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Consultoria em Investimentos

julho 11th, 2017

Nossa Visão – 10/07/2017

Retrospectiva

Por 46 votos favoráveis e 19 contrários, o plenário do Senado aprovou, na última terça-feira, o regime de urgência para a votação da reforma trabalhista na casa. Posteriormente, os líderes dos partidos fecharam acordo para deixar a votação da reforma trabalhista para esta semana, provavelmente no dia 11. Para ser aprovado o texto precisa de maioria simples ou 41 votos.

Ainda lutando para se manter no cargo, o presidente Temer viajou para a Alemanha, onde se realizou a reunião do G-20. Nem aguardou o fim do evento, para retornar ao Brasil. Com a sua ausência, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia também em viagem, assumiu interinamente a presidência do país o Senador Eunício Oliveira, presidente do Senado.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada que as vendas no varejo subiram 0,4% em maio, depois de um aumento de 0,1% em abril. Frente ao ano anterior, o avanço foi de 2,6%.

Quanto ao PMI composto, que em junho caiu para 56,3 pontos, depois de ter alcançado 56,8 pontos em maio, revelou que as empresas da zona do euro perderam força no mês, mas registraram no trimestre que passou o seu melhor desempenho em quase 6 anos.

Nos EUA, foi divulgado que a economia gerou em junho 222 mil postos de trabalho não rural, quando a expectativa era de 174 mil empregos. Já a taxa de desemprego, com mais pessoas ingressando no mercado de trabalho, subiu para 4,4%, sendo que em maio havia sido de 4,3%.

Por sua vez, a atividade do setor industrial se acelerou em junho, com o ISM subindo 2,9%, para 57,8 pontos, quando os analistas esperavam uma evolução de apenas 0,6%.

Já a ata da última reunião do FED, realizada nos dias 13 e 14 de junho, revelou que o banco central americano já prepara planos para iniciar a lenta redução do balanço patrimonial da instituição nos próximos meses. Revelou também que os membros da instituição se mostraram divididos sobre o cenário para a inflação e como ela pode afetar o futuro da política monetária no país.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de novas quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 0,22%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 0,52%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,23%, mas o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,52%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que registrou deflação de 0,32% em junho, apresentou queda de 0,18% na primeira quadrissemana de julho.

Quanto ao IPCA, divulgado na última sexta-feira, com a luz e alimentação mais baratos, o índice registrou queda de 0,23%. Foi a primeira deflação em onze anos. O movimento de queda para o campo negativo, não ocorria desde junho de 2006.

O INPC, por seu turno, caiu 0,30% em junho e acumulou alta de 1,12% neste ano e de 2,56% nos últimos doze meses.

Outra notícia positiva foi o crescimento da produção industrial de 0,8% em maio, sobre abril. Na comparação anual o avanço foi de 4%, o mais forte desde fevereiro de 2014. Embora o setor ainda esteja muito longe de recuperar o que perdeu, o aumento da produção foi disseminado por diversos setores.

Para a bolsa brasileira, a semana também foi de queda. O Ibovespa recuou 0,92% e acumulando alta de 3,48% no ano e de 17,28% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 0,57%, acumulando variação positiva de 0,93% no ano e o IMA-B Total caiu 0,06% na semana, mas acumula alta de 5,4% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,38% em 2017, frente a expectativa de 3,46% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,24%, frente a 4,25% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,25%, sendo que durante várias semanas permaneceu em 8,50%. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8%, frente a 8,25% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, frente a 0,39% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,35, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,45, sendo que no último relatório era de R$ 3,40.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em maio.

Nos EUA, serão divulgados o Livro Bege, a inflação do consumidor, a produção industrial e as vendas no varejo em junho.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação.

No que diz respeito à economia internacional, merecem destaque os dados de atividade nos EUA, inclusive os contidos no livro Bege.

No Brasil, em uma semana de poucos indicadores, os mercados estarão atentos ao que acontecerá na CCJ da Câmara dos Deputados, onde a denúncia apresentada pela PGR contra o presidente Temer será avaliada. Também estará no foco das atenções a votação da reforma trabalhista no Senado, que poderá ocorrer na terça-feira. O governo conta com uma margem apertada para a sua aprovação.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017