Retrospectiva:
Na última sexta-feira, o Ibovespa caiu 2,04%, aos 111.496,21 pontos, entre mínima de 111.146,15 e máxima de 113.807,29 pontos. Mas mesmo com o recuo no período, o Ibovespa ainda acumula alta de mais de 8% em agosto.
Nos Estados Unidos, as bolsas caiam depois que autoridades do FED, ressaltaram que precisará continuar aumentando os juros de forma a conter a inflação, com isso derrubando o mercado de ações, principalmente o segmento de tecnologia.
Com isso, nos Estados Unidos, os principais benchmarks registraram recuos consideráveis. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram, respectivamente, 0,86%, 1,29% e 2,01%.
Diante do cenário, o dólar fechou em leve queda na última sexta-feira (19), mas acumula ganhos na semana. A moeda norte-americana recuou -0,08% na sexta-feira, na semana acumulou alta de 1,87%. No acumulado do mês, recua 0,13% no mês. No ano, tem desvalorização de 7,31%.
Na última semana, o Brasil registrou um recuo de 3,3%, na movimentação de cargas no setor portuário, a queda foi puxada pela redução nas exportações das principais commodities brasileiras.
Já na Ásia, na última semana, o Banco Popular da China cortou sua taxa de empréstimo principal de um ano entorno de 10 pontos-base, em um esforço para reaquecer a economia chinesa.
E na Europa, a Alemanha impõe uma pequena taxa sobre o gás natural, com o principal objetivo de conter a demanda e fortalecer as finanças de um setor que foi devastado pelo corte no fornecimento de gás russo. E a inflação ao produtor da Alemanha avança 37,2% em julho na base anual, bem além do que o mercado esperava.
Por fim, os preços do petróleo caíram na última semana, com o dólar mais forte e com altos temores de uma desaceleração econômica que enfraqueceria a demanda por petróleo.
Relatório Focus:
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 7,02% para 6,82% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA diminuiu de 5,38 % para 5,33%. Para 2024, as estimativas permaneceram em 3,41%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) é em 2,02% para 2022 e para 2023, em 0,39%. Assim como para 2024 a projeção permaneceu em 1,80%, e para 2025, permanecendo em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor permaneceu R$5,20. E para 2023, a projeção se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção se manteve em 5,10, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,17.
Para a taxa Selic, a projeção permaneceu a mesma em todas as projeções anuais, em 13,75% em 2022, em 11,00% para 2023, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.
Expectativa:
O calendário da Semana será bastante movimentado no exterior, e com poucas expectativas para o Brasil.
Na Europa, em especifico na Alemanha e no Reino Unido, na terça feira (23), será divulgado o Índice de Atividade dos Gerentes de Compras (PMI) industrial, sendo um índice bem relevante que fornece uma indicação sobre a saúde do setor de construção da Alemanha e do Reino Unido.
Nos Estados Unidos, na Quarta-feira (24), será divulgado os dados a respeito dos estoques de Petróleo bruto. O nível dos estoques influencia o preço dos produtos petrolíferos, o que pode ter impacto na inflação.
E na sexta-feira (29), nos Estados Unidos, sairá a divulgação do Índice de Preços, que mede a evolução dos preços dos bens e serviços adquiridos pelos consumidores para fins de consumo, ressaltando que valores positivos podem ser um problema, já que o caminho comum para lutar contra a inflação é o aumento das taxas.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.
Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo cairão, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




NOSSA VISÃO
RETROSPECTIVA
A inflação nos EUA está estável, em um acumulado de 12 meses passou a ser 8,5% frente aos 9,1% obtido em junho, mostrando um alívio. Essa queda, se deu por conta da diminuição no preço da gasolina.
Fed alertou investidores que ainda estão longe da meta de conter a inflação, o rumo de juros dos Estados Unidos deve continuar para cima até que a inflação volte para meta de 0,2%.
O IPCA de julho teve um recuo de 0,68 %, a maior deflação da história do Brasil desde 1980, acumulando alta de 10,07% em 12 meses. Julho foi um mês influenciado pela redução de impostos sobre os preços de energia elétrica, combustíveis e telecomunicações.
Na Europa, os governos estão com planos para economizar energia, no momento de forte calor e também por estarem com menos gás por conta da guerra da Ucrânia.
O Rio Reno, rio mais importante da Europa, que é usado para transporte de suprimentos, está ficando muito seco, está começando a ficar não navegável. Com a seca, pode agravar ainda mais a crise na Europa, que vem enfrentando um risco de recessão, consequentemente pode prejudicar no transporte de combustível, comida e obviamente pode pressionar a inflação.
