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março, 2019

NOSSA VISÃO – 25/03/2019

Retrospectiva

Conforme havia dito, o governo entregou ao Congresso Nacional, na semana que passou a proposta de reforma da previdência dos militares, em que visa economizar R$ 97,3 bilhões ao longo de 10 anos. Entretanto, com a reestruturação das carreiras militares, a economia líquida seria de R$ 10,4 bilhões em 10 anos.

Está prevista para esta semana, o início da análise da PEC da reforma mais ampla da previdência, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois das recentes turbulências entre o Executivo e o Legislativo, espera-se que os ânimos se acalmem.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado o PMI composto que engloba a indústria e o setor de serviços. Depois de marcar 51,9 pontos em fevereiro, o índice desacelerou para 51,3 pontos em março, bem abaixo da expectativa de 51,8 pontos. A contração na indústria foi o que colaborou mais.

Nos EUA, os pedidos industriais aumentaram ligeiramente em janeiro, ao crescer 0,1% frente a dezembro, enquanto os analistas esperavam aumento de 0,2%.

Quanto a reunião do FED, o colegiado decidiu manter a taxa básica de juros na faixa entre 2,25% e 2,5% ao ano, ao mesmo tempo em que abandonou as projeções de novas altas da taxa para este ano, dado o risco de desaceleração da economia.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,75%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,29%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 0,77%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 0,82%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter avançado 0,57% na segunda quadrissemana de março, subiu 0,61% na terceira. O IGP-M, por sua vez, subiu 1,06% na segunda prévia de março, após ter subido 0,55% na segunda prévia de fevereiro.

Conforme o Banco Central, o IBC-Br, considerado prévia do PIB, caiu 0,41% em janeiro, em relação a dezembro. Na comparação com o ano passado, o índice teve alta de 0,79% e em doze meses registrou crescimento de 1%.

Quanto à reunião do Copom, o primeiro encontro sob o comando de Roberto campos Neto, o novo presidente do BC, o colegiado decidiu por unanimidade manter a taxa Selic em 6,50% ao ano e justificou a decisão pela cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de forte queda, com o Ibovespa caindo 5,45%. No ano a variação positiva é de 6,55% e em doze meses de 11,09%. O dólar, por sua vez, subiu 1,23% na semana e o IMA-B Total caiu 0,68%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 22 de março, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,89% em 2019, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 7,50%, frente a 7,75% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,00%, frente a 2,01% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,78%, frente a 2,80% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, de novo como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 81 bilhões em 2019, frente a US$ 80 bilhões na última pesquisa e de US$ 83,38 bilhões em 2020, frente a US$ 82,30 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação de prévia da inflação do consumidor em março.

Nos EUA, teremos a divulgação de nova estimativa do PIB do quarto trimestre de 2018.

No Brasil, além dos dados parciais de inflação, teremos a divulgação da ata da última reunião do Copom e da taxa de desemprego em fevereiro.

No exterior, o evento mais importante será a divulgação de nova estimativa do PIB americano e no Brasil será a divulgação da ata da última reunião do Copom, em que a taxa Selic foi mantida.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -22/03/19

Índices de Referência -Fevereiro/2019

NOSSA VISÃO – 18/03/2019

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a agência Eurostat informou que a produção industrial da região em janeiro cresceu 1,4% frente a dezembro e caiu 1,1% em comparação a janeiro de 2018, menos do que as estimativas dos analistas.

Já a inflação do consumidor em fevereiro foi confirmada em uma alta de 1,5% na base anual, após subir 1,4% em janeiro.

Nos EUA, as vendas no varejo subiram 0,2% em janeiro, frente a dezembro, impulsionadas principalmente pelo aumento nas compras de material para construção. Quanto a produção industrial em fevereiro, a alta de 0,1% acabou ficando abaixo da previsão de alta de 0,3%.

