março, 2021

NOSSA VISÃO – 29/03/2021

RETROSPECTIVA

Semana de altos e baixos no mercado nacional, por um lado, temos o ponto chave para a retomada econômica, em ascensão, finalmente o Brasil começa a promover uma agenda de vacinação mais eficiente, seja com a importação de vacinas e agora com a possibilidade de produção nacional, com a ButantaVac.

Pelo lado negativo, temos ainda a volatilidade causada na renda fixa nacional, com o prêmio de risco não atendendo a demanda, seguindo uma tendencia equiparável as treasures norte-americanas, e sofrendo de maneira indireta por turbulências em outros países emergentes, como Mexico e Turquia.

Além da dinâmica do endividamento governamental que segue gerando desconfiança, aliado ao momento sanitário nacional, na contramão do restante do mundo, com a curva de casos de Covid19 no seu auge.

Ainda por aqui, os investidores observaram com alguma desconfiança a aprovação no Congresso da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021.

No conjunto geral, o novo programa de transferência de renda, causado principalmente pelas novas medidas de “lockdowns” no país, impedem que o Brasil aproveite as oportunidades advindas do exterior.

Ainda pela semana, tivemos a divulgação da ata do copom, que se for concretizada nas próximas medidas tomadas pelo Banco Central, podemos ter um acomodamento das taxas na renda fixa e combate na magnitude necessária para conter a processo inflacionário que indica uma persistência no curto prazo.

Nos Estados Unidos, a rentabilidade dos títulos de 10 anos recuou, o que acabou contribuindo para aumentar a atratividade do mercado acionário. Em relação a pandemia, os Estados Unidos estão com mais de 70% da população vacinada.

A procura por risco se concretizou ao final da semana, com o processo de vacinação acelerado por lá, as expectativas das medidas expansionistas indicadas por Biden e a agenda global enfraquecida, diminuindo a volatilidade e promovendo as compras.

Na Europa, tivemos uma semana de bastante contraste, os investidores mantiveram as atenções para o novo avanço de casos de coronavírus e também na decisão da chanceler alemã Angela Merkel, que recuou referente aos bloqueios para o feriado de Páscoa.

Merkel tinha solicitado aos cidadãos para que permanecessem em casa ao longo do feriado de Páscoa e prorrogado as medidas ainda mais restritivas até 18 de abril, que agora foram revisadas para 12 de abril.

Por outro lado, ainda na zona do euro, o investidor ficou atento aos demais mercados e embalados pelas ações das montadoras, conseguiram registrar alta.

Na Ásia, a agenda sem movimentação, leva os olhares para o exterior, onde os assuntos mais pertinentes são em relação ao avanço da pandemia no mundo e os temores para com as decisões dos bancos centrais

Em resumo, O Ibovespa recuou (1,23%) na semana, o Dow Jones avançou 1,36% e a Nasdaq registrou perda de (0,27%). O Dólar por sua vez valorizou 5,03% frente ao real.


RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 4,71% para 4,81%. Para 2022, a projeção para o índice ficou em 3,51%. Para 2023 e 2024, as estimativas permaneceram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu mais uma vez, de 3,22% para a 3,18% em 2021. Para 2022, a estimativa saiu de 2,39% para 2,34%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.

A taxa de câmbio saiu de R$5,30 para R$5,33 para 2021. Para 2022, a taxa subiu de R$5,25 para R$5,26. Para 2023 e 2024, a projeção ficou em R$5,00.

Para a taxa Selic, os analistas mantiveram em 5,00% em 2021, mantiveram os 6,00% em 2022. Para o ano seguinte, saiu de 6% para 6,50% e também saiu de 6% para 6,38% em 2024.



PERSPECTIVA

As perspectivas se mantem as mesmas da semana anterior, os temas seguem proporcionalmente os mesmos, agora com o foco nos efeitos nas decisões tomadas pelo BC e a discussão sobre a magnitude dos próximos movimentos em relação a Selic.

As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente, e ao que parece, podemos estar próximos dessa aceleração.

Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que já em vigência aumenta o poder de compra dos consumidores e pode impactar a inflação de curto prazo.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação acelerada e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Agora com a sinalização do Relatório Focus indicando uma aceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Os sinais de abertura na curva de juros, demonstrada pelo aumento da taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo, aliada ao fato que não acontecia desde 2002 e que aconteceu em setembro e outubro de 2020, com as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas, indica a pressão sobre a Selic.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.


Indicadores Diário – 26/03/2021



Índices de Referência – Fevereiro/2021

RETROSPECTIVA

Semana de altos e baixos no mercado nacional, por um lado, temos o ponto chave para a retomada econômica, em ascensão, finalmente o Brasil começa a promover uma agenda de vacinação mais eficiente, seja com a importação de vacinas e agora com a possibilidade de produção nacional, com a ButantaVac.

Pelo lado negativo, temos ainda a volatilidade causada na renda fixa nacional, com o prêmio de risco não atendendo a demanda, seguindo uma tendencia equiparável as treasures norte-americanas, e sofrendo de maneira indireta por turbulências em outros países emergentes, como Mexico e Turquia.

Além da dinâmica do endividamento governamental que segue gerando desconfiança, aliado ao momento sanitário nacional, na contramão do restante do mundo, com a curva de casos de Covid19 no seu auge.

Ainda por aqui, os investidores observaram com alguma desconfiança a aprovação no Congresso da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021.

No conjunto geral, o novo programa de transferência de renda, causado principalmente pelas novas medidas de “lockdowns” no país, impedem que o Brasil aproveite as oportunidades advindas do exterior.

Ainda pela semana, tivemos a divulgação da ata do copom, que se for concretizada nas próximas medidas tomadas pelo Banco Central, podemos ter um acomodamento das taxas na renda fixa e combate na magnitude necessária para conter a processo inflacionário que indica uma persistência no curto prazo.

Nos Estados Unidos, a rentabilidade dos títulos de 10 anos recuou, o que acabou contribuindo para aumentar a atratividade do mercado acionário. Em relação a pandemia, os Estados Unidos estão com mais de 70% da população vacinada.

A procura por risco se concretizou ao final da semana, com o processo de vacinação acelerado por lá, as expectativas das medidas expansionistas indicadas por Biden e a agenda global enfraquecida, diminuindo a volatilidade e promovendo as compras.

Na Europa, tivemos uma semana de bastante contraste, os investidores mantiveram as atenções para o novo avanço de casos de coronavírus e também na decisão da chanceler alemã Angela Merkel, que recuou referente aos bloqueios para o feriado de Páscoa.

Merkel tinha solicitado aos cidadãos para que permanecessem em casa ao longo do feriado de Páscoa e prorrogado as medidas ainda mais restritivas até 18 de abril, que agora foram revisadas para 12 de abril.

Por outro lado, ainda na zona do euro, o investidor ficou atento aos demais mercados e embalados pelas ações das montadoras, conseguiram registrar alta.

Na Ásia, a agenda sem movimentação, leva os olhares para o exterior, onde os assuntos mais pertinentes são em relação ao avanço da pandemia no mundo e os temores para com as decisões dos bancos centrais

Em resumo, O Ibovespa recuou (1,23%) na semana, o Dow Jones avançou 1,36% e a Nasdaq registrou perda de (0,27%). O Dólar por sua vez valorizou 5,03% frente ao real.


RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 4,71% para 4,81%. Para 2022, a projeção para o índice ficou em 3,51%. Para 2023 e 2024, as estimativas permaneceram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu mais uma vez, de 3,22% para a 3,18% em 2021. Para 2022, a estimativa saiu de 2,39% para 2,34%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.

A taxa de câmbio saiu de R$5,30 para R$5,33 para 2021. Para 2022, a taxa subiu de R$5,25 para R$5,26. Para 2023 e 2024, a projeção ficou em R$5,00.

