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agosto, 2019

NOSSA VISÃO – 26/08/2019

Retrospectiva

Os mercados de risco tiveram seus preços influenciados pelo noticiário externo, concentrado nas preocupações com os sinais que mostram uma economia global menos expansiva. Ainda assim, alguns presidentes regionais do FED (Federal Reserve, o banco central americano, na sigla em inglês) não mostram disposição em reduzir ainda mais a taxa dos Fed Funds, sob o argumento de que as condições econômicas dos EUA ainda são muito boas, e que uma política de estímulos monetários poderia estimular um endividamento preocupante das pessoas. Por outro lado, o presidente Donald Trump segue pressionando para que o FED corte ainda mais o juro americano, afirmando que o juro alto dificulta o crescimento dos EUA.

Na zona do Euro, foi divulgado que o PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores de serviços e industrial, subiu inesperadamente de 51,5 em julho para 51,8 em agosto, que indica um avanço na atividade do bloco neste mês, ainda puxado pelo setor de serviços.

Porém, o dado mais importante foi a divulgação do CPI (inflação ao consumidor, na sigla em inglês), que recuou 1% em julho conforme divulgou a Agência Eurostat. A fraca inflação junta-se a outros sinais de abrandamento como os divulgados na semana passada que dão conta de um crescimento de 0,2% na zona euro e de uma contração da Alemanha de 0,1% no segundo trimestre do ano. O banco central alemão já avisou que a maior economia da zona euro pode entrar num ciclo de recessão.

O embate comercial entre EUA e China também segue adicionando volatilidade aos mercados. A política de “morde – assopra” do presidente dos EUA, Donald Trump, foi de um discurso que trouxe otimismo ao afirmar, no início da semana, que vem travando conversas construtivas, ainda que não esteja pronto para um acordo, até o ponto de anunciar, na sexta-feira, um aumento de tarifas de 25% para 30% sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses. Isso após a China anunciar aumento de tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos e automóveis americanos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de baixa. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,42% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,28%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 1,43% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu 1,46%.

Em relação à economia brasileira, na falta de indicadores expressivos as atenções voltaram-se as questões políticas. A semana foi produtiva no Congresso, com discussões sobre a reforma tributária e a aprovação da MP da liberdade econômica, que fechou sem liberar o trabalho aos domingos. Sobre a reforma da previdência, o relatório preliminar do senador Tasso Jereissati será entregue na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda. O Ibovespa recuou 2,14% na semana, reduzindo a variação acumulada positiva no ano para 11,13% e a de doze meses para 28,07%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 3,01% na semana, cotado a R$ 4,122 na compra e a R$ 4,124 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de 0,27%, acumulando alta de 0,54% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,65% em 2019, ante 3,71% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,85%, ante 3,90% da semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, mesmo número da pesquisa anterior, e em 2020 em 5,25%, ante 5,50% da pesquisa anterior.

O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,80% neste ano, ante 0,83% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa também recuou, passando de 2,20% para 2,10%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, ante R$ 3,78 do último relatório, e em R$ 3,81 no final de 2020, mesma projeção da semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,36 bilhões em 2020, frente a US$ 84,68 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com tendência de mais volatilidade nos mercados globais, ao mesmo tempo em que dados econômicos voltaram amostrar o efeito da guerra comercial, com a desaceleração das atividades nos países da OCDE, organização internacional formada por 36 países que aceitam os princípios da economia de mercado, e com a confiança dos negócios na Alemanha se deteriorando mais do que o esperado em agosto, atingindo o menor nível em quase sete anos, após a divulgação do índice de sentimento das empresas alemãs cair de 95,8 pontos em julho para 94,3 pontos em agosto.

