RETROSPECTIVA
O principal índice da bolsa de valores, Ibovespa, fechou a semana em queda e viu desvalorização acentuada em alguns dos seus principais ativos negociados na Bolsa.
Na última sexta-feira, o índice fechou com uma queda de 0,85%, ficando em 102.855 pontos, o que representa o menor patamar para o Ibovespa desde agosto do respectivo ano, quando ficou em 102.225 pontos.
No acumulado semanal, a queda foi de 4,33% e para o mês o índice Ibovespa contabiliza uma baixa acumulada de 8,85%, no ano O Ibovespa regista uma queda de 1,87%.
No cenário cambial, a moeda norte-americana registrou na última sexta-feira um recuo de 0,40% frente ao Real, tendo a sua cotação no patamar de R$ 5,29, cenário esse que vem, aproximadamente, ao encontro das previsões do Banco Central que projeta uma taxa de cambio em R$ 5,25, não somente para esse ano, mas também para os próximos variando entre R$ 5,25 a R$ 5,23 até o ano de 2025.
Para o mês, a moeda americana acumula uma alta de 2,17% já para o acumulado anual tem uma queda de 4,67% frente ao real.
Especialista e economistas observam em nível global a aversão ao risco dos investidores nos principais mercados do mundo, muito pela continuada adoção de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos, que na última quarta-feira elevou as taxas de juros para um patamar entre 4,25% e 4,50% ao ano. Já para o continente europeu, o BCE (Banco Central Europeu), elevou a taxa de juro de 1,5% para 2%.
Tanto o Banco Central americano como o BCE sinalizaram nos seus últimos comunicados que o aperto monetário deve se manter para nas próximas decisões numa tentativa de desacelerar o quatro inflacionário que se instalou nos respectivos continentes.
A elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, via de regra, tem como reflexo a concentração de investidores interessados em obter os títulos públicos do pais que, como de conhecimento, são considerados os mais seguros do mundo, levando a uma migração do capital estrangeiro para esses ativos. Por consequência bolsa de países emergentes como no caso do Brasil podem sofrer com a fuga do capital estrangeiro e ter, por reflexo, uma taxa de cambio com viés de alta caso o cenário inflacionário persista por longos períodos.
A inflação no continente europeu registrou nessa semana um recuo anualizado de 10,6% para 10,1%. Apesar da boa notícia, o quadro ainda necessita de atenção e de políticas monetárias com foco em uma desaceleração mais expressiva. Em novembro de 2021 a taxa anualizada da inflação no continente era de 4,9%.
No cenário nacional a preocupação e atenção dos investidores ainda estão voltadas para a PEC da Transição que deve ser votada ainda nesse final de ano.
O novo governo que se inicia em 2023, corre contra o tempo para pôr em votação a PEC no congresso, já que o recesso parlamentar está marcado para sexta-feira (23/12).
Fundamental para o novo governo, a PEC da transição viabiliza o pagamento do Bolsa Família em parcelas de R$ 600,00 mensais e um adicional de R$ 150,00 as famílias com crianças de até seis anos, conforme prometido na campanha eleitoral do futuro presidente Lula.
A semana passada também foi marcada pela aprovação da Lei das Estatais na Câmara, resultando em uma repercussão negativa no mercado e na bolsa para os papeis da Petrobras e do Banco do Brasil principalmente. O projeto facilita as indicações de políticos em cargos do conselho de administração das empresas em que o governo ter participação acionaria como no caso das duas empresas.
Por fim, o Banco Central Brasileiro decidiu pela manutenção da meta da Selic no último encontro realizado na mesma semana, permanecendo no patamar de 13,75%.
RELATÓRIO FOCUS
Na divulgação do boletim Focus de hoje, a previsão para o IPCA caiu de 5,79% para 5,76% em 2022. Para 2023, a previsão subiu de 5,08% para 5,17%. Em 2024, a previsão estagnou em 3,50%. E para 2025, as projeções passou de 3,02 para 3,10%.
A previsão para o PIB se manteve em 3,05% em 2022. Para 2023, cresceu de 0,75% para 0,79%. Já para o ano de 2024 a previsão do boletim focos caiu de 1,70% para 1,67% e em 2025, ficou na casa dos 2%.
A previsão da taxa de câmbio em 2022 se manteve na casa dos R$5,25. Para 2023, a projeção passou de R$ 5,25 para R$5,26. Para o ano de 2024 passou de R$ 5,24 para 5,25 e em 2025, a projeção para o câmbio subiu de R$5,23 para R$ 5,30.
Para a taxa Selic, a última projeção para 2022 se confirmou em 13,75%. Para o ano de 2023 se manteve em 11,75%. E em 2024, a projeção aumentou de 8,50% para 9%, e ficando em 8,00% em 2025.
PERSPECTIVAS
O calendário brasileiro econômico terá no início da semana a divulgação das transações correntes, os investimentos estrangeiros direto que apresenta a movimentação de capitais internacionais para propósitos específicos de investimentos. A agenda também contará com a divulgação do IPCA-15 e o IPCA mensal.
