Para assistir ao Relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
RETROSPECTIVA
Essa semana foi marcada por uma alta volatilidade no cenário econômico doméstico, o Ibovespa registrou uma baixa acumulada de 7,28%, sendo a maior queda semanal desde março de 2020, época que se iniciou a crise do coronavírus.
Esse impacto ocorreu após o ministro de Economia Paulo Guedes admitir a flexibilização do teto de gastos, destinando os recursos do novo programa social do governo, o Auxílio Brasil. Além disso, no decorrer da semana houve rumores por parte da associação dos caminhoneiros estabelecendo uma greve prevista para dia 1º de novembro. Em uma tentativa de acalmar os ânimos da classe, o presidente Bolsonaro propôs o Auxílio Diesel no valor de R$400,00 que pretende atingir cerca de 750 mil caminhoneiros.
Ademais, a PEC dos Precatórios sofreu alteração no período de ajuste do teto de gastos a partir do IPCA. Atualmente, o reajuste ocorre com base na inflação acumulada de julho do ano anterior até junho do ano vigente. Com a proposta o reajuste ocorrerá no ano calendário (janeiro a dezembro), liberando R$35 bilhões de gastos para o governo.
Tais fatores geram preocupação com o teto de gastos e traz o recado ao mercado de uma irresponsabilidade fiscal por parte do governo.
Quanto ao mercado global, os dados de crescimento da China cresceram um pouco abaixo do esperado pelo mercado registrando 4,9%, tendo em vista a crise energética que o país enfrenta além do agravamento dos problemas de dívida no setor imobiliário. Já nos Estados Unidos, a atenção continua voltada para a redução dos estímulos monetários.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu, de 8,69% para 8,96% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 4,18% para 4,40%. Para 2023, as estimativas ficaram em 3,25%. Para 2024, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 5,01% para 4,97% em 2021, após longas semanas de alta. Para 2022, a estimativa saiu de 1,50% para 1,40%. Para 2023 caiu de 2,10% para 2,00% e para 2024, as projeções caíram de 2,50% para 2,25%.
Para a taxa de câmbio, a estimativa aumentou de R$5,25 para R$ 5,45 em 2021. Para 2022, o valor passou de R$ 5,25 para R$5,45. Para 2023, a projeção saiu de R$5,10 para R$5,20. No ano seguinte, o valor subiu de R$5,07 para R$ 5,10.
Para a taxa Selic, os analistas subiram a projeção de 8,25% para 8,75% em 2021. Para 2022, a projeção subiu de 8,75% para 9,50%. No ano seguinte, a projeção foi subiu de 6,50% para 7,00% e em 2024 se manteve em 6,50%.
Depois da semana agitada com a flexibilização do teto de gastos, a atenção dos mercados se volta para a reunião do Copom. O comitê já havia antecipado no comunicado a elevação de 100 p.p. na taxa básica de juros em outubro, saindo de 6,25% para 7,25%, fato que segue de acordo com a expectativa dos investidores.
Nessa semana também teremos a divulgação do IPCA- 15 e também o IGP-M de outubro. Nos Estados Unidos conheceremos o resultado do PIB, que conta com uma projeção de desaceleração, tendo em vista os impactos da variante delta e o aumento dos preços por lá.
Quanto as expectativas com relação ao Brasil, passa por um processo de imunização mais eficiente. Teremos que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
Para assistir ao Relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
RETROSPECTIVA
Na última semana, o Ibovespa fechou em alta de 1,6%, em linha com o mercado internacional, devido ao otimismo gerado pelo posicionamento do FED em relação a taxa de juros, esse otimismo poderia ter sido melhor e influenciado de maneira mais expressiva o nosso mercado se não fosse as pautas políticas e fiscais, além da inflação que segue sem definição.
Um dos pontos de destaque na semana, foi que a câmara concluiu a votação do projeto de lei que altera a cobrança do ICMS sobre os combustíveis, que agora deve seguir para o senado e possivelmente encontrará mais resistência.
