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setembro, 2019

NOSSA VISÃO – 30/09/2019

Retrospectiva

Apesar da volatilidade, a semana encerrou no azul para os ativos de riscos com o cenário político se sobrepondo ao econômico.

Na zona do euro, foi divulgado que o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que abrange os setores industrial e de serviços, caiu para 50,4 em setembro, ante 51,9 em agosto, conforme divulgou a IHS Markit, atingindo o menor nível desde junho de 2013. As expectativas eram de estabilidade no número. Apesar da queda, leituras acima de 50 mostram que a atividade do bloco continua em expansão. Já o PMI industrial indica contração mais acentuada da manufatura, ao diminuir para 45,6 em setembro ante 47 em agosto.

Nos EUA, foi divulgado que o PIB do segundo trimestre apresentou crescimento de 2%, conforme dados oficiais. Apesar de o número vir alinhado às projeções, mostrou desaceleração frente ao ritmo de crescimento do primeiro trimestre, quando a economia avançou 3,1% anualizado. Consumo e gastos do governo compensaram a fraqueza do investimento privado no índice.

Ainda por lá, foi divulgado que a deputada democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos EUA, anunciou a abertura de processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. O pedido é baseado em denúncia de que ele teria pressionado o presidente da Ucrânia a investigar o filho do pré-candidato democrata Joe Biden. A gravidade do ato de abuso de poder é contundente, porque o presidente praticamente chantageou o governante ucraniano, retendo recursos de ajuda militar para a defesa do país sob ameaça da Rússia, ferindo princípios básicos da segurança nacional dos EUA.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda na maior parte das bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu -0,70% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,11%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou -1,01% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cedeu -0,91%.

Do lado doméstico foi divulgado que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, registrou leve alta de 0,09% em setembro, ante leitura de 0,08% registrada em agosto. Conforme noticiou o IBGE, o grupo de Alimentação e Bebidas contribuiu positivamente ao recuar -0,34%. Por outro lado, o grupo Habitação avançou 0,76%.

Conforme divulgou a FGV, o Índice de Confiança da Indústria – ICI ficou estável em setembro, na comparação com agosto, em 95,6 pontos, indicando que o setor continuou andando de lado no terceiro trimestre e não haverá contribuição da indústria na recuperação da economia, que segue lenta.

Também foi divulgado que o IGP-M recuou -0,01% em setembro, uma alta em relação à queda de -0,67% verificada em agosto. No ano, o IGP-M acumula alta de 4,09%, e em 12 meses a alta é de 3,37%.

Outro dado que mostra a fraqueza da economia veio na divulgação dos dados de emprego. Conforme divulgou o IBGE, através da Pnad Contínua, a pesquisa mostrou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto, uma queda em relação ao trimestre anterior, de 12,3%. O resultado foi puxado pela criação de vagas informais, sem carteira assinada, que bateu recorde no período. Ainda assim, há 12,6 milhões de desempregados no país.

Durante a semana, foi divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central – Copom, quando os juros básicos da economia recuaram para 5,50% ao ano. O documento mostra que o comitê estimou que o PIB deve apresentar ligeiro crescimento no terceiro trimestre do ano, reforçado pelos estímulos decorrentes da liberação dos recursos do FGTS e PIS-PASEP, além de projetar inflação abaixo da meta em 2019 e 2020. Neste cenário benigno para a inflação prospectiva, o Copom indica novo corte no juro ainda este ano.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 0.25% na semana, acumulando valorização no ano de 19,56% e 32,44% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,155 na compra R$ 4,156 na venda. Na semana, a moeda norte-americana permaneceu estável. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,24%, acumulando ganhos no mês de 2,86% e no ano de 19,54%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,43% em 2019, uma redução ante os 3,44% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,79%, ante 3,80% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro alterou as expectativas e reduziu a projeção para abaixo dos 5,00%, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 4,75%. Para 2020, a previsão foi mantida em 5,00%.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN elevaram as previsões para o dólar a R$ 4,00 neste ano, ante R$ 3,95 da projeção anterior. Para o encerramento de 2020, a estimativa foi aumentada para R$ 3,91.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 83,40 bilhões em 2019 e de US$ 83,20 bilhões em 2020, ambos abaixo das projeções anteriores.

