Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

janeiro, 2020

NOSSA VISÃO – 27/01/2020

Retrospectiva

Em semana de forte volatilidade nos preços dos ativos de risco, a bola da vez foi a disseminação do vírus “coronavírus” que atingiu mais de 2.700 pessoas e matou pelo menos 80 nos arredores de Wuhan, na China, em meio as comemorações do feriado do Ano Novo Lunar, e se espalhou por diferentes países e regiões. Os investidores mostram preocupação em dimensionar quais impactos isso traria para a economia global em termos de redução dos negócios, e consequentemente do crescimento das economias, em um ambiente que já reagia, ainda que lentamente, aos estímulos monetários dos bancos centrais.

Esse evento acabou ofuscando o Fórum Econômico Mundial que ocorreu em Davos, na Suíça. Destaque para as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que falou de acordos comerciais firmados com o México, Canadá, além de anunciar que pretende fazer um corte significativo de impostos na ponta do consumo das famílias norte americanas, além de ameaçar com tarifas sobre automóveis originários da união europeia, em retaliação as ameaças europeias sobre tarifação do setor de tecnologia norte americano.

Em reunião ordinária, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) decidiu manter inalteradas as taxas de empréstimo de curto prazo (4,15%) e de longo prazo (4,80%) pelo segundo mês consecutivo.

No Japão, o banco central local (BoJ, na sigla em inglês) decidiu manter a política monetária inalterada, o que significa juros negativos em -0,10% e taxas de juros dos bonds japoneses próxima de zero, além de manter o programa de compra de ativos no montante de 80 trilhões de ienes. O BoJ vê riscos geopolíticos significativos e comunicou que afrouxará ainda mais a política monetária, se necessário.

Na região do euro, ocorreu a primeira reunião do banco central europeu (BCE, na sigla em inglês) neste ano, que também decidiu pela manutenção da política monetária por lá. A taxa de refinanciamento foi mantida em zero, enquanto a taxa de liquidez em 0,25% e a taxa de depósitos em -0,50%. O colegiado ainda vê riscos para as perspectivas da região, embora menos pronunciados, diante da dificuldade em colocar a inflação dentro da meta.

Em relação à atividade, foram divulgadas prévias do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de diversas regiões. Na zona do euro, o índice composto, que engloba os setores industrial e de serviços, ficou estável em janeiro aos 50,9 pontos. Nos EUA, o índice composto teve alta em janeiro e registrou 53,1 pontos, ante 52,7 pontos em dezembro, com o setor de serviços puxando a alta.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de desvalorizações na maioria das bolsas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 0,37%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -1,15%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -1,03% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,89%.

Por aqui, destaque para a divulgação de importantes indicadores de inflação. A FGV divulgou que a segunda prévia do IGP-M, conhecido como a inflação do aluguel, registrou inflação de 0,57% em janeiro, acumulando alta de 7,91% em doze meses. A queda da taxa em relação a dezembro, de 2,09%, foi puxada pelos preços no atacado e varejo.

O IBGE divulgou o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, que registrou variação de 0,71% em janeiro, 0,34 ponto percentual abaixo da taxa de 1,05% registrada em dezembro. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,34%. A maior desaceleração veio do grupo Alimentação e Bebidas.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, acompanhando os mercados internacionais. O Ibovespa recuou -0,09% na semana, aos 118.376 pontos, acumulando valorização no ano de 2,36%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,185 para a venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,45%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,19%, acumulando valorização de 0,25% no ano e valorização 19,40% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela quarta semana consecutiva, para 3,47% ante os 3,56% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro ajustou suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%, ante previsões de 4,50% na semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, mesma projeção da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, seguiu em 2,31%, mesma estimativa da semana anterior. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,30%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,08. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela décima semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa também foi mantida em US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

A semana promete forte volatilidade nos preços dos ativos, com os investidores acompanhando a evolução e disseminação do “coronavírus”, e as orientações das autoridades sanitárias. Na China, o governo isolou cidades e restringiu viagens de pessoas no país, enquanto vários países estão em alerta em razão da circulação de pessoas.