Do lado doméstico, destaque para a divulgação do IGP-M de agosto, n o fim da semana, e a tramitação da PEC da previdência no Senado, ao mesmo tempo em que foi divulgada pesquisa realizada pela CNT/MDA que mostrou uma queda acentuada na avaliação do governo Jair Bolsonaro, de 19% em fevereiro para 39,5% este mês, enquanto a avaliação positiva caiu de 38,9% para 29,4% no mesmo período.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –23/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 19/08/2019

Retrospectiva

Os mercados repercutiram as preocupações com um provável cenário de piora da economia global, com a divulgação de dados ruins na zona do Euro e na China.

A Alemanha divulgou que o PIB local recuou 0,1% no segundo trimestre, após a produção industrial dos países da zona do Euro encolher 1,6% em junho, na comparação com o mês de maio, acentuando os sinais de fraqueza na economia da região.

Na China, foi divulgado que a produção industrial cresceu a uma taxa de 4,8% em julho. Apesar da expressividade do indicador, a expectativa dos especialistas era de uma atividade industrial na casa dos 5,9%, número bem maior que o divulgado.

Ainda no front externo, novos focos de preocupação com a economia global vieram dos EUA. A inversão atípica entre as taxas curtas e longas dos Treasuries (títulos públicos dos EUA) se acentuou na semana. Os títulos de 10 (dez) anos estão com taxa menor que os de curto prazo, indicando uma corrida dos investidores para a proteção, o que pode ser um indício de recessão no curto prazo. Imediatamente, o mercado de ações reagiu e levou a uma queda forte no S&P 500, um dos principais indicadores do mercado de ações nos EUA.

A sinalização dada pelo Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) na última reunião, ao reduzir o juro básico da economia americana, reforçou a tese do mercado financeiro de que o crescimento da economia dos EUA poderia perder fôlego no curto prazo.

Ainda nos EUA, foi divulgado que a confiança dos consumidores americanos deteriorou-se acentuadamente em agosto, conforme pesquisa conduzida pela Universidade de Michigan. O índice situou-se em 92,1 pontos, mais de seis pontos abaixo de seu nível anterior e seu menor nível desde o início do ano. Os analistas esperavam uma queda muito mais moderada, de 97,7 pontos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de queda generalizada. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou 1,12% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, despencou 1,88%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 1,02% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu 1,28%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado que o desemprego no Brasil recuou para 12% no segundo trimestre, conforme a Pesquisa Nacional por amostra de domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE. No primeiro trimestre a taxa era de 12,7%, atingindo 12,8 milhões de desempregados no país. A pesquisa indica que um contingente de 3,3 milhões de desempregados procuram empregos há no mínimo dois anos.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, em meio às notícias negativas vindas da Argentina após a vitória da oposição nas eleições prévias, que levaram o Merval (índice do mercado acionário local) a derreter mais de 30% na semana. Os dados fracos da China e Alemanha, além do movimento da curva de juros nos EUA, também contagiaram nossos mercados. O Ibovespa recuou 4,03% na semana, reduzindo a variação acumulada no ano para 13,56% e a de doze meses para 31,27%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 1,54% na semana, cotado a R$ 4,0029 na compra e R$ 4,0037 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de 0,15%, acumulando alta de 0,82% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,71% em 2019, ante 3,76% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, mesmo número da pesquisa anterior, e em 2020 em 5,50%, também como na pesquisa anterior.

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,83% neste ano, ante 0,81% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa também subiu, passando de 2,10% para 2,20%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,78 no final do ano, ante R$ 3,75 do último relatório, e em R$ 3,81 no final de 2020, uma alta em relação aos R$ 3,80 da semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, frente a US$ 85,28 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com perspectivas mais positivas. Notícias de que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) divulgou um plano de reformas nas taxas de juros com objetivo de reduzir os custos de financiamentos dos empresários, em meio à desaceleração da economia chinesa, animam os mercados.

Ainda no front externo, a Alemanha dá sinais ao mercado de que o Banco Central local está preparado para liberar recursos da ordem de US$ 55 bilhões para estimular a economia e enfrentar uma possível recessão à frente.

Na vizinha Argentina, a troca no comando da economia após a renúncia do ministro da fazenda argentino, Nicolás Dujvone, vem como uma medida de contenção dos mercados locais, que sofrem com a desvalorização da moeda local, que perdeu 19,9% em cinco dias.