Perspectiva

A volatilidade nos preços dos ativos tende a permanecer durante esta semana, diante do noticiário político e econômico, apesar dos mercados chineses permanecerem fechados ao longo da semana em razão do feriado prolongado local.

Destaque para a agenda marcada para os dias 10 e 11 na capital Washington, entre altos funcionários dos EUA e China para discutir o conflito tarifário e buscar negociações que ponham um ponto nas questões. Entretanto, o governo Donald Trump estaria considerando novas e radicais táticas de pressão financeira sobre Pequim, incluindo a possibilidade de excluir empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas. É possível que esses movimentos tenham como objetivo tirar o foco da abertura do processo de impeachment, ainda que seu andamento seja considerado improvável diante da dificuldade em se obter apoio do Senado, de maioria republicana.

Por aqui, destaque para a votação da reforma da previdência no Senado, com previsão de que tanto o parecer do relator Tasso Jereissati na CCJ, quanto o texto enviado pelo governo sejam apreciados pela Casa ainda esta semana.

Na pauta de indicadores a serem divulgados, destaque para os números de emprego na zona do Euro e do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial também na zona do Euro e Alemanha, que podem confirmar se a economia da região caminha ou não para a recessão.  Nos EUA, destaque para a divulgação dos dados de emprego (payroll) a serem divulgados pelo Departamento do Trabalho, que podem influenciar as decisões sobre o rumo dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, destaque para a divulgação da Produção Industrial de agosto e Balança Comercial de setembro.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –30/09/19

Índices de Referência –Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 23/09/2019

Retrospectiva

A semana manteve o movimento de valorização dos ativos de risco, na esteira dos noticiários domésticos e externos.

A semana iniciou sob o impacto dos ataques de rebeldes do Iêmen em instalações petroleiras na Arábia Saudita, que provocaram incêndios na maior refinaria de petróleo do mundo, e causaram uma disparada do preço do óleo no mercado internacional, afetando bolsas de valores no mundo inteiro. O barril do tipo Brent, no Reino Unido, que é uma referência internacional, encerrou a segunda-feira com uma alta de quase 15%. Nos dias que se seguiram, parte da produção de petróleo foi retomada e as previsões indicam que até o final do mês a produção será normalizada. Com isso, o preço do barril que chegou a bater quase US$ 70, recuou em parte e passou a ser negociado na casa dos US$ 64.

Mas o destaque da semana foi o movimento coordenado de autoridades monetárias mundo afora, com objetivo de incentivar a economia global que dá alguns sinais de recuo.

O Banco Central Japonês (BOJ, na sigla em inglês), decidiu manter sua política monetária inalterada e reiterou que os juros vão permanecer baixos por um período prolongado. A taxa de depósito foi mantida em -0,10%, e a meta de juros para os títulos de 10 anos permaneceram em zero. No comunicado, o BOJ sinalizou que poderá adotar medidas de estímulo adicionais na próxima reunião.

A reunião mais aguardada foi a do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), o banco central norte-americano. Em decisão dividida, o FED resolveu reduzir o juro básico em 0,25 pontos percentuais para a faixa de 1,75% a 2%, mas não deu indicações claras sobre possíveis novos cortes este ano, uma vez que dirigentes da instituição mostraram divergências sobre o que fazer no futuro.

Na zona do Euro ocorreu a reunião do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). O colegiado decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros inalterada em 0,75% ao ano e a manutenção do estoque de compras de bônus corporativos não financeiros em 10 bilhões de libras e o de bônus do governo, os Gilts, em 435 bilhões de libras.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda na maior parte das bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, ficou no zero e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,41%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu -0,51% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,41%.

