março, 2020

NOSSA VISÃO – 30/03/2020

Retrospectiva

Semana de alívio para os mercados de riscos, após os governos de diversos países anunciarem maciços programas de ajuda e subsídios à população e empresários para enfrentarem o período de quarentena social ampliado devido a disseminação do “coronavírus”, que globalmente já atinge mais de 725 mil infectados e quase 35 mil óbitos, conforme números oficiais.

Na Alemanha, o Conselho de Ministros aprovou um crédito suplementar de 156 bilhões de euros, que na prática autoriza o governo alemão a se endividar para apoiar a economia local. Além disso, foi reativado o Fundo de Estabilização com suporte de 500 bilhões de euros para apoiar as grandes indústrias alemãs.

No Reino Unido, o governo britânico ampliou o pacote de ajuda para incluir os trabalhadores autônomos que perderam seus sustentos por conta do isolamento social. O auxílio abrange cerca de 5 milhões de trabalhadores autônomos do Reino Unido, que terão direito a uma verba de até 2.500 libras mensais.

Nos EUA, o Congresso aprovou um amplo programa financeiro de assistência, que inclui pagamentos diretos a população e ajuda aos setores mais afetados pela pandemia. O pacote, sem precedentes na história, envolve a quantia de US$ 2 trilhões, o equivalente a R$ 10 trilhões, e representa cerca de 10% do PIB norte-americano. O programa inclui a transferência de renda de para pagamento direto a pessoas e famílias e aumento dos benefícios aos desempregados e autônomos, além de um programa de crédito para pequenas empresas em condições que estimulem a manutenção de postos de trabalho.

Alguns indicadores da produção após o início da pandemia começaram a ser divulgados, e mostram o estrago que a paralisação parcial das atividades está causando na economia. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro caiu à mínima recorde de 31,4 pontos em março, ante 51,6 pontos em fevereiro, puxado pelo setor de serviços que recuou para a mínima de 28,4 pontos. Os números sugerem que a economia da região está encolhendo a uma taxa trimestral de 2%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de recuperação diante da injeção maciça de assistência monetária pelos governos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 7,88%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 6,16%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 10,26% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 17,14%.

Por aqui, a disputa pelo protagonismo opõe governadores e Planalto na discussão sobre apertar ou afrouxar as regras de funcionamento do comércio. De um lado os governadores, que impõe duras regras que impedem, por exemplo, bares, restaurantes e shoppings de funcionar. Do outro lado o presidente Jair Bolsonaro, que defende uma flexibilização das regras, e autorizou o funcionamento de casas lotéricas e igrejas durante a quarentena, medida essa que enfrenta resistência no judiciário. O Congresso também entra na disputa e avança na aprovação da PEC que cria um orçamento paralelo que reuni todas as medidas de combate ao “coronavírus”, delimitando as ações do governo.

O governo central anunciou um pacote de R$ 40 bilhões para financiar a folha de pagamentos de pequenas e médias empresas por dois meses, até o limite de dois salários mínimos por empregado. O financiamento terá carência de 6 meses e 36 meses para pagar e juros pela taxa Selic. A medida espera atingir 12,2 milhões de trabalhadores.

O Senado vota nesta semana a proposta de pagamento de auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600,00, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de recuperação de parte das perdas, seguindo os mercados externos. O Ibovespa encerrou a semana com alta de 9,48%, aos 73.428 pontos, acumulando desvalorização no ano de -36,51%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 5,107 para a venda, mesmo após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda avançou 1,58% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 27,26%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 2,60%, enquanto no ano a desvalorização é de -6,45%. No acumulando de 12 meses a valorização é de 9,16%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram novamente pra baixo a estimativa para o IPCA deste ano. A projeção agora é de que o IPCA encerre o ano em 2,94%, ante 3,04% da semana passada. Um mês atrás a previsão para o IPCA deste ano era de 3,19%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro reduziu a estimativa da inflação para 3,57%, ante 3,60% da semana anterior. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o levantamento semanal mostrou que a expectativa é de que a taxa básica de juros seja reduzida em mais 0,25 ponto percentual e termine o ano em 3,50%. Antes a expectativa era de que permanecesse na taxa atual, de 3,75%. Para o encerramento de 2021, a previsão para a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual para 5,00%. Há quatro semanas a estimativa era de 5,75%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5”, as estimativas para a taxa Selic em 2020 foram reduzidas ainda mais, para 3,13%. Para 2021 as apostas são de que a taxa Selic encerre o ano em 4,50%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mais uma vez reduzida, agora para uma contração de -0,48%, em meio às incertezas sobre os impactos da pandemia do “coronavírus” na atividade econômica, ante projeção de 1,48% da semana anterior, sendo a sétima semana consecutiva de previsão pra baixo. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,17%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. A expectativa do mercado é de que a economia doméstica se recupere do tombo ainda este ano. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

