RETROSPECTIVA
O principal índice da bolsa – Ibovespa, caiu na última sexta-feira em 1,63%, ficando em 112.316 pontos. No entanto, para o acumulado semanal, o índice manteve um percentual positivo na casa de 0,25%.
Em linha com a teoria econômica (bolsa vs câmbio), a moeda americana se valorizou frente ao real no último pregão da semana passada, vendo o dólar subir 0,72%, sendo negociado por R$ 5,11.
Apesar da valorização da moeda estrangeira na sexta-feira (27), o dólar cedeu espaço ao real no acumulado semanal, caindo 1,85%.
A semana contou com a divulgação da inflação referente ao mês de dezembro nos EUA que veio em linha com a previsão dos economistas, ficando em 0,3% na comparação mensal e em 4,4% ante o mesmo período (dezembro) do ano de 2021.
Sem os itens de consumo com maior volatilidade de preços na economia americana, como por exemplo alimentos e energia elétrica, a inflação foi de 0,1% na base de comparação semanal e de 5% na comparação anual. O dado, em linha com as expectativas do mercado, serviu ancorar a valorização da moeda americana frente as outras divisas mundiais, como a observada na comparação real e o dólar.
A queda na bolsa registrada na última sexta-feira também pôde ser explicada pelo aumento na produção de petróleo realizado pelo mercado russo. Com o aumento de produção sinalizado pela Russa, a Petrobras viu as suas ações (ON e PN), caírem respectivamente, 2,27% e 2,21%.
Os efeitos dos aumentos na oferta de petróleo também foram sentidos nas negociações dos contratos futuros da commodity.
No acumulado da semana, o petróleo Brent registrou uma queda de 1,11% e o barril do petróleo do tipo WTI em 2,40%. Outro fator que puxou para baixo o preço da commodity foi explicado pelo arrefecimento da inflação nos EUA sinalizado na última semana.
Não menos importante, outro fato relevante ocorrido na mesma semana que chamou a atenção do mercado foi a troca no comando da empresa Petrobras, com a indicação de Jean Paul Prates anunciada pelo novo governo, notícia que acabou obstruiu o caminho da petroleira para um melhor desempenho no mercado de renda variável.
Na última semana o noticiário econômico ficou agitado envolvendo Brasil e Argentina, sendo ventilado nos dois países a possibilidade da criação de uma “moeda única”, o que imediatamente foi desmentido pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad.
A intenção dos dois países é criar uma “moeda comum” para, dentre outros motivos, para diminuir a escassez da moeda americana no pais vizinho, tirando assim a pressão sobre a moeda estrangeira nessas transações comerciais já que o Brasil é superavitário na relação comercial entre os dois paises.
O pais vizinho enfrenta uma forte pressão inflacionaria, por volta de 100% ao ano e, com a falta de dólar no território argentino, essa medida pode ser um entrave a menos na relação comercial entre os dois países mediante a falta de dólares.
No último levantamento anual da balança comercial entre Brasil e Argentina, houve um aumento nas vendas para o país argentino de 29,3%, para os EUA de 20,2% e para a União Europeia um aumento nas negociações de 39,6% em comparação com o ano de 2021.
Na China, o Centro de Controle de Doenças (CDC), informou que o pico no número de pacientes graves, assim como o número de mortes, em hospitais devido a Covid-19 atingiu o seu pico na primeira semana do ano e caiu rapidamente nas semanas subsequentes em mais de 70%. Apesar dos dados divulgados pelo país, especialistas na saúde continuam céticos para o noticiário chinês e o mercado financeiro permanece atento.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 5,48% para 5,74% em 2023. Para 2024, a previsão aumentou de 3,84% para 3,90%. Para o ano de 2025, permaneceu em 3,50%. E para 2026, a projeção aumentou de 3,47% para 3,50%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 0,79% para 0,80% em 2023, para 2024, se manteve em 1,50%. Em 2025, a projeção recuou de 1,90% para 1,89%, e para o ano de 2026, se manteve em 2%.
