RETROSPECTIVA
Tivemos uma semana de volatilidade no Brasil, com momentos de forte queda e de alta, entretanto encerrou estável ante a semana anterior. O Ibovespa terminou a semana com alta acumulada de apenas 0,1% aos 108 mil pontos, já o dólar apresentou alta de 0,05%.
O mercado sofreu com um forte impacto após o discurso do Haddad na sexta feira, tendo em vista a falta de clareza na fala do ex-prefeito de São Paulo sobre a PEC da transição, mantendo o risco fiscal elevado, além de ser o principal cotado para assumir o ministério da Fazenda.
Entretanto, a reação inicial do congresso referente a possibilidade de ultrapassar o teto de gastos em quase R$ 200 bilhões aparenta ser de resistência em aprovar o texto com o teor apresentado.
O IPCA-15 apresentou alta de 0,53% em novembro com relação ao mês anterior, estando em linha com a expectativa do mercado. Como resultado, o índice possui alta acumulada de 5,35% no ano e de 6,18% nos últimos 12 meses.
O Banco Central informou que as contas externas tiveram saldo negativo de US$ 4,625 bilhões em outubro, menor do que o resultado do mesmo mês em 2021.
O Fed publicou a ata da última reunião de política monetária realizada, a qual cita que a decisão de aumentar a taxa de juros no país norte americano em 0,75% pela quarta vez seguida se deu pela necessidade de fazer com que a política monetária fosse restritiva o suficiente para aliviar os equilíbrios da oferta e demanda, e assim, a inflação voltar para a casa dos 2%.
O Banco Central Europeu também publicou a ata de sua última reunião, a qual diz que a taxa de juros precisa continuar sendo elevada, com o objetivo de atingir níveis mais contracionistas e cumprir a meta de inflação a médio prazo.
Na China, os casos diários de Covid atingiram um novo recorde, ao registrar mais de 31 mil casos e superar o pico de abril. A disseminação recente do vírus pressionou os líderes da China, que decidiram por não acionar medidas anti-covid mais duras a fim de não prejudicar a recuperação econômica.
O Banco do Povo da China cortará a taxa de compulsório bancário em 25 pontos-base, a partir de 5 de dezembro. Com isso, a Taxa Mínima de Atratividade média das instituições financeiras está em torno de 7,8% e deverá liberar 500 bilhões de yuans em liquidez.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,88% para 5,91% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA subiu de 5,01% para 5,02%. Para 2024, estagnou em 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu de 2,80% para 2,81% em 2022 e para 2023, permaneceu em 0,70%. Para 2024 permaneceu em 1,70%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para o câmbio em 2022 o valor subiu de R$5,25 para R$5,27. Para 2023, a projeção do câmbio subiu de R$5,24 para R$5,25. Para os anos de 2024 e 2025 a projeção permaneceu em R$ 5,20.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75%. Para 2023 se manteve em 11,50%. Em 2024, a projeção aumentou de 8,00% para 8,25%, ficando em 8,00% em 2025.
PERSPECTIVAS
Nos EUA, serão divulgados o PIB do terceiro trimestre, indicadores de mercado de trabalho de outubro.
Após divulgação da ata do Fed, a expectativa é de que o banco central norte americano diminua o ritmo de elevação da taxa de juros em breve.
No Brasil, a PEC da Transição continuará sendo destaque. Serão divulgados o PIB do terceiro trimestre, dados fiscais de emprego e produção industrial em outubro.
Com as movimentações do mercado nos últimos dias referente ao futuro fiscal brasileiro, o futuro da taxa Selic ficou mais instável, havendo a possibilidade de que permaneça em patamares elevados por mais tempo do que se era esperado.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 15% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
Com o COPOM sinalizando uma manutenção na taxa de juros e a projeção do ano que vem no relatório Focus sinalizando queda, torna os índices pré-fixados mais atrativos, passando parte da nossa estratégia para estes vértices.
No médio prazo, além dos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 10%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Tivemos uma semana negativa para o Brasil, ao Ibovespa encerrá-la em queda de 3,01%. Já o dólar apresentou alta de 0,99%.
Foi divulgada a PEC da Transição, que retira do limite do teto de gastos diversas despesas destinadas ao cumprimento de promessas de campanha, como por exemplo, o Bolsa Família. A PEC prevê um gasto de quase R$ 200 bilhões acima do teto de gastos.
Como resultado, houve queda na bolsa de valores brasileira e desvalorização do real, já que tais gastos aumentaram o risco fiscal do Brasil e fez com que muitos investidores estrangeiros deixassem o país.
Já Alckmin afirmou que o governo seguirá cortando gastos e que haverá uma revisão de contratos federais que podem se apresentar como alternativas de cortes a serem realizados. Tal fala agradou os investidores, pois mostrou um melhor controle dos gastos.
