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fevereiro, 2020

NOSSA VISÃO – 17/02/2020

Retrospectiva

O noticiário envolvendo a disseminação do “coronavírus” seguiu preocupando os investidores, e assim os mercados de riscos seguiram voláteis. Até agora, são mais de 70 mil pessoas contaminadas e cerca de 1.800 mortes registradas somente na China. Várias autoridades monetárias, dirigentes de bancos centrais, declarando não ser possível estimar os efeitos do vírus na economia global, mas todos afirmando que a China sofrerá um impacto no primeiro semestre, por conta da paralisação e demora dos trabalhadores chineses em retornarem ao trabalho.

As boas notícias nos primeiros dias da semana, que animavam os mercados, davam conta que a contaminação perdia força na China, e que o vírus estaria supostamente sob controle. Mais tarde, na medida em que a OMS dizia ser cedo para prever o fim da epidemia, o número de vitimas seguiu crescendo na China enquanto o Japão registrava a primeira vitima fatal.

Em semana de agenda fraca, ganhou importância a divulgação de dados relativos ao consumo norte-americano. Foi revelado que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) recuou para 0,1% em janeiro, ante avanço de 0,2% em dezembro. O mercado estimava número igual ao de dezembro. O recuo no preço da gasolina respondeu pelo número fraco. Em 12 meses, a inflação registrou taxa de 2,5%. Excluindo-se os itens voláteis (alimentos e energia), a taxa foi de 2,3%.

Ainda por lá, foi divulgado pelo Departamento do Comércio que as vendas no varejo registraram alta de 0,3% em janeiro frente a dezembro, em linha com as expectativas. Excluindo-se o peso de automóveis, o aumento foi idêntico.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 1,70%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,77%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,58% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,59%.

Por aqui, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços pelo IBGE. Os dados indicaram que o setor de serviços cresceu 1% no ano passado, interrompendo uma sequencia de 4 anos de resultados negativos. O número foi puxado pelo crescimento do setor de informação e comunicação, que registrou alta de 3,3% no ano, com destaque para as atividades de portais, provedores de conteúdos e outros serviços de informação na internet. O destaque negativo ficou para o setor de transportes e afins, com recuo de -2,5%, influenciado pela queda do volume de receitas do transporte rodoviário e ferroviário de cargas.

Foi divulgado pelo Bacen que o IBC-Br, considerado a prévia do PIB brasileiro, avançou 0,89% em 2019. Caso o número do PIB confirme o resultado, será o terceiro ano seguido de expansão da economia, porém representará desaceleração frente a 2018, quando o PIB registrou crescimento de 1,3%, número já revisado.

Por último, foi divulgado o teor da ata da última reunião do COPOM que reduziu o juro para 4,25% ao ano. A ata repetiu o comunicado e não trouxe novidades extras, mantendo o discurso de que é necessário observar a evolução dos indicadores, com peso importante para o cenário de 2021, e que o atual cenário prescreve uma política monetária estimulativa, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

Para a bolsa brasileira a semana fechou em alta, com o clima de aversão a risco predominando em parte dos pregões. O Ibovespa avançou 0,54% na semana, aos 114.381 pontos, acumulando desvalorização no ano de -1,09%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,301 para a venda, após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda recuou 0,46% frente ao real, enquanto no ano acumula valorização de 7,18%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,44%, acumulando valorização de 2,19% no ano e 19,55% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela sétima semana consecutiva, para 3,22% ante os 3,25% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, depois da sinalização do COPOM de que o ciclo de reduções chegou ao fim, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 6,00%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,25%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi reduzida para 2,23%, ante projeção de 2,30% da semana anterior. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,31%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,05. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,11 ante R$ 4,10 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi alterada para US$ 80,20, ante US$ 80,00 bilhões projetados semana passada. Para 2021, a expectativa também subiu para US$ 84,75, enquanto na semana anterior era de US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

Após leve recuperação no mercado, com o Ibovespa subindo e o dólar caindo, os próximos dias estarão concentrados na oscilação da moeda frente ao real, em semana de agenda fraca aqui e lá fora. O Banco Central interviu no câmbio realizando operações de swap cambial, sinalizando certo desconforto com a cotação da moeda, após a autoridade monetária afirmar não se preocupar com o aumento recente do dólar.