Em relação a inflação do consumidor em fevereiro, a alta de 0,2% dos preços, ante janeiro era prevista pela maioria dos analistas consultados .

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,99%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,74%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 2,89% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,02%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter avançado 0,45% na primeira quadrissemana de março, subiu 0,57% na segunda. Já o IPC-Fipe, que terminou fevereiro com alta de 0,54%, avançou também 0,54% na primeira quadrissemana de março. O IGP-M, por sua vez, subiu 0,71% na primeira prévia de março, após ter subido 0,20% na primeira prévia de fevereiro.

Conforme o IBGE, o IPCA de fevereiro subiu 0,43%, depois de ter subido 0,32% em janeiro. As maiores pressões vieram dos preços dos alimentos e bebidas. No ano o avanço ficou em 0,75% e em doze meses em 3,89%.Já o INPC subiu 0,54% em fevereiro, 0,90% no ano e 3,94% em doze meses.

Quanto ás vendas no varejo, de dezembro para janeiro a alta foi de 0,4% e de 1,97% em doze meses, ambos os resultados melhores do que as estimativas.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de alta, com o Ibovespa subindo 3,96% e atingindo novo recorde. No ano a variação positiva é de 12,80% e em doze meses de 16,79%. O dólar, por sua vez, caiu 0,86% na semana e o IMA-B Total subiu 1,28%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 15 de março, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,89% em 2019, frente a 3,87% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 7,75%, frente a 8% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,01%, frente a 2,28% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,80%, frente a 2,70% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, de novo como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 82,30 bilhões em 2020, frente a US$ 82,52 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e o de serviços, em março.

Nos EUA, também teremos a divulgação do PMI industrial e do de serviços, em março, além da realização de nova reunião do FED sobre a política monetária..

No Brasil, além dos dados parciais de inflação, teremos nova reunião do Copom, além da divulgação do IBC-Br de janeiro.

No exterior, o evento mais importante será a reunião do FED, em que a taxa básica de juros deverá ser mantida e no Brasil será a reunião do Copom, em que a taxa Selic também deverá ser mantida.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –15/03/19

Índices de Referência –Fevereiro/2019

NOSSA VISÃO – 11/03/2019

Retrospectiva

Passados os feriados de carnaval, o país volta todas as suas atenções para a Câmara dos Deputados, onde nesta semana será instalada a primeira comissão que examinará a proposta do governo de reforma da Previdência. Será a Comissão de Constituição e Justiça.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a agência Eurostat informou, em sua estimativa final, que o PIB da região cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2018 e 1,1% no ano todo.

Já em 2019, as vendas do varejo subiram 1,3% em janeiro, frente a dezembro e 2,2% na comparação anual. A inflação do consumidor em fevereiro, por sua vez, subiu 1,5% na base anual, após subir 1,4% em janeiro.

Em nova reunião, o Banco Central Europeu manteve em 0% a taxa de refinanciamento e em -0,4% a de depósitos, como era o esperado.  Com a economia mais fraca, o BCE disse que agora pretende manter os juros no atual patamar até o fim de 2019 e não mais até o meio do ano.

Nos EUA, também foi divulgada estimativa do PIB do quarto trimestre de 2018, que cresceu 2,6% frente ao terceiro e 2,9% durante o ano. A alta superou a estimativa dos analistas.

Em relação ao mercado de trabalho, foi divulgada a criação de 20 mil novos postos de trabalho não rural em fevereiro, muito abaixo da estimativa de 185 mil e o pior resultado em 17 meses. A taxa de desemprego que era de 4% em janeiro, recuou para 3,8% em fevereiro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi novamente de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,24%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,03%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 2,16% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,67%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter avançado 0,35% em fevereiro, subiu 0,45% na primeira quadrissemana de março. Já o IPC-Fipe, terminou fevereiro com alta de 0,54% e o IGP-M com alta de 0,88%.