Em relação à economia brasileira, destaque para a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM). Por unanimidade, o colegiado decidiu pela redução da taxa básica de juros da economia de 6,00% para 5,50% ao ano. O percentual, que já era esperado pelo mercado financeiro, é o menor desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. É também o menor da série histórica do Banco Central, que começou em 1986. No comunicado pós-reunião, o COPOM deixou a porta aberta para nova redução ainda este ano, porém ressalvou que eventual frustração com as reformas em andamento podem comprometer os esforços para consolidação do cenário benigno para a inflação futura.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 1,27% na semana, acumulando valorização no ano de 19,26% e 31,94% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,152 na compra R$ 4,153 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 1,60%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 2,05%, acumulando ganhos no ano de 19,25%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,44% em 2019, uma redução ante os 3,45% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,80%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%. Para 2020, a previsão também foi mantida em 5,00%, o que indica expectativa de estabilidade da taxa básica de juros ao logo do ano que vem.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN elevaram as previsões para o dólar a R$ 3,95 neste ano, ante R$ 3,90 da projeção anterior. Para o encerramento de 2020, a estimativa ficou inalterada em R$ 3,90.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85,00 bilhões em 2019 e de US$ 85,00 bilhões em 2020, ambos abaixo das previsões da semana passada.

Perspectiva

A volatilidade nos preços dos ativos tende a permanecer durante esta semana, especialmente na área de juros, com a leitura da ata da última reunião do Copom da semana passada que deverá ser divulgada na terça-feira. Já há agentes financeiros trabalhando com juros de 4,25% ao ano no começo do ano que vem, o que deve trazer mais impactos no mercado de juros. As taxas caíram também nos mercados futuros, chegando a menos de 5,00% ao ano no contrato DI para janeiro de 2021.

Outro elemento que pode influenciar os juros é a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central (BACEN), que na quinta-feira trará a visão da autoridade sobre a tendência dos preços no próximo ano e pode mostrar o quanto de espaço há para novos cortes na Selic. Na terça-feira será conhecido o IPCA-15 de setembro, prévia da inflação oficial, e na sexta-feira será revelado o IGP-M, índice que é usado na correção dos aluguéis, referente este mês.

Os olhos também estarão voltados para a votação da reforma da previdência no Senado Federal. O projeto de emenda constitucional acabou dividido em dois e a primeira parte, menos polêmica, pode ser aprovada esta semana.

As atenções estarão divididas com o noticiário internacional, refletindo as preocupações com as negociações em torno da guerra comercial entre EUA e China. Na semana passada, equipes das duas potências mantiveram discussões em torno do assunto. No entanto, o cancelamento da ida de uma delegação chinesa a fazendas nos EUA e seu retorno antecipado foram interpretados de maneira negativa pelos investidores, que viram no ato um retrocesso das negociações.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -23/09/19

Índices de Referência -Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 16/09/2019

Retrospectiva

A semana manteve o movimento de valorização nos principais mercados acionários, na medida em que o noticiário animava os investidores.

Em meio à disputa comercial entre EUA e China, o país asiático anunciou isenções tarifárias para 16 itens da pauta de produtos importados dos EUA. A medida ocorreu às vésperas de uma reunião planejada entre negociadores comerciais dos dois países para conter o aumento tarifário que ocorre desde o ano passado. Na sequencia, os EUA anunciaram que o governo americano concordou em adiar de 01 para 15 de outubro o aumento de tarifas sobre US$ 250 bilhões de importações chinesas, como um “gesto de boa vontade”, atendendo a um pedido do vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

Nos EUA, destaque para os dados de vendas no varejo, que saltaram 0,4% em agosto frente a julho, conforme divulgado pelo Departamento do Comércio, e acima das expectativas que previam aumento de 0,2% nas vendas, indicando que os gastos dos consumidores devem continuar apoiando um ritmo moderado no crescimento econômico local.

Na zona do Euro ocorreu a reunião do banco central europeu (BCE, na sigla em inglês), que tomou importante decisão monetária para apoiar a economia da região em meio às incertezas com o conflito comercial entre EUA e China. O BCE anunciou um corte na taxa de depósitos de -0,4% para -0,5%, além de reativar o programa de compra de ativos que havia encerrado em dezembro passado. O plano contempla a compra de € 20 bilhões por mês em títulos do governo e bônus corporativos a partir de 01 de novembro. O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que o BCE agiu em resposta a inflação muito abaixo da meta de 2,0% ao ano, além de um abrandamento maior do crescimento da economia local.