Depois da China, Japão e Europa, nesta semana ocorre a reunião de política monetária nos EUA, com o Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) decidindo sobre o rumo do juro. Apesar da expectativa com a manutenção do juro, os investidores ficam atentos ao comunicado pós-reunião que poderá indicar os próximos passos da instituição sobre o tema. Além disso, será divulgado o PIB dos EUA e números da inflação, renda e despesas pessoais dos americanos.

Por aqui, serão revelados dados sobre atividade e inflação, que ganham importância diante da proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen, agendado para a primeira semana de fevereiro.

Para os mercados de ações, além do noticiário recheado, tem início a temporada de divulgação de resultados corporativos das empresas listadas relativos ao 4º trimestre.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso

Indicadores Diários –24/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 20/01/2020

Retrospectiva

Os mercados de risco se beneficiaram do noticiário positivo, com destaque para a assinatura do acordo comercial em primeira fase entre EUA e China e início das negociações para novo acordo que abordará questões pendentes, ficando em segundo plano as tensões entre EUA e Irã, que deram sinais de arrefecimento.

Em relação ao acordo comercial, a China se comprometeu a importar US$ 200 bilhões em produtos norte americanos, incluindo produtos agrícolas, para reduzir o déficit comercial entre as duas nações. Em contrapartida, os EUA suspendem parcialmente as taxas alfandegárias sobre bens importados da China.

Nos EUA, as leituras da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de dezembro vieram abaixo do esperado em todos os setores, não mostrando nenhuma pressão real sobre os preços.  O índice subiu 0,2% em dezembro, após subir 0,3% em novembro, conforme divulgou o Departamento de Trabalho. O núcleo do CPI avançou apenas 0,1%, elevando as chances do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) a no mínimo não elevar o juro em um futuro próximo.

Ainda por lá, foi revelado o Livro Bege, que mostrou uma atividade econômica se expandindo moderadamente e que os gastos do consumidor crescendo a um ritmo modesto. Quanto ao mercado de trabalho, o documento revelou uma escassez generalizada de mão de obra especializada, especialmente no setor bancário e de TI. O Livro Bege é publicado duas semanas antes de cada reunião de política monetária do FED, e é visto como um instrumento que influencia os membros do colegiado.

Na China, foi divulgado que o PIB cresceu a um ritmo de 6,1% em 2019, o menor avanço em 29 anos.  No entanto, os números revelados mostram que a economia chinesa terminou o ano em um ritmo mais firme, depois de perder o fôlego nos três primeiros trimestres do ano. O resultado sugere que uma série de medidas de estímulo ao crescimento tomadas nos últimos meses pode estar começando a surtir efeitos.

Na zona do euro, conforme divulgou a agência Eurostat, a inflação da região medida pelo CPI fechou 2019 em 1,3%, ganhando força em relação ao aumento de 1,0% observado em novembro. Apesar do avanço, a inflação anual do bloco permanece bem abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de valorizações. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 0,32% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,14%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,97% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,80%.

Por aqui, destaque para a divulgação pelo Banco Central do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, que avançou 0,18% em novembro ante outubro, acima das expectativas de alta de 0,10%, corroborando a mensagem de recuperação gradual da atividade econômica brasileira. Foi a quarta elevação mensal consecutiva. Com o avanço, o IBC-Br acumulou alta de 0,95% em 2019 até novembro, e alta de 1,10% em doze meses.

O IBGE revelou que as vendas no varejo cresceram 0,6% em novembro, ante expectativa de avanço de 1,1% em pesquisa da agência Reuters. No ano o comercio varejista acumula avanço de 1,7% e de 2,9% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de recuperação dos preços. O Ibovespa avançou 2,58% na semana, aos 118.478 pontos, acumulando valorização no ano de 2,45%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,165. Na semana, a moeda norte-americana avançou 1,73%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,22%, acumulando valorização de 0,07% no ano e valorização 19,45% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela terceira semana consecutiva, para 3,56% ante os 3,58% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve pela oitava semana consecutiva suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, mesma projeção da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, passou a 2,31%, ante 2,30% da semana anterior. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,28%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,04 para R$ 4,05. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela nona semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa foi reduzida para US$ 84,50 bilhões, ante US$ 84,75 bilhões de uma semana antes.