Conforme o IBGE, o PIB do Brasil cresceu 0,1% no quarto trimestre, frente ao terceiro e terminou 2018 com avanço de 1,1%. No ano o setor agrícola subiu 0,1%, o industrial 0,6% e o de serviços 1,3%.

O IBGE também informou que a taxa de desemprego avançou para 12% no trimestre encerrado em janeiro, com 12,7 milhões de pessoas desempregadas.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,80%. No ano a variação positiva é de 8,51% e em doze meses de 10,41%. O dólar, por sua vez, subiu 2,24% na semana e o IMA-B Total subiu 0,14%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 08 de março, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,87% em 2019, frente a 3,85% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 8,00%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,28%, frente a 2,30% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,80%, frente a 2,70% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, de novo como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 82,52 bilhões em 2020, frente a US$ 83,76 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em janeiro e da última estimativa da inflação do consumidor em fevereiro.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo em janeiro, da inflação do consumidor e da produção industrial em fevereiro.

No Brasil, além dos dados parciais de inflação, teremos a divulgação do IPCA de fevereiro, das vendas no varejo e do IBC-Br em janeiro.

No exterior, as divulgações sobre a atividade econômica são o evento mais importante da semana e no Brasil será o avanço da reforma da Previdência.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -08/03/19

Índices de Referência -Janeiro/2019

NOSSA VISÃO – 25/02/2019

Retrospectiva

E foi apresentado pelo governo o projeto de reforma da Previdência, que além de apresentar novas idades mínimas para a aposentadoria, estabelece as bases para criação de um sistema de capitalização da previdência no futuro. Conforme o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, a economia total a ser obtida em dez anos, coma a reforma, é superior a R$ 1 trilhão, se o projeto for aprovado na íntegra.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o PMI composto, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, subiu de 51 pontos em janeiro para 51,4 em fevereiro, atingindo o maior nível em três meses, segundo dados preliminares.

Por seu turno, a inflação do consumidor subiu efetivamente 1,4% anualizado, em janeiro, perdendo força em relação ao aumento de 1,6% em dezembro.

Nos EUA, as encomendas de bens duráveis subiram 1,2% em dezembro, frente a novembro, sendo o maior ganho desde agosto do ano passado.

Em relação à ata da última reunião do FED, seus membros expressaram maior preocupação com os riscos para o crescimento econômico dos EUA, levando-os a sinalizar uma suspensão dos aumentos da taxa de juros e discutiram também a redução da carteira de US$ 4 trilhões em títulos do governo.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi novamente de altas, em sua maioria. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,40%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,80%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, avançou 0,62% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,51%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter avançado 0,34% na segunda quadrissemana de fevereiro, subiu 0,29% na terceira. Já o IPC-Fipe, que subiu 0,58% na segunda quadrissemana de fevereiro, terminou a terceira com alta de 0,53%.

Conforme o IBGE, o IPCA-15 registrou alta de 0,34% em fevereiro, após ter avançado 0,30% em janeiro. É a menor alta para um mês de fevereiro desde a implantação do Plano Real.

Para a bolsa brasileira, foi novamente uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,37%. No ano a variação positiva é de 11,38% e em doze meses de 12,13%. O dólar, por sua vez, subiu 0,74% na semana e o IMA-B Total caiu 0,42%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 15 de fevereiro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,85% em 2019, frente a 3,87% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 8,00%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,48%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,65%, frente a 2,58% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, de novo como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2019, frente a US$ 79,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 83,76 bilhões em 2020, frente a US$ 82,52+ bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em fevereiro e da taxa de desemprego em janeiro.

Nos EUA, teremos a divulgação dos pedidos de bens duráveis em janeiro e de prévia do PIB do quarto trimestre de 2018.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, a taxa de desemprego em janeiro e do PIB do quarto trimestre de 2018.

No exterior, o evento mais importante da semana é a divulgação da prévia do PIB americano no quarto trimestre de 2018, assim como no Brasil.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -22/02/19

Índices de Referência -Janeiro/2019