Com agenda de indicadores esvaziada aqui e lá fora, o mercado estará de olho nos dados da segunda prévia do IGP-M de agosto.

No campo da política, destaque para a Lei de Abuso de Autoridade. O noticiário destaca que o ministro Sérgio Moro deverá sugerir ao Presidente Bolsonaro o veto a diversos itens da norma aprovada pelo Congresso na semana passada. Dentre eles, a condenação de magistrado que decretar prisão sem amparo legal.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –16/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 12/08/2019

Retrospectiva

Permanecem as tensões provocadas pela batalha comercial travada entre os EUA e a China. As preocupações globais se acentuaram com as notícias de que os Estados Unidos estão segurando licenças à Huawei, a maior fornecedora mundial de equipamentos para redes e telecomunicações, à medida que os chineses suspendem a compra de grãos americanos.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que o Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) recuou para 51,5% em julho, na comparação com junho que ficou em 52,2%, e aproximando-se da marca dos 50 – que separa crescimento de contração. Apesar do BCE ter mantido o juro estável na última reunião, não é descartada uma queda na próxima.

Nos EUA, o crescimento do setor de serviços desacelerou em julho para o nível mais fraco desde agosto de 2016. O Instituto de Gestão em Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de atividade não manufatureira caiu de 55,1 em junho para 53,7 em julho.  Ainda no setor de serviços, o Índice de Gerente de Compras aumentou para 53,0 em julho, ante 51,5 em junho.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de queda generalizada, com o recrudescimento da disputa comercial EUA x China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,50% e o FTSE-100, da bolsa inglesa tombou 2,07%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 0,45% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa perdeu 1,95%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE relativo ao mês de junho. A pesquisa apontou recuo de 1% ante maio, e recuo de 2,3% no acumulado do ano. Dado que o setor de serviços representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e tem, portanto, grande influência na atividade econômica, é esperada uma desaceleração na economia doméstica.

O IPCA encerrou julho com alta de 0,19% em julho, índice bem acima dos 0,01% vistos em junho. Conforme informou o IBGE, foi a taxa mais baixa para o mês de julho desde 2014. Assim, o índice acumula alta de 2,42% no ano, e 3,22% em 12 meses. O que pesou mais no indicador foi o item energia elétrica: as contas de luz ficaram 4,48% mais caras, em média.

Ainda por aqui, o prêmio de risco do Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS), alcançou os 129 pontos na quinta-feira, mesma média dos países classificados como BBB- (grau de investimentos) pelas agências de risco. Entretanto, analistas avaliam que uma elevação da nota de crédito brasileira só deve ocorrer com a volta do crescimento econômico.

Para a bolsa brasileira, apesar do noticiário negativo, a semana foi de alta. Destaque para a divulgação de resultados corporativos que sustentaram o mercado bursátil em meio à safra de resultados do segundo trimestre das empresas listadas na B3. O Ibovespa subiu, 1,29% na semana, com volume médio diário superior a R$ 15 bilhões, aumentando a variação acumulada no ano para 18,33% e a de doze meses para 35,92%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 1,26% na semana, cotado a R$ 3,9395 na compra e R$ 3,942 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana valorizando 0,90%, acumulando alta de 0,96% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,76% em 2019, ante 3,80% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro continua reduzindo suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, frente a 5,25% na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, como na pesquisa anterior.

A expectativa de alta para o PIB em 2019 teve ligeira queda, de 0,82% para 0,81%. Há quatro semanas a expectativa de crescimento era a mesma. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, mesmo valor projetado quatro semanas atrás.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,28 bilhões em 2020, frente a US$ 85,56. bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

No Brasil, o Banco Central publica o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica, referente ao mês de julho.

Ainda por aqui, a FGV informará a primeira prévia do IGP-M de agosto.

Na agenda desta segunda-feira, serão conhecidos os números semanais da balança comercial.