Em relação a taxa de câmbio, que ficou próxima a máxima nessa semana, fez com que o Banco Central realizasse leilões extraordinários de swaps cambiais para derrubar o dólar das máximas e trazer ele próximo a R$ 5,50.
Essa piora no quadro cambial reflete os riscos domésticos e também a piora do fluxo cambial, devido á possível normalização da política monetária norte americana, e o tapering que se aproxima.
No mercado internacional, em semana marcada pela reunião mensal do FMI (Fundo Monetário Internacional), o fundo se mostrou alerta em relação a inflação global e minimizou o quadro de estagflação, que pode ser explicado por uma inflação ascendente com crescimento estagnado.
Com isso o mercado chega ao consenso e reforça o alerta em relação a inflação global, devido aos gargalos da cadeira de produção, a crise energética e o barril de petróleo a US$ 80, contribuindo ainda mais para esse avanço inflacionário.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu, de 8,59% para 8,69% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 4,17% para 4,18%. Para 2023, as estimativas ficaram em 3,25%. Para 2024, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu, de 5,04% para 5,01 em 2021. Para 2022, a estimativa caiu, desta vez para 1,50%. Para 2023 as projeções ficaram em 2,10% e para 2024, as projeções ficaram em 2,50%.
Para a taxa de câmbio, a estimativa se manteve em R$5,25 em 2021. Para 2022, o valor se manteve em R$5,25. Para 2023, a projeção manteve em R$5,10. No ano seguinte, o valor manteve em R$5,07.
Para a taxa Selic, a projeção ficou em 8,25% em 2021. Para 2022, a projeção permaneceu em 8,75%. No ano seguinte, a projeção foi mantida em 6,50% e para 2024 ficou em 6,50%.
Para as próximas semanas, ficaremos atentos a votação do texto da PEC dos precatórios, onde a pauta principal será a implementação de sub-teto. Além de acompanhar a apresentação dos membros dos principais bancos centrais ao redor do mundo.
Quanto as expectativas com relação ao Brasil, passa por um processo de imunização mais eficiente. Teremos que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
Para assistir ao Relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
RETROSPECTIVA
Na última semana o principal índice acionário brasileiro, Ibovespa, fechou em estabilidade, marcado principalmente pelos dados de inflação, com a divulgação do IPCA por aqui e com o Payroll dos Estados Unidos.
O IPCA relatou alta de 1,16% em setembro de acordo com o IBGE, embora muito elevado, veio abaixo das expectativas do mercado para o mês, com isso o IPCA acumulado em 12 meses, supera os 10%, mas grande parte dos agentes econômicos começam a visualizar uma trajetória mais comportada para o índice.
Em relação aos Estados Unidos, o Payroll veio um pouco abaixo do esperado, colocando assim o FED em situação que soa de maneira favorável para os mercados, onde devido ao aquecimento do setor abaixo do esperado, faz com que a autoridade monetária atrase a retirada dos estímulos.
No Brasil, em fala de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, explanou o quadro atual do Brasil, que pode ser resumido em desafiador, devido ao cenário fiscal deteriorado e cenário externo menos favorável, acarretando em pressão no câmbio, impactando a inflação, resultando em mais juros e menos crescimento.
Campo Neto também descartou a possibilidade de alteração na meta de inflação para os próximos anos, dizendo que a taxa de juros chegará ao patamar necessário para converter a inflação ao centro da meta em 2022.
Ainda por aqui, os dados de agosto em relação a atividade econômica indicaram que a retomada econômica começa a perder tração, impactados pelo custo da energia, falta de matéria prima e perda do poder de compra.
No mercado internacional, a inflação global segue sendo o principal tema, juntamente com a condução da política monetária. Nos Estados Unidos tivemos a divulgação dos dados de trabalho no setor privado (ADP) que veio acima do esperado.
