junho, 2018

Nossa Visão – 25/06/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o PMI Composto, que engloba as atividades no setor industrial e no de serviços atingiu no mês de junho os 54,8 pontos, quando a expectativa era que caísse a 53,9 pontos.

Nos EUA, o mesmo indicador, também relativo ao mês de junho, recuou de 56,6 pontos em maio, para 56 neste mês, indicando ligeira contração nas atividades industrial e de serviços.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de quedas, sob grande influência da ampliação da guerra comercial. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 3,31%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,63%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 0,89%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,47%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S acelerou mais ainda e subiu 1,17% na terceira leitura de junho, depois de subir 1,00% na segunda. Já o IGP-M, sob o peso dos alimentos, registrou alta de 1,75% na segunda prévia, após haver subido 1,20% um mês antes.

O IPCA-15, por sua vez variou 1,11% em junho, ante 0,14% em maio. O resultado superou o teto das estimativas que girava em torno de 1,00%.

E no evento mais importante na semana, no Brasil, o Copom manteve a Selic em 6,50% ao ano, como era esperado. Reconheceu o impacto da greve no crescimento econômico do país e por conta do cenário externo desafiador não descartou uma mudança no rumo da política monetária.

Para a bolsa brasileira, foi outra semana de queda, com o Ibovespa recuando 0,17%. Assim, a perda acumulada no ano se elevou a 7,54%. O dólar, por sua vez, subiu 0,31%, aumentando a alta no ano para 13,85%. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,18% na semana, acumulando alta de apenas 0,33% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,00% em 2018, frente a 3,88% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,10%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,55%, frente a 1,76% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,60%, frente a 2,70% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,65, frente a R$ 3,63 no último relatório e em R$ 3,60 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70,50 bilhões em 2018, frente a US$ 70 na última pesquisa e de US$ 78,30 bilhões em 2019, frente a US$ 76,60 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da primeira prévia da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA teremos a divulgação da terceira revisão do PIB do primeiro trimestre de 2018.

No Brasil, além da divulgação da ata do Copom e dos indicadores parciais de inflação, será publicado o Relatório Trimestral de Inflação, do BC e também divulgados o resultado fiscal e a taxa de desemprego em maio.

No exterior, a principal informação a ser anunciada é a do PIB americano do primeiro trimestre e no Brasil a ata da última reunião do Copom, bem como o Relatório Trimestral de Inflação, além dos dados fiscais de maio, em um momento em que a preocupação do mercado com esse indicador ganha cada vez mais peso.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante dos últimos acontecimentos que terão forte impacto no lado fiscal do setor público consolidado e após a realização de reunião de nosso Comitê de Investimento, passamos a não mais recomendar exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total, nem por conta de diversificação. Continuamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs aumentamos a alocação sugerid de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

** Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

Indicadores Diários – 22/06/2018

Índices de Referência – Maio/2018

Nossa Visão – 11/06/2018

Retrospectiva

O cenário externo, com o dólar se valorizando perante outras moedas, principalmente as dos países emergentes e as consequências da greve dos caminhoneiros, trouxeram para os mercados financeiro e de capitais do Brasil, um nível de volatilidade que lembrou o fatídico 17 de maio de 2017.

O Tesouro Nacional, por conta da disparidade das taxas, foi obrigado, por mais de uma vez a suspender as negociações dos títulos públicos e o Banco Central a anunciar intervenção mais intensa no mercado de câmbio. Na última quinta-feira o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, fez pronunciamento em que afastou a possibilidade de se utilizar de um aumento extraordinário da taxa de juros para conter a alta do dólar e afirmou que a política monetária não serve ao propósito de conter a desvalorização do real, muito embora muitos no mercado acreditem que o dólar mais caro pode pressionar bastante a inflação e levar o BC a elevar a taxa Selic.

Embora o presidente do BC tenha também afirmado que poderão ser usados outros instrumentos para prover liquidez ao mercado de câmbio, inclusive o uso de reservas cambiais, para o ex-presidente do BC, Gustavo Loyola são limitados os instrumentos que a autoridade monetária dispõe e que não se pode mexer nas reservas internacionais do país. Ele acredita que ainda é cedo para saber a extensão da atual crise e que a grande preocupação é com a frágil situação fiscal do país.

