outubro, 2022

Nossa Visão 24/10/2022

RETROSPECTIVAS

Na última sexta-feira, o Ibovespa encerrou a semana com mais de 7% de alta, na casa dos 120 mil pontos, com destaque para a Petrobrás que bateu máxima histórica, saltando mais do que 4%. Já o dólar fechou com queda de 3,05% em relação ao real, fechando à R$ 5,16.

Na Europa, o destaque vai para o Reino Unido. A primeira-ministra britânica Liz Truss, renunciou seu mandato de 6 semanas depois dela assumir, após uma grave crise de confiança atingir o seu mandato.

Ela havia prometido grandes cortes de impostos para estimular o crescimento e também gastos bilionários com subsídios às contas de energia, que subiram mais de 300% nos últimos dois anos. Mas a ausência de quaisquer detalhes de como os cortes seriam financiados levou os mercados ao colapso.

A China cogita um começo do fim das restrições de “Covid-Zero” que estão em vigor há mais de dois anos. Ela planeja reduzir a quarentena de quem chega no país, diminuindo de 10 para 7 dias do isolamento.

No 20º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, evento esse, que leva a reeleição para um inédito terceiro mandato de Xi Jiping.

Foram divulgados balanço mistos nos EUA, resultados das empresas americanas do 3º trimestre de 2022, assim como JP Morgan, Bank Of América e Netflix, conquistaram quase 2,5 milhões de clientes. Mas em contrapartida, outros resultados decepcionaram, assim como a Tesla e o Snap.

Ainda sobre os Estados Unidos, a tendência é que o FED eleve os juros de 0,75 p.p. em novembro, porém alguns fatores nos títulos públicos de 10 anos, podem ter indicado que as altas comecem a ser mais moderadas.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 5,62% para 5,60% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA caiu de 4,97% para 4,94%. Para 2024, as estimativas aumentaram de 3,43% para 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 2,71% para 2,76% em 2022 e para 2023, subiu de 0,59% para 0,63%. Para 2024 a projeção aumentou de 1,70% para 1,80%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor estagnou em R$5,20. Para 2023, a projeção também se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção aumentou de R$5,10 para R$ 5,11. Já em 2025 a projeção ficou em R$5,15.

Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 continuou em 11,25%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção permanece em 7,75% para o ano de 2025.

PERSPECTIVAS

Para essa semana, antes mais nada, cabe lembrar que, será a última antes da eleição presidencial.

O Datafolha e o IPESP, apresentaram empate técnico entre os dois candidatos à presidência, Jair Bolsonaro e Lula.

Fatores como o crescimento econômico e chance de queda da Selic no ano que vem apoiam uma visão positiva para a bolsa, independentemente do resultado da eleição.

Será divulgado o IPCA-15 de outubro, a decisão do COPOM quanto a taxa de juros Selic, taxa de desemprego da PNAD contínua, criação de empregos formais do CAGED, o IGP-M de outubro, dados ficais e dados relacionados ao setor externo.

No âmbito internacional, será divulgado os dados de PMI e confiança do consumidor para os EUA, Zona do Euro e Alemanha. Além disso, venda de novas moradias, PIB, renda pessoal e deflator do PCE são os destaques para os EUA e na Alemanha, será divulgado, o CPI, PIB, e vendas no varejo.

Há rumores sobre a divulgação dos dados de PIB chinês, além de outros dados importantes relacionados à atividade do país, e a decisão de juros na Europa.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 15% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMAB 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na
totalidade de 15%.

Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (letra financeira e CDB), chegando ao
patamar de 10%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e
posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Recomendamos cautela ao adquirir fundos de investimento no exterior devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 17/10/2022

RETROSPECTIVA

Tivemos uma semana complicada para o Brasil. O Ibovespa apresentou resultado negativo ao encerrar a semana em queda de 3,7% aos 112 mil pontos. Já o dólar registrou alta de 2,34% em relação ao real.

Foi divulgado o IPCA de setembro, o qual apresentou queda de 0,29%, sendo a terceira deflação mensal consecutiva. O resultado foi reflexo, principalmente, da redução nos preços dos alimentos e dos combustíveis. Com isso, o índice acumula alta de 7,17% nos últimos 12 meses.
De acordo com o IBGE, o setor de serviços apresentou alta de 0,7% em agosto, estando acima do esperado. Como resultado, o setor apresenta alta de 8,4% no ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a expectativa de crescimento brasileiro para 2022. De acordo com o divulgado, o país deve crescer 2,8% esse ano. Já a projeção de crescimento econômico global permaneceu em 3,2%.

Já as expectativas de crescimento global para 2023 caíram para 2,7%, após diminuir consideravelmente a perspectiva de crescimento europeu.

