Retrospectiva
O comitê de política monetária do Federal Reserve elevou a meta de juros dos Fed Funds em 0,75pp, levando a taxa para o intervalo entre 3-3,75%. O FED reforçou a necessidade de novos aumentos nos juros para que a inflação americana retorne à meta de 2% e sinalizou que os juros devem subir até 4,6% no ano que vem.
A intensa e rápida alta de juros nos EUA aumenta a probabilidade de recessão na maior economia do mundo e foi um dos fatores para a queda das bolsas pelo mundo essa semana. O S&P 500, principal índice da bolsa americana, recuou -4,65% na semana. No ano, a queda chega a -23,00%.
O secretário do tesouro britânico, Kwasi Kwarteng, anunciou o pacote fiscal para estimular a economia britânica e inclui medidas como ampla redução de impostos e subsídios para a energia nos próximos dois anos. Após o anúncio, a libra caiu para o menor nível em relação ao dólar desde 1985. O gasto será financiado por meio de endividamento público, e será da ordem de 150 bilhões de libras nos próximos dois anos.
O Presidente do Banco Central do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, sinalizou que a condução de política monetária ultra-expansionista. ficaria inalterada por dois a três anos. Após tal comunicação, o iene atingiu uma mínima de 24 anos, levando a intervenção no mercado cambial pela primeira vez desde o final dos anos 90.
O Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros em 0,5pp, para 2,25%, de acordo com parte das expectativas do mercado. No país, o mercado de trabalho segue apertado e a inflação elevada.
O Banco Popular da China manteve as taxas de juros na terça-feira, buscando um equilíbrio entre afrouxar a política monetária e conter mais perdas em um yuan já enfraquecido. O banco manteve em 3,65% a taxa de empréstimo de um ano, que determina as taxas de juros que os maiores bancos do país cobram de seus clientes, enquanto a taxa de cinco anos, que incide sobre hipotecas permaneceu em 4,30%. A medida ocorre depois que o banco central cortou inesperadamente as taxas de empréstimo em agosto, em uma tentativa de sustentar o crescimento econômico que foi severamente impactado pelos bloqueios relacionados ao Covid-19 este ano. O PBoC agora precisa manter um delicado equilíbrio de afrouxar a política para estimular o crescimento econômico, ao mesmo tempo em que não garante mais depreciação do yuan.
O presidente russo Vladimir Putin anunciou que as forças armadas do país convocariam suas reservas imediatamente e ameaçou com uso de armas nucleares. O movimento representou um importante aumento da escala da guerra contra a Ucrânia. O exército russo está se movendo para anexar os territórios ucranianos ocupados no leste e sul do país. O ataque russo vem como resposta à recente contra-ofensiva ucraniana que impôs derrotas significativas ao seu adversário.
O dólar fechou a semana com queda de 0,24%. Em 2022, a moeda norte-americana acumula recuo de 5,86.
NO BRASIL
O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, o Copom, manteve a taxa Selic em 13,75%, em linha com as expectativas. A decisão significou interrupção no processo de alta de juros iniciado em março de 2021, quando a taxa básica estava em 2,00%. O comunicado que acompanhou a decisão trouxe elementos que sugerem que, apesar da manutenção dos juros, o Copom segue preocupado com a inflação. O comitê tentou sinalizar que a decisão representa uma pausa para avaliação, não necessariamente o fim do ciclo de aperto monetário.
O Ibovespa encerra a semana com alta acumulada de 2,22%, aos 111.716 pontos.
RELATÓRIO FOCUS
Quanto o relatório focus dessa semana, as projeções para 2022 seguem da seguinte forma:
Para o IPCA a projeção diminuiu de 6,00% para 5,88%.
O PIB aumentou de 2,65% para 2,67%.
Já a taxa de câmbio não houve alterações, sendo R$5,20.
Quanto a taxa selic, a projeção permanece em 13,75%.