No Japão, foi divulgado que o PIB local do segundo trimestre cresceu 0,3% na comparação com o trimestre de janeiro a março, abaixo da leitura preliminar que indicava ganho de 0,4%. A fraqueza da economia global e o agravamento do protecionismo comercial adicionam certa pressão sobre o banco central japonês (BOJ, na sigla em inglês) para que tome medidas expansionistas na próxima reunião, marcada para esta semana.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de alta nas principais bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,27% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,17%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,968% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 3,72%.

Em relação à economia brasileira, destaque para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, que apresentou retração de 0,16% em julho, em relação ao mês anterior. O índice passou de 138,33 pontos para 138,11 pontos, atingindo o menor patamar para o indicador desde maio deste ano, quando a pontuação foi de 137,86.

Na contra mão da desaceleração da economia divulgada pelo Bacen, foi noticiado pelo IBGE que o volume do setor de serviços cresceu 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior, e a melhor taxa mensal desde dezembro/2018. Ainda assim, o nível de atividade do setor de serviços permanece no patamar de fevereiro de 2011, distante do registrado antes da recessão.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 0,55% na semana, acumulando valorização no ano de 17,77% e 37,22% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0925 na compra R$ 4,0938 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 0,19%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 0,05%, acumulando ganhos no ano de 16,86%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2019, uma redução ante os 3,54% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,80%, ante 3,82% da semana anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%. Para 2020, a previsão foi cortada para 5,00%, o que indica expectativa de estabilidade da taxa básica de juros ao logo do ano que vem.

O mercado financeiro cortou ainda a estimativa para a taxa de crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 2,00% em 2020, ante 2,07% previstos na semana anterior. Para 2019 a previsão de expansão foi mantida em 0,87%.

Os profissionais consultados pelo Bacen elevaram as previsões para o dólar a R$ 3,90, tanto para este ano quanto para o final de 2020. Na semana passada, os mesmos profissionais esperavam o dólar cotado em R$ 3,87 ao final de 2019 e R$ 3,85 em 2020.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85,20 bilhões em 2019 e de US$ 85,30 bilhões em 2020, ambos acima das previsões da semana passada.

Perspectiva

A semana inicia com o petróleo subindo forte após o ataque a instalações petrolíferas sauditas, em princípio atribuídas a rebeldes do Iêmen, constituindo uma nova ameaça ao abastecimento mundial de energia.

A tensão no Golfo pode constituir mais um vetor negativo a atividade global, em uma semana que os olhos dos investidores se voltam para as decisões de política monetária do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), com o mercado firmando aposta de queda das taxas de juros por lá.

Por aqui destaque para a reunião do Copom, a sexta do ano, que definirá a taxa básica de juros da economia. A Selic foi cortada para o patamar recorde de 6,00% ao ano em julho, e o Bacen preparou o terreno para cortes adicionais. Com a inflação sob controle, a economia doméstica patinando, e o receio de menor crescimento na economia global, o mercado espera novo corte esta semana.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –13/09/19

Índices de Referência –Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 09/09/2019

Retrospectiva

Semana de recuperação para os mercados acionários mundo afora, diante da divulgação de importantes indicadores que influenciaram os negócios.

Destaque para o anúncio de um acerto entre Pequim e Washington para a realização de negociações interministeriais de comércio no início de outubro, com vistas a avançar na questão das tarifas sobre o comércio de produtos entre as potências.

Na China, foi divulgado que o índice de gerentes de compra industrial (PMI, na sigla em inglês) da Caixin/Markit subiu para 52,1 pontos no mês passado, o maior nível desde maio, na comparação aos 51,6 pontos do mês de julho, mostrando sinais claros de recuperação em agosto.

Na zona do Euro, destaque para a aprovação de um projeto de lei pelo parlamento britânico que impede a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, sem um acordo amigável com o bloco. Com isso, a data limite que era 31 de outubro pode ser estendida para mais três meses.

Nos EUA, foi divulgado que a atividade manufatureira medida pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu para 49,1 no mês passado, ante 51,2 em julho. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade fabril, que é responsável por 12% da economia norte-americana. O ISM informou que houve uma queda perceptível na confiança dos empresários, denotada pela forte contração de novas encomendas de exportação.