Em semana de agenda fraca, destaque para a divulgação da ata do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que poderá indicar qual o rumo da política monetária norte-americana diante dos desdobramentos do “coronavírus”, além da divulgação de PMIs preliminares nos EUA zona do euro.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA-15 que deverá indicar se a inflação mantém ou não a trajetória de convergência ao centro da meta do BACEN, de 4%.

Os investidores continuarão atentos à evolução e disseminação do “coronavírus”, após uma mudança na metodologia elevar rapidamente o numero de infectados e levantar questionamentos sobre a transparência com que o governo chinês reporta os dados.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –14/02/20

Índices de Referência –Janeiro/2020

NOSSA VISÃO – 10/02/2020

Retrospectiva

Em semana marcada pela volatilidade, os principais mercados acionários recuperaram parte das perdas recentes e fecharam majoritariamente no azul após as autoridades chinesas atuarem forte nos mercados locais. A disseminação do “coronavírus” seguiu na pauta dos investidores após as comemorações do feriado do Ano Novo Lunar chinês.

O banco central chinês (PBoC, na sigla em inglês) injetou o equivalente a US$ 240 bilhões em liquidez no sistema financeiro local, visando acalmar os mercados, trazer segurança aos investidores e aliviar a pressão financeira sobre as micro e pequenas empresas. A epidemia, que já atingiu mais de 40 mil pessoas infectadas e matou mais de 900 pessoas, paralisa a China e sua economia.

Com os estoques mundiais de petróleo em alta, devido à demanda reprimida pelos efeitos do “coronavírus” na economia global, os países produtores de petróleo avaliam cortes na produção mundial em meio à queda no preço do óleo. Somente nesta semana, o petróleo tipo Brent recuou 3,8% fechando a US$ 54,47 o barril.

Nos EUA, destaque para a decisão do Senado em absolver o presidente Donald Trump das acusações que deram origem ao processo de impeachment, e segue na presidência em meio ao processo eleitoral que escolherá o próximo governante em que é candidato a reeleição. Ainda por lá, foi divulgado o relatório de emprego de janeiro, também conhecido pelo nome de payroll. Conforme o relatório foram criados 225 mil postos de trabalho, acima da expectativa coletadas pela Bloomberg, que estimava criação de 165 mil vagas. Por outro lado, a taxa de desemprego teve um leve ajuste de 3,5% em dezembro para 3,6% em janeiro.

Na zona do euro, destaque negativo para a divulgação de dados sobre a produção industrial na Alemanha. Conforme divulgou o Destatis, escritório de estatísticas alemão, a produção industrial local registrou queda de 3,5% em dezembro, na comparação com novembro, a maior queda em dez anos. Na comparação com dezembro de 2018, a queda foi de 6,8%.

Para os mercados de ações internacionais a semana foi de recuperação frente às perdas recentes, após o alívio vindo do PBoC e o noticiário positivo vindo do mercado de trabalho dos EUA. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 4,10%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, valorizou 2,48%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 3,17% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,68%.

Por aqui, destaque para a primeira reunião anual do Comitê de Política Monetária do Bacen – o COPOM – que decidiu, por unanimidade, reduzir o juro básico da economia em 0,25 pontos base, trazendo a taxa Selic para 4,25% ao ano.  No comunicado pós-reunião, o colegiado fechou a porta para novos ajustes, ao mencionar que “vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”. Por outro lado, ao enfatizar que “seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”, deixa em aberto qualquer movimento mais à frente.

No campo da inflação, foi divulgado o IPCA de janeiro, que variou 0,21% enquanto, em dezembro, havia subido 1,15%. Em doze meses, o índice acumula alta de 4,19%. O maior impacto veio do grupo Habitação (0,08%), puxado por condomínio e aluguel, seguido por Alimentação e Bebidas (0,07%).