Para a semana que se inicia nesta segunda-feira, está no radar possíveis novidades quanto a PEC da transição (votação), da lei das estatais e ainda poderemos ter novos indicados para os ministérios do governo que se iniciará em 2023.
Com uma agenda mais cheia, os Estados Unidos apresentarão dados voltados para a construção civil, a realização de títulos americanos Bill de três a seis meses e o estoque de petróleo e derivados no território nacional.
Já o reino unido contara com a apresentação de dados relacionados as solicitações de seguro desemprego, números do PIB anual e trimestral.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político, em que um novo governo assumirá o poder.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a manutenção de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Tivemos uma semana complicada no Brasil, com o Ibovespa a encerrando em queda de 3,94%. Já o dólar apresentou alta de 0,57%
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75%, conforme era esperado pelo mercado. Em comunicado, foi destacado que os riscos fiscais crescentes devem manter a taxa no atual nível por um longo período.
Foi divulgado o IPCA de novembro, o qual subiu 0,41% e acumula alta de 5,9% em 12 meses. De acordo com o IBGE, o grupo com maior alta foi o vestuário.
O Senado Federal aprovou a PEC da Transição em dois turnos nos mesmos moldes previamente acordados. Agora o texto seguirá para a Câmara dos Deputados para que seja aprovado até o dia 16 de dezembro. A proposta eleva o teto de gastos em R$145 bilhões, podendo chegar a R$200 bilhões caso utilize de receitas extraordinárias e recursos do PIS/ PASEP.
Lula anunciou alguns ministros do novo governo, onde o Fernando Haddad será o ministro da Fazenda, Rui Costa o da Casa Civil, José Múcio da Defesa, Flávio Dino da Justiça e Mauro Vieira do Itamaraty. Como resultado, de inicio a bolsa de valores brasileira apresentou queda, porém pouco depois, apresentou alta.
Os dados do varejo de outubro foram divulgados, os quais apresentaram alta de 0,4% em comparação com o mês anterior.
A inversão na curva de juros americana alertou ainda mais os investidores de que os EUA poderão entrar em recessão em 2023. Como resultado, o dólar caiu em diversos países.
O presidente do Peru, Pedro Castillo, tentou aplicar golpe no país e dissolver o Congresso e estabelecer um “governo de exceção”, onde governaria por meio de decretos-lei até que um novo Parlamento com poderes constituintes elaborasse uma nova Constituição. Entretanto, ocasionou em renúncias de altos funcionários, incluindo ministros e embaixadores e o impeachment do então presidente.
A China realizou relaxamentos na política de “Covid-zero”, onde restrições prejudicaram a economia do país.
Foi divulgada a inflação ao consumidor Chinês em novembro, a qual caiu para 1,6% no acumulado em 12 meses.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção caiu de 5,92% para 5,79% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA permaneceu em 5,08%. Para 2024, estagnou em 3,50%. Para 2025, as projeções subiram de 3,00% para 3,02.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 3,05% em 2022 e para 2023, permaneceu em 0,75%. Para 2024 caiu de 1,71% para 1,70%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para o câmbio em 2022 e 2023 o valor se manteve em R$5,25. Para o ano de 2024 a taxa de câmbio aumentou de R$5,23 para R$5,24 e para o ano de 2025 a projeção subiu de R$ 5,21 para R$5,23.
A taxa Selic em 2022 permanecerá em 13,75%. Para 2023 a projeção se manteve em 11,75%. Em 2024, a projeção permaneceu em 8,50%, ficando em 8,00% em 2025.
PERSPECTIVAS
No Brasil, teremos a votação da PEC da Transição na Câmara dos Deputados.
A expectativa é de que a taxa Selic permaneça em patamares elevados por mais tempo do que se era previsto, tendo em vista o risco fiscal que o país apresenta, que poderá afetar a inflação.
No cenário internacional, teremos as decisões da taxa de juros nos EUA, União Europeia e Inglaterra, os quais apresentam expectativas de novos aumentos, tendo em vista que a inflação continua elevada.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de
longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ FIDC/ Crédito Privado).
Além disso, recomendamos 15% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
Com o COPOM sinalizando uma manutenção na taxa de juros e a projeção do ano que vem no relatório Focus sinalizando queda, torna os índices pré-fixados mais atrativos, passando parte da nossa estratégia para estes vértices.
No médio prazo, além dos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 10%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Refletindo uma semana de ajustes positivos, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou aos 111.923,93 pontos na última sexta-feira (02/12), representando uma alta de 0,9% para o fechamento do respectivo dia. No acumulado da semana houve uma alta de 2,7% em comparação com a semana imediatamente anterior.
A recuperação do índice na última semana, é reflexo em parte devido a recuperação de alguns papéis como os da empresa Petrobras que nos últimos 5 pregões, registrou alta acumulada de aproximadamente de 8,22% para a PETR3 e 9,56% para o ticker PETR4.
