Retrospectiva
Os ativos de risco fecharam a semana em queda, com as tensões políticas envolvendo as duas grandes potências econômicas mundiais, EUA e China, no radar dos investidores e levando preocupações diante do nível da agressividade diplomática. Na quarta-feira, os EUA determinaram o fechamento do consulado chinês em Huston, no estado do Texas. Ao justificar o ato, o Departamento de Estado americano afirmou que a medida tem por objetivo proteger a propriedade intelectual e as informações privadas dos americanos, após dois hackers chineses serem suspeitos de roubar informações sobre projetos de vacinas contra o “coronavírus”. Em retaliação, a China determinou o fechamento do consulado dos EUA em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste da China.
No campo da economia, destaque para a divulgação de um pacote de ajuda bilionário pelos governos dos países que integram a União Europeia. Pelo acordo, será criado um fundo de 750 bilhões de euros, equivalente a R$ 4,6 trilhões, dos quais metade será direcionada para os países mais afetados economicamente pela pandemia.
Em semana de agenda externa vazia, destaque para a divulgação do índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) em algumas regiões. Nos EUA, foi divulgado que o PMI composto, que engloba os setores industrial e de serviços, avançou a 50,0 pontos em julho, ante 47,9 pontos em junho, marcando o fim de cinco contrações mensais consecutivas. O número foi puxado pelo setor industrial, que registrou 51,3 pontos no mês. Na zona do euro, o PMI composto preliminar subiu de 48,5 pontos em junho para 54,8 pontos, nível mais alto desde meados de 2018 e bem acima da expectativa de 51,1 pontos.
Do lado da demanda, o Reino Unido reportou que as vendas no varejo subiram 13,9% em junho, na comparação com o mês anterior, acima da expectativa do mercado, porém é fato que o consumo está bem abaixo dos níveis anteriores a pandemia.
Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de desvalorizações. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -0,63%, e o FTSE-100, da bolsa inglesa, desvalorizou -2,65%, o índice SP 500, da bolsa norte-americana, caiu -0,28% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, avançou 0,24%.
No Brasil, conforme divulgou o IBGE, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,30% em julho, abaixo das expectativas do mercado que apontavam alta entre 0,40% a 0,55%. O número foi puxado pela alta dos combustíveis. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco apresentaram alta em julho, sendo que o maior impacto (0,22 ponto percentual) e a maior variação positiva (1,11%) vieram dos Transportes, que teve alta após quatro meses de quedas. Em junho, a alta havia sido de 0,02%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,67% e, nos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 2,13%.
A confiança dos consumidores manteve em julho a tendência de recuperação, motivada principalmente pela melhora das expectativas em relação à economia. Conforme divulgou a FGV, o Índice de Confiança do Consumidor, que mede a disposição do consumidor em comprar e demandar produtos e serviços, subiu 7,7 pontos em julho, para 78,8 pontos. Após três meses em alta, o índice agora está 9,0 pontos abaixo de fevereiro, último mês antes de a pandemia atingir a economia brasileira.
No campo político, repercutiu sobre o mercado a proposta de reforma tributária, apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Congresso Nacional. Pela proposta em primeira fase, o governo quer unificar o PIS/Cofins em um único imposto, denominado CBS – Contribuição sobre Operações com Bens e Serviços. O texto base recebeu críticas de diversos setores, principalmente sobre aumento da carga tributária.
Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, acompanhando os movimentos das bolsas internacionais. O Ibovespa encerrou a semana com recuo de -0,49%, aos 102.381 pontos, acumulando valorização de 7,71% no mês, e desvalorização de -11,47% no ano. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 5,2070 para a venda. Na semana, a moeda recuou -3,26% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 29,76%. Já o IMA-B Total encerrou a semana avançando 0,34%, enquanto no mês acumula alta de 3,19% e no ano valorização de 1,48%. Em 12 meses a valorização é de 6,88%.