Para a taxa Selic, os analistas mantiveram em 5,00% em 2021, mantiveram os 6,00% em 2022. Para o ano seguinte, saiu de 6% para 6,50% e também saiu de 6% para 6,38% em 2024.



PERSPECTIVA

As perspectivas se mantem as mesmas da semana anterior, os temas seguem proporcionalmente os mesmos, agora com o foco nos efeitos nas decisões tomadas pelo BC e a discussão sobre a magnitude dos próximos movimentos em relação a Selic.

As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente, e ao que parece, podemos estar próximos dessa aceleração.

Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que já em vigência aumenta o poder de compra dos consumidores e pode impactar a inflação de curto prazo.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação acelerada e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Agora com a sinalização do Relatório Focus indicando uma aceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Os sinais de abertura na curva de juros, demonstrada pelo aumento da taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo, aliada ao fato que não acontecia desde 2002 e que aconteceu em setembro e outubro de 2020, com as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas, indica a pressão sobre a Selic.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.


Indicadores Diário – 26/03/2021



Índices de Referência – Fevereiro/2021

NOSSA VISÃO – 22/03/2021

RETROSPECTIVA

Semana marcada pela decisão do Banco Central do Brasil em elevar a taxa básica de juros em 0,75bps, levando a Selic ao patamar de 2,75%, utilizando da política monetária como instrumento para conter o avanço inflacionário.

O processo inflacionário no Brasil demonstra constante evolução desde meados de 2020, fruto do estímulo monetário realizado para combater a pandemia do novo coronavírus, aliado a taxa básica de juros do país na mínima histórica.

Logo, as medidas monetárias e fiscais de caráter expansionistas realizadas em 2020, respingaram em 2021, onde puderam finalmente ser sentidas e registradas pelo IPCA, índice usado como inflação oficial, que já vinha sido antecipadas pelo IGP-M.

Como resposta direta para a ascensão da curva de inflação, que vem superando o centro da meta para o ano, a medida monetária mais conservadora era de extrema importância para evitar a perda de ancoragem em relação as expectativas de inflação para os próximos períodos e a manter a credibilidade do Bando Central.

Nos Estados Unidos, as tensões com a China voltaram ao foco, por parte dos americanos, foram aplicadas sansões contra as autoridades de Hong Kong, pelo lado Chines, a compra de petróleo em maior escala, foi direcionada ao Irã e Venezuela, como forma de afronto aos americanos.

Ainda por lá, a grande volatilidade dos mercados está relacionada com a alta nos rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro americano, os Treasuries.  As taxas chegaram a atingir 1,6% ao ano.

A alta das Treasuries, é um reflexo das expectativas dos investidores de que a inflação se desequilibre e se torne uma ameaça direta para a economia americana, ao ponto em que a atividade se recupera com o avanço das campanhas de imunização e do novo pacote de estímulos fiscais.

Na Europa, a semana apresentou um sentimento de cautela, devido a alguns países desacelerarem em relação a imunização da população, o atraso promovido pelas farmacêuticas, leva a países como a França, a impor novos bloqueios regionais.

Em Portugal, o governo liberou as creches, escolas, salões de beleza, cafés, entre outros. Por outro lado, na Itália, Mario Draghi determinou novas medidas restritivas para algumas regiões.

Por fim, no início da semana, a Alemanha, França e Itália paralisaram o uso da vacina da AstraZeneca, com a preocupação de que pudesse estar ligeiramente ligada à formação de coágulos no sangue.

No Reino Unido, a preocupação com a vacinação mais lenta também é realidade e afeta os mercados por lá, mesmo com o processo de abertura já iniciado.

Na Ásia, os mercados seguiram sem uma clara direção, o maior foco gira em torno da relação com os Estados Unidos, onde ambos países seguem rejeitando as políticas comerciais propostas e novamente criando um clima de tensão nos mercados.

