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julho 4th, 2017

Nossa Visão – 03/07/2017

Retrospectiva

E o relatório da reforma trabalhista foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça na última quarta-feira. O texto contou com o apoio de 16 senadores, sendo que 9 votaram contra. Nesta terça-feira, será votado um requerimento de urgência, que se aprovado, a apreciação em plenário, a etapa final, pode acontecer a partir do dia seguinte.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada que a confiança econômica na região atingiu em junho o nível mais alto em quase 10 anos. O indicador de confiança chegou aos 111,1 pontos, diante de uma expectativa que chegasse aos 109,5 pontos.

Já a taxa de inflação desacelerou em junho para o menor nível do ano. Em maio havia sido de 1,4% e caiu para 1,3% no mês seguinte. Por sua vez, a taxa de desemprego se manteve em 9,3% em maio, depois de recuar para esse patamar em abril.

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis recuaram 1,1% em maio, em relação a abril, quando a expectativa de queda era de 0,4%.

Foi também divulgada a última avaliação do PIB do primeiro trimestre deste ano, que na realidade cresceu 1,4%, diante do 1,2% anteriormente apurado.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 2,49%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 1,50%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 0,61% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,49%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que registrou deflação de 0,12% na terceira semana de junho, encerrou o mês com queda de 0,32%, graças a influência do grupo habitação.

Por sua vez, o IGP-M, depois de cair 0,93% em maio, recuou 0,67% em junho, por conta da baixa de preços tanto no atacado quanto no varejo. Foi também anunciada, a decisão do CMN que reduziu a meta de inflação para 4,25% em 2019 e para 4% em 2020, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Do lado fiscal, o governo registrou déficit primário de R$ 30,7 bilhões em maio, o pior resultado para o mês desde 1997, início da série histórica. O resultado foi influenciado pela antecipação de pagamentos de precatórios.

Já no setor externo, o superávit em transações correntes de US$ 2,88 bilhões em maio foi recorde para o mês, influenciado pelo superávit expressivo na Balança Comercial. Aliás em junho o saldo comercial foi positivo em US$ 7,19 bilhões, elevando o resultado acumulado no ano para US$ 36,2 bilhões, recorde para o período.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de recuperação, com o Ibovespa subindo 2,97% e acumulando alta de 4,44% no ano. O dólar, por sua vez recuou 0,78% e o IMA-B Total subiu 0,09%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,46% em 2017, frente a expectativa de 3,48% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,25%, frente a 4,30% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores.  E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,25%, frente a 8,50% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,39%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, frente a 2,10% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,35, no fim de 2017, frente a R$ 3,32 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, das vendas no varejo em maio, do PMI industrial e de serviços de junho.

Nos EUA, serão divulgados o PMI industrial, a taxa de desemprego e a criação de vagas de trabalho em junho, além da ata da última reunião do FED.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, a produção industrial em maio e o IPCA de junho.

No que diz respeito à economia internacional, merece destaque o relatório de emprego nos EUA e a ata da última reunião do FED.

No Brasil, além do andamento da reforma trabalhista e da evolução da crise política, merece atenção a divulgação do IPCA de junho, que poderá apresentar deflação.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 03/07/2017

Índices de Referência – Maio / 2017