Ainda por lá, foi divulgada a criação de 130 mil novos postos de trabalho não agrícola em agosto, mantendo o número de pessoas desempregadas em 6,0 milhões. Com isso, a taxa de desemprego se manteve em 3,7%, mesmo número dos últimos três meses. Os dados ficaram baixo das expectativas do mercado, mas foram suficientes para a manutenção das apostas em novo corte de juro pelo Federal Reserve (FED). Outro momento aguardado foi o discurso do presidente do FED, Jerome Powell, porém suas declarações em tom comedido não trouxeram novos sinais.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi majoritariamente de alta nas principais bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,11% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,04%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,78% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,38%.

Em relação à economia brasileira, destaque para o IPCA divulgado pelo IBGE relativo a agosto. O índice variou 0,11% ficando 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de julho, de 0,19%. Com isso, a variação acumulada no ano ficou em 3,34%, e nos últimos doze meses em 3,34%. O principal impacto negativo no índice foi no grupo de habitação, que oscilou 1,19% no mês. O destaque positivo  foi nos grupos de alimentos e bebidas (-0,09%) e transportes (-0,07%).

Ainda por aqui, foi divulgado que a produção industrial recuou 0,3% em julho, terceiro resultado negativo consecutivo, enquanto a expectativa apontava para expansão de 0,50%.

De positivo, a fala do presidente do BACEN, Roberto Campos Neto, indicando uma possível redução estrutural nos depósitos compulsórios dos bancos junto ao Banco Central. A notícia é positiva, pois permite uma maior oferta de crédito e redução do spread bancário.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 1,78% na semana, acumulando valorização no ano de 17,12% e 34,70% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0797 na compra R$ 4,0804 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 1,49%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 0,50%, acumulando ganhos no ano de 16,80%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,54% em 2019, uma redução ante os 3,59% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,82%, ante 3,85% da semana anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%, e em 2020 em 5,25%, mesma projeção da semana anterior.

O mercado financeiro manteve a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB fixada em 0,87% neste ano, mesmo número da projeção anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 2,07%, ante 2,10% da semana passada.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,87 no final do ano, ante R$ 3,85 do último relatório. Para 2020 a estimativa é que o dólar encerre o ano cotado a R$ 3,85, enquanto na semana anterior a projeção era de R$ 3,82.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, igual um mês atrás, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, mesmo número da pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com informações sobre o saldo da balança comercial da China, cujo resultado de agosto foi superávit de US$ 34,8 bilhões, isso em meio aos primeiros sinais mais concretos dos efeitos da guerra comercial entre China e EUA. Os analistas esperavam um resultado superior, ao redor de US$ 44,2 bilhões. O número é inferior ao registrado no mês de julho, de US$ 45,2 bilhões.

Os investidores aguardam a reunião do Banco Central Europeu nesta semana, na qual novos estímulos à economia da zona do euro são esperados, em meio a preocupante inflação fraca e crescimento econômico pífio, após a divulgação de que o PIB por lá cresceu 0,2% no segundo trimestre, após expansão de 0,4% nos primeiros três meses do ano.

A cautela deve prevalecer no radar dos investidores. Sem um direcional definido, esperamos alguma volatilidade nos mercados no decorrer da semana.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -06/09/19

Índices de Referência -Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 02/09/2019

Retrospectiva

Com uma agenda de divulgação de indicadores vazia, as atenções dos mercados se sustentaram do noticiário externo.

As idas e vindas na guerra comercial entre os EUA e China mantiveram elevados os níveis de volatilidade nos mercados globais, ainda que equipes de negociadores dos dois Países estejam mantendo uma comunicação eficaz, conforme declaração do Ministério das Relações Exteriores chinês. Enquanto isso, uma nova inversão na curva dos Treasuries alimentou as preocupações com o crescimento econômico norte-americano, dado que historicamente é um indicador antecedente de recessão da economia.

O Departamento de Comércio dos EUA divulgou dado sobre os gastos do consumidor, que corresponde a mais de dois terços da atividade econômica local. Houve um aumento de 0,6% no mês de julho, após elevação de 0,3% em junho, ante previsão de 0,5%, conforme economistas consultados pela Reuters. Entretanto, com os EUA impondo tarifas adicionais sobre produtos chineses, há preocupações de que os gastos com consumidor sofram um impacto no futuro.