Perspectiva

Semana importante para a economia mundial, com o início do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O Brasil estará representado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que participará de apresentações em painéis e falará sobre a redução do déficit fiscal e o aprofundamento das reformas estruturais no país.

Na agenda local, será divulgado o IPCA-15 de janeiro pelo IBGE. O índice é considerado uma prévia da inflação oficial do país, e mostrará se os efeitos do aumento de preços de alimentos sobre a inflação ficaram para trás.

Na zona do euro, destaque para a reunião de política monetária do BCE que decidirá sobre o rumo do juro da região.

Também serão revelados uma série de indicadores de atividades em vários países, com destaque para os PMIs compostos e industrial na zona do euro e nos EUA.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –17/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 13/01/2020

Retrospectiva

O destaque da semana foi o desenrolar do conflito entre EUA e Irã, com ataques de lado a lado, com o mercado financeiro reagindo às notícias de sanções econômicas pelos EUA, e com as exigência por parte do Iraque da retirada imediata das tropas norte americanas instaladas naquele país.

A boa notícia é que está tudo pronto para que o acordo comercial entre EUA e China possa ser assinado, após um longo processo de tradução. A cerimônia de assinatura do acordo está prevista para acontecer em 15 de janeiro, na Casa Branca, momento em que serão revelados detalhes de seus termos.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho divulgou os dados relativos a emprego e renda. O relatório informou que foram criados 145 mil postos de trabalho em dezembro, abaixo da mediana das expectativas levantadas pela agência Broadcast, que era de 195,5 mil vagas. Apesar da frustração com o número, os dados indicam que o mercado de trabalho continua a fornecer uma boa base para os gastos com consumo na região. A taxa de desemprego permaneceu em 3,5%, com o número de pessoas desempregadas inalterado em 5,8 milhões.

Em relação à atividade econômica, foi divulgado pela IHS Markit que o setor de serviços apresentou ligeira recuperação em dezembro. O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor avançou a 52,8 pontos no mês, ante leitura de 51,6 pontos de novembro. Números acima de 50 indicam expansão da atividade.

Na zona do Euro, foram revelados dados relativos a inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,3% na comparação anual de dezembro, ganhando força em relação ao aumento de 1% observado em novembro, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência Eurostat. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados. Apesar do avanço em dezembro, a inflação anual da zona do euro permanece bem abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2% O núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, também registrou alta anual de 1,3% em dezembro.

No Reino Unido, o Parlamento britânico aprovou o acordo para a saída da União Europeia, constituindo-se no passo mais importante para que os britânicos deixem o bloco. O prazo imposto pelo bloco se expira em 31 de janeiro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 2,00% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,45%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,94% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,82%.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA, que avançou 1,15% em dezembro, ante 0,51% em novembro. Com isso, o índice acumulou variação de 4,31% no fechamento do ano, ligeiramente acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,25%. Em 2018, o IPCA registrou avanço de 3,75%. O maior impacto veio do grupo de alimentação e bebidas (0,83%) seguido pelo grupo de transportes (0,28%). O preço das carnes teve o maior impacto individual sobre o índice (0,52%), que tiveram alta de 18,06% na base mensal.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de realização de lucros após as altas recentes. O Ibovespa recuou -1,87% na semana, aos 115.503 pontos, acumulando desvalorização no ano de -0,12%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,094. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,95%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,16%, acumulando desvalorização de -0,15% no ano e valorização 19,87% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano para 3,58%, ante os 3,60% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve pela sétima semana consecutiva suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, ante 6,50% da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020 seguiu em 2,30%, medido pelo PIB. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,25%. Para 2021, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 recuou de R$ 4,09 para R$ 4,04. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela oitava semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa foi elevada para US$ 84,75 bilhões, ante US$ 84,40 bilhões de uma semana antes.

Perspectiva

Em meio às tensões no Oriente Médio, que de alguma forma causam impactos nos mercados de risco, a agenda da semana reserva uma série de eventos que devem ser monitorados de perto.

Destaque para a divulgação do PIB da China, a ser revelado na quinta-feira. As previsões são de que a segunda maior economia do mundo mostre crescimento de 6% anualizado. Ainda por lá saem os números da produção industrial e vendas no varejo.