Relatório Focus
No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram as estimativas para a inflação deste ano, ainda em meio à economia doméstica fragilizada. O documento revela que a expectativa, na mediana das projeções, para o IPCA deste ano foi reduzida para mantida em 1,67%, ante projeção de 1,72% uma semana atrás. Um mês atrás a previsão para o IPCA deste ano era de 1,63%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve pela sexta semana seguida a expectativa de que a inflação encerre o ano em 3,00%. Em 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.
Para a Selic, o mercado manteve pela quarta semana consecutiva a estimativa de que a taxa encerre o ano em 2,00% ao ano. O número projeta um novo corte da Selic na próxima reunião do Copom, em agosto, o que implicaria em uma redução de 0,25 ponto percentual frente ao atual patamar. Para o encerramento de 2021, a previsão para a taxa Selic foi mantida em 3,00% pela sexta semana consecutiva.
Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5″, as estimativas para a taxa Selic ao final do ano foram reduzidas para 1,88% na mediana das coletas. Para 2021 as apostas são de que a taxa Selic encerre o ano em 2,25% na mediana das coletas.
Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a expectativa de contração da economia brasileira medida pelo PIB. O mercado estima que o PIB brasileiro encolha -5,77% neste ano, ante expectativa de -5,95% uma semana atrás. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de -6,54%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB pela nona semana consecutiva em 3,50%. Em junho, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de variação zero para retração de -6,4%.
O documento mostrou que a projeção dos economistas para o câmbio ao final de 2020 foi mantida em R$ 5,20 pela sexta semana seguida. Para 2021, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 5,00. Um mês atrás a projeção para o câmbio era de R$ 5,00.
Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, o mercado manteve a projeção de queda no ingresso de recursos de fora do país. A mediana das previsões para 2020 é de um ingresso de US$ 53,95 bilhões, mesmo número da semana anterior, enquanto que para 2021 a expectativa foi mantida em US$ 64,10 bilhões. Há quatro semanas, a estimativa era de ingressos da ordem de US$ 57,50 bilhões e US$ 72,50 bilhões, respectivamente.
Perspectiva
Os mercados de risco mantém certo otimismo, com os investidores na expectativa do anúncio de um pacote de estímulos econômicos que está em discussão no Congresso dos EUA. Conforme informou o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, o texto, de autoria dos Republicanos, prevê uma ajuda de US$ 1 trilhão. No final do mês vence o prazo da ajuda aos cidadãos mais vulneráveis, que inclui cerca de 30 milhões de americanos desempregados, e a prorrogação depende da aprovação do pacote no Congresso.
Ainda por lá, os investidores estarão de olho na reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), que divulga na quarta-feira sua decisão sobre política monetária, com a estimativa dos analistas apontando para manutenção da taxa de juros no atual patamar, em torno de zero.
O mercado também mantém suas atenções ao clima de tensão entre EUA e China, após a ação americana de fechar o consulado chinês em Huston, e a imediata reação chinesa na mesma moeda. Os investidores ficarão atentos para possíveis novas medidas, no que está sendo chamado de “guerra fria” entre as duas nações.
Na agenda de indicadores, destaque especial para a divulgação do PIB do segundo trimestre dos EUA, com estimativa de queda anualizada de 35%, segundo dados compilados pela Bloomberg. Na região do euro, também será divulgado o PIB do bloco, e a estimativa é de recuo de 12% no comparativo trimestral. Atenção também para os PMIs de julho na China, com estimativas de atividade perto dos mesmos níveis de junho.
Por aqui, as atenções se voltam para os dados de emprego de junho, a serem divulgados na quarta-feira, após o índice de desemprego em maio subir para 12,9%. Entre outros indicadores relevantes sobre o último mês do segundo trimestre estão previstos o resultado fiscal, a conta corrente e os números de crédito, além do IGP-M de julho.