Neste contexto, foi divulgado o crescimento do PIB norte-americano. Conforme o Departamento de Comércio dos EUA, o País cresceu à taxa anualizada de 2% no segundo trimestre deste ano, um décimo abaixo do previsto pelo governo. Embora mantenha um ritmo saudável de crescimento, a taxa é inferior a do primeiro trimestre, quando a economia americana tinha registrado um crescimento anualizado de 3,1%.

Na zona do Euro, o índice que mede a confiança dos setores corporativos e dos consumidores avançou de 102,7 em julho para 103,1 em agosto, conforme divulgou a Comissão Europeia. O resultado surpreendeu, na medida em que as expectativas indicavam queda no índice para 102,3.

Na vizinha Argentina, a agência classificadora de riscos S&P Global Ratings rebaixou a nota soberana local de “B-“ para “SD” (default seletivo), o que levou os poupadores a uma onda de resgates. Imediatamente, o Banco Central argentino divulgou medidas para dar liquidez aos investidores, através de recompras de títulos por meio de leilões. Para conter a depreciação da moeda local, o presidente argentino, Mauricio Macri, editou medidas para que as empresas exportadoras peçam permissão para comprar dólares e limitou sua aquisição por pessoas físicas.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi majoritariamente de alta. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,82% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,58%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 2,79% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu  -0,03%.Em relação à economia brasileira, foi divulgado pelo IBGE que o PIB avançou 0,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre de 2019. O resultado foi 1% acima do registrado no mesmo período de 2018 e o dobro das expectativas do mercado, mas não é suficiente para descrever uma retomada da economia dado que o crescimento tem bases fracas de comparação.

A FGV divulgou que o IGP-M, também conhecido como a “inflação do aluguel”, registrou queda de 0,67% em agosto, ante alta de 0,40% em julho, acumulando alta de 4,95% em 12 meses.  O resultado não surpreendeu e veio em linha com as expectativas, conforme informou a Broadcast.

No campo político, destaque para o parecer favorável à aprovação da reforma da previdência pelo relator da reforma no Senado, o senador Tasso Jereissati. Agora, o projeto deverá passar pela CCJ e posteriormente pelo plenário.

Para a bolsa brasileira a semana foi de recuperação das perdas recentes. O Ibovespa avançou 3,55% na semana. A alta, porém, foi insuficiente para reverter totalmente as perdas e o Ibovespa fechou o mês com queda de 0,67%, acumulando valorização no ano de 15,07% e 31,90% em doze meses. O dólar comercial encerrou o mês com valorização de 8,5%, a maior alta mensal em quatro anos, cotado a R$ 4,142 na venda. A alta fez o Banco Central atuar no câmbio vendendo dólares à vista. Já o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de -0,94%, acumulando perda de -0,40% no mês e reduzindo a alta para 16,22% no ano.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,59% em 2019, uma redução ante os 3,65% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,85%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, e em 2020 em 5,25%, mesma projeção da semana anterior.

O mercado financeiro reviu a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,87% neste ano, ante 0,80% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa ficou mantida em 2,10%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,85 no final do ano, ante R$ 3,80 do último relatório. Para 2020 a estimativa é que o dólar encerre o ano cotado a R$ 3,82, enquanto na semana anterior a projeção era de R$ 3,81.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, também mesmo número da pesquisa anterior.

Perspectiva

A agenda da semana vem recheada de indicadores para ficar de olho. Destaque para a divulgação dos dados do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria e serviços nos EUA e Europa. Enquanto que nos EUA diferentes membros do Banco Central americano (FED, na sigla em inglês) irão discursar, o que sempre cria expectativas em relação ao comportamento dos juros.

Ainda nos EUA, serão divulgados os dados do mercado de trabalho dos EUA (payroll) de agosto, enquanto na zona do Euro será conhecido o resultado do PIB do segundo trimestre, além da divulgação das vendas do varejo de julho.

Por aqui, serão divulgados indicadores de inflação (IPCA e IGP-DI) do mês de agosto, que deverá apontar inflação baixa para o IPCA e deflação para o IGP-DI.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –30/08/19

Índices de Referência –Julho/2019