Em resumo, o Ibovespa fechou a semana em alta de 1,80%, na contramão da queda do Dow Jones em (0,45%) e Nasdaq (0,78%). O Dólar fechou em queda de (1,34), apreciando o real.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções saíram de 4,60% para 4,71%. Para 2022, a previsão para o IPCA saiu de 3,50% para 3,51%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) saiu de 3,23% para 3,22% em 2021. Para 2022, a estimativa ficou em 2,39%. Para 2023 e 2024, as projeções permaneceram em 2,50%.

A taxa de câmbio ficou em R$5,30 para 2021. Para 2022, a taxa saiu de R$5,20 para R$5,25. Para 2023 e 2024, a projeção ficou em R$5,00.

Para a taxa Selic, os analistas elevaram de 4,50% para 5,00% em 2021, elevaram de 5,50% para 6,00% em 2022. Para 2023 e 2024, a projeção é de 6%.

PERSPECTIVA

As perspectivas se mantem as mesmas da semana anterior, os temas seguem proporcionalmente os mesmos, agora com o foco nos efeitos nas decisões tomadas pelo BC.

Ainda devemos observar os efeitos da decisão de Fachin em relação ao Ex-Presidente Lula, segue sendo muito cedo para especular sobre a decisão no longo prazo, mas tal discussão já antecipa a tensão para as eleições de 2022.

Entretanto o debate no mercado se concentra também nas possíveis reações de Jair Bolsonaro, que pode escolher o caminho de realizar atitudes mais populistas para tentar ter força para a eleição de 2022.

Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que com texto aprovado, deve começar a impactar o país, seja devido ao auxílio, ou por outros temas relacionados ao texto.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido. O que tudo indica é auxílio emergencial menor e por cerca de quatro meses, como o mais indicado, sendo preciso ainda observar a PEC emergencial.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial, mesmo atrasado, o país segue tentando cumprir o plano estipulado.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação acelerada e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Agora com a sinalização do Relatório Focus indicando uma aceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Os sinais de abertura na curva de juros, demonstrada pelo aumento da taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo, aliada ao fato que acontecia desde 2002 e que aconteceu em setembro e outubro de 2020, com as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas, indica a pressão sobre a Selic.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diário – 19/03/2021

Índices de Referência – Fevereiro/2021

NOSSA VISÃO – 15/03/2021

RETROSPECTIVA

Semana marcada por muita volatilidade no mercado, temas relacionados a política seguem sendo o principal foco por aqui. Ao início da semana as anulações das condenações do ex-presidente lula geraram uma antecipação da discussão eleitoral para 2022, elevando as tenções do mercado.

Já como fator positivo, a PEC acabou sendo votada na Câmara, aliado ao cenário externo positivo, tivemos uma melhora na expectativa de mercado durante a semana, mas o sentimento que fica é de cautela, devido a todos os desgastes que envolvem o Brasil.

Ainda por aqui, o Covid-19 segue sendo prejudicial, onde aparentemente o sistema de saúde de alguns estados brasileiros estão próximos a colapsar, refletindo em medidas restritivas pelos governos e impactando diretamente na economia do país.

Na semana, conhecemos o IPCA de fevereiro, que ficou acima das expectativas, que levam as projeções para indicadores acima da meta para esse ano e possivelmente para ano que vem. Como consequência direta, o Banco Central deve se movimentar para efetuar alguns ajustes na taxa de juros.

A expectativa é que o BC passe uma visão mais conservadora e demonstrar que está pronto para promover os ajustes necessários para não perder o controle inflacionário do país, um discurso muito divergente disso, pode provocar mais oscilações no cambio e desequilibrar as taxas dos títulos mais longos.

Nos Estados Unidos, a economia parece estar solida, com o pacote fiscal aprovado de aproximadamente 2 trilhões de dólares e o quadro de imunização bem elaborada como as principais medidas.

O presidente Joe Biden declarou que o pacote deve por fim a pandemia e recuperar a economia norte americana, gerando demanda doméstica e crescimento global sustentável. Mas eleva as discussões sobre a inflação por lá, com uma política monetária tão expansiva, a concepção é de uma pressão inflacionaria no curto prazo, porém que pode não perdurar por muito tempo.