A taxa de câmbio em 2023 teve a sua projeção recuada de R$ 5,28 para R$ 5,25. Para o ano de 2024 teve a projeção mantida em R$ R$ 5,30. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa sem manteve em R$ 5,30.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 se manteve em para 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 9,50%. Já em 2025 a projeção também foi mantida em 8,50% e por fim, para o ano de 2026 a projeção passou de 8,25% para 8,50%.
PERSPECTIVAS
Hoje, (30) serão divulgados o IGP-M mensal e a dívida bruta/PIB do país.
Durante a semana também serão divulgados levantamentos importantes como o PMI industrial e de serviços, a balança comercial, O IPC-FIPE.
O foco para a semana que se inicia ficará por conta da reunião do Copom que decidirá mais uma vez a meta da taxa Selic.
Algumas instituições financeiras apostam na manutenção da meta para a taxa Selic no patamar atual 13,75% para a próxima reunião da entidade monetária.
Apesar da possível manutenção da taxa que implica na percepção do mercado de que a inflação ainda não recuou o necessário, o quadro pode se mostra menos pessimista se houver um novo aumento da meta já na primeira reunião que acontecerá nos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro. A previsão para a meta Selic ao final do ano está em torno de 12,50% segundo o Boletim Focus.
A economia americana irá disponibilizar dados como os preços de imóveis, estoque de petróleo bruto semanal, pedidos contínuos por seguro desemprego. E não menos importante, contará com a realização da FOMC – comitê do FED responsável pela política monetária.
Segundo a percepção da Capital Economics, o mercado já entrou em um consenso de que a alta na taxa de juros americana será de 50 pontos-base (pb).
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
O Brasil apresentou volatilidade na última semana, onde o Ibovespa a encerrou em alta de 1%, influenciado pela grande quantidade de capital estrangeiro no país e pela alta das commodities em razão do otimismo chinês. Por outro lado, o dólar registrou alta de 1,97% na semana.
O destaque da semana foi para as lojas Americanas, onde foi informado ao público que encontraram cerca de R$ 20 bilhões em inconsistências contábeis. Como resultado, o valor das ações da empresa caiu para menos de R$0,70, uma queda de mais de 90%.
O mercado ficou agitado após o presidente Lula afirmar que a independência do Banco Central do Brasil é “bobagem”, o que fez com que o Ibovespa oscilasse. Entretanto, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que não há pré-disposição do governo de fazer mudanças no banco, discurso que agradou e tranquilizou muitos investidores.
Haddad informou que enviará o novo arcabouço fiscal até abril. Quanto a reforma do imposto de renda, o ministro afirmou a intenção de enviar a proposta no segundo semestre do ano.
A Ministra do Planejamento, Simone Tebet, informou que não há espaço para reajuste do salário-mínimo para R$ 1.320. Entretanto Fernando Haddad disse que a decisão será tomada após negociação com centrais sindicais. Além disso, sem apresentar muitos detalhes, o atual presidente voltou a defender o interesse em aprovar a isenção de imposto de renda para pessoa física que tenha salário de até R$ 5 mil. Para ambos os assuntos é necessário cautela, já que o risco fiscal brasileiro pode aumentar.
A taxa de desemprego do Brasil caiu para 8,1% no trimestre encerrado em novembro e acima da mediana do mercado. Apesar do resultado ser positivo, é possível perceber que o ritmo de crescimento está desacelerando.
No relatório de “Perspectivas Econômicas Globais”, a projeção de crescimento do PIB global foi revisada para 1,7% em 2023 e para 2,7% em 2024, onde anteriormente a projeção era de 3,0% para ambos os anos.
Após o CPI de dezembro variar -0,1%, o diretor do Fed de Atlanta declarou que o resultado demonstra que a inflação está em processo de moderação e abre caminho para alta menos intensa na taxa de juros dos EUA. Como resultado, o índice Dow Jones subiu 1%, o S&P 500 1,89% e o Nasdaq 2,66%.
