abril, 2022

Nossa Visão 26/04/2022

Retrospectiva.


Na semana terminada no dia 22/04, mais curta por conta do feriado de Tiradentes (21), o índice Ibovespa encerrou a sexta-feira (22) com queda de 2,86%, o que representou uma pontuação de 111.077,51 pontos, no acumulado semanal a queda foi de 4,39%. Essa e a maior queda em um dia desde 26 novembro de 2021, quando o índice contemplou uma queda de 3,39%.

O dólar, na esteira de momentos de maiores incertezas, se firmou como um ativo seguro para cenários como os atuais e, teve aumento de sua demanda interna fechando a sexta-feira com uma alta de 4,07%, sendo contado em R$ 4,80. Esse aumento representou a maior alta percentual desde 16 de março de 2020 em um único dia, momento em que se iniciou a pandemia da covid 19.

Na respectiva semana, a moeda americana teve uma valorização 2,34% e em 2022, registrou até a semana passada uma desvalorização de 13,76%.

O seguinte cenário atual confirma o momento com maiores incertezas, tanto interna quanto externamente, além da percepção de uma inflação ainda com viés de alta, o que por sua vez faz o mercado ficar mais cauteloso e buscar ativos que represente maior segurança para os investidores, como o dolar e os títulos americanos em detrimento da renda variável e do real.
Tal incerteza se dá por conta dos novos conflitos entre o presidente da república e o poder judiciário envolvendo o “caso Daniel Silveira”, quando o presidente concedeu a graça ao respectivo Deputado Federal em oposição a decisão condenatória do Supremo Tribunal Federal (STF).

No ambiente internacional, o FED (Federal Reserve Bank), a ponta cada vez mais para um aperto monetário com o objetivo de minimizar elevação da inflação que acomete toda a economia mundial resultante dos estímulos contra a pandemia e a quebra de produção com dimensões globais que se perpetua até o atual momento na maior parte das economias.

A boa notícia, ou que ao menos ameniza as condições desfavoráveis vem do continente asiático onde, na semana passada foi divulgado o resultado trimestral do PIB Chinês. A China avançou 4,8% no último trimestre encerrado em março contra o trimestre imediatamente anterior, a estimativa para o trimestre era de um crescimento de 4,6% para alguns analistas consultados pelo The Wall Street Journal, percentual que também supera o mesmo período do ano anterior, onde houve um crescimento registrado na casa dos 4%.

No continente europeu o final da semana foi marcado pela reeleição do presidente frances Emmanuel Macron, sendo o primeiro presidente do país a conseguir o feito.

A França é atualmente a sétima maior economia do mundo, atrás da Alemanha e possui forte influência nas decisões que podem impactar tanto na zona do euro como nas demais economias do mundo, como por exemplo, nos assuntos pertinentes aos conflitos entre Rússia e Ucrânia.

Boletim Focus.


A greve de alguns colaboradores do Banco Central que afetou a divulgação do Boletim Focus nas últimas semanas, entre outras informações, foi suspensa (temporariamente) até a presente data.

A categoria aguarda do governo uma proposta contemplando reajuste linear para todas as categorias federais de 5% e outros dois pontos não salariais para que, em caso de acordo entre as partes, a greve seja definitivamente suspensa.
Na terça-feira (26), às 8h30, a entidade pretende divulgar ao mercado o Boletim Focus da respectiva semana.

Perspectivas.


Não obstante o bom desempenho acima para das estimativas para PIB chinês, os próximos meses devem encontrar algumas dificuldades adicionais para o desenvolvimento da economia chinesa, como por exemplo, a expansão das restrições de mobilidade devido ao aumento de casos no país.

O presidente Xi aspira permanecer à frente do país por mais cinco anos o que pode ser um propulsor adicional para manter ou elevar os estímulos na economia asiática, resultando em um aumento para a sua popularidade.

Na França a perspectiva, mediante a pauta do reeleito presidente Macron é de pleno emprego para os franceses nos próximos anos após o combate a pandemia da covid-19, além da redução de impostos. Em sua campanha Macron prometeu uma redução de quase US$ 11 bilhões, como também de recompensar os professores do país por seus méritos.

Outra de uma de suas principais medidas é impulsionar a energia nuclear, com o objetivo energético e desenvolver concomitantemente fontes renováveis.

