RETROSPECTIVA
Semana marcada pelo contraste, enquanto novos países batem recordes de contaminação, como é o caso da Europa e dos Estados Unidos, mais empresas farmacêuticas anunciam resultados positivos na manipulação de vacinas para conter o Covid-19, isso deixou os agentes de mercado mais tranquilos que espelhou efeitos positivos na semana.
Nos Estados Unidos, Trump ainda segue na esperança de sair vitorioso após uma recontagem de votos, mas fato é que isso acaba por atrasar a transição de Biden ao poder, podendo ser prejudicial a sua equipe.
Biden por sua vez, mesmo após medidas para conter o Covid-19 em New York, diz não querer implementar medidas de Lockdown ao país, mas reforça a necessidade do pacote de estímulos fiscais.
Outro ponto principal da semana que evolve os Estados Unidos, foi o acordo do Pacífico, onde foi acertado um dos maiores acordo de livre comercio da história, o acordo tido como um dos maiores já feitos pode chegar a US$ 26 trilhões, quantia equivalente a um terço do PIB global. Vale a pena lembra que os Estado Unidos se retiraram do acordo em 2017.
Na Europa, a expectativa fica em torno da vacina para combater o Covid-19 sendo utilizada de forma emergencial ainda em 2020, isso serviu para os investidores tentassem recuperar algumas perdas ocasionadas nas semanas anteriores, elevando os níveis do mercado.
Em contrapartida, o FMI estima que a Alemanha tenha o PIB encolhido em 2020 de 5,5%, e recomenda ação conjunta para superar os efeitos do vírus na economia, mesmo a maioria dos países já não terem mais folga fiscal, tendo em vista que as políticas monetárias não estão surtindo os efeitos esperados.
Na Ásia, a principal notícia foi o anúncio de Pequim dizendo que irá incentivar o consumo no Japão. Como o resto do mundo, os olhares estão voltados para o desenvolvimento das vacinas em fase final, e seus efeitos imediatos já no mercado, ações ligadas as commodities também tem ajudado as bolsas asiáticas.
Por aqui, houveram ruídos do governo atribuídos pela fala de Jair Bolsonaro, no seu discurso na abertura da Cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente afirmou que revelaria os países que estariam importando madeira ilegal da Amazônia e contribuindo para o desmatamento da floresta.
Essa declaração proferida pelo governo brasileiro tem o eventual potencial para criar crises diplomáticas com países com quem o Brasil já possui uma relação complicada, devido as críticas sobre o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia.
O ministro Paulo Guedes tentou através de falas, forçar a discussão e votação de itens fundamentais para o país, mas não obteve grande sucesso. Ainda disse na semana que pode gastar reservas para reduzir endividamento.
Caso isso aconteça, pode ser visto como boa medida. Paulo Guedes quer agilidade no orçamento e principalmente desindexar, desvincular e desobrigar despesas públicas. Mas disse que se houver segunda onda de contágio por aqui, fará como fez no primeiro episódio. Guedes ainda citou que o país pode crescer mais de 4% em 2021 e que encontra barreiras imposta pela oposição para barrar privatizações.
Pelo lado positivo da semana, apesar do desempenho negativo na sexta-feira, o Ibovespa atingiu seu melhor nível de fechamento semanal desde fevereiro, aumentando a recuperação no mês de novembro, fechando a semana a 106.042 pontos.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções saíram de 3,25% para 3,45%. Para 2021, a previsão para o IPCA saiu de 3,22% para 3,40%. Para 2022, as estimativas ficaram em 3,50%. O índice ficou em 3,25% nas projeções para 2023.
A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) saiu de menos 4,66% para menos 4,55% este ano. Para 2021, a estimativa saiu de 3,31% para 3,40%. As projeções ficaram em alta de 2,50% para 2022 e 2023.
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar saiu de R$5,41 para R$5,38 este ano. Para 2021, a projeção ficou em R$5,20. Já para 2022, a projeção ficou R$5,00 e saiu de R$4,88 para R$4,94 em 2023.
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ficou em 2,00% para 2020. Para 2021, saiu de 2,75% para 3,0%. As projeções ficaram em 4,50% em 2022 e 6,0% em 2023.
PERSPECTIVA
Nas próximas semanas devemos observar o desenvolvimento ou não da segunda onda de corona vírus, esse ponto deve ser o foco por parte dos investidores, tendo em vista a contaminação crescente nos EUA e na Europa.