EXPECTATIVA
Na próxima semana, o destaque continua sendo a política monetária nos Estados Unidos, com discursos de dirigentes do Fed e a divulgação do índice de inflação preferido pelo Fed, o deflator dos gastos com consumo, que devem dar o tom para o mercado. Além disso, nos EUA teremos o dado de PIB do segundo trimestre, sondagens empresariais de setembro na China e inflação ao consumidor de agosto na Europa.
A próxima semana será marcada pela reta final do primeiro turno das eleições e pela ata da última reunião do Copom. Na seara de dados econômicos, os destaques no Brasil serão o IPCA-15 de setembro, para o qual esperamos deflação de -0,16% e os dados de setor externo e mercado de trabalho de agosto.




RETROSPECTIVA
A semana foi de grande impacto para a economia nos EUA com a divulgação da inflação ao consumidor. O resultado ficou acima do esperado pelo mercado, marcando 0,1% enquanto esperava-se -0,1%. Em 12 meses, o resultado acumulado ficou em 8,2%.
O setor de serviços que costuma ter uma inflação em torno de 2%, alcançou uma alta de quase 7% sem sinais de desaceleração. A inflação mais alta turbinou as expectativas de alta de juros nos EUA subiu de 0.75 pp para 1 pp pelo FED.
O S&P 500 chegou a cair 5% na ultima terça-feira, o que acabou revertendo a alta nos dias anteriores, fechando a semana com queda em 4,7%. Na semana o dólar atingiu o maior valor em 20 anos, com alta de 2% em relação ao real. Já o Ibovespa encerrou a semana em queda de -2,7% aos 109 mil pontos.
Após meses sofrendo com os piores dados de atividades econômica, a China superou as expectativas. A produção industrial acelerou um crescimento anual de 4,2% em agosto, sendo que em julho marcava 3,8%, os investimentos em ativos fixaram um aumento de 6,5% onde antes marcavam 3,5%. As vendas no varejo subiram 5,4% após um aumento de 2,7% em julho. O lado negativo das vendas de imóveis contraíra 23% após a queda de 29% em julho. Apesar dos números se mostrarem melhores, os analistas de mercado estão céticos quanto a sustentabilidade da recuperação, considerando a fragilidade do setor imobiliário e provável recessão no ocidente, o que pode afetar as exportações chinesas.
No Reino Unido, a economia estagnou nos três meses até julho e se apresentou levemente abaixo das expectativas do mercado. A taxa de crescimento na região vem desacelerando desde o ano passado, em resposta à alta de custos de produção que atinge empresas e consumidores. Na semana passada, a primeira-ministra informou um congelamento dos preços da energia que custará em torno de 150 bilhões de libras, o que também pode ser anunciada em contramão das políticas de racionamento em outras partes da Europa.
No Brasil o setor de serviços surpreendeu positivamente as expectativas e cresceu 1,1% entre junho e julho e 6,3% na comparação interanual. As vendas no varejo também surpreenderam o mercado, porém do lado negativo, foi registrada contração de 0,7% do índice ampliado e queda de 6,8% na comparação anual.
A Petrobras anunciou a redução de 4,7% do preço do gás nas distribuidoras que deverá ter um pequeno efeito sobre a inflação, de até 0,04% no IPCA.
O IBC-Br, considerado um indicador prévio de desempenho do PIB, subiu 1,2% em julho na comparação com o mês anterior, estando acima do esperado pelo mercado.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 6,40% para 6,00% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA teve uma queda de 5,17% para 5,01%. Para 2024, as estimativas permanecem na casa dos de 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) é em 2,65% para 2022 e para 2023, em 0,50%. Para 2024 a projeção teve uma queda que passou de 1,80 para a casa dos 1,70%, e para 2025, ficando na casa dos 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor que estava estagnado em R$ 5,13 subiu para R$5,20. Para R$5,05 para R$ 5,10 assim como em 2025 a projeção subiu de R$5,14 para R$5,15.