Tivemos também, o embate entre republicanos e democratas, em relação a necessidade da elevação do teto de gastos do setor público, gerando bastante volatilidade na semana, mas que ao final dela, foi resolvido.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu, de 8,51% para 8,59% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 4,14% para 4,17%. Para 2023, as estimativas ficaram em 3,25%. Para 2024, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) manteve em 5,04% em 2021. Para 2022, a estimativa caiu, desta vez para 1,54%. Para 2023 as projeções ficaram em 2,20% e para 2024, as projeções ficaram em 2,46%.
Para a taxa de câmbio, a estimativa se manteve em R$5,25 em 2021. Para 2022, o valor se manteve em R$5,25. Para 2023, a projeção manteve em R$5,10. No ano seguinte, o valor manteve em R$5,08.
Para a taxa Selic, a projeção ficou em 8,25% em 2021. Para 2022, a projeção subiu em 8,75%. No ano seguinte, a projeção foi mantida em 6,75% e para 2024 ficou em 6,50%.
PERSPECTIVA
Para as próximas semanas, ficaremos atentos a votação do texto da PEC dos precatórios, onde a pauta principal será a implementação de sub-teto. Além de acompanhar a divulgação dos índices de preços de diversos países, além da apresentação dos membros do FED.
No Brasil, teremos a divulgação do fluxo cambial pelo Banco Central.
Quanto as expectativas com relação ao Brasil, passa por um processo de imunização mais eficiente. Teremos que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
Para assistir ao Relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
RETROSPECTIVA
Nessa última semana do mês de setembro foi marcada por uma volatilidade no mercado, resultando uma queda de 0,34% no fechamento semanal do Ibovespa, quanto ao fechamento do mês tivemos uma variação negativa de 6,57%.
No cenário econômico doméstico, ainda observamos cautela por parte dos investidores quanto a indefinição de temas relevantes no âmbito político como a reforma do imposto de renda e a PEC dos precatórios.
Durante a semana foi divulgada a ata do Copom, que informa a persistência das pressões inflacionárias sobre os componentes voláteis como alimentos, combustíveis e a energia elétrica. Na ata é reafirmada a intenção do comitê de repetir a elevação da taxa de juros em 1% na reunião de outubro.
Outubro também era o mês de pegamento da última parcela do auxílio-emergencial, entretanto, foi confirmada a prorrogação do auxílio pelo ministro Paulo Guedes, a extensão aumenta as incertezas por parte dos investidores quanto ao quadro fiscal do país.
Quanto ao mercado global, ainda segue no radar a preocupação quanto ao quadro fiscal da incorporadora chinesa Evergrande, durante a semana a tensão também ficou voltada para a crise energética da China e seu reflexo na atividade econômica. Já nos Estados Unidos, o principal ponto de atenção continua sendo a redução dos estímulos monetários.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu, de 8,45% para 8,51% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 4,12% para 4,14%. Para 2023, as estimativas ficaram em 3,25%. Para 2024, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) manteve em 5,04% em 2021. Para 2022, a estimativa também se manteve em 1,57%. Para 2023 as projeções ficaram em 2,20% e para 2024, as projeções ficaram em 2,50%.
Para a taxa de câmbio, a estimativa se manteve em R$5,20 em 2021. Para 2022, o valor manteve subiu de R$ 5,24 para R$5,25. Para 2023, a projeção manteve em R$5,10. No ano seguinte, o valor manteve em R$5,08.
Para a taxa Selic, a projeção ficou em 8,25% em 2021. Para 2022, a projeção manteve em 8,50%. No ano seguinte, a projeção foi mantida em 6,75% e para 2024 ficou em 6,50%.
Para essa semana a atenção será voltada aqui no Brasil para a divulgação do IPCA de setembro e o resultado das vendas no varejo, devido a crise hídrica e o significativo aumento nos preços da energia elétrica as aumenta as tensões quanto ao resultado do IPCA.
Ainda essa semana será divulgado o Relatório de Emprego dos Estados Unidos e a taxa de desemprego.
Quanto as expectativas com relação ao Brasil, passa por um processo de imunização mais eficiente. Teremos que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.