Já o dólar teve desvalorização frente ao real no acumulado da semana em 3,58%, apesar desse bom desempenho frente a moeda norte-americana, na sexta-feira a moeda brasileira se desvalorizou em 0,31% frente ao dólar no último dia de negociação da semana, fechando a R$5,22.
No cenário nacional a semana foi marcada pelas declarações do líder do PT (Partido dos Trabalhadores) na câmara dos deputados, Reginaldo Lopes, estipulando o piso de exceção em R$ 150 bilhões de reais à regra do teto de gastos na PEC de transição. Um outro ponto que ainda está em discussão é quanto duração desses gastos fora do teto para o próximo governo, entendendo que o prazo de dois anos pode ser um bom caminho para chegar a um acordo na próxima quarta-feira – 07/12, quando a PEC da transição está prevista para ser votada no plenário da casa.
Nos EUA a notícia que teve destaque foi a divulgação da taxa de desemprego que se manteve estável no último mês, representado por um percentual de 3,7%, segundo o último relatório de empregos do departamento do Trabalho, divulgado na última sexta-feira.
A criação de empregos americanos em 263 mil vagas dentro do mês é um desafio para o FED que tenta, mediante a política monetária e dentre outras ações contracionistas, reduzir a inflação no pais. A previsão de alguns economistas para esse levantamento era a criação de 200 mil novas vagas de emprego.
Além da baixa taxa de desemprego, outra notícia boa para os americanos foi o aumento médio dos salários por hora em 0,6% em novembro se comparado com o mês anterior e de 5,1% frente ao mesmo mês do ano de 2021.
A política de “zero covid” imposta pelo governo Chinês parece estar longe do fim, não obstante, o país dá sinais de relaxamento nas medidas que se impôs no território chinês nas últimas semanas, devido ao aumento de contágios do vírus dentre os chineses.
A China pretende a partir da presente semana relaxar as restrições de deslocamentos e colocar em pratica a reabertura de shoppings e outros estabelecimentos comerciais após semanas de protestos da população local contra as medidas de restrições até então adotadas pelo governo chinês.
As novas medidas (mais leves) frente ao combate da Covid-19 no continente tende a ser menos onerosas economicamente e mais direcionada aos maiores focos de contaminação, evitando assim, conflitos e manifestação entre a população local e o governo como fora registrado nas semanas anteriores.
RELATÓRIO FOCUS
A previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subiu de 5,88% para 5,92% em 2022. Para o ano de 2023, a previsão subiu de 5,02% para 5,08%. Em 2024, a previsão estagnou em 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3%.
A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu de 2,81% para 3,05% em 2022 e para 2023, cresceu de 0,70% para 0,75%. Já para o ano de 2024 a previsão do boletim focos do PIB cresceu de 1,70% para 1,71% e em 2025, ficou na casa dos 2,00%.
A previsão da taxa de câmbio em 2022 caiu de R$5,27 para R$5,25. Para 2023, a projeção do câmbio permaneceu em R$5,25. Para os anos de 2024 e 2025 a projeção subiu de R$5,20 para R$ 5,21.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75%. Para o ano de 2023 subiu de 11,50% para 11,75%. E em 2024, a projeção aumentou de 8,25% para 8,50%, ficando em 8,00% em 2025.
PERSPECTIVAS
Nesta semana teremos a divulgação do IPCA mensal e anual apresentados pelo IBGE, assim como a divulgação dos dados referente as vendas no varejo, tanto mensal como anualizadas.
Não menos importante, a presente semana contará com a última reunião do COPOM do ano, que decidirá sobre a manutenção nos atuais níveis ou não da meta da taxa Selic. Economistas são quase unanimes no entendimento quanto a decisão do conselho em sua manutenção.
O líder do PT, senador Paulo Rocha (PA), anunciou para quarta-feira a votação na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário do Senado da PEC da Transição. O relatório, no entanto, será discutido na terça-feira na CCJ. A proposta retira do Teto de Gastos R$ 198 bilhões pelo prazo de quatro anos.
Essa semana, os EUA também lançarão para o mercado as suas expectativas quanto a inflação, apresentaram o relatório quanto a confiança do consumidor americano, assim como relatórios voltados para as vendas no atacado, e a média dos seguros desempregos solicitados nas últimas quatro semanas no território americano.
Já na zona do EURO serão divulgados o PIB anualizado e trimestral, os níveis atuais de emprego e suas vendas no varejo.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 15% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
Com o COPOM sinalizando uma manutenção na taxa de juros e a projeção do ano que vem no relatório Focus sinalizando queda moderada com relação a este ano, torna os índices pré-fixados mais atrativos, passando parte da nossa estratégia para estes vértices. Entretanto, recomendamos cautela quanto aos aportes neste momento, pois as incertezas quanto ao risco fiscal do país podem interferir em alta volatilidade.
No médio prazo, além dos índices pré fixados (IRF-M), recomendamos os índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5) 15% no total.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos públicos (NTN-B) e títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 10% em média, ressaltamos que este valor pode variar dependendo da solvência do RPPS.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