Para a bolsa brasileira a semana foi neutra, com o clima de aversão a risco predominando nos pregões. O Ibovespa avançou 0,01% na semana, aos 113.770 pontos, acumulando desvalorização no ano de 1,62%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,321 para a venda. No ano, a moeda acumula valorização de 7,67% frente ao real. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,48%, acumulando valorização de 0,74% no ano e 19,99% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela sexta semana consecutiva, para 3,25% ante os 3,40% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 6,00%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,25%. Na última semana, o COPOM decidiu por cortar a taxa de juros novamente, deixando-a em 4,25%. Esse é o menor patamar da Selic em sua série histórica.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mantida em 2,30%, mesma projeção de um mês atrás. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,04. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,10 ante R$ 4,05 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa também foi mantida em US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

No noticiário da semana, destaque para a evolução no número de contaminados pelo “coronavírus”. Na China, as empresas mantém paralisação que se estende desde 24 de janeiro por conta da disseminação do vírus, que já supera o número de infectados da “SARS” entre os anos de 2002 e 2003 e que vitimou menos de 800 pessoas. De acordo com especialistas, a propagação do “coronavírus” resultará em cortes no crescimento global.

Na agenda econômica, destaque para a divulgação de dados relativos aos preços de consumidores nos EUA, o que deve dar sinais mais claros sobre o ritmo da inflação americana. Ainda por lá, serão conhecidos os dados relativos as vendas no varejo de janeiro. Considerando que os gastos do consumidor são responsáveis por 70% do PIB, o número ganha importância relevante.

Por aqui teremos a divulgação da ata do COPOM, que ganha relevância diante da sinalização do comunicado pós-reunião, que indicou o fim do ciclo de queda do juro, mas por outro lado revelou que há fatores de riscos em ambas as direções, deixando a porta entreaberta.

Entre os indicadores, destaque para a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, além dos números de vendas no varejo e dados do setor de serviços.

Em relação à temporada de balanços, serão conhecidos os resultados do último trimestre de 2019 de 17 empresas negociadas da B3 (ex-Bovespa), que deverão proporcionar algum impacto no Ibovespa.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –07/02/20

Índices de Referência –Janeiro/2020

NOSSA VISÃO – 03/02/2020

Retrospectiva

Os mercados de risco sofreram fortes perdas na semana por conta da disseminação do vírus “coronavírus”, que já atingiu mais de 17.000 pessoas e matou mais de 360, a maior parte delas na província de Hubei, localizada no centro da China. No retorno dos mercados financeiros da China após as comemorações pelo feriado do Ano Novo Lunar, os investidores em pânico venderam posições e a bolsa de Xangai recuou 7,72%, ainda que o governo chinês tenha injetado US$ 174 bilhões para garantir a liquidez dos mercados.

As medidas de contenção anunciada pelos governos das principais economias mundiais acalmaram um pouco os mercados, especialmente as barreiras de entradas de asiáticos pelas fronteiras de seus países, com atenção especial aos aeroportos. A Organização Mundial da Saúde – OMS decretou “estado de emergência sanitária global”, com objetivo de gerar uma mobilização global para impedir a disseminação fora de controle.

No campo da economia, destaque para a reunião do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que manteve inalterada a taxa básica de juro norte-americana no intervalo entre 1,50% a 1,75%, a segunda reunião seguida sem mudança. No comunicado pós-reunião, o comitê informou considerar que “o patamar atual da política monetária é apropriado para apoiar a expansão sustentada da atividade econômica, fortes condições do mercado de trabalho, e inflação retornando ao objetivo simétrico de 2%”. Sem mencionar qualquer mudança, o FED manterá o programa de compra de US$ 60 bilhões mensais em títulos do Tesouro para garantir liquidez de curto prazo adequada.

