RETROSPECTIVA
Semana próxima a estabilidade para os mercados globais, o foco girou em torno das atas do Federal Reserve, da divulgação de alguns indicadores de atividade em torno do mundo e a preocupação em relação a pandemia, devido o aumento no número de infecções, podendo ser explicado por uma possível nova cepa indiana do vírus.
Nos Estados Unidos, os indicadores divulgados (PMI composto e as vendas de imóveis) evidenciaram que a economia norte-americana se recupera com força, levando a expectativa de crescimento a 6% em 2021.
A ata da reunião do Fomc não revelou nenhuma novidade em relação a política monetária, porém apresentou um viés mais hawkish, que significaria manter uma política monetária austera, com taxas de juros mais altas e, assim, menor demanda e inflação mais controlada.
Além do consenso em que se faz necessário discutir a redução do ritmo compra de ativos, que em tese será discutido ao longo das próximas reuniões.
Nunca se falou tanto de inflação no mundo, acendendo um alerta nos investidores e gerando incertezas no mercado, gerando volatilidade e um clima de aversão ao risco, fato é que os investidores esperam novos gatilhos para assumir posições mais agressivas.
Em relação a pandemia, os norte-americanos, de acordo com o site Our World in Data, tem aproximadamente 40% da população totalmente vacinada, chegando próximo ao que seria uma imunização de rebanho, acelerando a recuperação econômica e gerando muito otimismo por lá.
Por aqui, o Ibovespa fechou próximo a estabilidade, sendo puxado negativamente pela queda das commodities e se recuperando com as ações ligadas ao setor financeiro e com a forte alta da BRF.
Pesou nos mercados também a nova metodologia para os vencimentos de opções, seguindo a tendência internacional de vencimentos, onde a partir desse mês a negociação acontece na terceira sexta-feira do mês estipulado.
O depoimento do Ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello pela CPI da Covid19 seguiu como pano de fundo enquanto o foco seguia para o exterior. O dólar voltou a apresentar valorização frente ao real em meio a instabilidade política e inflação nos estados unidos.
Em meio as instabilidades, o índice que espelha a nossa economia real se valorizou em meio a reta final da safra de resultados corporativos e com a sinalização de melhora para o PIB adiantado pelo relatório focus.
Na Europa, o clima positivo sem mantem, os bons resultados corporativos, os dados PMIs e a agenda de vacinação se mostrando eficiente tem contribuído para o sustentar os ganhos nos mercados, uma vez que a reabertura se faz cada vez mais presente por lá.
Na Ásia teve papel importante nos mercados em relação as criptomoedas, anunciando o bloqueio do Bitcoin por lá, com a intenção de evitar riscos no setor financeiros por lá, fato que gerou muita volatilidade nesse mercado e levantando discussões.
Em resumo, o Ibovespa fechou em tímida alta de 0,58% e o dólar apresentou valorização de 1,55%. Os índices americanos Dow Jones e Nasdaq fecharam em queda de 0,50% e alta de 0,30%.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,15% para 5,24%. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 3,64% para 3,67%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu, de 3,45% para a 3,52% em 2021. Para 2022, a estimativa caiu, 2,38% para 2,30%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.
A taxa de câmbio ficou em R$5,30 em 2021. Para 2022, o valor caiu de R$5,35 para R$5,30. Para 2023, a projeção ficou em R$5,20. Em 2024, a taxa saiu de R$5,10 para R$5,08.
Para a taxa Selic, os analistas mantiveram os 5,50% em 2021, a estimativa ficou em 6,50% em 2022. Para os próximos dois anos seguintes, a projeção foi mantida para 6,50%
PERSPECTIVA
Observaremos durante a semana o desenrolar da CPI do Covid, que vem apresentando um grau de sensibilidade considerável em relação aos ativos de risco do Brasil, além do discurso de Brainard e George, membros do FOMC.
No Brasil, aguardaremos durante a semana, a divulgação do IPCA-15, taxa de desemprego e o IGPM.
As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente.
Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diário – 21/05/2021
Índices de Referência – Abril/2021
RETROSPECTIVA
Semana marcada pela divulgação do CPI dos Estados unidos, índice que mede a inflação norte-americana, que veio acima das expectativas, gerando volatilidade no mercado, devido a nova perspectiva de normalização da política monetária por lá, afetando os ativos de risco ao redor do mundo.
A possível antecipação da política monetária por lá, pressionam as taxas dos títulos mais longas nos Estados Unidos, em especial os de 10 anos, podendo gerar uma nova onda de desvalorização do real frente ao dólar.
Mesmo com o otimismo criado devido a vacinação em massa da população, onde crianças com idade acima de 12 anos já começaram a receber a primeira dose da vacina, as preocupações com a inflação foram o principal motivador do mercado, que ocasionou na queda de 1,1% no Dow Jones, 1,4% no S&P e 2,3% na Nasdaq.
Por aqui, o Ibovespa caiu 0,12% na semana, impulsionado pelo exterior em clima de aversão ao risco. A rodada de balanços da semana até contribuiu para um avanço no mercado, fechando algumas sessões no campo positivo, mas não suficiente para sustentar a semana.
Os temas relacionados a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da COVID19, na semana com o depoimento do ex-presidente da Pfizer no brasil em 2020, Carlos Murilo. As declarações divergentes nos depoimentos de Carlos Murilo e Fabio Wajngarten geraram muitos ruídos políticos.
O relator da CPI, Renan Calheiros chegou a pedir à presidência do colegiado a prisão do ex-secretário de comunicação do governo federal Fabio Wajngarten, devido as divergências encontradas no depoimento, entretanto o pedido foi negado pelo presidente da comissão, Omar Aziz.
Carlos Murilo confirmou o desinteresse do atual governo em adquirir as vacinas da empresa estadunidense, produzida em parceria com o laboratório alemão BioNtech. De acordo com o depoimento, o governo negou três ofertas em relação aos imunizantes.
Os imbróglios políticos têm impedido o brasil de aproveitar o bom humor externo, o avanço na agenda de vacinação é ponto chave para resolver o problema mais urgente no país. O Brasil completa nesse mês, quatro meses de vacinação no país, com 57,8 milhões de doses aplicadas, incluindo 19,1 milhões de pessoas que receberam a segunda dose e estão imunizadas.
Infelizmente, a falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para a produção da Coronavac e da vacina da AstraZeneca/Oxford muito provavelmente deve atrasar a vacinação para os próximos períodos.
Entretanto, a média móvel em relação aos óbitos não apresentou tendência de alta em nenhum estado brasileiro, e apresentou uma tendência de queda em 22 estados, evidenciando que passamos pelo pior momento da crise.
Na Europa e na Ásia, a agenda vazia levou o foco para o exterior, focado nos resultados corporativos, rodada de balanços e inflação nos Estados Unidos. Em resumo, ambas regiões fecharam a semana em alta.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,06% para 5,15%. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 3,61% para 3,64%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,21% para a 3,45% em 2021. Para 2022, a estimativa saiu 2,33% para 2,38%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.
A taxa de câmbio saiu de R$5,35 para R$5,30 em 2021. Para 2022, o valor caiu de R$5,40 para R$5,35. Para 2023, a projeção ficou em R$5,20. Em 2024, o valor ficou em R$5,10.
Para a taxa Selic, os analistas mantiveram os 5,50% em 2021, a estimativa subiu de 6,25% para 6,50% em 2022. 2023 e 2024, a projeção foi mantida para 6,50%.
PERSPECTIVA
Observaremos durante a semana o desenrolar da CPI do Covid, que vem apresentando um grau de sensibilidade considerável em relação aos ativos de risco do Brasil, além do discurso dos membros do FOMC.
As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente.
Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diário – 14/05/2021
Índices de Referência – Abril/2021
RETROSPECTIVA
Semana positiva para os mercados, os resultados corporativos em linha com as expectativas e os dados norte-americanos em relação ao emprego amenizaram a expectativa de proximidade de retirada dos estímulos monetários, contribuindo para o bom humor global e ditando a semana.