Nos EUA as vendas do varejo caíram 1,1% em dezembro na comparação com o mês anterior. Já a produção industrial caiu 0,7% no último mês de 2022, e está abaixo do esperado. Os resultados voltam a indicar uma possível recessão do país norte americano em 2023.
Como resultado da desaceleração econômica norte americana e em busca de corte de gastos, as principais empresas de tecnologia, como Microsoft, Apple e Amazon devem demitir mais de 30 mil pessoas no total.
No último trimestre de 2022, a economia chinesa cresceu 2,9% em relação ao mesmo período de 2021, e está acima do consenso. Já no acumulado de 2022, o PIB da China cresceu apenas 3%, abaixo da expectativa que era de 5,5%.
A taxa anual do índice de preços ao consumidor na Zona do Euro desacelerou para 9,2%, resultado em linha com as projeções.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,39% para 5,48% em 2023. Para 2024, a previsão para o IPCA aumentou de 3,70% para 3,84%. Para 2025, permaneceu em 3,50%. Para 2026, as projeções aumentaram de 3,22% para 3,47%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 0,77% para 0,79% em 2023 e para 2024, permaneceu em 1,50%. Para 2025 permaneceu em 1,90%, e para 2026, continuou em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2023, o valor continuou em R$ 5,28. Para os anos de 2024, 2025 e 2026 as projeções permaneceram em R$ 5,30.
Para a taxa Selic, a projeção para 2023 continuou em 12,50%. Para 2024 aumentou de 9,25% para 9,50%. Em 2025 subiu de 8,25% para 8,50%. Já em 2026, a projeção subiu de 8,00% para 8,25%.
PERSPECTIVAS
Nos EUA os dados divulgados recentemente mostram que a inflação está sendo controlada, o que poderá fazer com que as próximas elevações da taxa básica de juros sejam em menores proporções.
Apesar da possibilidade de recessão global, a expectativa é de que a China se recupere em 2023, após as restrições implementadas em 2022 que diminuíram a atividade econômica do país.
Porém, ainda sim, é esperado que a economia global cresça pouco durante os próximos períodos em consequência das elevações da taxa de juros em todo o mundo.
No Brasil, é necessário aguardar os próximos discursos em relação ao quadro fiscal para termos um horizonte mais claro do que esperar para 2023. Entretanto, a expectativa é que a taxa Selic possa apresentar queda no segundo semestre do ano, desde que a inflação consiga ser controlada o suficiente para tal ação.
Por outro lado, o gasto previsto pelo governo tende a aumentar o risco fiscal e fazer com que a inflação volte a patamares elevados.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Na última sexta-feira o índice Ibovespa fechou em queda de 0,84%, ficando em 110.916 pontos. No acumulado semanal da segunda semana de negociação do ano de 2023, o índice registrou um avanço de 1,79% na bolsa.
Ainda na sexta-feira, a moeda americana teve um avanço de 0,13%, sendo negociada em R$5,11, para o acumulado da semana, a moeda registrou uma queda de 2,47%.
Na quinta-feira (19), o destaque negativo na bolsa ficou por conta da empresa Lojas Americanas onde, segundo a própria empresa, foi constatado “inconsistências em lançamentos contábeis” em seus balanços que podem chegar a 20 bilhões de reais.
No mesmo dia a empresa acumulou uma queda de 77,33%, o que representa uma perda de R$ 8,37 bi a valor de mercado. Esse foi o maior recuo de uma única empresa na bolsa no mesmo dia desde o ano de 2008, segundo um levantamento feito pela TradeMap.
Ainda no cenário nacional tivemos a movimentação do governo federal apresentando medidas econômicas por intermédio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que busca de maneira geral, ampliar a arrecadação para reduzir o rombo nas contas públicas.
No anuncio das medidas econômicas encabeçadas pelo novo ministro, estão o novo parcelamento extraordinário de dividas, intitulado “Litígio Zero”, e retirada do ICMS da base de cálculo dos créditos tributários de PIS/Cofins, objetivando com essa última medida, aumentar a arrecadação em aproximadamente R$ 30 bilhões.