O relatório mostrou que a projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,50. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,20. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi aumentada para R$ 4,30, ante R$ 4,29 da estimativa anterior. Um mês atrás era de R$ 4,15.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 pela quinta semana seguida. Para 2021, a expectativa foi ajustada para R$ 81,40, enquanto na semana anterior a previsão era de US$ 80,00 bilhões.

Perspectiva

Os mercados de risco iniciaram a semana um pouco mais calmos, na esteira das medidas de ajuda financeira anunciadas pelos principais governantes, além de apoiar uma maior atenção com o distanciamento social da população para enfrentar a pandemia do “coronavírus” e achatar a curva de contágio. Nos EUA, por exemplo, o governo estendeu a quarentena até 30 de abril. Os dados ainda são incipientes, mas estudos com os dados de contágio divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que o distanciamento social tem reduzido a disseminação do “coronavírus” no estado de São Paulo, na comparação com o restante do país, ocasionando um achatamento na curva de contágio. Agora se deve acompanhar os números para observar se a tendência é confirmada.

O noticiário é positivo, porém, não sejamos ingênuos de imaginar que daqui pra frente haverá uma guinada na tendência dos mercados. A injeção gigantesca de liquidez promovida pelos principais governos não trará recursos novos para os mercados de riscos no curto prazo, porque obviamente esses recursos serão direcionados, em primeiro grau, ao sustento das famílias e ao pagamento das despesas correntes pelas empresas destinatárias dos programas, que são as empresas de pequeno e médio porte.

A agenda da semana reserva uma série de eventos a serem monitorados, e que devem adicionar elementos para mostrar o tamanho do impacto da pandemia na economia global. O principal dado, a ser revelado na sexta-feira, é o relatório de emprego dos EUA, conhecido como “payroll”. As estimativas são de fechamento de 100 mil vagas de emprego em março. Só para termos uma referência, em fevereiro (antes da pandemia) foram criados 273 mil novos postos de trabalho.

Também serão revelados números da produção industrial de março na China, que deverá mostrar o ritmo de retomada do crescimento da segunda maior economia do mundo, que na última semana voltou a produzir em alguns locais na medida em que o contágio perde força por lá.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-os em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperar na retomada do mercado. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –27/03/20

Índices de Referência – Fevereiro/2020

NOSSA VISÃO – 23/03/2020

Retrospectiva

Nem mesmo os estímulos monetários proporcionados pelos governantes globais foram suficientes para conter o pânico que se instalou nos mercados de riscos. Uma nova rodada de quedas acentuadas nos preços dos ativos foi observada, e diante disso mais programas de estímulos monetários estão sendo anunciados para abastecer a economia de recursos.

Na China, a primeira região a enfrentar a disseminação do “coronavírus”, as empresas já estão retornando suas atividades aos poucos, e agora o país contabiliza os estragos na economia. A produção industrial por lá caiu 13,5% nos dois primeiros meses do ano. As vendas no varejo caíram 20,5% no mesmo período. Ambos os números vieram bem piores do que o previsto por especialistas. Pelo andar da carruagem, e pela importância da China na economia global, o golpe será sentido por todos e por muito tempo.

Na Europa, o vírus se alastra com velocidade espantosa, fazendo com que muitos países (Itália, Espanha e França, por exemplo) tomem medidas drásticas para tentar limitar o contágio. Foi decretada quarentena em muitas regiões da Europa, com restrições de locomoção (fechamento de estradas, fronteiras, aeroportos, transporte público), obrigando a população ao isolamento social.