Donald Trump segue judicializando o processo eleitoral americano, porém com a sua derrota praticamente sacramentada, o horizonte tende a se mostrar mais claro por lá, podendo finalmente ter o pacote de estímulos fiscais por parte do governo, elevando o bom humor dos mercados.
Por aqui, vimos uma grande entrada de capital estrangeiro na semana, caso isso continue acontecendo devido ao bom cenário que pode ser criado com o avanço das vacinas, poderemos alcançar níveis em bolsa próximos aos de pré pandemia.
A preocupação com o quadro fiscal, endividamento, rolagem de dívidas e teto de gastos, segue como principal pauta, caso isso aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento na taxa de juros e no risco Brasil e isso não seria bom para o estado da economia atual, que já segue prejudicada.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que segue acelerando e que tem impactos significativos já no curto prazo.
A partir de uma visão do Banco central onde passa a ideia de que as condições continuam essencialmente as mesmas sem mudanças no quadro fiscal e que aceleração da inflação seria temporária, como principal consequência a taxa de juros pode ficar baixa por mais tempo.
O que se observa são as taxas de juros prefixadas de vencimentos mais longos acabam ficando igualmente impressionadas em níveis mais elevados, sendo a compensação exigida pelos investidores pelo fato de eventualmente a Selic ao nível de hoje estar errada e precisar ser corrigido no futuro para cima. O que nos faz entender que certos segmentos não atraem devido ao prêmio pago e podem gerar volatilidade e risco aos portifólios.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.
Já vemos também em renda fixa a percepção maior de risco com as taxas prefixadas, em especial as mais longas subindo bastante e abrindo a curva de juros, que é a diferença entre as taxas mais longas e mais curtas, indicando a percepção de risco mais latente dos investidores. Mostrando uma desproporção de retorno comparado ao risco, principalmente em prazos mais longos.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, alteramos a estratégia de alocação para 10% ante a 15%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento.
Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diários – 20/11/2020
Índices de Referencia – Outubro/2020
RETROSPECTIVA
Semana marcada principalmente pelas eleições americanas, com o resultado das urnas indicando Biden com vencedor, gerando ainda uma euforia no mercado porem de forma mais moderada em relação a semana anterior, tivemos ainda a divulgação dos testes de uma das vacinas mais relevantes, que foi positivo.
De maneira geral, os assuntos mais pertinentes se mantiveram, como a ascensão da contaminação do Covid-19 principalmente nos Estados Unidos e na Europa e a consequência restritiva dos atos para conter a contaminação. Os resultados dos laboratórios que desenvolvem a vacina para o Covid-19 também pautaram a semana, com a divulgação de resultados positivos.
Aliado a isso, a proximidade das eleições municipais e a expectativa que ao passar desse evento, o governo retome a coordenação e o ordenamento da pauta no Congresso referente as reformas, que são de extrema importância para o andar do país.
Nos Estados Unidos, a mudança no governo americano ficou amarrada com a relutância de Trump, judicializando o resultado apurado nas eleições. Já o pacote que vinha sendo negociado com o Congresso foi passado para o Mitch McConnell (líder do Partido Republicano no senado), como Mitch não enxerga com bons olhos o pacote mais forte, isso foi interpretado mais uma vez como problema pelos agentes de mercado, devido à demora e incerteza que se cria.
Joe Biden por sua vez, apesar das barreiras impostas por Trump, iniciou a sua transição querendo negociar os estímulos fiscais com o Congresso, simultaneamente, aplicando as diretrizes sobre o meio ambiente. Ação que deve respingar no Brasil em breve.
Na Europa, a pandemia segue sem dar trégua, as medidas restritivas se mantem por lá e o número de casos por Covid-19 seguem aumentando a cada dia, devido a isso, o foco europeu fica sobre o mercado americano e os desenrolares sobre a política por lá.
Na Área do Euro, o desemprego se mantém elevado e em leve tendência de alta, tendo alcançado 8,3% em setembro, com mostrou a carta de conjuntura do IPEA referente ao 4º trimestre de 2020.
As bolsas da Ásia fecharam a semana sem indicar um horizonte claro. A cautela e aversão ao risco voltou aos mercados após um novo estreitamento das relações entre a China e os Estados Unidos, depois que a administração Trump proibiu investimentos entre empresas ligadas ao exército chinês.
