro do Eurogrupo.
Nos EUA será apresentado o relatório mensal da OPEP, diversos índice de inflação, dados sobre as vendas no varejo, estoque das empresas, dados referente a construção de novas casas, além dos pronunciamento de alguns membros do FOMC, o Copom Americano.
Tendo em vista a manutenção da alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Tivemos uma semana complicada para o Brasil, já que o Ibovespa apresentou queda de 3,38% aos 108 mil pontos. Por outro lado, o dólar registrou alta de 0,48% em relação com ao real.
O Comitê de Política Monetária (COPOM) manteve a taxa Selic em 13,75% pela quarta vez consecutiva e está em linha com o esperado pelo mercado.
Em comunicado divulgado, foi sinalizado que a taxa pode permanecer em nível elevado por mais tempo, em decorrência das incertezas fiscais e expectativas de que a inflação permaneça acima da meta definida.
O presidente Lula criticou a decisão do Copom e voltou a dizer que a autonomia do Banco Central não é necessária. O discurso não foi bem-visto pelo mercado, o que impactou negativamente a bolsa de valores e o real.
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que enviará o novo arcabouço fiscal em abril, e reafirmou o comprometimento da entrega de um déficit fiscal abaixo do previsto no orçamento de 2023.
Arthur Lira foi reeleito ao cargo de presidente da Câmara para mais um mandato, referente aos anos de 2023 e 2024 após receber 464 votos, sendo o recorde da votação.
O setor público consolidado encerrou 2022 com superávit equivalente a 1,28% do PIB. Já a dívida bruta do governo geral encerrou o ano em 73,5% do PIB.
A produção industrial ficou estável em dezembro em relação ao mês anterior, mas caiu 0,7% em 2022.
O Federal Reserve (Fed) elevou a taxa básica de juros americana em 0,25p.p., desacelerando o ritmo de aperto monetário pela segunda vez consecutiva.
Com isso, os índices reagiram positivamente. Entretanto, após divulgação dos resultados pessimistas das big techs e dos dados do mercado de trabalho norte americano, pode se fazer necessário uma postura mais agressiva do Fed nos próximos períodos.
O relatório de emprego fora do setor agrícola do Departamento do Trabalho registrou abertura de 517.000 vagas em janeiro. Já a taxa de desemprego norte americana caiu para 3,4% no primeiro mês de 2023, o menor nível desde 1969 e está abaixo do esperado.
O Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa de juros em 0,50%, em linha com o esperado. A decisão de aumentar os juros foi justificada pela persistência da inflação acima da meta de 2%. Além disso, o comunicado divulgado sinalizou que o banco subirá os juros no mesmo ritmo na próxima reunião.
Na China, os dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI) de manufaturas registraram 49,2 pontos, abaixo das estimativas do consenso e ainda em campo contracionista, porém, houve uma melhora da indústria em janeiro ante o mês anterior.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,74% para 5,78% em 2023. Para 2024, a previsão para o IPCA aumentou de 3,90% para 3,93%. Para 2025 e 2026 as projeções permaneceram em 3,50%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 0,80% para 0,79% em 2023, e para 2024 permaneceu em 1,50%. Para 2025 permaneceu em 1,89%, e para 2026, continuou em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2023, o valor continuou em R$ 5,25. Para os anos de 2024, 2025 e 2026 as projeções permaneceram em R$ 5,30.
Para a taxa Selic, a projeção para 2023 continuou em 12,50%. Para 2024 aumentou de 9,50% para 9,75%. Em 2025 subiu de 8,50% para 9,00%. Já em 2026, a projeção permaneceu em 8,50%.
PERSPECTIVAS
Para essa semana no Brasil, teremos a divulgação da ata da última reunião do Copom.
A expectativa é que a taxa Selic continue em 13,75% por mais tempo do que se era esperado anteriormente, podendo encerrar 2023 próximo ao patamar atual em decorrência do elevado risco fiscal que o país está enfrentando.
Como resultado, as expectativas de crescimento econômico brasileiro seguem baixas, já que os altos juros esfriam a economia.
Já no exterior, a expectativa é de as taxas de juros possam sofrer menores altas nas próximas reuniões.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



