julho, 2022

Nossa Visão 18/07/2022

RETROSPECTIVA


Segundo dados divulgados, o IBC-Br, índice de Atividade Econômica do Banco Central, que é considerado uma prévia do PIB, caiu 0,11% entre maio e abril, indo contra o mercado, que projetava uma alta de 0,1% no índice, que soma uma alta de 3,74% nos últimos 12 meses.

Com a aprovação da PEC dos Auxílios na Câmera dos Deputados, anunciada semana passada, o governo poderá aumentar os gastos sociais além do teto constitucional, uma vez que foi reconhecido estado de emergência até o final de 2022, causando um impacto de 41 bilhões de Reais. Devido a isso, os riscos fiscais vêm comprimindo o prêmio de risco dos ativos brasileiros, e resultando também na desvalorização do Real perante o Dólar, que fechou a semana em R$ 5,41.

Foi aprovado pelo Plenário do Congresso Nacional, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023, com salário-mínimo de R$ 1.294,00, o mesmo segue para sanção presidencial.

Segundo dados do Serasa, a inadimplência bateu novo recorde e o Brasil atingiu a marca de 66,6 milhões de brasileiros endividados, um número muito preocupante.

O Índice Bovespa fechou a semana em queda, na casa dos 96 mil pontos. E a B3, bolsa de valores brasileira, reportou uma queda de 25% no volume diário de ações negociadas em junho com relação ao ano de 2021.

No cenário internacional, se destaca a inflação nos EUA, que fez nova máxima desde 1981, atingindo 9,1%, no acumulado dos últimos 12 meses, indiciando pressões disseminadas e uma possível elevação da taxa de juros. O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI), subiu 1,3% entre maio e junho, acima da expectativa de mercado, que apontava 1,1%.

A probabilidade de alta de juros nos EUA, acentuou a volatilidade nos mercados de ações e commodities.

Outro destaque foi o PIB da China que ocorreu uma desaceleração no 2º trimestre impactado pelos “lockdows” e cresceu somente 0,4%, onde tinha a expectativa de crescimento entre 0,9% e 1%.

A Guerra Rússia x Ucrânia, segue sem sinal de trégua, inclusive com novos ataques de mísseis russos à centros urbanos ucranianos.

Na Europa, a crise de energia elétrica se alastra, com manutenção no gasoduto que transporta gás russo para Alemanha.

O Governo brasileiro sinalizou que pretende comprar diesel da Rússia, aproveitando descontos no preço. Segundo o Ministro das Relações Exteriores, Carlos França, a ideia seria comprar a maior quantidade possível, para baratear o preço do diesel no mercado interno. Porém, de acordo com Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), tais operações são inviáveis, pois dependeriam de um acordo diplomático que inclua os Estados Unidos, o que é improvável.


RELATÓRIO FOCUS


Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 7,67 % para 7,54% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 5,09 % para 5,20%. Para 2024, as estimativas permanecem na casa dos de 3,30%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) é em 1,75% para 2022 e para 2023, em 0,50%. Assim como para 2024 a projeção permanece na casa dos 1,80%, e para 2025, ficando na casa dos 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor estagnou em R$5,13. Para 2023, a projeção se manteve R$ 5,10. Para o ano de 2024, a projeção diminuiu de R$ 5,06 para R$5,05, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,14.

Para a taxa Selic, a projeção permaneceu a mesma em todas as projeções anuais, em 13,75% em 2022, em 10,75% para 2023, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.


EXPECTATIVAS


No Brasil, os destaques serão a arrecadação federal de junho, o monitor do PIB da FGV e a segunda prévia do IGP-M de julho.

Crescem os temores de que a estatal russa de energia que administra o oleoduto, (Gazprom) aproveite a oportunidade a crise na Europa de energia elétrica, para estender a paralisação, especialmente porque a União Europeia está se preparando para impor um embargo gradual ao petróleo russo e proibir o transporte marítimo seguro para qualquer petroleiro que transporta petróleo russo.

Durante a semana serão divulgados índices de gerentes compras (PMIs) dos países desenvolvidos.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.








Nossa Visão 11/07/2022

Retrospectiva:


O Ibovespa fechou em queda de 0,44% na última sexta-feira (8), mas conseguiu terminar a semana no positivo, com alta de 1,35%, aos 100.288 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira acompanhou mercado externo.

Dow Jones e S&P 50 caíram, respectivamente, 0,14% e 0,08%. A Nasdaq, porém, fechou em alta de 0,12%.

O dólar fechou em queda na última sexta-feira (8), no segundo dia seguido de perdas após as fortes altas recentes. A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,2678, em queda de 1,42%. Com o resultado, encerrou a semana com queda de 0,99%. No mês, a alta acumulada é de 0,67%. No ano, ainda tem desvalorização de 5,51% frente ao real.

Após três meses de greve, os servidores do Banco Central (BC) aprovaram o retorno ao trabalho em assembleia sindical na última terça-feira.

Destacando que na semana passada, foram divulgados o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acelerou para 0,67% em junho, após ter registrado alta de 0,47% em maio, segundo divulgou na última sexta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior taxa para um mês de junho desde 2018, quando ficou em 1,26%.

Na última semana comissão especial da Câmara aprova PEC dos Benefícios, que amplia em 200 reais o valor do Auxilio Brasil, aumenta o Auxilio Gás e cria um auxílio aos caminhoneiros, foi aprovada na última quinta-feira na câmara dos deputados.

Mas por se tratar de uma proposta de emenda à constituição, o texto ainda deverá passar por dois turnos de votação no plenário da câmara.