No campo da política, a reforma da previdência começa a ser discutida no Senado Federal, passando primeiro pela CCJ para só depois chegar ao plenário da Casa. Os próximos dias devem mostrar o nível de dificuldade que o governo encontrará nesta etapa.

Nesta semana, no exterior, os mercados permanecem acompanhando atentamente o desenrolar da “guerra” comercial EUA x China.

Os investidores também estarão atentos à vizinha Argentina, por conta das eleições primárias que mostrou forte vitória da oposição e gera receio de que a derrota de Maurício Macri em outubro seja inevitável, o que deve levar a um sell-off de ativos argentinos com o temor da volta das políticas populistas de Cristina Kirchner. A esquerda venceu a eleição primária na Argentina com a candidatura do peronista Alberto Fernández, com 47% dos votos. Ele bateu o presidente Mauricio Macri, que obteve 32% dos votos.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –09/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 05/08/2019

Retrospectiva

No segundo dia de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump acentuou a “guerra” com a China ao anunciar nova tarifa de 10% sobre importações desse país, no valor de US$ 300 bilhões, que ainda não foram taxados anteriormente. Segundo ele, os EUA irão taxar a China até que um acordo comercial seja fechado.

Em represália, conforme o anúncio divulgado hoje e que está mexendo com os mercados globais, a China permitiu que a moeda local fosse negociada abaixo de 7 por dólar, pela primeira vez em 11 anos. O Banco central culpou a queda na taxa cambial ao protecionismo comercial dos EUA.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que as vendas no varejo mudaram o rumo em junho e subiram 1,1% comparado a maio. Frente a um ano antes as vendas varejistas aumentaram 2,6%.

Nos EUA, as encomendas à indústria subiram 0,6% em junho, impulsionadas pela demanda por maquinário e equipamentos de transporte. Já a taxa de desemprego se estabilizou em 3,7% nesse mês e foram criadas 164 mil vagas de trabalho não rural, quando 171 eram esperadas.

Em sua reunião ordinária de política monetária, o FED decidiu reduzir a taxa de juros da faixa entre 2,50% e 2,25% ao ano, para 2% e 2,25% ao ano. No comunicado sinalizou que pode não necessitar promover mais cortes.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de quedas, com o recrudescimento da disputa comercial EUA x China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 4,41% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 1,88%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 3,10% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,64%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S encerrou julho com alta de 0,31%, depois de ter registrado deflação de 0,02% no mês anterior. Já o IGP-M desacelerou a alta para 0,40% em julho, depois de subir 0,80% em junho.

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 12% no trimestre encerrado em junho, com 11,5 milhões de pessoas desempregadas. Um ano antes a taxa de desemprego era de 12,4%. Quanto á produção industrial nesse mês, a queda foi de 0,6% ante maio.

O Copom, em nova reunião realizada na semana que passou decidiu reduzir a taxa Selic de 6,50% para 6% ao ano, o menor nível histórico. Foi o primeiro corte após dez reuniões. No comunicado afirmou que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo.

Para a bolsa brasileira, a semana foi uma semana de ligeira baixa. O Ibovespa recuou 0,14%, reduzindo a variação acumulada no ano para 16,83% e a de doze meses para 26,08%. O dólar, por sua vez, avançou 2,64% na semana e o IMA-B Total caiu 0,13%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 02 de agosto, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,80% em 2019, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,25%, frente a 5,50% na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,82%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,56 bilhões em 2020, frente a US$ 85,28. bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI composto de julho.

Nos EUA, também teremos a divulgação do PMI composto de julho, ou seja, o índice de atividade industrial e o de serviços.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, o IPCA de julho, as vendas no varejo em junho e a ata da última reunião do Copom.

Nesta semana, no exterior, os mercados irão acompanhar atentamente o desenrolar da “guerra” comercial EUA x China. No Brasil, a atenção do mercado estará voltada para a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, que deverão ter foco na economia, com a conclusão da votação da reforma previdenciária.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -02/08/19

Índices de Referência -Junho/2019