Nos EUA, estão previstas as divulgações da inflação ao consumidor e o Livro Bege, documento que contém informações sobre a situação da economia norte americana e que de certa forma norteia os membros do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) em suas decisões de política monetária.

Destaque também para o acordo comercial entre EUA e China, na pauta para ser assinado ainda esta semana, na Casa Branca.

Por aqui, serão revelados dados sobre vendas no varejo, além da divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB nacional. Do lado da inflação, o mercado ficará atento aos números prévios que deverão indicar se as pressões inflacionárias decorrentes do aumento da carne e combustíveis se dissiparam.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –10/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 06/01/2020

Retrospectiva

A volatilidade esteve presente nos primeiros pregões do ano, com a tensão entre os EUA e o Oriente Médio no foco das atenções depois do ataque aéreo a Bagdá.

A tensão geopolítica instalada no Oriente Médio fez preço sobre os ativos, na medida em que se confirmava a morte do general Qasem Soleimani, comandante militar mais poderoso do Irã, em razão de ataque aéreo arquitetado pelos EUA.

Com isso, o preço do petróleo disparou. O contrato futuro do petróleo tipo Brent avançou mais de 4%, diante do temor de um revide por parte do Irã.

Destaque também para o acordo comercial entre EUA e China, cuja assinatura dos termos está prevista para meados de janeiro, e respondeu por boa parte dos ganhos vindos dos mercados acionários nos últimos pregões do ano passado.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial mostrou que a atividade manufatureira continuou a se recuperar em dezembro. O índice ficou em 52,4 pontos, acima das expectativas de consenso.

Na China, atividade industrial também medida pelo PMI expandiu a um ritmo mais lento em dezembro para 51,5 pontos, ante 51,8 pontos do mês anterior.

Na região do euro, as indústrias encerraram o ano com fraqueza, após o PMI indicar que a atividade industrial contraiu pelo 11º mês seguido. O índice permaneceu abaixo dos 50 pontos que separa crescimento de contração, caindo a 46,3 pontos em dezembro, ante 46,9 pontos em novembro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda generalizada em razão das tensões entre EUA e Irã. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -0,88% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -0,29%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -0,16% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -0,76%.

Por aqui, em agenda esvaziada devido aos feriados, destaque para a divulgação do PMI do setor industrial, que muito embora tenha continuado a se expandir no final de 2019, as taxas de crescimento de novos pedidos e da produção diminuíram nitidamente, ao passo que se observou também um retorno aos cortes de empregos e à queda mais acentuada nas exportações em mais de uma década. O índice encerrou dezembro em 50,2 pontos, um recuo em relação aos 52,9 pontos registrados em novembro.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de novos recordes. O Ibovespa avançou 1,01% na semana, aos 117.706 pontos, acumulando valorização no ano de 1,78%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,056. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,14%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,32%, enquanto no mês acumula desvalorização de -0,31%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram mais uma vez a estimativa para o IPCA deste ano para 4,13%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 4,04%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa passou de 3,61% para 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,50%, ante 6,38% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 desta vez se manteve, com os analistas prevendo que a economia crescerá 1,17% este ano. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 1,10%. Para 2020, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do PIB em 2,30%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,24%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%. No caso de 2020, a projeção do BACEN passou de 1,8% para 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,08 para R$ 4,09. Um mês atrás a estimativa também era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela sétima semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 76,12 bilhões. Há um mês, estava em US$ 75,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

No topo da agenda desta semana, as questões geopolíticas devem nortear os próximos pregões, e a volatilidade estará presente nas cotações dos ativos mais sensíveis ao ambiente atual, como moeda, petróleo e ouro. Neste ambiente, os investidores tendem a buscar proteção no ouro, dólar e títulos do tesouro, considerados “porto seguro”.

No campo da economia, destaque para a divulgação do PMI de serviços de várias regiões da Europa e também dos EUA. Serão revelados também o relatório de empregos nos EUA e zona do euro, além de dados da inflação na região do euro e China.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA relativo ao mês de dezembro, além de dados oficiais da produção industrial.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –03/01/20

Índices de Referência –Novembro/2019