A semana terá em seu calendário a divulgação dos dados referente a produção do setor de construção na zona do euro e do pronunciamento de Fábio Panetta (membro do Comitê Executivo do Banco Central Europeu) que normalmente tem sua fala dirigida a direção da política monetária europeia para os próximos meses (25).

Na Terça (26), serão divulgados a dívida líquida do setor público europeu; o índice de preços dos imóveis, a confiança do consumidor, venda de casas novas ambos dados referente aos Estados Unidos.

Na quinta (28), será divulgado o Relatório do Mensal do BCE, expectativa de inflação ao consumidor europeu.

No fechamento da semana, sexta (29), serão transmitidos ao mercado informações relacionadas a taxa de desemprego no Brasil e a dívida bruta do Brasil com dados de fechamento em fevereiro.


Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.


Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.


Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

Nossa Visão 18/04/2022

Retrospectiva


Na semana mais curta por conta da Sexta-Feira Santa, o dólar a encerrou com queda de -1,66% em relação ao real, sendo cotado a R$4,69. A moeda já acumula baixa de -1,31% na parcial do mês de abril, já no ano, apresenta queda de 15,75% frente ao real.

O Ibovespa apresentou resultados negativos e encerrou a semana com queda de -0,50% e 116 mil pontos.

Após os resultados da inflação de março serem divulgados, o presidente do Banco Central informou que está reavaliando a possibilidade de nova alta para a taxa Selic.

Os dados de serviços do mês de fevereiro divulgados, apresentaram queda de -0,20%, porém as expectativas do mercado eram de que houvesse alta de 0,70%. Já as vendas do comércio varejista apresentaram resultado positivo e acima do esperado, com alta de 2%.

Os servidores públicos do poder executivo terão reajuste de 5% nos salários a partir de julho, o que impactará o teto de gastos para esse ano.

A guerra entre a Rússia e Ucrânia provocaram alta das commodities energéticas. Além disso, a Suécia e a Finlândia continuam a sinalizar a intenção de adesão à OTAN.

A inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, apresentou alta de 1,2% em março e alta de 8,5% no acumulado de 12 meses, ocasionado principalmente pelos aumentos nos preços dos alimentos e dos combustíveis. Como resultado, o mercado projeta que o banco central americano eleve a taxa básica de juros em 0,50% no mês de maio.

O Banco Central Europeu, manteve a taxa básica de juros em 0% ao ano. Entretanto, na Zona Euro, a inflação bateu recorde e alcançou 7,5% em 12 meses.

Na China, a população protestou contra a medida de lockdown, após o aumento nos casos de Covid-19 baterem sucessivos recordes diários desde o início da pandemia.

Relatório Focus

O Banco Central adiou novamente nesta segunda-feira a divulgação do boletim Focus e outros indicadores econômicos. Os servidores da autoridade monetária iniciaram uma greve na sexta-feira (1), onde cobram um reajuste salarial de 26,3% e restruturações de carreiras. Entre a sexta-feira passada e esta segunda-feira, a adesão à greve é de quase 80%, segundo o sindicato responsável pela categoria. Mediante esse cenário, os dados não serão divulgados entre esta segunda feira, segundo notificou a autarquia federal.


Expectativas

No Brasil, serão divulgados os dados do IGP-10 e IBC-Br.

Na Zona do Euro, serão divulgadas a inflação ao produtor e ao consumidor referentes ao mês de março. Além disso, também será divulgado os dados da produção industrial.

Os EUA, irá divulgar os dados de estoque de petróleo bruto, o qual mede a mudança semanal no número de barris de petróleo bruto mantidos por empresas do país.

A presidente do Banco Central Europeu, a qual é responsável por definir as taxas de juros de curto prazo, fará um pronunciamento na quinta feira.

Sendo assim, permanece a recomendação de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.


Estratégia de Alocação dos Recursos no Longo Prazo – Renda Fixa e Variável
Renda Fixa 60%
Longuíssimo Prazo (IMA-B 5+ e IDKA 20A) 0%
Longo Prazo (IMA-B Total e FIDC/ Crédito Privado/ Fundo Debênture) 5%
Gestão do Duration 30%
Médio Prazo (IRF-M Total, IMA-B 5 e IDKA 2) 10%
Curto Prazo (CDI, IRF-M 1 e CDB) 15%
Renda Variável 30%
Fundos de Ações 20%
Multimercados 5%
Fundos de Participações * 2,5%
Fundos Imobiliários * 2,5%
Investimento no Exterior
Fundos de Investimentos no Exterior (Hedge)
Fundos de Investimentos no Exterior 10% 5% 5%
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Nossa Visão – 11/04/2022

Retrospectivas:


O Ibovespa (IBOV) quebrou a sequência de três sessões consecutivas de perdas, mas logo voltou a apresentar novas baixas.
O índice fechou em queda de 0,45% na sexta-feira (8), a 118.322,26 pontos. Com isso, o Ibovespa marca uma queda de 2,7% na semana, pondo fim a uma sequência de três semanas de ganhos.