Para a taxa Selic, a projeção permaneceu a mesma em todas as projeções anuais, em 13,75% em 2022, em 11,25% para 2023, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.
EXPECTATIVA
Para essa semana, os bancos centrais dos EUA, Reino Unido, Japão e Brasil se reúnem para ajustar suas taxas de juros.
No caso do FED, o mercado está prevendo uma nova alta de 0,75%, que leva a taxa de juros para 3,0%.
No Brasil, espera-se que a taxa de juros seja mantida em 13,75%, interrompendo um ciclo de altas que começou em março de 2021.
A expectativa é de que a inflação siga em trajetória de queda, de forma que o COPOM possa reduzir os juros no segundo semestre de 2023.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.
Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




Retrospectiva:
Na última sexta-feira (9), o Ibovespa terminou a sessão com alta expressiva, tendo uma série de fatores favoráveis ao desempenho do índice. O índice da B3 acompanhou a alta das Bolsas em Nova York e também impulsionado por ações de pesos que foram estimuladas com a valorização das commodities no mercado internacional.
Sendo assim, o Ibovespa fechou em alta de 2,17% aos 112.300 pontos. E as bolsas em Nova York também fecharam o dia e a semana positivo. O Dow Jones avançou 1,19% a 32.151 pontos, acumulando alta de 2,84% na semana. Já o S&P500 teve alta de 1,53%, a 4.067 pontos, e valorização semanal de 3,83%, e o índice Nasdaq subiu 2,11%, fechando a semana no acumulado de 4,22%.
Já o dólar comercial fechou o dia com baixa de 1,13%, a R$ 5,147 na compra. E na semana, a moeda americana acumula queda de 0,73%.
Os juros futuros recuaram com a expectativa de afrouxamento do ciclo monetário, os juros DIF25 e DIF27 recuaram 8 pontos, de 11,66% e 11,31% respectivamente. Com isso, a curva de juros fechando dando uma maior atratividade para os títulos pré fixados.
Destacando que na semana passada o dado do IPCA de agosto, registrou deflação de 0,36. Tendo destaque para o grupo dos transportes que registrou uma queda de (-3,37%). A queda desse grupo foi influenciada principalmente pela retração nos preços dos combustíveis.
Com isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal índice inflacionário brasileiro, nos oito meses deste ano, está com alta acumulada de 4,39% e em 12 meses o acumulado é de 8,73%.
Na última semana, autoridades do Federal Reserve encerraram seu período de debates antes da reunião de política monetária, que será entre os dias 20 e 21 de setembro. Com a expectativa de outra elevação da taxa básica de juros para conter a inflação que em 12 meses está na região de 8,5%.
O Banco Mundial aprovou um empréstimo de 900 milhões de dólares para a Argentina para os próximos seis meses, tendo em vista para combater a inflação e promover um crescimento sustentável.
RELATÓRIO FOCUS 12/09/2022:
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 6,70% para 6,61% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA diminuiu de 5,30 % para 5,27%. Para 2024, a projeção elevou de 3,41% para 3,43%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 2,10% para 2,26% em 2022 e para 2023, subiu de 0,37% para 0,47%. Para 2024 a projeção se manteve em 1,80%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022 e 2023, o valor estagnou em R$5,20. Para o ano de 2024, a projeção permaneceu em R$5,10, assim como em 2025 subiu de R$ 5,17 para R$ 5,18.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 aumentou de 11% para 11,25%. Em 2024 estagnou em 8,00%. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.
Expectativa:
A semana será bastante movimentada no calendário econômico do exterior, tendo o seu principal destaque para a inflação ao consumidor nos Estados Unidos (CPI), que será divulgado os números na terça – feira (13).