Ainda na quinta-feira, um dos mais respeitados gestores do país, Rogério Xavier da SPX Capital, fez discurso em evento promovido pelo Banco BTG, no qual fez uma análise extremamente pessimista do país. Acredita que o PIB deva crescer apenas 0,8% em 2018, que o dólar pode chegar a R$ 5,30, que o BC deverá subir os juros rapidamente (o que provocou a manifestação do presidente do BC à noite) e para piorar a taxa de juros nos EUA pode explodir, com o rendimento do título público de 10 anos saindo do atual cerca de 3% ao ano, para 6%.

Independente da previsão catastrófica do gestor, para o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, “caiu a ficha” do mercado. Os fundamentos mostram que o país está em uma tremenda dificuldade fiscal e na política o leque de candidatos à presidência não está animando o eleitorado. E que houve uma mudança no humor externo e interno e que, portanto, não é irracional o que está acontecendo. A mudança de humor acabou por expor o quadro atual do país, que é extremamente complicado.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o PIB do primeiro trimestre de 2018 cresceu 0,4%, frente ao trimestre anterior e 2,5% na base anual, conforme a última estimativa da agência Eurostat.

Já as vendas no varejo em abril decepcionaram com a alta de apenas 0,1%, frente a março. Quando se previa uma alta de 0,6%. Na comparação anual as vendas cresceram 1,7%.

Nos EUA, as novas encomendas à indústria caíram mais que o esperado em abril, pressionadas pela queda na demanda por equipamentos e máquinas de transporte. A queda foi de 0,8% no mês, mas na base anual o avanço foi de 8,3%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,33%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,27%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 1,62%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,36%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,70% na primeira leitura de junho, depois de subir 0,41% na última de maio. Já o IGP-M, a inflação do aluguel, registrou alta de 1,50% na primeira semana de junho, após haver subido 1,12% um mês antes.

Conforme o IBGE, a inflação do mês de maio, medida através do IPCA, avançou 0,40%, depois de ter subido 0,22% em abril, puxada pelos aumentos da gasolina, do óleo diesel e da conta de luz. No acumulado de 12 meses, o índice subiu 2,86%. O INPC, por sua vez, subiu 0,43% em maio, 1,12% acumulado no ano e 1,76% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de nova e importante queda, com o Ibovespa recuando 5,56%. Assim, o ganho acumulado no ano transformou-se numa perda de 4,53%. O dólar, por sua vez, subiu 1,19%, elevando a alta no ano para 14,45%. O IMA-B Total, por sua vez caiu 1,46% na semana, acumulando alta de apenas 0,20% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,82% em 2018, frente a 3,65% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,07%, frente a 4,01% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,94%, frente a 2,18% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,80%, frente a 3% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,50, como no último relatório e em R$ 3,50 no final de 2019, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 71 bilhões em 2018, frente a US$ 75 na última pesquisa e de US$ 77 bilhões em 2019, frente a US$ 80 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos nova reunião do BCE, que deliberará sobre as taxas de juros e a divulgação da produção industrial em abril e da última estimativa da inflação do consumidor em maio.

Para muitos economistas e analistas financeiros, esta semana poderá ser a semana mais importante do ano, em termos de divulgações e eventos para o mercado financeiro e de capitais. Além do encontro histórico do presidente Trump com o presidente da Coréia do Norte Kim Jong Um, na zona do Euro teremos reunião de política monetária do BCE e nos EUA teremos a reunião do comitê de política monetária do FED, em que um novo aumento da taxa básica de juros é esperado.

No Brasil, em um momento tenso nos mercados,teremos além da divulgação dos indicadores parciais de inflação, a do IBC-Br de abril.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante dos últimos acontecimentos que terão forte impacto no lado fiscal do setor público consolidado e após a realização de reunião de nosso Comitê de Investimento, passamos a não mais recomendar exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total, nem por conta de diversificação. Continuamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s aumentamos a alocação sugerid de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 08/06/2018

Índices de Referência – Maio/2018

Nossa Visão – 04/06/2018

Retrospectiva

Com a publicação no Diário Oficial, em edição extra, das três medidas provisórias prometidas pelo presidente Temer aos caminhoneiros, acabou, por enquanto a greve. A principal delas, a redução de R$ 0,46 no litro do diesel, será gerada pela diminuição de imposto (Cide e PIS/Cofins) no total de R$0,16 e os outros R$ 0,30virão através de subvenção a ser paga pelo Tesouro Nacional.

Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o impacto da greve dos caminhoneiros no crescimento econômico de 2018 deve ser reduzido, porque foi um choque forte, porém de prazo muito curto. No entanto, em relação a Petrobrás, pediu demissão Pedro Parente, o presidente da empresa que vinha conduzindo muito bem a recuperação financeira da empresa.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o desemprego caiu de 8,6% em março para 8,5% em abril, conforme as expectativas. Já a surpresa foi causada pela inflação do consumidor que em maio alcançou os 1,9% na base anual, segundo dados preliminares.

Nos EUA, o crescimento do PIB do primeiro trimestre de 2018 foi revisado para baixo e aumentou a uma taxa anual de 2,2%, ao invés de 2,3% da primeira estimativa.

Quanto aos empregos não rurais criados no mês de maio, o resultado veio acima das expectativas. Eram esperadas 190 mil novas vagas, enquanto as efetivamente criadas chegaram a 223 mil. A taxa de desemprego, por sua vez, recuou de 3,9% em abril para 3,8% em maio, igualando abril do ano 2000.

Nos mercados de ações internacionais, a semana passada foi novamente mais de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,65%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 0,37%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 0,49%, e o Nikkey 225, da bolsa japonesa perdeu 1,24%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S subiu 0,41% em maio, depois de subir 0,34% em abril. Já o IGP-M, a inflação do aluguel, registrou alta de 1,38% em maio, após haver subido 0,57% um mês antes, por conta de altas de preços no atacado e no varejo.

Conforme o IBGE, o PIB do Brasil cresceu 0,4% no primeiro trimestre de 2018, em relação ao anterior e 1,2% na base anual. Embora o consumo das famílias e os investimentos tenham subido, em um ano o setor agropecuário caiu 2,6%. O resultado era o esperado.

Em relação ao desemprego, que foi de 12,9% no trimestre terminado em abril, 13,4 milhões de pessoas estavam sem trabalho, uma alta de 5,7% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao ano anterior houve uma queda de 4,5%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de nova queda, com o Ibovespa recuando 2,10%. Assim, o ganho acumulado no ano recuou para 1,10%. O dólar, por sua vez, subiu 2,19%, elevando a alta no ano para 13,06%. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,21% na semana, acumulando alta de 1,69% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus recém-divulgado, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,65% em 2018, frente a 3,60% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,01%, frente a 4,00% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,18%, frente a 2,37% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 3%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,50, no fim de 2018, frente a R$ 3,48 no último relatório e em R$ 3,50 no final de 2019, frente a R$ 3,47 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 80 bilhões em 2019.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da nova prévia do PIB do primeiro trimestre de 2018 e das vendas no varejo em abril.

Nos EUA, teremos a divulgação dos pedidos de bens duráveis em abril.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IPCA de maio e da produção industrial em abril.

No exterior, teremos a divulgação do PIB do primeiro trimestre da zona do euro como fato importante e no Brasil a divulgação do IPCA de maio.

Quanto às aplicações financeiras dos RPPS, diante dos últimos acontecimentos que terão forte impacto no lado fiscal do setor público consolidado e após a realização de reunião de nosso Comitê de Investimento, passamos a não mais recomendar exposição ao vértice de longo prazo, representado pelo IMA-B Total, nem por conta de diversificação. Continuamos a considerar de 10%, a exposição em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a maior atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDB’s aumentamos a alocação sugerid de 20%, para 35%. Lembramos que para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 4.604/2017, o percentual máximo de alocação em fundos DI passou a ser de 40%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais supre a meta atuarial. Assim, já incluídas as alocações em fundos multimercado (10%) que com a nova resolução ficaram maiores, continua a mesma em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), sendo que a alocação em ações, com o novo perfil dos fundos multimercado passou a ser de 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.


** Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

Indicadores Diários – 01/06/2018

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