O PIB chinês cresceu 4,9% no terceiro trimestre em relação a igual período de 2019 e 2,7% na comparação dessazonalizada com o trimestre anterior, após crescimento de 11,7% no segundo e queda de 10% no primeiro trimestre, em dados da carta de conjuntura do IPEA referente ao 4º trimestre de 2020.
Por aqui, o destaque se deu para o discurso feito pelo presidente Jair Bolsonaro referente ao tratamento do Covid-19 e sua posição em ainda não reconhecer Joe Biden como vencedor das eleições americanas. Já Paulo Guedes falou em privatizações em 2021, colocando o porto de Santos em pauta para 2022, disse ainda que o Brasil pode crescer 4% no ano que vem.
Pesquisas indicam que a aprovação do governo Bolsonaro caiu. Entretanto, o que mais tem preocupado a todos, ainda é o quadro fiscal, principalmente após de declarações de Guedes dizendo que se houver segunda onda de contaminação os auxílios emergenciais serão estendidos.
Fato positivo da semana foi a forte entrada dos investidores estrangeiros na bolsa, o ingresso ocasionou forte alta na semana, com valorização de 3,76%, chegando a 104.723 e superando as expectativas da semana passada.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 3,20% para 3,25%. Para 2021, a previsão para o IPCA subiu de 3,17% para 3,22%. Para 2022, as estimativas ficaram em 3,50%. O índice ficou em 3,25% nas projeções para 2023.
A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de -4,80% para -4,66% este ano. Para 2021, a estimativa foi mantida em 3,31%. As projeções ficaram em alta de 2,50% para 2022 e 2023.
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar caiu de R$5,45 para R$5,41 este ano. Para 2021, a projeção ficou em R$5,20. Já para 2022, a projeção ficou R$5,00 e saiu de R$4,94 para R$4,88 em 2023.
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ficou em 2,00% para 2020. Para 2021, ficou em 2,75%. As projeções ficaram em 4,50% em 2022 e 6% em 2023.
PERSPECTIVA
A próxima semana promete refletir os resultados das eleições municipais, o principal foco será em torno da postura do Presidente Jair Bolsonaro em meio aos resultados.
Devido ao aumento da contaminação por Covid-19 nos Estados Unidos e na Europa, o assunto deve voltar a ser falado com mais ênfase em âmbito nacional após as eleições, principalmente em relação a como combater a disseminação e se uma nova quarentena é viável.
A expectativa fica também sobre o pacote de estímulos norte americano, que sob as mãos de Mitch parece que não terá a força necessária para acelerar a economia, dado o cenário onde políticas fiscais estão sendo vista como a única maneira de aquecer a economia, deixando as políticas monetárias mais estáveis.
Nesta manhã de segunda feira (16), A farmacêutica Moderna anunciou que sua vacina contra o Covid-19 tem mais de 94% de eficácia, acima dos 90% da profilaxia da Pfizer e da BioNTech, resultado que deve impactar os mercados já no curto prazo.
A preocupação com o quadro fiscal, endividamento, rolagem de dívidas e teto de gastos, segue como principal pauta, caso isso aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento na taxa de juros e no risco Brasil e isso não seria bom para o estado da economia atual, que já segue prejudicada.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que segue acelerando e que tem impactos significativos já no curto prazo.
A partir de uma visão do Banco central onde passa a ideia de que as condições continuam essencialmente as mesmas sem mudanças no quadro fiscal e que aceleração da inflação seria temporária, como principal consequência a taxa de juros pode ficar baixa por mais tempo.
O que se observa são as taxas de juros prefixadas de vencimentos mais longos acabam ficando igualmente impressionadas em níveis mais elevados, sendo a compensação exigida pelos investidores pelo fato de eventualmente a Selic ao nível de hoje estar errada e precisar ser corrigido no futuro para cima. O que nos faz entender que certos segmentos não atraem devido ao prêmio pago e podem gerar volatilidade e risco aos portifólios.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.
Já vemos também em renda fixa a percepção maior de risco com as taxas prefixadas, em especial as mais longas subindo bastante e abrindo a curva de juros, que é a diferença entre as taxas mais longas e mais curtas, indicando a percepção de risco mais latente dos investidores. Mostrando uma desproporção de retorno comparado ao risco, principalmente em prazos mais longos.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, alteramos a estratégia de alocação para 10% ante a 15%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento.
Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diários – 13/11/2020
Índices de Referência – Outubro/2020
RETROSPECTIVA
A primeira semana de novembro foi pautada em torno do evento mais importante e aguardado das últimas semanas, as eleições americanas, que se manteve indefinida ao longo de toda semana, mas que já indicava Joe Biden como o provável vencedor. Por aqui, o foco permaneceu no exterior aliado a proximidade das eleições municipais juntamente com a divulgação dos dados industriais.
O mundo ficou atento as eleições americanas, que por sua vez bateu o recorde de participação popular. O processo de eleição foi conturbado dado o recorde de votos e a grande quantidade de votos por correio.
De acordo com isso a disputa acirrada entre Trump e Biden pautou os mercados. Já era de se esperar que nenhum dos candidatos reconheceria a vitória do oponente e que poderia ir para a justiça, expectativa que já era o temor preocupante para os mercados desde o início.
A judicialização do processo eleitoral também preocupava de acordo com o fato de nenhum candidato disparar na liderança. As acusações de fraude promovidas por Trump, reforça o cenário de que o final do ano poderá conturbado tendo em vista que nunca um presidente americano se recusou a sair do poder.
Destaque também para o payroll nos Estados Unidos, com a criação de vagas nos setores público e privado que vieram acima do esperado. A taxa de desemprego também caiu para 6,9% em outubro, depois de setembro com 7,9%. O déficit da balança comercial em setembro caiu 4,8%, indo para US$ 63,9 bilhões. Um dado negativo foi a expansão da contaminação pelo covid-19, que ao final da semana já mostrava aproximadamente 120.000 contaminados por dia.
Na Ásia os mercados seguem no positivo, ainda mais com Joe Biden como provável vencedor das eleições americanas, que acaba por elevar o humor dos investidores e elevar as negociações nas bolsas da região asiáticas, ao final da semana o índice Hang Seng, bolsa de Hong Kong, fechou em alta de 3,25%, o índice Xangai, China, ficou em alta de 1,30% e Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em alta de 1,73%.
A Europa ainda enfrenta um novo aumento nos novos casos de infectados pelo Covid-19, com o número de mortes mais alto desde abril. Como forma de conter a contaminação acelerada, diversos países decretaram novas restrições sociais. Além de controlar o número de pacientes em estado grave, os novos isolamentos sociais em novembro, podem ser considerados como uma tentativa de salvar o Natal em dezembro, festa importante para impulsionar as vendas do varejo e auxiliar a economia por lá.
Por aqui, última a ata do Copom mostrou o BC pouco preocupado com a alta da inflação no curto prazo, deixando ainda a porta aberta para quedas, mesmo que poupo provável, uma vez que já se projeta uma alta no juros futuro, mas faz adendo sobre a política fiscal e a necessidade de perseguir reformas. Ainda referente ao Banco Central, o Senado aprovou a autonomia do mesmo, que segue agora para votação na Câmara, onde pode ser modificada.
Tivemos também, a divulgação da produção da indústria nacional, que avançou 2,6% em setembro, na comparação com agosto. É a quinta alta mensal seguida, eliminando as perdas de 27,1% acumuladas em março e abril, quando o setor registrou o patamar mais baixo devido ao distanciamento social adotado para controle da pandemia. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada IBGE.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 3,02% para 3,20%. Para 2021, a previsão para o IPCA subiu de 3,11% para 3,17%. Para 2022, as estimativas ficaram em 3,50%. O índice ficou em 3,25% nas projeções para 2023.
A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) saiu de -4,81% para -4,80% este ano. Para 2021, a estimativa saiu da alta de 3,34% para uma alta menor de 3,31%. As projeções permaneceram em alta de 2,50% para 2022 e 2023.
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permaneceu em R$5,45 para este ano. Para 2021, a projeção permaneceu em R$5,20. Já para 2022, a projeção ficou R$5,00 e ficou em R$4,94 em 2023.
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ficou em 2,00% para 2020. Para 2021, ficou em 2,75%. As projeções ficaram em 4,50% em 2022 e 6% em 2023.
PERSPECTIVA
As próximas semanas devem ser marcadas pelas ações tomadas pelos investidores em relação ao resultado das eleições americanas, resta apenas saber se haverá desdobramentos decorrentes da judicialização do resultado, porém o mercado já começa a precificar os ativos de risco com Biden no poder.
A partir disso, um governo comandado por Biden deve ser mais positivo com relação aos países emergentes e aliviar tensões em relação a China, diferentemente de como era com Trump. Biden anunciou durante as eleições, que se ganhasse, voltaria ao acordo ambiental de Paris, caso concretizado, deve-se melhorar a relação com a Europa.