Na quinta-feira, serão conhecidos os dados sobre vendas no Varejo, indicador importante que é como um termômetro de gastos do consumidor, e também correlacionado com a confiança do consumidor. É também conhecido como um indicador de ritmo da economia dos Estados Unidos.
No Brasil, na terça-feira, sairá o desempenho do setor de serviços. E na quinta-feira o Banco Central anuncia seu índice de atividade econômica (IBC-Br).
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.
Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) que recomendamos 5 %, também podem ser feitas entradas gradativas em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROSPECTIVA
Boa notícia para o Brasil, saiu o PIB brasileiro do 2º trimestre, ele cresceu 3,20% em 12 meses, acima das previsões puxado pelo setor de serviços e, contudo, os grandes bancos correram para ajustar as suas previsões para o crescimento da economia Brasileira em 2022.
Benefícios fiscais, redução do ICMS sobre os combustíveis e energia, aumento do auxílio Brasil, além da queda dos preços dos combustíveis, explicam essas expectativas melhores para economia brasileira.
O preço do barril de petróleo se firmou abaixo dos 100 USD no mercado Internacional e no Brasil a Petrobras anunciou mais cortes dos seus preços.
Primeiro deles, é que o preço da gasolina para aviação que vai cair 15,7%, depois vai cair o preço do asfalto e posteriormente o preço da gasolina para carros que vai cair mais 7% na bomba.
Com essa queda de preços dos combustíveis, conclui-se a queda de inflação, menos pressão nos juros, resultando em uma economia melhor.
Divulgado nos EUA, o relatório de emprego do cidadão urbano americano (Payroll), com 315.000 empregos em agosto, acima do esperado, onde previam 300.000.
Para surpresa dos americanos, a taxa de desemprego subiu 3,7%, levemente acima das expectativas.
O Ibovespa, fechou em alta nesta sexta-feira (2), com o alívio dos mercados após dados de emprego nos Estados Unidos. O índice teve alta de 0,42%, a 110.864 pontos, porém, termina a semana com queda de 1,28%.
A Gazprom, empresa estatal da Rússia, informou que não poderia religar o principal gasoduto que abastece Europa, Nord Stream 1, ocasionado por problemas técnicos.
Como já havia previsto o movimento, o G7 (grupo dos 7 países mais poderosos do mundo) colocou um teto para o preço do barril de petróleo russo, ampliando sanções do ocidente contra a Rússia. Por decorrência disso, Putin não deixou barato e decidiu cortar o fornecimento de gás.
A China vem nos surpreendendo negativamente desde o começo do ano. Na semana passada, a cidade de Chengdu voltou a ter lookdown e as pessoas voltaram a ser confinadas e com isso pode gerar pressão inflacionária mundial novamente.
Falando em inflação, a Europa bate um novo recorde, em 12 meses a inflação acelerou de 8,9% para 9,1%, nunca teve tão alta na história.
RELATÓRIO FOCUS 02/09/2022
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 6,70% para 6,61% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA diminuiu de 5,30 % para 5,27%. Para 2024, a projeção elevou de 3,41% para 3,43%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 2,10% para 2,26% em 2022 e para 2023, subiu de 0,37% para 0,47%. Para 2024 a projeção se manteve em 1,80%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022 e 2023, o valor estagnou em R$5,20. Para o ano de 2024, a projeção permaneceu em R$5,10, assim como em 2025 subiu de R$ 5,17 para R$ 5,18.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 aumentou de 11% para 11,25%. Em 2024 estagnou em 8,00%. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.
PERSPECTIVAS
Para essa semana, vamos ter decisão de juros na Europa e vai ter dados de inflação no Brasil e as falas dos diretores do Fed lá nos Estados Unidos.
Esses foram os principais destaques dessa semana. Caso queiram acessar o relatório por escrito, é só entrar no nosso site. Obrigada por assistir até aqui e até a próxima.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.
Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) que recomendamos 5 % ,também podem ser feitas entradas gradativas em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 10%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