As empresas de tecnologia e varejo foram responsáveis pela maior pressão. Via (VIIA3), Americanas S.A. (AMER3) e Magazine Luiza (MGLU3) lideraram as perdas na sexta-feira (8), refletindo os dados de inflação divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após três pregões consecutivos de ganhos firmes, em que experimentou uma valorização de 2,88% e ameaçou romper o patamar R$ 4,75, o dólar voltou a cair no mercado doméstico de câmbio na sessão da sexta-feira, 8, esboçando se situar novamente abaixo de R$ 4,70. O principal indutor do tombo da moeda americana por aqui foi uma onda de redução de posições defensivas no mercado futuro, insuflada pela expectativa de que a taxa Selic ultrapasse 13% e, quiçá, atinja 14% nos próximos meses.


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,62% em março, maior taxa para o mês desde 1994, antes da implantação do Plano Real. Já o resultado acumulado em 12 meses atingiu a marca de 11,3%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã da sexta-feira (8). Como esperado, o maior peso para o índice voltou a ser dos combustíveis, que tiveram alta de 6,70% – após um recuo de 0,47% no mês anterior. O aumento é resultado do reajuste de preços anunciado pela Petrobras (PETR4) no início de março, justificado pela disparada do petróleo no mercado internacional. No mês passado, o barril da commodity chegou a ultrapassar os US$ 130.


Na última semana a Ucrânia se manteve “disposta” a negociar com a Rússia, embora os diálogos estejam suspensos desde a descoberta de atrocidades em várias cidades próximas a Kiev após a retirada das tropas de Moscou, informou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.


RELATÓRIO FOCUS – 11/04/2022


Banco Central adiou nesta segunda-feira a divulgação do boletim Focus e outros indicadores econômicos. Os servidores da autoridade monetária iniciaram uma greve na sexta-feira (1), onde cobram um reajuste salarial de 26,3% e restruturações de carreiras. Entre a sexta-feira passada e esta segunda-feira, a adesão à greve está entre 60% e 70%, em segundo o sindicato responsável pela categoria. Mediante esse cenário, os dados não serão divulgados entre esta segunda feira, segundo notificou a autarquia federal.

Perspectivas:


Esta será uma semana ocupada para os mercados, embora curta, com a publicação dos dados de inflação dos EUA e a temporada de resultados do primeiro trimestre se iniciando em Wall Street. A inflação pode alcançar novos patamares recordes de décadas. Inflação e dados econômicos nos EUA, e os números serão divulgados na quarta-feira (13).


No calendário econômico brasileiro, destaque é para a divulgação dos índices ligados à atividade econômica quarta-feira (13). A expectativa é que as vendas no varejo tenham retraído mensalmente 1% e avanço anual de 0,1% em fevereiro, após registrar, respectivamente, baixa de 1,9% e alta de 0,8%. Enquanto espera-se que o crescimento do setor de serviços tenha sido mensalmente em 0,8% e anualmente de 8,4% no segundo mês do ano, reagindo à queda mensal de 0,1% e desacelerando ao avanço anual de 9,5% em janeiro. Os dois indicadores são divulgados pelo IBGE.


A divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) está agendada para quinta-feira. Com a greve dos servidores da autoridade monetária, não se sabe se o calendário será seguido, pois na última semana foram suspensas as divulgações dos números das Transações Correntes, Investimento Direto Estrangeiro, Contas Fiscais e Relatório de Crédito, além dos semanais Boletim Focus e Fluxo Cambial Estrangeiro.


Reunião de política monetária, o BCE deverá realizar a sua próxima reunião de política monetária na quinta-feira e, embora a inflação na zona do euro esteja a um nível recorde de 7,5%, alimentada em grande parte pela aceleração dos custos de energia, seus dirigentes estão relutantes em apertar a política monetária em meio à incerteza quanto aos impactos da guerra na Ucrânia sobre a economia do bloco. Ressaltando que os bancos centrais do Canadá e da Nova Zelândia têm reunião marcada para a quarta-feira, com a expectativa dos observadores do mercado de que os dirigentes de ambos realizem seus maiores aumentos de juros em 20 anos, em meio a uma inflação em disparada em todo o mundo.


Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration. Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.


Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA, IPCA 2A). Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.


Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%. Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.


Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

Nossa Visão – 04/04/2022

Retrospectiva


O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 fechou mais um período semanal com ganhos, acumulando na semana que se encerrou no dia 01/04 um acréscimo 1,31%, batendo 121.570,15 pontos, maior registro desde o fechamento de 13 de agosto de 2021 (121.193,75 pontos). Representando também a terceira alta em três semanas seguidas, o índice Ibovespa acumulou na última semana 2,09%.
O mercado tem percebido um maior fluxo de capital estrangeiro nos últimos dias, principalmente por dois fatores: a elevação da taxa Selic, assim como a guerra na Ucrânia. Países exportadores de commodities tem se beneficiado com a elevação dos preços do petróleo e do agronegócio.
O Dólar comercial manteve a queda frente ao real, na sexta-feira da semana passada (1º), ficou cotado a R$ 4,667 na venda, o que representa o menor valor para a moeda estrangeira no prazo de dois anos, em 10 de março do ano de 2020 o dólar estava cotado a R$ 4,647. Sendo assim, o cenário de desvalorização da moeda americana foi registrado pela quinta semana seguida.


O principal acontecimento na semana passada no âmbito econômico, foi a demissão do presidente da Petrobras General Joaquim Silva e Luna, na segunda-feira (28), informada pelo presidente da República Jair Bolsonaro. A principal motivação para o desligamento foi o mega aumento nos preços dos combustíveis registrado poucas semanas antes da demissão. Já o continente europeu foi pego de surpresa com relação os dados da inflação divulgados pelo BCE – o Banco Central Europeu. A perspectiva para o dado divulgado na semana passada era de uma inflação em torno de 6,6% para o acumulado anual e encerrado em março. No entanto, o registro foi de 7,5% para o respectivo período.


Analistas apontam para uma inflação puxada pelos preços do petróleo que atuam em níveis recordes e consequentemente para a guerra na Ucrânia. A zona do euro segue a meta de uma inflação anual, encerrada em dezembro de 2%. A guerra entre Rússia e Ucrânia parecem não apontar para um desenlace ou arrefecimento no curto prazo, noticiários recentes informam que a Rússia tem infringido direitos humanos de civis ucranianos.

Relatório Focus


Banco Central adiou nesta segunda-feira a divulgação do boletim Focus e outros indicadores econômicos. Os servidores da autoridade monetária iniciaram uma greve na última sexta-feira (1), onde cobram um reajuste salarial de 26,3% e restruturações de carreiras. Entre a sexta-feira passada e esta segunda-feira, a adesão à greve está entre 60% e 70%, em segundo o sindicato responsável pela categoria. Mediante esse cenário, os dados não serão divulgados entre esta segunda e sexta-feira (8), segundo notificou a autarquia federal.

Perspectivas


Para o cenário nacional as atenções têm se voltado para o desenrolar dos nomes que podem assumir o posto da presidência da Petrobras, o nome mais ventilado e cotado para o momento é o do economista e diretor do Centro brasileiro de infraestrutura (CBIE), que também e especialista em óleo e gás. A zona do euro também apresentará relatórios voltados para as vendas do varejo, tanto anual como também dados mensais, assim como o relatório público das Atas da reunião de política monetária da região.


Com ajuda dos dados já divulgados referente ao crescimento para a zona do euro, analistas fazem a leitura de um leve crescimento para o trimestre encerrado em março. No entanto, para o próximo trimestre, que será encerrado em junho, as perspectivas são de um crescimento muito próximo a zero, o que poderá configurar em estagflação. Nesse cenário é importante acompanhar a ata do BCE – Banco Central Europeu para ter o entendimento de qual postura esse terá com relação aos dos de economia em si e os avanços significativos da inflação para aquela região, sendo uma política monetária/fiscal mais restritiva ou não. Câmbio e Bolsa: Nós da Crédito e Mercado, mantemos a perspectiva para essa semana de um real mais valorizado frente ao dólar e um Ibovespa experimentando novas altas.


Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration. Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.


Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA, IPCA 2A). Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.


Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%. Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo. Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

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