A Argentina mais criou duas cotações do dólar para evitar que haja fuga da moeda norte americana no país. O “Dólar Codplay” passará a ser aplicado para a contratação de atrações internacionais para shows dentro do país. Já o “Dólar Catar” será aplicado ao consumo em dólares com cartões de crédito e débito, pacotes turísticos e passagens acima de US$ 300.

O presidente dos EUA, Joe Biden, informou que haverá consequências, sem entrar em detalhes de quais serão, para Arábia Saudita, tendo em vista que a aliança da Opep+ segue para cortar a produção de petróleo.

Foi divulgada a ata da última reunião do FOMC, a qual diz que o Fed deverá manter a postura contracionista até que a inflação atinja patamares menores.

O Banco Central da Inglaterra realizou compras de US$ 73 bilhões em títulos de dívida indexados à inflação, na tentativa de conter o colapso no mercado de renda-fixa do país.

Foram divulgados os dados de inflação de setembro dos EUA, onde o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,4% no mês, estando acima da média esperada pelos analistas. Na comparação anual, o índice apresenta alta de 8,2%. Com isso, o mercado está precificando mais uma alta de 0,75 p.p. na taxa básica de juros do país.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 5,71% para 5,62% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA caiu de 5,00% para 4,97%. Para 2024, as estimativas diminuíram de 3,47% para 3,43%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 2,70% para 2,71% em 2022 e para 2023, subiu de 0,54% para 0,59%. Para 2024 a projeção permanece na casa dos 1,70%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor estagnou em R$5,20. Para 2023, a projeção também se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção caiu de R$5,11 para R$ 5,10. Já em 2025 a projeção ficou em R$5,15.

Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 continuou em 11,25%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção permanece em 7,75% para o ano de 2025.

PERSPECTIVAS

No Brasil será divulgado o IBC-Br, o qual trata-se de uma prévia do PIB e tem uma projeção de alta de 0,3%.
No Reino Unido e na União Europeia será divulgado o Índice de Preços ao Consumidos (IPC) de setembro, o qual mede a evolução dos preços de bens e serviços.

As expectativas são de que o Fed realize mais elevações na taxa básica de juros nos EUA nas próximas reuniões, tendo em vista que a inflação continua acelerando no país.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (letra financeira), chegando ao patamar de 10%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Recomendamos cautela ao adquirir fundos de investimento no exterior devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 10/10/2022

Retrospectivas

Na segunda-feira passada, um dia após a eleição, teve um Congresso mais à direita e um resultado acirrado no primeiro turno entre os candidatos à presidência, Jair Bolsonaro e Lula.

Dito isso, houve um disparo no Ibovespa em mais de 5%, terminando a semana em aproximadamente 116.000 pontos, cravando a quinta alta consecutiva. Enquanto o dólar caiu por volta de 3,5%, fechando a semana na casa dos R$ 5,20.

Essa alta na bolsa brasileira, se deve também ao Roberto Campos Neto, que ganhou o prêmio de melhor banqueiro central da América Latina, onde recebeu elogios por conta da forma como ele se esforçou para combater os efeitos do Coronavírus, da guerra da Rússia e Ucrânia e da alta de juros global, que está assombrando todos os bancos centrais mundo a fora.

Graças a Campos Neto, o nosso dólar não saltou para oito reais. Ele foi bastante contrariado, porque os outros banqueiros acreditavam que não tinha inflação.

Na semana passada, houve corte da Opep+ na produção de petróleo. A organização dos países exportadores de petróleo, mais os aliados, que são capitaneados pela Rússia, fez um corte de 2 milhões de barris na sua produção diária a partir de novembro, para jogar o preço do petróleo para cima, isso equivale cerca de 2% da oferta mundial.

Com isso, irritou o presidente americano Joe Biden, assim trazendo à público, o anúncio que vai liberar mais petróleo da reserva estratégica dos Estados Unidos como maneira de conter os preços no mercado americano e disse também, que pode aprovar uma lei para tirar o poder da Opep de definir os preços do petróleo.

O Reino Unido recuou no plano inflacionário, segundo Liz Truss, a nova premiê do Reino Unido, ela se arrependeu do plano de corte de impostos lançado às pressas. O pacote que ia pressionar a inflação, fez com que gerasse uma onda de pânico nos mercados. Contudo, houve desvalorização da libra, disparada do dólar e até mesmo o ouro.

O Elon Musk, o homem mais rico do mundo, depois de desistir do negócio milionário, propôs comprar o Twitter de novo pelo preço original, R$ 230 bilhões, equivalente a U$ 44 bilhões. Com essa notícia, as ações do Twitter saltaram para 22%.