Os estrangeiros voltaram a investir na bolsa brasileira, somente em dois pregões esse mês não houveram capital estrangeiro.
Ibovespa terminou a semana em alta de 5,91%, cravando a quarta semana consecutiva de ganhos do índice na casa dos 112.764 pontos. Já o dólar recuou em 1,64%, passando a valer R$ 5,0725.
Petrobrás diminuiu o preço do diesel nas distribuidoras pela segunda vez no mês, a redução se deu em 4%.
Banco do Brasil divulgou seu resultado no 2º trimestre, por mais que seja um banco estatal, ele teve um desempenho melhor do que os bancos privados, com um lucro de R$ 7,8 bilhões, superando as expectativas, em mais de 40% do que o previsto.
RELATÓRIO FOCUS 01/08/2022
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 7,11% para 7,02% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 5,36 % para 5,38%. Para 2024, aumentou de 3,30% para 3,41%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 1,98% para 2,00% em 2022 e para 2023, aumentou de 0,40% para 0,41%. Para 2024 a projeção também teve um aumento de 1,70% para 1,80%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022 e 2023, o valor estagnou em R$5,20. Para o ano de 2024, a projeção permaneceu em R$5,10, assim como em 2025 a projeção aumentou de R$5,15 para R$ 5,17.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 estagnou para 11%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.
PERSPECTIVAS
Para essa semana vamos ter o fim da temporada de balanços, vencimento de opções na B3, proxy do PIB divulgada pelo BC referente a junho e além de dados da inflação por aqui, a ata do Comitê de Política Monetária dos EUA (o FOMC), podendo dar uma pista de quanto os juros vão subir por lá e a divulgação da segunda prévia do PIB do 2º Trimestre da Zona do Euro.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.
Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




RETROPESCTIVA:
O Ibovespa fechou com um avanço modesto na última sexta-feira, em sessão marcada por dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano.
Sendo assim, o Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,55%, a 106.471,92 pontos, o Ibovespa acumulou um ganho de 3,2% na semana.
O dólar comercial caiu mais de 1% pelo segundo dia consecutivo e fechou na última sexta-feira cotado a R$ 5,167.
Destacando que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na última quarta-feira (3), por unanimidade, elevar a taxa Selic de 13,25% ao ano para 13,75% ao ano – alta de 0,5 ponto percentual.
Sendo a 12º aumento consecutivo na taxa de juros, tendo como principais motivos do aumento, a persistência das pressões inflacionárias globais.
Já no continente asiático, a inflação persistente de tal forma que o Banco Central da Índia elevou sua taxa básica de juros mais do que o esperado na última sexta-feira.
E nos Estados Unidos, a economia criou 528 mil empregos não-agrícolas em julho, o resultado pressupõe que a atividade econômica dos EUA continua em ritmo forte e indica que o Federal Reserve continue com o aperto monetário.
Petróleo enfraquece ainda mais em meio a temores de desaceleração, e os preços do gás natural também caíram ainda mais. Já que os preços de mercado estão caindo por consequência da expectativa de destruição da demanda na Europa, devido a medidas de economia de energia e uma recessão esperada.
RELATÓRIO FOCUS:
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 7,15 % para 7,11% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 5,33 % para 5,36%. Para 2024, as estimativas permaneceram em 3,30%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) é em 1,98% para 2022 e para 2023, em 0,40%. Assim como para 2024 a projeção diminuiu de 1,80% para 1,70, e para 2025, permanecendo em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor subiu de R$5,13 para R$5,20. Para 2023, a projeção se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção aumentou de R$ 5,06 para R$5,10, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,15.
Para a taxa Selic, a projeção permaneceu a mesma em todas as projeções anuais, em 13,75% em 2022, em 11,00% para 2023, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.
EXPECTATIVA:
Sobre o calendário econômico da semana, na terça feira, sairá o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de julho, a expectativa do mercado é que a inflação comece a dar sinais de arrefecimento, com os reajustes de preços da Petrobras. Ainda na terça, sairá a ata do Comitê de Política Monetária (COPOM), que traz avaliação de cenários e projeções da economia.
No Brasil, os ânimos giram em torno da balança comercial, que elevam a sua previsão de superávit para o fim de 2022.
Já no cenário político, as pesquisas apontam para 41% das intenções de votos do primeiro turno no candidato Lula, enquanto Jair Bolsonaro está com 34%. Tal fato pode gerar volatilidade para este e o próximo mês, em vista da aproximação das eleições presidenciais.
