RETROSPECTIVA
Tivemos uma semana positiva para a bolsa de valores e para o câmbio.
O Ibovespa teve alta de 3,18% na semana, aos 111.942 pontos. Já o dólar caiu 2,7% frente ao real.
Em maio, o IPCA – 15 variou 0,9%, estando acima das expectativas do mercado. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 12,2%. Entretanto, abaixo da taxa registrada em abril gerando expectativas quanto a estabilização da inflação.
O governo reduziu em 10% as alíquotas de impostos de importação do arroz, feijão, carne e materiais de construção.
A Câmara aprovou o projeto que classifica como bens essenciais a gasolina, gás natural, energia elétrica, comunicação e transportes coletivos. Com isso, passam a ter alíquota máxima de 17% a 18%, de acordo com a região.
Em abril, a arrecadação federal foi de R$195,08 bilhões, uma alta real de 10,94% em relação com o mesmo período do ano passado.
O Federal Reserve sinalizou que poderá fazer uma pausa na elevação dos juros após aumenta-lo 0,5% em cada uma de suas próximas duas reuniões. Já o Banco Central Europeu deverá iniciar seu ciclo de aperto em julho.
A Wall Street encerrou sua primeira semana em alta em dois meses. O Dow Jones subiu 1,77%, o Nasdaq 3,33% e o S&P 500, 2,47%.
Os preços do petróleo voltaram a subir, o preço do barril do Brent para entrega em julho subiu 1,72%, a US$ 119,43, seu nível mais alto desde o começo de março.
A China sinalizou a injeção de estímulos ficais, entre elas está o corte de impostos.
RELATÓRIO FOCUS
A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.
PERSPECTIVAS
O governo federal deverá publicar no Diário Oficial da União os cortes orçamentários que irão viabilizar o anúncio de um reajuste linear de 5% para os servidores públicos.
A Cúpula de Líderes da União Europeia fará uma reunião que poderá suavizar sexto pacote de sanções contra a Rússia.
A União Europeia divulgará o IPC anual. Já a Alemanha divulgará a variação no desemprego e o PMI Industrial de maio.
A China divulgará o PMI industrial de maio, o qual possui projeção de 48,0.
Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade.
Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,93%. O acumulado dos últimos 12 meses é de 12,20%, acima dos 12,03% registrados em abril
Considerado uma “prévia da inflação oficial”, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) desacelerou para 0,59% em maio na comparação com o mês de abril, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (24). Esse é o maior índice para o mês desde 2016 (0,86%).
No ano, o IPCA-15 apresenta alta de 4,93%. Já o acumulado dos últimos 12 meses é de 12,20%, acima dos 12,03% registrados em abril. A taxa de maio de 2021 foi de 0,44%.
Segundo o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento nos preços, exceto habitação (-3,85%), influenciado pela queda de 14,09% na energia elétrica.
Maiores altas
A maior alta no resultado veio do grupo saúde e cuidados pessoais, que subiu 2,19% na prévia. Os itens de maior influência no grupo e no IPCA-15 de maio foram os produtos farmacêuticos, com aumento de 5,24% nos preços, registrado após o reajuste de até 10,89%. Também pressionaram o resultado do grupo os itens de higiene pessoal, que apresentaram alta de 3,03%.
Já o grupo dos transportes registrou alta de 1,80%. O resultado apresenta desaceleração em relação a abril (3,43%). A maior contribuição para o grupo veio do item passagens aéreas, que subiu 18,40%, segundo mês consecutivo de alta. A gasolina também subiu, com alta de 1,24%, enquanto o etanol apresentou aumento de 7,79%.
Desaceleração
O grupo alimentação e bebidas desacelerou na prévia de maio, ficando em 1,52% frente aos 2,25% de abril. A maior influência foi dos alimentos para consumo no domicílio (1,71%). Entre os itens com as maiores altas estão o leite longa vida (7,99%), a batata-inglesa (16,78%), a cebola (14,87%) e o pão francês (3,84%), enquanto registraram quedas as frutas (-2,47%), o tomate (-11%) e a cenoura (-16,19%), esta última após alta expressiva em abril de 15,02%.
As demais altas dos grupos ficaram entre 0,06% de educação e 1,86% de vestuário.
A única queda de preços entre os grupos foi em habitação (-3,85%), puxada pela energia elétrica, que teve queda de 14,09% em maio, com impacto da entrada em vigor da bandeira verde desde 16 de abril, em que não há cobrança adicional na conta de luz.
Ainda no grupo de habitação, pelas altas, houve aumento de 0,81% no gás encanado, consequência do reajuste de 5,95% aplicado no Rio de Janeiro (2,58%). Também houve alta da taxa de água e esgoto (0,55%), decorrente do reajuste de 12,89% em São Paulo (1,72%), informou o IBGE.
Regiões
Quanto às regiões, todas as áreas pesquisadas no IPCA-15 de maio apresentaram alta, sendo a maior variação em Fortaleza (1,29%), explicada pelos itens de higiene pessoal (3,59%) e pelo reajuste de 24,23% nas tarifas de energia elétrica.