O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, renunciou ao seu cargo dentro da equipe de transição do governo, após apontar que pressões de adversários poderiam tumultuar o processo de transição para o governo do Lula, o que agradou os investidores.
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que caso a inflação brasileira volte a patamares elevados, a taxa Selic poderá voltar a apresentar novas altas.
O dirigente do Fed, afirmou em discurso que acredita que as taxas de juros nos EUA precisam subir, pelo menos, a um nível entre 5,00% e 5,25% ao ano, para conter a inflação.
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, declarou que a taxa de juros poderá aumentar nos próximos períodos, a fim de desacelerar o crescimento econômico e reduzir a inflação.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, informou que se candilará novamente a presidência do país norte americano nas eleições de 2024.
A inflação ao produtor dos EUA variou abaixo do esperado em outubro, ao subir 0,2% no mês. Como resultado, o índice acumula alta de 8% nos últimos 12 meses.
As vendas do varejo nos EUA cresceram acima do esperado em outubro, ao registrarem alta de 1,3% no mês, sendo a maior taxa em oito meses.
Como resultado do aumento das contas de energia e dos preços dos alimentos no Reino Unido, a inflação registrou alta de 11,1% nos últimos 12 meses, sendo o maior nível dos últimos 41 anos. Como resultado, o governo anunciou medidas que elevarão a carga tributária, a fim de deixar a recessão mais amena.
Na China, a produção industrial apresentou produção abaixo do esperado e queda das vendas no varejo.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,82% para 5,88% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA subiu de 4,94% para 5,01%. Para 2024, estagnou em 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu de 2,77% para 2,80% em 2022 e para 2023, permaneceu em 0,70%. Para 2024 caiu de 1,80% para 1,70%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para o câmbio em 2022 o valor subiu de R$5,20 para R$5,25. Para 2023, a projeção do câmbio subiu de R$5,20 para R$5,24. Para o ano de 2024, a projeção subiu de R$5,15 para R$5,20. Já em 2025 a projeção permaneceu em R$ 5,20.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75%. Para 2023 subiu em 11,25% para 11,50%, ficando em 8,00% para 2024 e 2025.
PERSPECTIVAS
Será divulgada a ata da última reunião do FOMC, a qual indicará o rumo da taxa de juros norte americana. A expectativa é de que sejam realizadas novas elevações.
No Brasil, a expectativa é de que a taxa Selic permaneça em patamares elevados por mais tempo do que se era esperado anteriormente, tendo em vista os gastos que estão sendo programados para 2023.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 15% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
Com o COPOM sinalizando uma manutenção na taxa de juros e a projeção do ano que vem no relatório focus sinalizando queda, torna os índices pré-fixados mais atrativos, passando parte da nossa estratégia para estes vértices.
No médio prazo, além dos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 10%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Tivemos uma semana negativa para o Brasil, tendo em vista que o Ibovespa acumulou queda de 5% na semana e de 3,26% no mês. Como resultado, o índice apresenta alta de 7,09% no ano. Já o dólar encerrou a semana em alta de 5,45%, no mês a moeda norte-americana subiu 5,48%.
Em setembro, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) apresentou expansão de 1,5% frente ao mês de agosto no volume de vendas no comércio varejista ampliado, sendo resultado do aumento da massa salarial e a deflação dos últimos meses.
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de outubro registrou crescimento de 0,9% no volume de serviços na comparação mensal.
O IPCA de outubro apresentou alta de 0,59%, estando acima do esperado pelo mercado. Como resultado, o índice acumula alta de 6,47% nos últimos 12 meses. Após três meses de deflação, o indicador voltou a registrar resultados positivos e mostra que os efeitos da redução do ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações começaram a surtir menos efeitos.
De acordo com a FGV, O IGP-DI registrou deflação de 0,62% em outubro e acumula alta de 5,59% em 12 meses.
De acordo com o Departamento do Trabalho, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,4% em outubro frente ao mês de setembro. Já o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, registrou alta de 0,3% no mesmo período, com queda no preço de bens e menor crescimento no preço de serviços. Em 12 meses, o CPI acumula alta de 7,7% e o núcleo de 6,3%.
O índice de otimismo das pequenas empresas, medido pela Federação Nacional de Empresas Independentes (NFIB), caiu 0,8 ponto para 91,3 em outubro, permanecendo abaixo do nível pré-pandemia. As empresas reportaram pressões inflacionárias e dificuldades na contratação de trabalhadores qualificados.
O preço do petróleo recuou, refletindo um cenário global de desaceleração da atividade econômica. Por outro lado, o gás natural ficou estável com estoques elevados na Europa e temperatura amena.
Na Europa, as vendas no varejo cresceram 0,4% em setembro, entretanto o índice tem sido impactado pela inflação elevada.
No Reino Unido, a economia contraiu 0,2% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, após queda no consumo privado. No mês de setembro, a atividade caiu 0,6% frente ao mês anterior, após queda no setor de serviços (-0,8%).