Na Europa, o ambiente parece se manter favorável, com o Banco Central Europeu anunciando a continuação do programa de compra de ativos e a taxa de juros inalterada, aliado a velocidade na vacinação no continente, os bons resultados das vacinas começam a ter impactos positivos por lá, gerando otimismo e um horizonte mais claro em relação a retomada econômica.

Na Inglaterra, as medidas de restrição vão sendo retirada de acordo com o estipulado, as escolas já estão abertas e a proposta do primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson é de que a abertura total ocorra até o final de junho.

Na Ásia, o clima é de cautela, tendo em vista que em breve possa acontecer um encontro entre Estados Unidos e China, sendo o primeiro oficial pós Trump. Em paralelo, as bolsa por lá surfam na medida fiscal aprovada pelos norte americanos e registram ganhos na semana.

Em resumo, o Ibovespa registou perda de (0,90%) na semana, o Dow Jones alta de 4,07% e a Nasdaq 3,08%.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 3,98% para 4,60%. Para 2022, a previsão para o IPCA ficou 3,50%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) foi de 3,26% para 3,23% em 2021. Para 2022, a estimativa saiu de 2,48% para 2,39%. Para 2023 e 2024, a projeção permaneceu em 2,50%.

A taxa de câmbio saiu de R$5,15 para R$5,30 em 2021. Para 2022, o valor saiu de R$5,13 para R$5,20. Para 2023 e 2024, a projeção ficou em R$5,00.

Para a taxa Selic, os analistas elevaram de 4,00% para 4,50% em 2021, mantiveram os 5,50% para 2022. Para 2023 2024 a projeção é de 6%.

PERSPECTIVA

As perspectivas se mantem as mesmas da semana anterior, os temas seguem proporcionalmente os mesmos, com exceção da PEC emergencial, que agora tem texto aprovado.

Ainda devemos observar os efeitos da decisão de Fachin em relação ao Ex-Presidente Lula, segue sendo muito cedo para especular sobre a decisão no longo prazo.

Entretanto o debate no mercado se concentra também nas possíveis reações de Jair Bolsonaro, que pode escolher o caminho de realizar atitudes mais populistas para tentar ter força para a eleição de 2022.

Podemos observar alguma mobilização dos Bancos Centrais em relação a política monetária, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Podendo se esperar uma mudança na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que com texto aprovado, deve começar a impactar o país, seja devido ao auxílio, ou por outros temas relacionados ao texto.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido. O que tudo indica é auxílio emergencial menor e por cerca de quatro meses, como o mais indicado, sendo preciso ainda observar a PEC emergencial.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial, mesmo atrasado, o país segue tentando cumprir o plano estipulado.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que começou acelerar e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Agora com a sinalização do Relatório Focus indicando uma aceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.

Os sinais de abertura na curva de juros, demonstrada pelo aumento da taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo, aliada ao fato que acontecia desde 2002 e que aconteceu em setembro e outubro de 2020, com as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas, indica a pressão sobre a Selic.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 10%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento. Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diário – 12/03/2021

Índices de Referência – Fevereiro/2021

NOSSA VISÃO – 08/03/2021

RETROSPECTIVA

Semana marcada mais uma vez pelos temas relacionados as vacinas e a pandemia da Covid-19, o Brasil atingiu um número extremamente grave e preocupante, alcançando recordes de infectados e de mortos na esfera global (7% em comparação com o resto do mundo).

Em paralelo, a nossa moeda tem o pior desempenho ante ao Dólar, uma situação tão precária que não atrai investimento externo, devido ao quadro fiscal em deterioração, o constante desgaste político e a extrema dificuldade para aprovar medidas estruturais, além dos dizeres impulsivos do Presidente da República.

Na sexta feira (05), a OMS declarou a situação brasileira no combate a pandemia como preocupante, aliado a uma pesquisa realizada por pesquisadores brasileiros não residentes, dizendo que o Brasil pode ser o celeiro de variantes, podendo prejudicar o resto do mundo.