Já o menor resultado regional foi em Curitiba (0,12%), onde, além do recuo de quase 18% da energia elétrica, houve queda nos preços de alimentos como a cenoura (-19,88%) e o tomate (-13,72%).
RETROSPECTIVA:
O Ibovespa fechou em alta de 1,39% na última sexta-feira (20), aos 108.487 pontos. O principal índice da bolsa brasileira, com isso, conseguiu fechar a semana no verde, avançando 1,45% – ao contrário das bolsas americanas, que encerraram a sétima semana consecutiva em baixa, algo não visto desde a crise de 2008.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o S&P 500 fecharam próximos da estabilidade, subindo, respectivamente, 0,03% e 0,01%. A Nasdaq, por sua vez, caiu 0,30%, aos 11.354 pontos. Por lá, investidores continuam a monitorar a questão da inflação, da alta dos juros e da possível queda no crescimento econômico do ano.
No Brasil, quem puxou a alta do índice foram os exportadores de commodities. Essas companhias foram impulsionadas pela notícia de que a China reduziu os juros de empréstimos de longo prazo para estimular a sua economia – a notícia animou as Bolsas na Ásia, na Europa e também chegou a animar Wall Street durante parte do dia. Contudo, os índices americanos apagaram suas altas.
No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a cair, fechando em queda de 0,87%, a R$ 4,873 na compra e a R$ 4,874 na venda. A moeda brasileira se valorizou frente à americana mesmo com o DXY avançando 0,33%.
O Banco Central espera estar chegando ao fim de seu atual ciclo de aperto monetário, embora essa expectativa ainda dependa de dados e o ciclo possa ser alongado caso o cenário exija, disse o diretor de política monetária da autarquia, Bruno Serra, na última quarta-feira.
A S&P Global Ratings revisou para baixo suas projeções para os crescimentos do Produto Interno Bruto (PIB) das principais economias do mundo, incluindo EUA, China e zona do euro, em meio à deterioração do cenário econômico global.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou na última quarta-feira (18) que, em meio à destruição maciça de infraestrutura, fuga populacional e interrupção das atividades, a economia ucraniana deverá ter uma contração entre 30% e 50% em 2022. Já a Rússia deve contrair em cerca de 10% neste ano, atingida por sanções comerciais e financeiras.
Relatório FOCUS:
A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.
EXPECTATIVA:
A inflação permanece no foco dos investidores, após uma semana negativa para as Bolsas, com preocupações sobre a escalada global de preços. O mercado segue bastante atento e sensível a novos sinais de aperto monetário, sobretudo nos Estados Unidos, onde a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve, é um dos principais destaques.
No mercado interno, na terça (24), os investidores vão conhecer a prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) do mês de maio. O mercado espera por uma desaceleração, resultante da mudança da bandeira tarifaria de energia elétrica de escassez hídrica para verde.
Na quinta-feira (26) estão previstos os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O Itaú acredita que o emprego no setor privado continuou a avançar em Brasil e se os números confirmarem isso, será o quarto mês consecutivo do Caged em território positivo.
No exterior, destaque é para a Atas da Reunião do FOCM que será divulgado na quarta (25) e para dados de atividade e inflação nos EUA.
Na sexta-feira, teremos os dados de gastos e renda das famílias americanas referentes a abril, bem como o deflator do consumo que é o principal índice de inflação monitorado pelo FED.
Por fim, haverá também a divulgação das prévias de maio dos índices PMI da Europa.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




Retrospectiva
O Ibovespa encerrou a semana do dia 09 de maio com saldo positivo de 1,7%, com quase 107.000 pontos em uma semana marcada por muita volatilidade tanto no mercado doméstico e quanto no mercado global, no qual, apesar de buscar um fortalecimento na sexta feira e os índices darem uma melhorada, não foi suficiente para que a semana fechasse no positivo nos índices do exterior.
Além disso, um dos principais assuntos que tomaram as manchetes foi o resultado divulgado do IPCA do mês de abril, que atingiu a marca de 1,06% (maior marca dos últimos 26 anos) e 12,3% no acumulado de 12 meses.
Apesar disso, o Banco Central publicou sua ata informando que o ciclo de aperto monetário deve estar próximo do fim.
Ainda sobre inflação, porém nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) se elevou a um ritmo anual de 8,3% (maior resultado dos últimos 40 anos), o que corrobora com o que foi dito pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que a inflação do dólar não é tão transitória assim, como era dito no auge da pandemia.
Tivemos a evasão de investidores estrangeiros no Brasil, que encerrou a semana registrando um número de 2,8 Bilhões de reais de saída do país.
Já o câmbio, finalizou a semana com dólar performando frente ao real em R$5,06, uma alta variação se considerarmos como abrimos a semana passada, que foi em R$5,16.
Relatório FOCUS
A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.
Expectativas
Nesta semana será divulgado a taxa de inflação IGP-10, a qual possui projeção de 0,4%.
Nos EUA, será divulgado os dados de venda do varejo do mês de abril. Além disso, O presidente do Fed, Jerome Powell, fará um pronunciamento sobre as taxas de juros no curto prazo.
O Japão divulgará o PIB trimestral do país. Já o Reino Unido e a Zona Euro irão divulgar o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) anual e mensal.
Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