Nos Estados Unidos, os números do setor do trabalho as declarações dos membros do Federal Reserve ficaram no destaque da semana. Em relação a pandemia, Joe Biden declarou apoio a retirada das proteções de propriedade intelectual em relação as vacinas contra a Covid-19.
A medida poderia contribuir para os países mais pobres em relação a confecção, podendo produzir de maneira genérica em pró de acabar com a pandemia em certas nações que ainda não possuem clara perspectivas de melhoras.
O bom momento norte americano só não pode ser visto na Nasdaq, termômetro para o mercado financeiro e com maior foco nas empresas do ramo tecnológico, devido à proximidade da possível retirada dos estímulos monetários, o setor que mais cresceu em plena pandemia começa a se ajustar com as realizações de lucro.
Por aqui, aproveitamos o bom humor global, o excesso de liquidez no mundo aliado aos sucessíveis aumentos na taxa básica de juros doméstica, contribuíram para que o Brasil experimentasse uma valorização mais significativa do real frente ao dólar, valorizando 3,68% na semana.
Outro ponto de destaque na semana, foi a decisão do Banco Central do Brasil em elevar a taxa Selic para 3,50%, em conformidade com as expectativas de mercado, deste modo, o Brasil da continuidade ao processo de normalização da politica monetária, visando a desaceleração da inflação para os próximos períodos, buscando principalmente se manter dentro do centro da meta em 2022.
O processo de vacinação com algumas dificuldades de logística e planejamento, a CPI da Covid 19, que na semana ouviu o ex-ministro da saúde, Nelson Teich, foram os fatores que contribuíram para maior volatilidade na semana, ocasionando um sentimento de cautela para assunção de risco.
Na Europa, os indicadores econômicos começam a indicar um processo de recuperação econômica, elevando as expectativas de mercado e ocasionando uma disparada nos principais índices por lá.
Um dos principais pontos na semana, foi a decisão do Banco Central da Inglaterra em anunciar a desaceleração no ritmo de compra de títulos, entretanto as taxas de juros continuam as mesmas, embora tenha sido enfatizado que a decisão não é uma mudança na conduta da política monetária.
Na Ásia, a semana ficou marcada pela volatilidade trazida pela tensão nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que acabou por ofuscar os dados econômicos divulgados na semana.
Entretanto, a balança comercial da China foi o ponto de destaque, a exportações crescem pelo quarto mês consecutivo e as importações vem acompanhando.
Em resumo, na semana, tivemos um avanço do Ibovespa em 2,64%, avanço de 2,66% no Dow Jones e um recuo de (1,50%) na Nasdaq.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,04% para 5,06%. Para 2022, a previsão para o IPCA permaneceu em 3,61%. Para 2023 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,14% para a 3,21% em 2021. Para 2022, a estimativa também subiu, de 2,31% para 2,33%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.
A taxa de câmbio saiu de R$5,40 para R$5,35 em 2021. Para 2022, a taxa ficou em R$5,40. Para 2023, a projeção ficou em R$5,20. Em 2024, saiu de R$5,08 para R$5,10.
Para a taxa Selic, os analistas mantiveram os 5,50% em 2021, a estimativa ficou em 6,25% para 2022. Para os próximos dois anos seguintes, a projeção foi mantida para 6,50%.
PERSPECTIVA
Observaremos durante a semana o desenrolar da CPI do Covid, que vem apresentando um grau de sensibilidade considerável em relação aos ativos de risco do Brasil.
As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente, e ao que parece, podemos estar próximos dessa aceleração.
Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que já em vigência aumenta o poder de compra dos consumidores e pode impactar a inflação de curto prazo.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diário – 07/05/2021
Índices de Referência – Abril/2021
RETROSPECTIVA
Semana marcada pela agenda de resultados corporativos do primeiro trimestre, que em grande parte superaram as expectativas, gerando otimismo nos mercados globais, entretanto não foram suficientes para elevar os patamares em bolsa, mas serviu como sustentação para o atual momento.