No campo político, a reforma tributária fica no destaque. A Comissão Mista da Reforma Tributária voltará a se reunir para discutir as três propostas que já estão no Congresso – a do governo, a da Câmara e a do Senado.
Em relação a pandemia pelo “coronavírus”, destaque para o início da última fase de testes da vacina da farmacêutica americana Moderna. Nesta fase, a vacina será testada em aproximadamente 30 mil pessoas em 87 lugares diferentes dos EUA até meados de outubro. Enquanto isso, o contágio não dá trégua, com a escalada de contágios seguindo nos EUA e América Latina. Enquanto na Europa o número de casos vem aumentando, fazendo com que alguns países aumentassem as restrições.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-os em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diários – 24/07/2020
Índices de Referência – Junho/2020
Retrospectiva
Os mercados de risco fecharam a semana no azul, entretanto a volatilidade esteve presente em todas as sessões. Pesou sobre os mercados o noticiário positivo, em especial a divulgação de uma bateria de indicadores econômicos otimistas na China e EUA. Em relação ao noticiário negativo, destaque para a relação diplomática entre EUA e China, que pioraram ainda mais após o Reino Unido ceder às pressões americanas e banir a gigante de tecnologia chinesa Huawei das redes 5G do país, em represália as medidas adotadas pelas autoridades chinesas em relação a Hong Kong. Além do avanço no número de contágios pelo “coronavírus”, que se intensificou em algumas regiões dos EUA, a ponto do governador da Califórnia ordenar o retorno do isolamento social e fechamento do comércio.
Na China, foi divulgado que o PIB cresceu 3,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, superando a mediana das previsões de um aumento de 2,6%, após a queda histórica de 6,8% no primeiro trimestre. Agora, o país é o primeiro a registrar um crescimento positivo após o início da pandemia. A alta do número foi puxada pela indústria, que cresceu 4,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Entretanto, o protagonismo dos investimentos públicos na indústria, além dos números fracos do consumo, com as vendas no varejo recuando -3,9% no segundo trimestre frente ao mesmo período do ano anterior, apontam para um crescimento não sustentado do PIB.
Nos EUA, foi divulgado que as vendas no varejo cresceram 7,5% em junho, com os números que representam as compras em lojas, restaurantes e e-commerce aproximando-se aos níveis pré-pandemia. Por outro lado, o índice de confiança do consumidor recuou de 78,1 pontos em junho para 73,2 pontos em julho, ante previsão de 77,8 pontos, com o resultado da pesquisa refletindo o novo avanço do contágio em diversas regiões dos EUA.
Algumas importantes reuniões de banco centrais para tratar de política monetária foram realizadas. Nos encontros dos membros do BoJ, o banco central japonês, e do BCE, o banco central europeu, as políticas monetárias permaneceram inalteradas. As principais taxas de juros do BCE, a de refinanciamento e a de depósitos, permaneceram em 0% e -0,50%, respectivamente, enquanto o BoJ manteve a taxas de juros de curto prazo em -0,1% enquanto as de longo prazo em cerca de 0%. Ambas as autoridades reiteram a disposição de ajustar os instrumentos monetários na medida em que for necessário.
Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de valorizações. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 2,26%, e o FTSE-100, da bolsa inglesa, valorizou 3,20%, o índice SP 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,25% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 1,82%.
No Brasil, conforme divulgou o Banco Central, o IBC-Br, considerado a prévia do PIB local, apontou que a economia avançou 1,31% no mês de maio ante abril, refletindo uma leve recuperação depois da forte retração da atividade por conta da pandemia pelo “coronavírus”. O número veio abaixo das expectativas coletadas entre os economistas, que previam um crescimento de 4,5% da atividade na comparação mensal, após recuo de 9,73% na medição do mês de abril.