Nos EUA, a situação é igualmente tensa, com o país registrando diariamente um número significativo de contaminação e óbitos. Enquanto isso, o Senado rejeitou o pacote de ajuda de US$ 1,3 trilhão anunciado pelo governo Donald Trump. Os Democratas alegam que os termos do pacote favorecem as empresas em detrimento das pessoas, que enfrentam desemprego e perda de renda.

Para os mercados de ações internacionais, a semana manteve a sequencia de fortes quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -3,28%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -3,27%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -14,98% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -5,04%.

Por aqui, o avanço da contaminação pelo “coronavírus” segue crescente. Vários Estados e Prefeituras decretaram Estado de Calamidade Pública. O governo federal fez o mesmo, cujo texto foi aprovado pelo Congresso, que na prática permite o rompimento do teto de gastos para direcionar recursos para a saúde.

Adicionalmente, o governo federal vem anunciando uma série de medidas que visam preservar minimamente o emprego, diante do fechamento por prazo determinado de varias atividades que empregam um número considerável de cidadãos, como bares, restaurantes e eventos que costumam concentrar muitas pessoas.

No âmbito econômico, destaque para a reunião do COPOM que decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa Selic de 4,25% para 3,75%, novo piso histórico, uma redução de 0,5 ponto percentual. No comunicado, seus membros destacaram a preocupação com a trajetória da inflação, ao ressaltar que no cenário base permanecem fatores de riscos em ambas as direções.

Para a bolsa brasileira, o clima de aversão a risco seguiu os mercados internacionais. O Ibovespa encerrou a semana com queda de -18,88%, aos 67.069 pontos, acumulando desvalorização no ano de -42,00%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 5,027 para a venda, mesmo após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda avançou 4,46% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 25,28%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -4,31%, enquanto no ano é de -8,82%. No acumulando de 12 meses a valorização é de 5,22%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram novamente pra baixo a estimativa para o IPCA deste ano. A projeção agora é de que o IPCA encerre o ano em 3,04%, ante 3,10% da semana passada. Um mês atrás a previsão para o IPCA deste ano era de 4,20%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação para 3,60%, ante 3,65% da semana anterior. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, após o Bacen reduzir o juro para 3,75% na reunião do COPOM da semana passada, um ajuste de 0,50 ponto percentual, o mercado manteve as projeções para a taxa encerrando o ano em 3,75%. Para o encerramento de 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 5,25%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,00%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5”, as estimativas para a taxa Selic em 2020 foram mantidas em 3,38%. Para 2021 as apostas são de que a taxa Selic encerre o ano em 5,00%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mais uma vez reduzida, agora para 1,48%, ante projeção de 1,68% da semana anterior, sendo a sexta semana consecutiva de previsão pra baixo. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,20%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

Após sucessivas altas da cotação do dólar nos últimos dias, o relatório mostrou que a projeção para o dólar no fim de 2020 foi ajustada para R$ 4,50, ante R$ 4,35 da semana passada. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,15. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi aumentada para R$ 4,29, ante R$ 4,20 da estimativa anterior. Um mês atrás era de R$ 4,15.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 pela quarta semana seguida. Para 2021, a expectativa foi reduzida para R$ 80,00, enquanto na semana anterior a previsão era de US$ 83,75 bilhões.

Perspectiva

A luz no fim do túnel está cada dia menos visível.  A bola da vez é o contágio nos EUA, que já atingiu mais de 35 mil infectados e quase 500 óbitos. Por lá, um terço da população está obrigada ao isolamento. Somente New York, epicentro da disseminação, concentra mais da metade dos casos no país e 5% do total de contágios no planeta. Conhecida como “a capital do mundo”, as perspectivas para a cidade são sombrias. A cidade está a ponto de conviver com a falta de suprimentos básicos chaves.

Enquanto isso, as autoridades monetárias continuam oferecendo estímulos à economia. O banco central norte-americano anunciou a pouco que comprará uma quantidade ilimitada de títulos do Tesouro dos EUA e títulos respaldados por hipotecas, em volume necessário para manter o funcionamento normal dos mercados, em substituição ao compromisso de comprar até US$ 700 bilhões que havia feito na semana passada.

Enquanto isso, os mercados de riscos mergulham em quedas fortes. Alguns ativos brasileiros atingiram preços de 3 anos atrás, tornando-se um atrativo para quem é investidor de longo prazo e necessita acumular reservas, não se importando com resultados imediatos.