A divulgação de dados de conjuntura acaba provocando de maneira natural alguns ajustes de posições no mercado, como realização de lucros e rotação entre ativos.
Nos Estados Unidos, os índices de mercado oscilaram bastante durante a semana, sendo influenciados pelo resultado acima do esperado das ações de tecnologia e pelas declarações do Federal Reserve referentes a política monetária, que se manterá no patamar atual.
Porém o grande destaque na semana foi o PIB dos Estados Unidos, que disparou no primeiro trimestre de 2021 para 6,4%, entretanto ao final da semana, o mercado se ajustou e realizou, ocasionando um recuo em (0,49%) no Dow Jones e (0,38%) na Nasdaq.
Contrapondo a semana passada, onde as preocupações em relação aos aumentos dos impostos foram mais latentes, na semana o consenso de mercado indicou uma expectativa oposta, onde a medida tenha dificuldade em atingir aprovação de 100% do congresso e ser aprovada.
Em relação a política monetária global, a indicação por parte dos Norte Americanos em manter os estímulos, causou um enfraquecimento do dólar em relação as outras moedas. Atingindo o Brasil, onde o real se valorizou em 1,27% na semana, podendo ser explicado pela perspectiva de aumento de juros, aumentando o spread atual e a flexibilidade monetária dos Estados Unidos.
Por aqui, o mercado reagiu a descompressão do risco fiscal devido a resolução das questões pendentes no orçamento, e ainda que a situação ainda não esteja em conforme com as expectativas, a sensação de colapso ficou mais distante, acalmando os ânimos dos investidores.
O que continua gerando preocupação aos investidores são os temas relacionados a pandemia, como a agenda de vacinação, eventuais novas ondas de contaminação, a adoção de mais medidas restritivas, a extensão do auxílio emergencial e o desgaste político.
Entretanto, o que podemos visualizar no atual momento, é uma agenda de vacinação dentro das expectativas, levando em consideração o atraso inicial e a curva de contaminação e obtidos em declínio.
A CPI da Covid-19 e o processo de vacinação fizeram o movimento da semana, onde, tivemos um recuo do Ibovespa em (1,27%), entretanto no mês de abril tivemos a valorização de 1,93%, mas permanecemos com o recuo de (0,10%) no acumulado em 2021.
O Brasil se manteve no 3º lugar no ranking pela plataforma do Johns Hopkins. São 14.8 milhões casos confirmados, sendo que o número de mortes está em 408 mil. São 13.1 milhões pessoas recuperadas (Base 03/05/2021).
Na Ásia e na Europa, o destaque se deu por conta dos resultados financeiros das grandes empresas, sustentando os índices nos patamares anteriormente alcançados.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,01% para 5,04%. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 3,60% para 3,61%. Para 2023 e 2024 as estimativas ficaram em 3,25%.
A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) novamente subiu, de 3,09% para a 3,14% em 2021. Para 2022, a estimativa caiu 2,34% para 2,31%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.
A taxa de câmbio ficou em R$5,40 para 2021. Para 2022, o valor ficou em R$5,40. Para 2023, a projeção saiu de R$5,17 para R$5,20. Para 2024, o valor ficou em R$5,08.
Para a taxa Selic, os analistas mantiveram os 5,50% em 2021, a estimativa saiu de 6,13% para 6,25% para 2022. Para os próximos dois anos seguintes, a projeção foi mantida para 6,50%.
PERSPECTIVAS
Observaremos durante a semana o desenrolar da CPI do Covid e a decisão do Copom, onde o BACEN deve deliberar sobre a política de juros para os próximos 45 dias.
As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente, e ao que parece, podemos estar próximos dessa aceleração.
Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que já em vigência aumenta o poder de compra dos consumidores e pode impactar a inflação de curto prazo.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diário – 30/04/2021
Índices de Referência – Março/2021