No campo político, a semana foi movimentada. Destaque para o início das discussões sobre uma reforma tributária. Enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, defende a desoneração da folha de pagamentos e o retorno do imposto sobre transações financeiras, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, rechaça a proposta de ressuscitar a “CPMF”. Com o fim do mandato de presidente da Câmara próximo, Rodrigo Maia pretende acelerar a discussão para não perder tempo. Paulo Guedes prometeu entregar o projeto de reforma ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta semana.
Outro ponto de atrito foi a decisão do presidente Jair Bolsonaro em vetar trechos do novo marco do saneamento, em especial ao artigo que trata da renovação dos contratos de concessão atuais sem licitação.
Para a bolsa brasileira a semana foi de alta, acompanhando os movimentos das bolsas internacionais. O Ibovespa encerrou a semana com avanço de 2,86%, aos 102.888 pontos, acumulando valorização de 8,24% no mês, e desvalorização de -11,03% no ano. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 5,3805 para a venda. Na semana, a moeda avançou 1,12% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 34,13%. Já o IMA-B Total encerrou a semana avançando 0,52%, enquanto no mês acumula alta de 2,85% e no ano valorização de 1,14%. Em 12 meses a valorização é de 7,00%.
Relatório Focus
No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram as estimativas para a inflação deste ano, ainda em meio à economia doméstica fragilizada. O documento revela que a expectativa, na mediana das projeções, para o IPCA deste ano foi mantida em 1,72%, mesmo número da semana anterior. Um mês atrás a previsão para o IPCA deste ano era de 1,61%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve pela sexta semana seguida a expectativa de que a inflação encerre o ano em 3,00%. Em 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.
Para a Selic, o mercado manteve pela quarta semana consecutiva a estimativa da taxa em 2,00% ao ano. O número projeta um novo corte da Selic na próxima reunião do Copom, em agosto, o que implicaria em uma redução de 0,25 ponto percentual frente ao atual patamar. Para o encerramento de 2021, a previsão para a taxa Selic foi mantida em 3,00% pela sexta semana consecutiva.
Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5″, as estimativas para a taxa Selic ao final do ano foram elevadas para 2,00% na mediana das coletas. Para 2021 as apostas são de que a taxa Selic encerre o ano em 2,38% na mediana das coletas, mesmo número em relação à estimativa semana passada.
Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a expectativa de contração da economia brasileira medida pelo PIB. O mercado estima que o PIB brasileiro encolha -5,95% neste ano, ante expectativa de -6,10% uma semana atrás. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de -6,50%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB pela nona semana consecutiva em 3,50%. Este mês, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de variação zero para retração de -6,4%.
O relatório mostrou que a projeção dos economistas para o câmbio ao final de 2020 foi mantida em R$ 5,20 pela sexta semana seguida. Para 2021, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 5,00. Um mês atrás a projeção para o câmbio era de R$ 5,00.
Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, o mercado projeta mais queda no ingresso de recursos de fora do país. A mediana das previsões para 2020 é de um ingresso de US$ 53,95 bilhões, ante projeção de US$ 55,00 da semana anterior, enquanto que para 2021 a expectativa foi mantida em US$ 64,10 bilhões. Há quatro semanas, a estimativa era de ingressos da ordem de US$ 60,00 bilhões e US$ 75,00 bilhões, respectivamente.
Perspectiva
Os mercados de risco seguem o movimento de valorização, apoiados nas notícias positivas na medida em que avançam os testes para a descoberta de uma vacina contra o “coronavírus” eficaz e segura. Alguns laboratórios já iniciaram a fase três dos testes, como é o caso da “vacina de Oxford”, desenvolvida pela universidade britânica com colaboração da multinacional farmacêutica AstraZeneca. Outra vacina em estágio adiantado é produzida pelo laboratório chinês SinoVac Biotech, que começa a ser aplicada em profissionais de saúde no Hospital das Clínicas, em São Paulo, em parceria com o Instituto Butantan.
Enquanto uma solução eficaz não esteja disponível, o contágio pelo “coronavírius” segue não dando trégua. O número de contágios cresce em metade da Europa, indicando que o perigo de uma segunda onda é real. Vários países admitem endurecer as regras para evitar o avanço, sem, no entanto, impor confinamento.