Com um cenário do governo americano dividido, tendo maioria Republicana no Senado e maioria Democrata na Câmara, projeta-se um quadro de estímulos fiscal mais equilibrado, porém ainda atuante, somado ao cenário de taxa de juros muito baixas por longo tempo, espera-se um cenário de enfraquecimento do dólar frente as bolsas de países emergentes.
Reflexos que já começamos a sentir, aliado a notícia positiva sobre as vacinas da farmacêutica americana Pfizer, que obteve sucesso na terceira fase de testes, a taxa de câmbio já começou a apreciar, com o dólar tendo queda de aproximadamente 6% na semana.
A preocupação com o quadro fiscal, endividamento, rolagem de dívidas e teto de gastos, segue como principal pauta, caso isso aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento na taxa de juros e no risco Brasil e isso não seria bom para o estado da economia atual, que já segue prejudicada.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que segue acelerando e que tem impactos significativos já no curto prazo.
A partir de uma visão do Banco central onde passa a ideia de que as condições continuam essencialmente as mesmas sem mudanças no quadro fiscal e que aceleração da inflação seria temporária, como principal consequência a taxa de juros pode ficar baixa por mais tempo.
O que se observa são as taxas de juros prefixadas de vencimentos mais longos acabam ficando igualmente impressionadas em níveis mais elevados, sendo a compensação exigida pelos investidores pelo fato de eventualmente a Selic ao nível de hoje estar errada e precisar ser corrigido no futuro para cima. O que nos faz entender que certos segmentos não atraem devido ao prêmio pago e podem gerar volatilidade e risco aos portifólios.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.
Logo, segue no radar os sinais de abertura na curva de juros, o que nos preocupa quanto ao aumento de taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo. Fato que não acontecia desde 2002 e que agora vem acontecendo nos últimos 2 meses, são as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, alteramos a estratégia de alocação para 10% ante a 15%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento.
Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diários – 06/11/2020
Índices de Referência – Outubro/2020
RETROSPECTIVA
Como o esperado a última semana de outubro mexeu bastante com os mercados, marcada pelas divulgações trimestrais do PIB, a proximidade das eleições americanas e o aumento da contaminação pela covid-19, principalmente em países da Europa e EUA.
No cenário externo, durante a semana, países da Europa como Alemanha e França ampliaram as restrições sociais devido ao aumento massivo de casos do Covid-19, enquanto outros decretaram estado de emergência, como é o caso da Espanha.
Portanto, volta a se falar na possibilidade dessa nova onda afetar ao mesmo nível da primeira, já que o quarto trimestre do ano vem novamente enfraquecido. Aliado a isso temos ainda o fato de que os bancos centrais não terem mais cartas na manga e países já não possuem folga fiscal para manter a economia.
Fator que pode ser fundamental nessas novas ondas que estão surgindo é que a infraestrutura adquirida por conta da primeira onda, podendo ajudar a conter os impactos das ondas subsequentes, teoria que já se confirma ao comparar os novos casos e a taxa de mortalidade, entretanto alcançar a normalidade gira apenas em torno da tão esperada vacina.
Nos Estados Unidos, o foco está voltado para as eleições presidências e o que preocupa os mercados não é nem tanto em relação ao vencedor e sim pela possibilidade de não aceitação do resultado por parte dos candidatos, podendo levar a decisão a justiça. Podendo provocar um atraso no resultado oficial, gerando maior volatilidade aos mercados. Por outro lado, o PIB do terceiro trimestre anualizado cresceu 33,1% e no trimestre com expansão de 7,4%.
Na Europa, as bolsas estão tendendo para baixo. Ao somar o aumento no número de casos de pessoas contaminadas pelo Covid-19 mais as medidas de contenção como lockdown total na França e Espanha e parcialmente na Alemanha, inicialmente lateralizando o mercado por lá e já afetando o resto do mundo, aumentando as preocupações e gerando volatilidade. Em relação ao PIB trimestral, os dados foram de expansão de 18,2% na França e queda no ano de 4,2%, a Alemanha obteve alta de 8,2%, zona do euro com alta de 12,7% e na Itália alta de 16,1%.
Na Ásia, depois do anúncio do Plano Econômico apresentado pelo Partido Comunista, os mercados ficaram no vermelho. O Comitê Central do Partido Comunista começa a analisar o novo plano quinquenal, uma proposta para guiar a economia chinesa até 2025, parceiros comerciais já estão de olhos voltados para os próximos passos.