O Brasil passa a ser visto como ameaça sanitária para o resto do mundo, chegando a marca de 260 mil mortos e uma agenda de imunização abaixo da desejável.

As preocupações com os rendimentos dos títulos americanos, foco da semana anterior, se estabilizaram, deixando o mercado menos volátil, os índices acionários americanos fecharam a semana com ganhos.

O FED diz que a volatilidade nas taxas de juros dos treasuries, é questão de transição, e que têm mecanismos para controlar a inflação. A preocupação então, fica por conta da taxa de desemprego por lá, que gira em torno de 9,5%.

Na Ásia, o foco continuou sendo os Estados Unidos e as treasuries norte americanas. Houve também, ao final da semana, discussões sobre o PIB chines, uma vez que as projeções indicaram um crescimento abaixo do esperado por lá.

As ações de tecnologia do Japão e da China, apresentaram muita volatilidade na semana, principalmente o índice ChiNext de startups. Em Pequim, foi falado sobre o aumento gastos com pesquisa e desenvolvimento em mais de 7% a.a em relação ao PIB, para os próximos cinco anos.

Na Europa, já se sente a necessidade de novos estímulos para superar a crise, enquanto alguns países comemoram resultados econômicos positivos, outros declaram novamente o “lockdown”, como é o caso da Alemanha, que declarou a medida até 28 de março.

Porém a situação agora pode ser diferente, com o processo de imunização em andamento, a medida restritiva pode ser tornar mais eficiente, as vacinas já demonstraram a sua eficácia e agora resta aguardar o momento em que a grande massa esteja vacinada. 0

Por aqui, a aprovação da PEC Emergencial no Senado ditou o resto da semana, agora o texto volta agora para votação na Câmara na próxima quarta-feira (10).

O dólar comercial apresenta constante queda e o Banco Central do Brasil manteve o swap diário em 16 mil contratos.

Em resumo, a Bovespa fechou em alta 4,69% a 115.202 mil pontos, o Dow Jones se valorizou 1,82% e a Nasdq deteriorou em (2,06).

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 3,87% para 3,98%. Para 2022, a previsão para o IPCA ficou 3,50%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 3,29% para 3,26% em 2021. Para 2022, a estimativa também caiu de 2,50% para 2,48%. Para 2023 e 2024, a projeção permanece em 2,50%.

A taxa de câmbio subiu de R$5,10 para R$5,15 esse ano. Para 2022, o valor subiu de R$5,03 para R$5,13. Para 2023, a projeção ficou em R$5,00. Para 2024, o valor também ficou em R$5,00.

Para a taxa Selic, os analistas mantiveram os 4,00% em 2021, alta para 5,50% para 2022. Para 2023 e 2024, a projeção é de 6%.

PERSPECTIVA

Para a próxima semana, devemos observar os efeitos da decisão de Fachin em relação ao Ex-Presidente Lula, ainda é muito cedo para especular sobre a decisão no longo prazo.

Entretanto o debate no mercado se concentra também nas possíveis reações de Jair Bolsonaro, que pode escolher o caminho de realizar atitudes mais populistas para tentar ter força para a eleição de 2022.

Podemos observar alguma mobilização dos Bancos Centrais em relação a política monetária, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Podendo se esperar uma mudança na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que teve sua primeira etapa aceita e deve seguir para o Senado no dia (10).

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido. O que tudo indica é auxílio emergencial menor e por cerca de quatro meses, como o mais indicado, sendo preciso ainda observar a PEC emergencial.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial, mesmo atrasado, o país segue tentando cumprir o plano estipulado.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que começou acelerar e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Mesmo com o Relatório Focus indicando uma desaceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.

Os sinais de abertura na curva de juros, demonstrada pelo aumento da taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo, aliada ao fato que acontecia desde 2002 e que aconteceu em setembro e outubro de 2020, com as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas, indica a pressão sobre a Selic.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 10%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento. Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diário – 05/03/2021

Índices de Referência – Janeiro/2021

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