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Consultoria em Investimentos

julho 19th, 2017

Nossa Visão – 17/07/2017

Retrospectiva

E a reforma trabalhista foi aprovada no Senado, na última terça-feira e já sancionada pelo presidente Temer. Por 50 votos a favor e 26 contrários, numa seção conturbada e que ficou suspensa por mais de 6 horas, o texto foi aprovado e todas as propostas de alteração rejeitadas. Após a publicação da lei no Diário Oficial, as mudanças aprovadas na legislação trabalhista entrarão em vigor em 120 dias.

Já na quinta-feira, com intensas manobras orientadas pelo governo para trocar integrantes, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados rejeitou, por 40 votos a 25. O parecer que era a favor da autorização de que a denúncia por corrupção contra o presidente Temer possa ser julgada pelo STF.

Um dia antes, o ex-presidente Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex do Guarujá. A repercussão no mercado financeiro, acabou sendo bastante positiva.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado que a produção industrial na região, em maio, cresceu 1,3% em relação ao mês anterior e 4% na base anual.

Nos EUA, foi divulgado que a inflação do consumidor ficou estável em junho, frente a maio, sendo que a alta em 12 meses se situou em 1,6%.

Por sua vez, enquanto a produção industrial avançou 0,4% em junho, em relação a maio, as vendas no varejo recuaram 0,10% nesse mesmo período. Para o FED, conforme o Livro Bege, a economia americana teve expansão de leve a moderada em junho.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 2,04% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,37%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,41% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,95%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou estabilidade na primeira quadrissemana de julho, depois de ter subido 0,05% na última de junho. Já o IGP-M, a inflação do aluguel, recuou 0,95% na primeira prévia de julho, depois de ter recuado 0,51% na primeira prévia de junho.

Conforme o Banco Central, a atividade em maio caiu 0,51% na comparação com abril, medida através do IBC-Br. Já conforme a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, as vendas no varejo recuaram 0,1% nesse mês e 3,6% em 12 meses.

Para a bolsa brasileira, a semana também foi de alta. O Ibovespa avançou 5%, acumulando alta de 8,65% no ano e de 18,16% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 3,03%, acumulando variação negativa de 2,12% no ano e o IMA-B Total subiu 1,40% na semana, acumulando alta de 6,87% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,29% em 2017, frente a expectativa de 3,38% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, frente a 4,24% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, sendo que na semana anterior era de 8,25%. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, frente a R$ 3,35 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,45, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, será divulgado o índice Empire de manufaturados.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação.

No que diz respeito à economia nacional e internacional a semana é fraca em termos de divulgação de indicadores. O dado de maior relevância será o PIB da China no segundo trimestre de 2017, onde a atividade econômica tem demonstrado força.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017