Na China, o governo anunciou algumas medidas de flexibilização para a política de Covid zero com o objetivo de equilibrar o controle da pandemia e o desenvolvimento econômico.
A inflação chinesa veio abaixo do esperado após o índice de preços ao consumidor (CPI) desacelerar para 2,1% em outubro frente ao mesmo mês de 2021.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,63% para 5,82% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA permanece em 4,94%. Para 2024, estagnou em 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu de 2,76% para 2,77% em 2022 e para 2023, permaneceu em 0,70%. Para 2024 permaneceu em 1,80%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022 e 2023, o valor estagnou em R$5,20. Para o ano de 2024, a projeção subiu de R$5,10 para R$5,15. Já em 2025 a projeção subiu de R$5,18 para R$ 5,20.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75%. Para 2023 continuou em 11,25%, ficando em 8,00% para 2024 e 2025.
PERSPECTIVAS
As expectativas são de que o risco fiscal do Brasil cresça, tendo em vista que a PEC da Transição poderá ultrapassar quase R$ 200 bilhões do teto de gastos. Com isso, tende a haver menos investimento estrangeiro no Brasil, e assim o dólar tende a subir.
As expectativas são de que o Fed realize mais elevações na taxa básica de juros nos EUA nas próximas reuniões, tendo em vista que a inflação continua acelerando no país.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, além dos fundos de vértice, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 15% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
Com o COPOM sinalizando uma manutenção na taxa de juros e a projeção do ano que vem no relatório focus sinalizando queda, torna os índices pré-fixados mais atrativos, passando parte da nossa estratégia para estes vértices.
No médio prazo, além dos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 10%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVAS
O mercado financeiro não recebeu mal a vitória do ex-presidente Lula, que obteve 51% dos votos válidos e assumirá seu terceiro mandato presidencial em janeiro de 2023, com Geraldo Alckmin como vice-presidente.
Na primeira semana de novembro, o Ibovespa subiu um pouco mais de 3%, na casa dos 118.300 pontos, impulsionado por investidores estrangeiros, onde apresentou o seu melhor desempenho de um pós-eleição desde 1994. Enquanto o dólar, caiu quase 5%, chegou a ficar em R$ 5,00, mas fechou a semana em R$ 5,04.
Com os relatos da imprensa de que no novo governo, o Brasil não retrocederá nas reformas, cuidará da saúde fiscal do país e boatos sobre a possibilidade de Henrique Meirelles comandar o Ministério da Fazenda, atraiu mais a confiança dos investidores.
Roberto Campos Neto, considerado o melhor banqueiro central do mundo, presidente do Banco Central do Brasil, anunciou que ficará mais 2 anos de seu mandato.
Os bloqueios dos caminhoneiros nas estradas, trouxeram um pouco de apreensão. Mas a partir do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, liberaram as estradas e com isso acalmou os investidores.
A Petrobrás anunciou que vai distribuir mais de 43 bilhões de reais em dividendos aos acionistas, após o ótimo resultado apresentado no 3º trimestre.
Jerome Powell, presidente do Banco Central dos EUA, diz que pretende subir os juros mais do que imaginava, para controlar a inflação. E isso estressou as bolsas mundo a fora, levando em consideração que, quando os juros sobem, as bolsas caem.
E os dados de desemprego, foram divulgados na última 4ª feira, mostrou uma leve alta de desemprego nos Estados Unidos.
O Banco Central da Inglaterra subiu os juros em 0,75 p.p, como nos EUA. Mas na Inglaterra, foi dada como a maior alta de juros desde 1989.
A China criou um Comitê de Reabertura, ou seja, eles pretendem acabar com a política do “Covid-Zero”, pois a economia por lá está encolhendo mais ainda por conta das restrições estabelecidas.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,61% para 5,63% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA permanece em 4,94%. Para 2024, estagnou em 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) ficou em 2,76% em 2022 e para 2023, subiu de 0,64% para 0,70%. Para 2024 permaneceu em 1,80%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022 e 2023, o valor estagnou em R$5,20. Para o ano de 2024, a projeção ficou em R$5,10. Já em 2025 a projeção subiu de R$5,15 para R$ 5,18.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 continuou em 11,25%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção subiu de 7,75% para 8,00% no ano de 2025.
PERSPECTIVAS
Para essa semana, por conta do horário de inverno lá nos EUA, a bolsa passará a fechar as 18:00 horas.
Teremos os dados da inflação aqui no Brasil, nos Estados Unidos e na China.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar. Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 15% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 10%.
Com o COPOM sinalizando uma manutenção na taxa de juros e a projeção do ano que vem no relatório focus sinalizando queda, torna os títulos públicos pré-fixados mais atrativos, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Recomendamos cautela ao adquirir fundos de investimento no exterior devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