Por aqui, os aspectos negativos advindo do exterior impactaram o nosso mercado justamente quando o ambiente político parecia se acalmar, como consequência tivemos queda na Bolsa que fechou o mês no negativo.
O Banco Central informou que o déficit primário ficou em R$ 635,9 bilhões, aproximadamente 11,9% do PIB (em setembro queda para R$ 64,6 bilhões), com a previsão oficial para 2020 de R$ 895,8 bilhões, cerca de 12,5% do PIB.
O déficit nominal do ano está em R$ 888,5 bilhões, correspondente a 16,7% do PIB, o que é extremamente elevado. A dívida bruta subiu para 90,6% do PIB, vindo de 88,8 % no mês anterior. O IBGE anunciou dados da PNAD contínua do trimestre encerrado em agosto com a taxa de desemprego evoluindo para 14,4%, contra taxa de 11,8% em igual período.
Houve também a decisão do Copom mantendo a taxa de juros inalterada, fato que já era previsto, porem o teor do anúncio preocupou, devido a explanação tranquila sobre a evolução da inflação e preocupação com o quadro fiscal. A avaliação feita pelo mercado é que o Bacen pode estar avaliando o cenário sobre outra ótica, diferindo do mercado.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções subiram de 2,99% para 3,02%. Para 2021, a previsão para o IPCA saiu de 3,10% para 3,11%. Para 2022, as estimativas ficaram em 3,50%. O índice ficou em 3,25% nas projeções para 2023.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em menos 4,81% para este ano. Para 2021, a estimativa saiu da alta de 3,42% para um ganho menor de 3,34%. As projeções ficaram em alta de 2,50% para 2022 e 2023.
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar saiu de R$5,40 para R$5,45 este ano. Para 2021, a projeção ficou em R$5,20. Já para 2022, a projeção saiu de R$4,90 para R$5,00 e saiu de R$4,90 para R$4,94 em 2023.
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ficou em 2,00% para 2020. Para 2021, ficou em 2,75%. As projeções ficaram em 4,50% em 2022 e 6% em 2023.
PERSPECTIVA
A semana já começa exigindo correção nas aberturas na terça-feira, devido ao feriado de finados que ocorreu na segunda-feira, até o momento, o Ibovespa apresenta alta, apostando que Joe Biden pode vencer Donald Trump e pode pressionar os Estados Unidos por um estímulo econômico maior.
Os investidores devem se manter voltados para a definição da eleição americana, tendo um vencedor anunciado o mercado deve ter um horizonte mais claro para se expor. O risco é inicialmente apenas o de demora e de eventuais questionamentos sobre o resultado.
Foco ainda voltados também para a ascensão da contaminação pela covid-19 e sobre as novas medidas restritivas que podem causar novas recessões nos principais países.
Na agenda da semana, temos a votação da independência do BC marcada no Senado para hoje (03) e os vetos do presidente ao marco do saneamento e desonerações, entretanto isso pode não ocorrer, uma vez que Congresso anda bem parado a medida em que as eleições se aproximam.
A preocupação com o quadro fiscal, endividamento, rolagem de dívidas e teto de gastos, segue como principal pauta, caso isso aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento na taxa de juros e no risco Brasil e isso não seria bom para o estado da economia atual, que já segue prejudicada.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que começou acelerar e que tem impactos significativos já no curto prazo.
A partir de uma visão do Banco central onde passa a ideia de que as condições continuam essencialmente as mesmas sem mudanças no quadro fiscal e que aceleração da inflação seria temporária, como principal consequência a taxa de juros pode ficar baixa por mais tempo.
O que se observa são as taxas de juros prefixadas de vencimentos mais longos acabam ficando igualmente impressionadas em níveis mais elevados, sendo a compensação exigida pelos investidores pelo fato de eventualmente a Selic ao nível de hoje estar errada e precisar ser corrigido no futuro para cima. O que nos faz entender que certos segmentos não atraem devido ao prêmio pago e podem gerar volatilidade e risco aos portifólios.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.
Logo, segue no radar os sinais de abertura na curva de juros, o que nos preocupa quanto ao aumento de taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo. Fato que não acontecia desde 2002 e que agora vem acontecendo nos últimos 2 meses, são as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, alteramos a estratégia de alocação para 10% ante a 15%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento.
Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diários – 30/10/2020
Índices de Referência – Setembro/2020