Os EUA seguem contabilizando recordes diários no número de pessoas contagiadas, assim como o Brasil que aparentemente vive o “platô” da pandemia. Em comum, o fato de estabelecerem regras de isolamento social fraco e comando confuso, além de colocarem a recuperação da economia em primeiro plano.
Por aqui, as atenções estarão voltadas as questões políticas. O debate sobre uma reforma tributária toma corpo, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pretende intensificar as discussões por uma reforma o mais ampla possível.
Na agenda local da semana, destaque para a divulgação do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, que segundo projeções compiladas pela Bloomberg, deve mostrar aceleração, além do índice de confiança do consumidor da FGV.
No exterior, destaque para a divulgação de indicadores que permitirão medir a temperatura de como está a economia global e a retomada econômica dos principais países. Nos EUA serão divulgadas prévias dos PMIs de manufaturas e serviços deste mês, bem como serão revelados os PMIs da zona do euro e Reino Unido. Também no radar, discussões na União Europeia sobre pacote de ajuda à região e encontro de ministros do G-20.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-os em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperar na retomada do mercado. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diários – 17/07/2020
Índices de Referência – Junho/2020
Retrospectiva
Os mercados de risco fecharam a semana em direções opostas, com os investidores oscilando entre o otimismo no desenvolvimento de medicamentos de rápida aplicabilidade contra o “coronavírus”, e o mau humor com a alta frequência das infecções e número de óbitos que não param de crescer, levando algumas regiões a retroceder na flexibilização social. As tensões entre EUA e China também ficaram no radar dos investidores, após a autoridade norte-americana impor sanções ao secretário do Partido Comunista da região autônoma de Xinjiang, Chen Quanguo, e mais três membros do alto escalão local, por supostos abusos de direitos humanos contra minoria muçulmana na região. A China prometeu retaliações.
Nos EUA, as bolsas locais fecharam a semana com ganhos, diante do início da divulgação de resultados trimestrais das empresas, a chamada “temporada de balanços”. Ainda por lá, destaque para a proliferação da infecção e número de óbitos pelo “coronavírus” na região sul do país.
Na Ásia, destaque para a divulgação da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) na China. O índice de junho recuou 3,0% em relação há um ano, ante expectativa de recuo de 3,2%. A queda de junho é a quinta consecutiva, com a pandemia pesando bastante sobre a demanda da indústria. Enquanto no Japão, o banco central local (BoJ, na sigla em inglês) divulgou relatório com perspectivas para a economia da região. No relatório, o BoJ rebaixou a perspectiva para a economia de todas as regiões do país, afirmando que a situação econômica é extremamente grave, com a pandemia continuando a pesar sobre os exportadores e o setor de serviços, e que não hesitará em tomar medidas adicionais.
Na região do euro, destaque para a divulgação de dados sobre a produção industrial alemã. O crescimento foi de 7,8% em maio, diante de avanço esperado de 10%. Com a reabertura do comércio na região do euro, os consumidores voltaram às compras conforme mostraram as estimativas da Eurostat para as vendas no varejo. Nos 19 países que usam o euro como moeda, as vendas saltaram a 17,8% em maio na comparação com abril.
Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 0,84%, e o FTSE-100, da bolsa inglesa, desvalorizou -1,01%, o índice SP 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,76% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, recuou -0,07%.
No Brasil, destaque para a divulgação do IPCA de junho. O índice, considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,26% conforme divulgou o IBGE. O resultado interrompe uma sequencia de dois meses de deflação, e coloca pressão sobre o COPOM na definição da taxa Selic na reunião do mês que vem. A alta nos preços dos combustíveis exerceu o maior impacto individual sobre o índice. No ano, o IPCA passou a acumular variação de 0,10%, e em doze meses, de 2,13%.