Nos Estados Unidos, na quarta-feira, será divulgado os dados do CPI, referente ao mês de julho. Que mede a evolução dos preços dos bens e serviço, ou seja, a evolução da inflação americana.
Na quarta-feira, será divulgado o estoque de petróleo bruto, o nível dos estoques influência os preços dos produtos petrolíferos, que pode ter impacto na inflação.
Na quinta-feira, será divulgado dados a respeito dos pedidos de desemprego dos Estados Unidos, forte termômetro de como está a economia americana.
E na Europa, especificamente na Inglaterra, na sexta-feira será divulgado o PIB, que é a medida mais ampla da atividade econômica, e é um indicador chave que mostra como está a saúde de um determinado país.
Na Ucrânia os credores votam nesta semana uma proposta do governo de adiar por 24 meses os pagamentos referentes aos títulos internacionais do país devastado pela guerra, conforme Kiev espera evitar um calote de 20 bilhões de dólares.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.
Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Com o COPOM sinalizando uma estabilização da alta da taxa Selic, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.




RETROSPECTIVA
A última semana de julho foi positiva para a bolsa de valores e para o câmbio.
O Ibovespa encerrou a semana com alta acumulada de 4,29%. Já no mês, o índice apresenta alta acumulada de 4,69%, entretanto no ano, queda de 1,58%.
O dólar encerrou a semana com queda de 5,9%. Como resultado, a moeda norte americana fechou julho com queda de 1,16%.
O preço do barril de petróleo caiu, e com isso, a Petrobrás anunciou que irá reduzir o preço da gasolina.
O IPCA-15 subiu 0,13% em julho, registrando desaceleração em relação a junho, resultado da queda no preço da gasolina e da energia elétrica.
A taxa de desemprego brasileira recuou para 9,3% no trimestre encerrado em junho, sendo o menor patamar para um segundo trimestre desde 2015.
O Ministério da Economia anunciou que teve que cortar mais R$ 2,1 bilhões para cobrir despesas discricionárias, entre elas está o seguro rural e o INSS.
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da FGV subiu 0,2 ponto em julho, para 120,8 pontos, resultado da pressão inflacionária e da política de aperto monetário global.
O Federal Reserve elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual. Como resultado, o intervalo passou a ser de 2,25% a 2,5% ao ano.
Consequentemente, o mercado está mais atento à possibilidade de uma recessão americana, após dados recentes indicarem uma possível contração da economia do país.
Entretanto, a elevação de juros americana pode ser positiva para o Brasil, já que o preço das commodities serão menos impactos pelas alterações dos preços.
O PIB dos Estados Unidos recuou 0,9% no segundo trimestre do ano, sendo esse, o segundo trimestre seguido de baixa, pressionado pela alta da inflação no país, pelo aumento das taxas de juros e pela pressão sobre as cadeias de suprimento.
Já na Zona do Euro, o PIB cresceu 0,7% no segundo trimestre, estando acima do esperado.
O índice de desemprego na Alemanha subiu em julho pelo segundo mês seguido. Já crescimento da economia do país permaneceu estável no segundo trimestre, ocasionado pela aceleração da inflação derivada do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Segundo o Fundo Monetário Internacional, a interrupção no fornecimento de gás russo para a Europa reduziria o valor do PIB alemão em 1,5% em 2022, em consequência do alto risco energético que o país vem enfrentando.
RELATÓRIO FOCUS 01/08/2022
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 7,30% para 7,15% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 5,30 % para 5,33%. Para 2024, as estimativas permanecem na casa dos de 3,30%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 1,93% para 1,97% em 2022 e para 2023, caiu de 0,49% para 0,40%. Para 2024 a projeção permanece na casa dos 1,70%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor estagnou em R$5,20. Para 2023, a projeção se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção permaneceu em R$5,10, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,15.
Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 aumentou de 10,75% para 11%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.
PERSPECTIVAS
Com o resultado do IPCA-15, a expectativa é de que o pico de inflação brasileira já tenha passado. Dessa maneira, há a indicação de que realmente não haverá grandes altas da taxa Selic para os próximos períodos.
Com isso, as expectativas de crescimento da economia brasileira continuam subindo. Entretanto, no cenário global, as perspectivas de uma possível recessão continuam crescendo.
Para essa semana, teremos decisões da taxa de juros no Brasil, Reino Unido, Índia e Austrália.
Durante a semana serão divulgados índices de gerentes compras (PMIs) dos países desenvolvidos.
Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.
Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.
No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.
Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