Ainda nos EUA, foi revelado que o PIB do 4º trimestre cresceu a taxa anualizada de 2,1%, conforme divulgou o Departamento de Comércio em primeira prévia do número. Com isso, o avanço no acumulado do ano foi de 2,3%. Em 2018, a economia americana cresceu 2,9% enquanto em 2017 a alta foi de 2,4%.

No campo da inflação, foi divulgado que os gastos com consumo pessoal nos EUA (PCE, na sigla em inglês) avançaram 0,3% em dezembro, em linha com as expectativas, porém menor que o avanço registrado em novembro, de 0,4%. No quarto trimestre, o índice subiu 1,6% anualizado, acelerando em relação à leitura do terceiro trimestre, de 1,5%. O núcleo do PCE, que exclui os elementos voláteis como energia e alimentos, indicou uma desaceleração ao registrar 1,3% no período, ante 2,1% da leitura anterior. O dado fraco eleva mais uma vez a perspectiva de novos cortes de juros pelo FED ao longo de 2020.

Para os mercados de ações internacionais a semana foi de fortes desvalorizações, na medida em que a disseminação do “coronavírus” avançava. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -4,38%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, desvalorizou 3,95%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu -2,12% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, retrocedeu -2,61%.

Por aqui, foi divulgado que o IGP-M, considerado a inflação do aluguel, avançou 0,48% em janeiro, desacelerando em relação a dezembro quando o indicador registrou avanço de 2,09%, em queda puxada pelo recuo nos preços da carne.

Conforme divulgou o IBGE, a taxa de desemprego recuou no trimestre encerrado em dezembro para 11,0%. A média anual de desemprego ficou em 11,9%, um recuo comparado ao ano anterior, quando ficou em 12,3%. O número da população desempregada recuou para 11,6 milhões de pessoas. No ano, foram 12,6 milhões de desempregados em média. O trabalho informal atingiu seu maior número, com 41,1% da população ocupada.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, acompanhando os mercados internacionais. O Ibovespa recuou -3,90% na semana, aos 113.760 pontos, acumulando desvalorização no ano de 1,63%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,286 para a venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 2,39%, a quinta semana consecutiva em alta.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela quinta semana consecutiva, para 3,40% ante os 3,47% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi ajustada em 6,00%, uma queda em relação à projeção anterior que era de 6,25%. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen se reúne para decidir sobre o rumo do juro no país.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi ajustada para 2,30%, enquanto na semana anterior a expectativa era de 2,31%. Há um mês, a estimativa era a mesma. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,09. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,05, ante R$ 4,00 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa também foi mantida em US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

A semana inicia um pouco mais calma, após os fortes ajustes do mercado acionário chinês na volta do feriado do Ano Novo Lunar. Os investidores permanecerão atentos à evolução do quadro de disseminação do “coronavírus” e seus impactos na economia mundial, fazendo as contas do quanto à paralisação das atividades chinesas afetarão os negócios.

Nos EUA, destaque para a divulgação do relatório de emprego (payroll) referente ao mês de janeiro. No campo da política, terão inicio as primárias do partido dos democratas para a disputa as eleições presidenciais de novembro, em meio ao processo de impeachment do presidente Donald Trump que corre no Senado.

Ainda lá fora, serão conhecidos dados da atividade econômica medidos pelo PMI dos EUA, Japão, zona do euro e China.

Por aqui, destaque para a reunião do Comitê de Política Monetária – COPOM que decidirá sobre o rumo do juro doméstico. As apostas atuais são para um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa Selic para o patamar de 4,25% ao ano. O recuo do juro futuro negociado nesta segunda-feira já reflete a expectativa do mercado para uma Selic menor.

Além da decisão sobre o juro, será conhecido o IPCA de janeiro, que deve confirmar os sinais de desaceleração após a forte alta no final do ano, já antecipados pelo IPCA-15.

Para os mercados de ações, além do noticiário recheado, continua a temporada de divulgação de resultados corporativos das empresas listadas relativos ao 4º trimestre, tanto aqui quanto lá fora. Espera-se que, até o final da semana, mais de dois terços das empresas listadas no S&P 500 divulguem seus números.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –31/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019