Tratando dos EUA, os diretores do banco central americano ainda acreditam que os juros por lá não vai cair tão cedo, ainda mais com os dados de emprego apresentados, reforçam que os juros vão seguir subindo na América.

O Payroll, que são os dados do emprego do cidadão urbano americano, mostrou que o país criou 263.000 novos empregos em setembro, quando a expectativa era uma criação de 250.000.

A taxa de desemprego nos EUA caiu para 3,5%. Com o mercado de trabalho mais forte pode puxar a inflação e, por isso, o banco central dos Estados Unidos vai ter que subir os juros para controlar a inflação, sendo assim, os juros sobem e as bolsas caem.

Relatório Focus

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 5,74% para 5,71% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA permaneceu em 5,00%. Para 2024, as estimativas diminuíram de 3,50% para 3,47%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) permanece a 2,70% em 2022 e para 2023, subiu de 0,53% para 0,54%. Para 2024 a projeção permanece na casa dos 1,70%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor estagnou em R$5,20. Para 2023, a projeção também se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção subiu de R$5,10 para R$ 5,11, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,15.

Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 continuou em 11,25%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção permanece em 7,75% para o ano de 2025.

Perspectivas

Para essa semana, temos feriado na quarta-feira e a bolsa brasileira não abrirá.

Será anunciado o vencedor do prêmio Nobel de Economia, também será divulgada a ata da última reunião de decisão de juros dos Estados Unidos e terá os dados da inflação do Brasil, dos Estados Unidos e na China.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 04/10/2022

PERSPECTIVAS

Tivemos uma semana negativa para o Brasil. O Ibovespa apresentou queda de 1,5% na semana, porém no mês obteve alta de 0,5%. Já o dólar encerrou a semana com alta de 2,91% em relação ao real.

Foi divulgada a ata da última reunião do Copom. O Banco Central informou que o ambiente externo se mantém adverso com revisões negativas para o crescimento das principais economias.

O IPCA-15 de setembro apresentou deflação de 0,37% no mês, ocasionada pela queda nos preços dos combustíveis e da alimentação no domicílio. Com isso, acumula alta de 7,96% em 12 meses.

A taxa de desemprego caiu para 8,9% no trimestre encerrado em agosto e o mercado de trabalho formal registrou uma criação líquida de mais de 278 mil vagas em setembro. O resultado mostra que a liberação de recursos junto com o corte de impostos e a ampliação do Auxílio Brasil em busca de aquecer a economia trouxe resultados positivos para o mercado de trabalho.

O governo apresentou déficit de R$ 49,9 bilhões em agosto e o setor público consolidado registou déficit de R$ 30,3 bilhões.

O Indicador de Incerteza da Economia caiu 4,9 pontos em setembro e atingiu 111,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2019. O resultado foi incentivado pela melhora do cenário de atividade econômica e do mercado de trabalho, além da redução da pressão inflacionária nos últimos meses.
O IGP-M caiu 0,95% em setembro. Como resultado, o índice acumula alta de 6,61% no ano e alta de 8,25% em 12 meses.

O banco central do Reino Unido vem apertando a política monetária com o objetivo de desestimular a economia e diminuir a inflação que está elevada. Entretanto, o governo criou um pacote de redução tributária para evitar que o país entre em recessão.

Nos EUA, a inflação do consumo das famílias variou acima do esperado no mês de agosto e acumula alta de 6,2% em 12 meses. Já o núcleo da inflação, acumulou alta de 4,9% em 12 meses.

O S&P 500 encerrou o mês em queda de -9,3%. Já o Dóllar Index encerrou em alta de 3,2% no mês.

O índice de gerentes de compras industrial da China subiu para 50,1 em setembro, estando acima das expectativas.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 5,88% para 5,74% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA permaneceu em 5,00%. Para 2024, as estimativas permanecem na casa dos de 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 2,67% para 2,70% em 2022 e para 2023, subiu de 0,50% para 0,53%. Para 2024 a projeção permanece na casa dos 1,70%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor estagnou em R$5,20. Para 2023, a projeção também se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção permaneceu em R$5,10, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,15.

Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 continuou em 11,25%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic aumentou de 7,63% para 7,75% para o ano de 2025.

PERSPECTIVAS

De acordo com a ata do Copom, as perspectivas são de que a taxa Selic permaneça em 13,75% nos próximos períodos.

No Brasil, teremos a divulgação do IGP-DI, do PMI industrial, de Serviços e o Geral. Além dos dados de produção industrial.

Na Europa, será divulgada a inflação ao produtor, a qual bateu recorde recentemente.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







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