Após dois meses de queda devido ao isolamento social iniciado em março, o comércio varejista brasileiro apontou que as vendas no varejo subiram 13,9% em maio na comparação com abril, conforme divulgou o IBGE. O resultado foi acima do esperado, uma vez que a expectativa mediana dos economistas compilada pelo Bloomberg apontava para uma alta de 5,9% depois da queda de 16,8% registrada em abril. É a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000.
Destaque também para a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao afirmar que o país irá privatizar quatro empresas estatais nos próximos noventa dias, após a aproximação do Planalto com o “Centrão”. Segundo Guedes, a agenda reformista ganha força após a crise sanitária em que o governo se viu obrigado a abrir os cofres públicos com medidas para tentar segurar a atividade economia.
Para a bolsa brasileira a semana foi de alta, com os dados econômicos sustentando o otimismo. O Ibovespa encerrou a semana com avanço de 3,38%, aos 100.031 pontos, acumulando valorização de 5,23% no mês, e desvalorização de -13,50% no ano. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 5,3208 para a venda. Na semana, a moeda avançou 0,05% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 32,69%. Já o IMA-B Total encerrou a semana avançando 0,95%, enquanto no mês acumula alta de 2,32% e no ano valorização de 0,62%. Em 12 meses a valorização é de 6,26%.
Relatório Focus
No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram as estimativas para a inflação deste ano, ainda em meio à economia doméstica fragilizada. O documento revela que a expectativa, na mediana das projeções, para o IPCA deste ano foi elevada para 1,72%, ante 1,63% da semana anterior. Um mês atrás a previsão para o IPCA deste ano era de 1,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve pela quinta semana seguida a expectativa de que a inflação encerre o ano em 3,00%. Em 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.
Para a Selic, o mercado manteve pela terceira semana consecutiva a estimativa da taxa em 2,00% ao ano. O número projeta um novo corte da Selic na próxima reunião do Copom, em agosto, o que implicaria em uma redução de 0,25 ponto percentual frente ao atual patamar. Para o encerramento de 2021, a previsão para a taxa Selic foi mantida em 3,00% pela quinta semana consecutiva.
Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5″, as estimativas para a taxa Selic ao final do ano foram reduzidas para 1,88% na mediana das coletas. Para 2021 as apostas são de que a taxa Selic encerre o ano em 2,38% na mediana das coletas, um aumento em relação à estimativa semana passada.
Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a expectativa de contração da economia brasileira medida pelo PIB. O mercado estima que o PIB brasileiro encolha -6,10% neste ano, ante expectativa de -6,50% uma semana atrás. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de -6,51%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB pela oitava semana consecutiva em 3,50%. Este mês, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de variação zero para retração de -6,4%.
O relatório mostrou que a projeção dos economistas para o câmbio ao final de 2020 foi mantida em R$ 5,20 pela quinta semana seguida. Para 2021, a projeção para o câmbio foi ajustada para R$ 5,00, ante estimativa de R$ 5,05 na semana passada. Um mês atrás a projeção para o câmbio era de R$ 5,00.
Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, o mercado projeta mais queda no ingresso de recursos de fora do país. A mediana das previsões para 2020 é de um ingresso de US$ 55,00 bilhões, mesmo número da semana anterior, enquanto que para 2021 a expectativa foi alterada para US$ 64,10 bilhões, uma redução ante aos US$ 70,00 bilhões estimados há sete dias. Há quatro semanas, a estimativa era de ingressos da ordem de US$ 60,00 bilhões e US$ 75,00 bilhões, respectivamente.