Por outro lado, isso a que chamamos de “janela de oportunidade”, e que está aberta, pode demorar um tempo maior para se fechar, a depender dos rumos da disseminação e mortalidade do “coronavírus”. Isso representa dizer que os preços dos ativos estão baratos, entretanto amanhã, ou na semana que vem, ou daqui a quinze dias, podem ficar mais baratos ainda.

Assim sendo, recomendamos cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Sugerimos que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-os em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização recente dos investimentos sem possibilidades de recuperar na retomada do mercado. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

Indicadores Diários -20/03/20

Índices de Referência -Fevereiro/2020

COMUNICADO – EDUCAÇÃO EXECUTIVA

Prezado Cliente,

Sabemos que estamos diante de um momento delicado e de crise, e continuamos acompanhando de forma constante a evolução e as rápidas mudanças em nosso país. Como sempre, nós, da Crédito e Mercado, estaremos juntos com vocês.

A partir da próxima segunda-feira (dia 23/03), iremos liberar dez acessos gratuitos ao curso de CPA-10 à distância. Os cadastros poderão ser feitos até 23/04 e o curso ficará disponível por noventa dias para cada um desses acessos. Essa cortesia é válida somente para os clientes da Crédito e Mercado, e para garantir este benefício, será necessária comprovação de vínculo da pessoa cadastrada com o RPPS (servidor, conselheiro, membro do comitê, etc). Além disso, o curso CPA-20 estará com 50% de desconto para todos os nossos clientes.

O momento em que vivemos pede que todos, na medida do possível, permaneçam em suas residências protegendo-se uns aos outros de acordo com as recomendações da OMS e de outros órgãos de saúde. Faz parte dos princípios da Crédito e Mercado prezar pelo desenvolvimento dos RPPS e de suas atividades, e é por isso que, mesmo estando em casa, encontramos uma maneira de continuar fomentando o conhecimento e incentivando os estudos e as boas práticas. Assim, quando tudo voltar ao normal, o que esperamos que seja em breve, você sairá na frente, estando mais bem preparado para a avaliação de certificação e também mais atualizado sobre os temas e conteúdos.

Acesse agora nossa plataforma e realize os cadastros para começar a usufruir dos acessos gratuitos ao curso CPA-10. Bons estudos!

Para maiores informações, escreva para educação@creditoemercado.com.br ou ligue para (13)3878-8400.

Atenciosamente,

Equipe Crédito e Mercado

NOSSA VISÃO – 16/03/2020

Retrospectiva

Em mais uma semana de pânico global por conta da disseminação do “coronavírus”, coube a Organização Mundial da Saúde – OMS decretar situação de pandemia para a doença, ainda que com certo atraso. No comunicado, a OMS justificou sua decisão ao dizer que “nas duas últimas semanas, o número de casos de “Covid-19” fora da China aumentou 13 vezes e a quantidade de países triplicou. Agora são mais de 118 mil infectados em 114 nações, sendo que 4.291 pessoas vieram a óbito”. (Os números atualizados informam quase 160 mil infectados e mais de 6 mil óbitos).

No mercado financeiro, os investidores perderam o rumo. A cada notícia e informação as bolsas reagiam, ora pra cima ora pra baixo. Empresas estão fechadas; eventos e conferências de peso foram suspensos. No campo esportivo e cultural também houve interrupção das atividades. Tudo isso para evitar a aglomeração de pessoas, fato que facilita a transmissão do vírus.

Com vários países declarando estado de emergência, os bancos centrais têm mostrado seus arsenais monetários para conter uma recessão global que se anuncia. No Japão, o banco central local (BoJ, na sigla em inglês) anunciou injeção de liquidez de 1,7 trilhões de ienes, através de compra de títulos soberanos de cinco e dez anos, no valor de 200 bilhões de ienes, além de uma injeção de 1,5 trilhões de ienes em empréstimo de duas semanas.

O banco central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), cortou o juro extraordinariamente pela primeira vez desde 2008, de 0,75% para 0,25%, uma redução de 0,50 pontos percentuais, além de anunciar estímulos a empréstimos às pequenas e médias empresas e às famílias. O banco central europeu (BCE, na sigla em inglês) aprovou medidas de estímulo temporárias para ajudar a economia da zona do euro, porém manteve a taxa de juros inalterada, atualmente em -0,50% para depósitos e 0,0% para financiamentos.