O IBGE divulgou a produção industrial que teve queda em novembro em seis das quinze regiões pesquisadas, os destaques negativos ficaram para o estado do Pará (-5,2%) e para Pernambuco, com recuo de (-2%).
No cenário econômico americano, o destaque positivo ficou por conta do arrefecimento mensal na inflação (CPI – Sigla em inglês), apresentando um recuo de 0,1% no mês de dezembro e, de acordo com os dados do Departamento do Trabalho do respectivo país, no ano o índice acumula uma alta de 6,5%.
Com a inflação americana perdendo espaço no cenário econômico aumentam as expectativas de que o FED – Banco Central Americano diminua o ritmo no aumento da taxa de juros do país que hoje está entre 4,25% e 4,5% ao ano.
A percepção teórica com relação ao arrefecimento da inflação no país americano é de que o mercado nacional pode ser beneficiado por um aumento no fluxo de capital estrangeiro, uma vez que, a inflação em queda nos EUA e consequentemente a queda nas taxas de juros dos títulos americanos, podem derivar para uma procura maior dos investidores em outros países onde possam obter retornos mais atrativos, como no caso dos ativos de países como o Brasil.
Na China as atenções estão voltadas para o aumento de mortos pela Covid 19. O país abandonou a política de tolerância zero no dia 8 de dezembro, desde então, no último mês foram registradas 60 mil mortes pelo vírus.
Segundo informações do ministério da saúde do país feitas neste sábado (14), o pico das mortes já fora atingido e tem tendência de queda para os próximos meses.
Ainda na China, outro destaque importante na semana passada ficou por conta do registro do índice de preços ao consumidor que avançou em 1,8% em dezembro na base anual, não obstante, economista em entende que haverá elevação da taxa de juros no pais em um futuro próximo.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou em 5,36% para 5,39% em 2023. Para 2024, a previsão permaneceu em 3,70%. Para o ano de 2025, subiu de 3,30% para 3,50%. E para 2026, as projeções aumentaram de 3,20% para 3,22%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) diminuiu de 0,78% para 0,77% em 2023, para 2024, se manteve em 1,50%. Em 2025 permaneceu em 1,90%, e para o ano de 2026, se manteve em 2%.
A taxa de câmbio em 2023 se manteve em R$ 5,28. Assim como para o ano de 2024, que teve a projeção mantida em R$ R$ 5,30. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa aumentou de R$ 5,30 para R$ 5,35.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 aumentou de 12,25% para 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 9,25%. Já em 2025 a projeção foi elevada de 8% para 8,25% e por fim, para o ano de 2026 a projeção permaneceu em 8%.
PERSPECTIVAS
A China irá divulgar nesta segunda-feira uma ampla gama de informações econômica durante a presente semana como por exemplo, PIB anualizado e trimestral, a produção industrial do país, dados anualizados referente as vendas do varejo, a taxa de desemprego e realizara a coletiva de imprensa do DNE – Departamento de Estatística da China.
Na quarta-feira (18), os EUA irão divulgar as vendas no varejo anualizada e mensal, o índice de preços ao produtor industrial, a produção e vendas da indústria, os estoques das empresas, assim como também contará com a apresentação de dados voltados para as hipotecas no território americano.
Na quinta-feira, o país divulgará o número de pedidos contínuos por seguro-desemprego, o estoque bruto de petróleo e derivados.
No território nacional, as atenções dessa semana estarão voltadas para o Fórum de Davos que contará com a presença do ministro Fernando Haddad e possivelmente da nova ministra do meio ambiente, Marina Silva. O encontro é o primeiro após o início da pandemia no mundo.
Na mesma semana também haverá a divulgação de dados relacionados ao emprego e informações do IGP-10.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
A primeira semana de 2023 apresentou bastante volatilidade. Como resultado, o Ibovespa a encerrou com queda de 0,70% aos 108 mil pontos. Já o dólar registrou queda de 0,83%, ao terminar a sexta feira sendo cotado a R$ 5,23.
O atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tomou posse do cargo no dia 1 de janeiro e durante a semana fez diversos discursos.