Perspectiva
Os mercados de risco repercutem o otimismo pela recuperação econômica em países e regiões que já passaram pela quarentena superando os temores de uma segunda onda de contágios pelo “coronavírus”. Nova York, por exemplo, teve seu primeiro dia sem mortes desde março, o que reforça uma tese atualmente em discussão: regiões mais afetadas e que foram reabertas às atividades têm queda sustentada de mortes e podem ter criado uma barreira natural conta uma segunda onda de contágios. Obviamente, à custa de muitas vidas. Também corrobora com o viés otimista a decisão da Food And Drug Administration (FDA, na sigla em inglês), órgão norte-americano similar à Anvisa no Brasil, de facilitar o protocolo a duas vacinas contra o “coronavírus” em desenvolvimento pelos laboratórios Pfizer e BioNTech.
Por aqui, os programas emergenciais de auxilio e da ampliação do bolsa família promoveram uma injeção de recursos suficientes para amenizar a queda do PIB brasileiro para este ano, devido a um aumento imediato na demanda que os programas que transferem renda para famílias com renda mais baixa oferecem. Alguns indicadores de maior frequência, como gastos com cartões de débito e de crédito, tráfego de veículos e circulação de pessoas também sugerem recuperação moderada da atividade no país.
Na agenda local da semana, destaque para a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB nacional. A expectativa é de que o número reflita o desempenho acima do previsto da produção industrial e vendas do varejo do mês passado.
No exterior, destaque para a divulgação do PIB da China referente ao segundo trimestre do ano, que deve indicar boa recuperação da segunda maior economia do mundo, além de dados da indústria e do varejo da região. Nos EUA, destaque para a divulgação da produção industrial, seguida ainda pelas vendas no varejo de junho. Na Europa, o banco central da região (BCE, na sigla em inglês) se reúne para deliberar sobre política monetária, assim como o banco central japonês.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-os em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperar na retomada do mercado. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diários – 10/07/2020
Índices de Referência – Maio/2020
Com a evolução da legislação e uma maior cobrança dos órgãos de Controles Internos e Externos, os Regimes Próprios de Previdência Social em todas as esferas da Federação vem cada vez mais assumindo uma postura de busca à profissionalização da gestão de suas Unidades Gestoras de Previdência.
| Critério | Fundamentação Legal | Como Ajudamos? |
|---|---|---|
| Acesso dos segurados às informações do regime | Lei nº 9.717/98, art. 1º, VI; Port.nº 204/2008, art. 5º, VIII; Port.nº 402/2008, art.12. | Fazemos a emissão de relatórios em meio digital e físico |
| Aplicações financeiras de acordo com Resolução do CMN – previsão legal e com a Política de Investimentos | Lei nº 9.717/98, arts. 1º, § único e 6°, IV e V;Port.nº204/08,art.5º, XV;Port. nº402/08, art.20. | Através de relatórios a empresa auxilia o gerenciamento de todo enquadramento das aplica- ções nos segmentos e artigos da Resolução, com alerta em casos de desenquadramento e, enquadramento das aplicações de acordo com os limites definidos na Política de Investimentos. |
| Demonstrativo das Aplicações e Investimentos dos Recursos – DAIR | Lei nº9.717/98,art. 9º,PU;Port.nº204/08,art. 5º,XVI,“d”, art.10, §§2ºe8º;Port. 402/08, art.22 | Fornecemos em arquivo ou ambiente eletrônico as informações dos investimen- tos para o preenchimento do cadastro mensal no portal da SPS; com auxílio no preenchimento. |
| Demonstrativo da Política de Investimentos – DPIN | Lei nº9.717/98, art.1º, § único e 6°, IV e VI; Port.nº 519/2011, art.1º; Port.nº 204/2008,art. 5º,XV | Fornecemos aos RPPS o Relatório de Política de Investimentos e auxiliamos o preenchimento no CADPREV |