Na última semana do dia 06 de julho de 2022, foram divulgados a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), no documento, o Fed observou que a atividade econômica geral parece ter se recuperado após a queda no primeiro trimestre.

Para o banco central dos EUA, a inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda, preços mais altos de energia. As autoridades do FED expressaram otimismo sobre o caminho de longo prazo da economia americana, embora tenham reduzido drasticamente as previsões do PIB para 2022.


RELATÓRIO FOCUS:


Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 7,96 % para 7,67% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 5,01 % para 5,09%. Para 2024, as estimativas subiram de 3,25% para 3,30%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) é em 1,59% para 2022 e para 2023, em 0,50%. Assim como para 2024 a projeção diminuiu de 1,81% para 1,80, e para 2025, permanecendo em 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor subiu de R$5,09 para R$5,13. Para 2023, a projeção se manteve R$ 5,10. Para o ano de 2024, a projeção diminuiu de R$ 5,07 para R$5,06, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,15.

Para a taxa Selic, a projeção permaneceu a mesma em todas as projeções anuais, em 13,75% em 2022, em 10,50% para 2023, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.


Expectativa:


Após um início de julho relativamente tranquilo, que viu o S&P 500 e outros índices importantes subirem, o ritmo dos dados econômicos e corporativos aumentam esta semana. Sendo uma semana bem movimentada, começando com o calendário brasileiro:

Com a retomada das divulgações dos dados econômicos brasileiros, após o fim da greve dos servidores do Banco Central, será divulgado os dados do boletim Focus nesta segunda-feira e também serão divulgados dados do crescimento do setor de serviços na terça, vendas do varejo e confiança do consumidor na quarta-feira, IBC-Br (indicador considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB)) de maio na quinta-feira e balanço orçamentário na sexta-feira.

Já nos EUA sairá relatórios CPI e dados do varejo.
Os dados de inflação de junho saem esta semana, com a maioria dos países divulgando dados na quarta-feira. Os dados de vendas no varejo dos EUA só serão divulgados na sexta-feira, dando aos investidores uma visão mais prática de como os consumidores estão respondendo aos atuais eventos econômicos.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Ressaltamos que ainda há oportunidade para o RPPS que queira ingressar
Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 04/07/2022

RETROSPECTIVA


A semana apresentou grande volatilidade, porém o Ibovespa ficou praticamente estável no resultado acumulado, com alta de apenas 0,7%. Entretanto, o índice apresentou queda acima de 11% em junho.

Já o real se apreciou na semana, com alta de 1,5%, mas recuou quase 10% frente ao dólar em junho.

O IBGE divulgou que a economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre de 2022, resultado abaixo das expectativas do mercado. A alta foi puxada, principalmente, pelo setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB brasileiro e evidencia uma retomada de atividades que ainda estavam reprimidas em razão da Covid-19.

Com o objetivo de diminuir os efeitos do cenário de inflação sobre os consumidores, a proposta realizada pelo governo ao congresso substitui parte das medidas de redução de carga tributária, por medidas que aumentarão o gasto público via transferências governamentais.

O governo pretende elevar o valor do benefício auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. Além disso, pretende dobrar o valor do Vale Gás e criar um voucher para os caminhoneiros.

Como resultado, o investidor estrangeiro deixa o Brasil, ocasionado pelo risco fiscal apresentado pelo país, e elevando assim, a cotação do dólar.
Foi aprovada a PEC dos combustíveis, que limita o ICMS dos combustíveis de 17% a 18%, de acordo com o estado.

O resultado primário do Governo Central em maio apresentou déficit de R$ 39,4 bilhões. Como resultado, o superávit do acumulado de 2022 foi reduzido.

A taxa de desemprego para o trimestre encerrado em maio caiu para 9,8%, sendo essa a primeira vez que o resultado se apresenta abaixo de 10% desde janeiro de 2016.

Nos EUA, o consumo real das famílias em maio diminuiu 0,4%. Os dados refletem a perda do poder de compra, impactando negativamente o crescimento do país.

O presidente do Federal Reserve reforçou que levará a inflação de volta para a meta e que o processo de aperto monetário poderá ser mais doloroso.
As bolsas de Nova Iorque apresentaram o pior semestre dos últimos 50 anos, ocasionado principalmente pela alta inflação.
O ministro da Economia da Alemanha pediu que a população economize energia, para enfrentar a crise energética que estão passando em razão do conflito na Ucrânia.


RELATÓRIO FOCUS


A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou novamente a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores reivindicam a reposição das perdas inflacionárias nos últimos anos, que chegam a 27%.

A greve continuará até o dia 4, último dia possível para conceder aumentos salariais para funcionários públicos este ano.


PERSPECTIVAS


Serão divulgados os resultados do PMI de várias economias, como o do Reino Unido, da Zona Euro, EUA, Canadá e Austrália.

A Austrália divulgará a decisão sobre a taxa de juro de curto prazo, a qual possui projeção de 1,35%.

Os EUA irão divulgar as atas da reunião do FOMC, a qual fornece percepções detalhadas sobre a posição do comitê sobre a política monetária.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE) fará um pronunciamento sobre as taxas de juros de curto prazo.

As expectativas são de que os bancos centrais globais continuem apertando suas políticas monetárias para conter a inflação. Como consequência, poderá levar a desaceleração econômica e aperto nas condições financeiras.

A Câmara dos Deputados analisará nas próximas semanas a proposta da PEC dos Benefícios que custarão aos cofres públicos R$ 41,25 bilhões até dezembro.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.


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