No discurso feito no parlamento após posse, Lula reforçou que revogará o atual teto de gastos, ao dizer que é possível fazer uma condução econômica responsável e ao mesmo tempo incentivar setores como o industrial e o digital. Entretanto é necessária cautela, já que tal medida pode fazer com que a inflação volte a acelerar, impactando o crescimento econômico do Brasil negativamente.
O governo voltou atrás na decisão de revogar a desoneração tributária sobre a gasolina e o etanol e decidiu estendê-la por 60 dias, a fim de possuir tempo para discutir sobre os ajustes na política de preços dos combustíveis.
As críticas dos membros do atual governo sobre a reforma da previdência realizada ano passado trouxeram preocupações sobre uma possível revisão.
Entretanto, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, informou que se trata apenas de opiniões pessoais, sem intenção de rever a reforma previdenciária.
Foi determinando que a Controladoria-Geral da União reavalie, no prazo de 30 dias, decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro que impuseram sigilo de 100 anos sobre documentos e informações da Administração Pública.
Lula determinou aos ministros que encaminhem propostas para retirar do processo de desestatização empresas públicas como Petrobras e Correios.
Além disso, foi assinado um decreto que reduz o acesso às armas e munições e suspende o registro de novas armas de uso restrito de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs).
Em novembro, a produção industrial contraiu 0,1% em comparação com o mês anterior, acumulando queda de 0,6% em 2022 em consequência.
A ata divulgada pelo FOMC continua trazendo a perspectiva de que novas elevações de juros devem acontecer no início de 2023 com o mercado precificando uma taxa terminal de 5%.
O PMI industrial dos EUA recuou de 47,7 em novembro para 46,2 em dezembro, evidenciando o impacto da política monetária.
Na zona do euro, a agência de estatísticas da União Europeia divulgou que os dados preliminares da inflação em dezembro registraram uma taxa anual de 9,2%, estando abaixo do esperado mercado.
As vendas no varejo em novembro na zona do euro apresentaram uma alta de 0,8% e está acima das expectativas do mercado, que projetava uma alta de 0,5%.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho informou que a criação de vagas fora do setor agrícola totalizou 223 mil em dezembro, com a taxa de desemprego caindo para 3,5%.
Foi divulgado que a atividade manufatureira chinesa diminuiu pelo quinto mês consecutivo em dezembro, refletindo as restrições implementadas, porém sua performance foi melhor que a do mês anterior.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção permaneceu em 5,62% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 5,31% para 5,36%. Para 2024, subiu de 3,65% para 3,70%. Para 2025, as projeções aumentaram de 3,25% para 3,30%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) diminuiu de 3,04% para 3,03% em 2022 e para 2023, caiu de 0,80% para 0,78%. Para 2024 permaneceu em 1,50%, e para 2025, subiu de 1,89% para 1,90%.
Para a taxa de câmbio em 2023, o valor subiu de R$ 5,27 para R$ 5,28. Para o ano de 2024, a projeção subiu de R$ 5,26 para R$ 5,30. Já em 2025 a permaneceu em R$ 5,30.
Para a taxa Selic, a projeção para 2023 continuou em 11,25%. Para 2024 aumentou de 9,00% para 9,25%. Já em 2025 permaneceu em 8,00%.
PERSPECTIVAS
Nos EUA, o presidente do Federal Reserve fará um pronunciamento referente a taxa de juros norte americana, a qual tem perspectivas de aumento. Além disso, será divulgado o IPC de dezembro.
As expectativas são de que os primeiros meses do novo governo sejam de volatilidade, tendo em vista às primeiras mudanças realizadas e as perspectivas de como serão os quatro anos de governança.
Em razão da elevada taxa Selic, é esperado que a economia brasileira tenha um crescimento baixo em 2023. Além disso, a economia global também pode passar por momentos de recessão, tendo em vista os lockdowns implementados na China recentemente e as elevações da taxa básica de juros.
Levando em consideração o risco fiscal apresentado em decorrência da PEC da Transição, há a expectativa de que a inflação volte a patamares elevados.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