Já o Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), o banco central norte americano, ousou mais uma vez. Na semana passada, em decisão extraordinária, já havia cortado a taxa de juros para o intervalo entre 1,00% e 1,25%. Agora anunciou novo corte, mais agressivo, levando o juro para o intervalo entre 0,00% e 0,25%, um corte de 1 ponto percentual. A autoridade monetária também aprovou um programa de estímulos de US$ 700 bilhões, além de reduzir a taxa dos depósitos compulsórios para zero.

Para os mercados de ações internacionais, a semana registrou fortes quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -20,01%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -16,97%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -8,79% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -15,99%.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA de fevereiro que apresentou em fevereiro uma variação de 0,25%, menor resultado para o mês em 20 anos, enquanto em janeiro havia subido 0,21%. No ano, a inflação acumula alta de 0,46%, enquanto em doze meses acumula 4,01%. O maior impacto positivo veio do grupo Alimentação e Bebidas, que desacelerou para 0,11%, afetado novamente pelo recuo no preço das carnes, que acumula retração de 7,58% este ano.

Para a bolsa brasileira, o clima de aversão a risco seguiu os mercados internacionais. O Ibovespa acionou o mecanismo de “circuit breaker” quatro vezes e encerrou a semana com queda de -15,63%, aos 82.678 pontos, acumulando desvalorização no ano de -28,51%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,813 para a venda, mesmo após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda avançou 3,85% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 19,93%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -5,65%, enquanto no ano é de -4,72%. No acumulando de 12 meses a valorização é de 10,36%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram pra baixo a estimativa para o IPCA deste ano. A projeção agora é de que o IPCA encerre o ano em 3,10%, ante 3,20% da semana passada. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação para 3,65%, quebrando a barreira dos 3,75% que já durava 65 semanas. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro reviu a estimativa após o FED reduzir o juro norte americano em reunião extraordinária, na semana passada. As apostas agora são de que a taxa Selic encerre o ano em 3,75%, ante 4,25% da projeção anterior. Um mês atrás a previsão era os mesmos 4,25%. Para 2021, a previsão para a Selic foi ajustada novamente pra baixo, para 5,25%, uma redução de 0,25 ponto percentual em relação à semana anterior. Há quatro semanas a estimativa era de 6,00%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5”, as estimativas para a taxa Selic em 2020 foram novamente reduzidas, agora para 3,38%. Para 2021 as apostas agora são de que a taxa Selic encerre o ano em 5,00%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mais uma vez reduzida, agora para 1,68%, ante projeção de 1,99% da semana anterior, sendo a quinta semana consecutiva de previsão pra baixo. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,23%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi ajustada para R$ 4,35, ante R$ 4,20 da semana passada. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,20. Um mês atrás era de R$ 4,11.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00, mesmo número de um mês atrás. Para 2021, a expectativa foi reduzida para R$ 83,75, enquanto na semana anterior era de US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

Os mercados financeiros passam por momentos de turbulência por conta da disseminação do “coronavírus” mundo afora, a ponto da Organização Mundial da Saúde – OMS decretar situação de pandemia para a doença.

Os governos têm adotado medidas para proteger a população e evitar um colapso no sistema de saúde, decretando estado de emergência, situação que deflagra uma série de medidas que limitam a circulação das pessoas, como fechamento de fronteiras, proibição de eventos, suspensão de aulas escolares, dentre outros.

As principais economias mundiais têm agido no sentido de estimular suas economias e conter uma recessão mundial. Os bancos centrais têm respondido com medidas contundentes, seja reduzindo o juro ou injetando liquidez no sistema financeiro.

Por aqui, a expectativa é por medidas semelhantes. O COPOM se reúne na terça e quarta-feira para decidir sobre o juro no Brasil. A recente decisão do FED, que levou o juro a zero, coloca muita pressão no Bacen para cortar o juro além do já esperado corte de 25 pontos, que levaria a taxa Selic a 4,00% ao ano.

Mantemos nossa opinião de que os mercados deverão continuar oscilando forte nos próximos dias, diante da situação atual e perspectivas com a evolução da doença no curto prazo e suas consequências sobre a economia global.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –13/03/20

Índices de Referência –Fevereiro/2020

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