junho, 2021

NOSSA VISÃO – 28/06/2021

RETROSPECTIVA

Durante a última semana, no cenário doméstico, os investidores ficaram atentos a Ata do Copom, que foi divulgada na quarta-feira. A ata mostrou que o comitê está mais ainda mais atento em relação a inflação do que no último comunicado, onde já havia sinalizado um ajuste total da política monetária.

O BC está de atento a deterioração do quadro fiscal brasileiro e o possível racionamento da energia elétrica, devido ao possível risco inflacionário e o provável atraso na recuperação econômica que esses pontos podem proporcionar.

Outro ponto de atenção durante a semana, foi em relação a entrega do texto da reforma tributária, que eleva e já antecipa as discussões acerca de alguns ativos de risco aqui no Brasil, o principal ponto que mexeu com os mercados foi em relação ao imposto sobre os dividendos.

A política monetária contracionista implementada pelo Banco Central segue possibilitando uma valorização do real frente ao dólar, a taxa de câmbio já acumula alta de 6% somente em junho.

Os aspectos de aversão citados anteriormente, têm contribuído para uma lateralizarão da bolsa, que após bater a máxima histórica nas últimas semanas, fechou em queda, mas mantendo-se próximo ao patamar anteriormente alcançado.

No mercado internacional os investidores digerem as últimas decisões do Fed, onde na semana alguns dirigentes se pronunciaram em relação ao atual momento americano, mostrando uma nítida divergência de opinião em relação ao andamento da política monetária por lá, gerando volatilidade nos mercados.

Em paralelo, mas não menos importante, a variante DELTA do Covid-19 vem trazendo um ambiente de aversão devido ao aumento do número de casos em algumas economias desenvolvidas.

Em resumo, na semana, o Dow Jones avançou 3,4%, o S&P 500 subiu 2,7% e o Nasdaq subiu 2,4%, por aqui, o Ibovespa, na semana, recuou 0,89%.

Em relação com a pandemia do Covid-19, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, demonstrou bastante preocupação com a “rápida transmissão entre populações não vacinadas” causada pela variante Delta do coronavírus, que já foi identificada na Índia e já está em mais de 90 países.

Mesmo com o avanço da variante delta, os indicadores de desempenho, em sua grande maioria vindo acima do esperado nos grandes centros econômicos, tem influenciado os investidores a se expor, favorecendo a alta nos mercados.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu pela 12ª semana consecutiva, de 5,90% para 5,97% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA foi mantida em 3,78%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) saiu de 5% para a 5,05% em 2021. Para 2022, a estimativa subiu de 2,10% para 2,11%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a estimativa ficou em R$5,10 em 2021. Para 2022, a taxa ficou em R$ 5,20. Para 2023, a projeção caiu de R$5,10 para R$5,05. Em 2024, a taxa ficou em R$5,00.

Para a taxa Selic, os analistas mantiveram as estimativas em 6,50% em 2021. A estimativa ficou em 6,50% para 2022. Em 2023 e 2024, a projeção foi mantida em 6,50%.

PERSPECTIVA

Observaremos durante a semana os dados de criação de vagas de trabalho dos EUA, que poderá alimentar mais as discussões em relação política monetária em todo o mundo, no brasil, temos os dados da produção industrial e a divulgação do índice de evolução de emprego pelo CAGED.

Um ponto de atenção é em relação a crise hídrica que passamos, principalmente devido a sua contribuição para a aceleração da inflação, uma vez que os reservatórios estão em baixa, e devido ao seu peso de importância não estar sendo contabilizado nas previsões do PIB, podendo ser um ponto de susto para os próximos períodos.

As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente.

Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diário – 25/06/2021

Índices de Referência – Maio/2021

NOSSA VISÃO – 21/06/2021

RETROSPECTIVA

A semana foi marcada pelas decisões dos Bancos Centrais, principalmente pelas ações do Fed, indicando uma possível antecipação da normalização na política monetária, agora prevista para 2023, em virtude da aceleração da inflação.

O teor do comunicado emitido pelo Fomc (Federal Open Market Committee) o Comitê Federal de Mercado Aberto, sinalizou a propensão de um endurecimento da política monetária para conter a inflação antes do anteriormente previsto.

Apesar do comunicado impactar diretamente os ativos de risco em todo o mundo, derrubando a maioria dos indicadores durante a semana, por sinalizar um possível fim para o excesso de liquidez por lá, o crescimento americano deve continuar a dar o tom dos mercados pelos próximos meses.

O Fomc manteve a taxa de juros entre 0 e 0,25% e o ritmo de compra de títulos nos patamares atuais, fato que mantem positiva as perspectivas de para o Real, que vem se valorizando frente ao dólar no curto prazo, nos últimos dois meses, o Real já se valorizou 8,20%.

No mercado internacional, a discussão em relação a inflação segue latente, diferente do Brasil, que possui um histórico inflacionário negativo, o tema é de certa forma novidade em grande parte dos países desenvolvidos, e o processo recuperação mais robusto alimenta a discussão.

Já por aqui, o Copom, através do Banco central, elevou a taxa de juros em 0,75% p.p. chegando a 4,25%, com perspectiva de fechamento de 6,50% para o final do ano, o que fecharia o ciclo de alta da taxa em um patamar que zeraria os estímulos monetários.

O tom do comunicado foi bem diferente do último, desta vez, ficou mais claro a normalização total da política monetária ao final do ano, com isso o Banco Central utiliza das ferramentas que dispõe para acomodar a inflação dentro do centro da meta em 2022.

Na semana, o Ibovespa, já precificando os movimentos dos Bancos Centrais, recuou (0,80%) e o Dólar (1,01%). Se de um lado o crescimento econômico já está refletido no preço dos ativos, por outro resta saber se a inflação norte americana é transitória ou não.

De todo modo, o nosso mercado que sofre pressão dos dois lados, tanto positivas, quanto negativas, e espera um gatinho mais expressivo para deslanchar, entretanto permanecemos na semana próximo ao patamar histórico alcançado.

Os mercados Asiáticos repercutiram as decisões dos mercados Ocidentais em relação a taxa de juros, em principal a decisão do Fed. O banco Central Japonês manteve a taxa de juros, sinalizou a extensão dos empréstimos para as empresas afetadas pela pandemia e adicionou uma linha de crédito voltada às mudanças climáticas.

Na Europa, as bolsas derraparam ao final da semana, de olho nos Bancos Centrais, indicadores econômicos, e a oferta de vacina, tendo em vista que já se projeta uma desaceleração no ritmo de vacinação Europeu.

Aliado a isso, a declaração de James Bullard, membro do Fed, sinalizando que o banco central poderia começar a elevar as taxas já no final de 2022, contribuiu para o fechamento ruim da semana por lá

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu, de 5,82% para 5,90% em 2021. Para 2022, a previsão ficou em 3,78%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu, de 4,85% para a 5,00% em 2021. Para 2022, a estimativa caiu de 2,20% para 2,10%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a estimativa caiu de R$5,18 para R$5,10 em 2021. Para 2022, o valor também ficou em R$ 5,20. Para 2023, a projeção ficou em R$5,10. Em 2024, a taxa ficou em R$5,00.

Para a taxa Selic, os analistas elevaram as estimativas de 6,25% para 6,50% em 2021. A estimativa ficou em 6,50% para 2022. Em 2023 e 2024, a projeção foi mantida em 6,50%.