| Relatórios detalhados, no mínimo, trimestralmente, sobre a rentabilidade, os riscos das diversas modalidades de operações realizadas nas aplicações dos recursos do RPPS e a aderência à política anual de investimentos e suas revisões | Portaria MPS nº 519, de 24 de agosto de 2011, Artigo 3º Incisos III e V | A Consultoria elabora e emite relatórios, bem como, efetua reuniões para apresentação aos órgãos competentes. |
| Credenciamento prévio das Instituições antes da realização de qualquer operação | Portaria MPS nº 519, de 24 de agosto de 2011, Artigo 3º Incisos IX | A empresa dá suporte ao RPPS no processo de creden- ciamento de Instituições Financeiras, Administradores e Gestores de Fundos de Investimento. Através da Plataforma o RPPS executa todo seu processo em poucos minutos, isto porque praticamente todas as Instituições já disponibilizaram seus documentos em nosso sistema. E mais do que um sistema, é um conceito, um método. |
| Emitir APR’s – Autorização de Aplicação e Resgate para todas as aplicações ou resgates dos recursos dos RPPS | Portaria MPS nº 519, de 24 de agosto de 2011, Artigo 3º B | Auxiliamos no preenchimento e emissão das APR’s de forma automática através da Plataforma. |
| Atestado evidenciando compatibilidade com as obrigações presentes e futuras do regime para aplicações que apresentem prazos para desinvestimento, inclusive prazos de carência e para conversão de cotas de fundos de investimentos | Portaria MPS nº 519, de 24 de agosto de 2011, Artigo 3º § 4º | Emitimos relatório de análise de ativo e passivo, nosso ALM chamado de Estudo de Solvência, que serve como base técnica e fundamentada para o RPPS poder emitir esse tipo de atestado. |
| Análise de Fundos de Investimentos | Portaria MPS nº 519, de 24 de agosto de 2011 | A empresa elabora relatório de Avaliação de Fundos de Investimentos 555 e Fundos Estruturados – análise de regulamento, enquadramento, prospecto (quando houver) e parecer opinativo; individuali- zado para cada cliente, tudo através da Plataforma, regis- trando data da solicitação, data da entrega do relatório. Segurança em todo o processo! Parecer registrado! |
| Atendimento a auditorias | Lei nº9.717/98 | Auxilia o RPPS e caso necessário emissão de Parecer Técnico contendo subsídios e esclarecimentos para utiliza- ção em defesas junto a Órgãos Reguladores e Fiscalizadores. |
| Execução da Política de Investimentos pelo comitê, com análise de cenários | Portaria MPS nº 519 | Emissão de panoramas econômicos relativo ao mês anterior e trimestres. Como também relatórios semanais sobre cenário econômico, para servir como subsidio para as reuniões e orientação do comitê. |
| Plano de Educação Continuada e Certificações | Portaria nº 519 e Pró-Gestão | A Crédito e Mercado Educação Executiva é a empresa que mais capacitou participantes dos RPPS em todo Brasil. Contamos com cursos presenciais e também à distância, permitindo ao RPPS acesso a diversos cursos como: CPA10, CPA20, CGRPPS, CEA, Curso de Conselheiros e Comitê, Matemática Financei- ra, PDL – Prevenção a Lavagem de Dinheiro, Capacitação para Credencia- mento, Curso de Análise de Investimentos. |
Listamos aqui, sem entrar em maiores detalhamentos, exigências pertinentes apenas ao que diz respeito aos Investimentos. Por isso a importância de se ter um bom suporte técnico para auxílio na gestão.
O Artigo 15º da Instrução CVM 592 que regulamenta as atividades das Consultorias, em seu Inciso III, estabelece como regra de conduta:
“- cumprir fielmente o contrato firmado com o cliente, prévia e obrigatoriamente por escrito, o qual deve conter as características dos serviços a serem prestados”.
Exigência alinhada à responsabilidade colocada pelo cumprimento da Lei 8.666 que regula as licitações e contratos da Administração Pública.
Por isso é indispensável que o processo de contratação dos serviços, não apenas das Consultorias de Investimentos, mas qualquer outro também, não tenha apenas ótica de preço; é preciso evidenciar a técnica.
Crédito e Mercado, evoluindo junto com você!