Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

julho, 2017

Nossa Visão – 24/07/2017

Retrospectiva

Em uma semana de recesso parlamentar, o governo anunciou, na quinta-feira, uma forte elevação nas alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, objetivando uma injeção de R$ 10,4 bilhões nos cofres públicos, neste ano. Também comunicou sobre um contingenciamento adicional de R$ 5,9 bilhões no Orçamento federal, buscando assegurar a meta fiscal deste ano. Segundo estudos, o impacto das novas alíquotas no IPCA será ao redor de 0,5%.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado que a inflação da região em junho foi de 1,3% na base anual, totalmente em linha com as expectativas do mercado.

Nos EUA, foi divulgado o indicador Empire Manufacturing que caiu de 19,8 pontos em maio, para 9,8 em junho, sendo que o consenso era que caísse para 15 pontos.

Na China, que no primeiro semestre deste ano, importou 25% de tudo que o Brasil exportou, o crescimento do PIB no segundo trimestre foi de 6,9%, ritmo igual ao do primeiro. Já as vendas do varejo cresceram 11% em junho sobre o ano anterior e a produção industrial 7,6%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,54%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,01%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,54%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,09%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou estabilidade na primeira quadrissemana de julho, caiu 0,15% na segunda. O IPC-S, que havia recuado 0,18% na primeira quadrissemana, registrou queda de 0,05% na segunda. Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, que recuou 0,95% na primeira prévia de julho, caiu 0,71% na segunda prévia.

Já o IPCA-15, depois de ter avançado 0,16% em junho, registrou a sua primeira deflação em sete anos ao recuar 0,18% em julho. Alimentação, bebidas e transportes, registraram as maiores quedas nos preços.

Por outro lado, foi anunciado pela Receita Federal que a arrecadação federal no primeiro semestre do ano somou R$ 648,5 bilhões e se expandiu em 0,77%, descontada a inflação, na comparação com o primeiro semestre de 2016.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de queda. O Ibovespa recuou 1,15%, mas acumula alta de 7,40% no ano e de 13,48% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 2,02%, acumulando variação negativa de 4,10% no ano e o IMA-B Total subiu 1,77% na semana, acumulando alta de 8,76% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,33% em 2017, frente a expectativa de 3,29% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, e para o final de 2018 também em 8%, ambas como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, igual a pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,43, frente a R$ 3,45 no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança na economia, em julho.

Nos EUA, será divulgada as encomendas de bens duráveis em junho, o PMI industrial e a confiança do consumidor em julho, o PIB do segundo trimestre, além da reunião do FOMC que irá deliberar sobre a política monetária.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação, a taxa de desemprego em junho, além da reunião do Copom que irá deliberar sobre a política monetária.

No que diz respeito à economia internacional, o principal evento será a reunião do FED, enquanto no Brasil será a reunião do Copom, quando é esperada a redução de 1 p.p da taxa Selic.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017


Nossa Visão – 17/07/2017

Retrospectiva

E a reforma trabalhista foi aprovada no Senado, na última terça-feira e já sancionada pelo presidente Temer. Por 50 votos a favor e 26 contrários, numa seção conturbada e que ficou suspensa por mais de 6 horas, o texto foi aprovado e todas as propostas de alteração rejeitadas. Após a publicação da lei no Diário Oficial, as mudanças aprovadas na legislação trabalhista entrarão em vigor em 120 dias.

Já na quinta-feira, com intensas manobras orientadas pelo governo para trocar integrantes, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados rejeitou, por 40 votos a 25. O parecer que era a favor da autorização de que a denúncia por corrupção contra o presidente Temer possa ser julgada pelo STF.

Um dia antes, o ex-presidente Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex do Guarujá. A repercussão no mercado financeiro, acabou sendo bastante positiva.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado que a produção industrial na região, em maio, cresceu 1,3% em relação ao mês anterior e 4% na base anual.

Nos EUA, foi divulgado que a inflação do consumidor ficou estável em junho, frente a maio, sendo que a alta em 12 meses se situou em 1,6%.

Por sua vez, enquanto a produção industrial avançou 0,4% em junho, em relação a maio, as vendas no varejo recuaram 0,10% nesse mesmo período. Para o FED, conforme o Livro Bege, a economia americana teve expansão de leve a moderada em junho.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã avançou 2,04% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,37%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,41% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,95%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou estabilidade na primeira quadrissemana de julho, depois de ter subido 0,05% na última de junho. Já o IGP-M, a inflação do aluguel, recuou 0,95% na primeira prévia de julho, depois de ter recuado 0,51% na primeira prévia de junho.

Conforme o Banco Central, a atividade em maio caiu 0,51% na comparação com abril, medida através do IBC-Br. Já conforme a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, as vendas no varejo recuaram 0,1% nesse mês e 3,6% em 12 meses.

Para a bolsa brasileira, a semana também foi de alta. O Ibovespa avançou 5%, acumulando alta de 8,65% no ano e de 18,16% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 3,03%, acumulando variação negativa de 2,12% no ano e o IMA-B Total subiu 1,40% na semana, acumulando alta de 6,87% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,29% em 2017, frente a expectativa de 3,38% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, frente a 4,24% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, sendo que na semana anterior era de 8,25%. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, frente a R$ 3,35 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,45, como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, será divulgado o índice Empire de manufaturados.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação.

No que diz respeito à economia nacional e internacional a semana é fraca em termos de divulgação de indicadores. O dado de maior relevância será o PIB da China no segundo trimestre de 2017, onde a atividade econômica tem demonstrado força.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 17/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017


Nossa Visão – 10/07/2017

Retrospectiva

Por 46 votos favoráveis e 19 contrários, o plenário do Senado aprovou, na última terça-feira, o regime de urgência para a votação da reforma trabalhista na casa. Posteriormente, os líderes dos partidos fecharam acordo para deixar a votação da reforma trabalhista para esta semana, provavelmente no dia 11. Para ser aprovado o texto precisa de maioria simples ou 41 votos.

Ainda lutando para se manter no cargo, o presidente Temer viajou para a Alemanha, onde se realizou a reunião do G-20. Nem aguardou o fim do evento, para retornar ao Brasil. Com a sua ausência, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia também em viagem, assumiu interinamente a presidência do país o Senador Eunício Oliveira, presidente do Senado.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada que as vendas no varejo subiram 0,4% em maio, depois de um aumento de 0,1% em abril. Frente ao ano anterior, o avanço foi de 2,6%.

Quanto ao PMI composto, que em junho caiu para 56,3 pontos, depois de ter alcançado 56,8 pontos em maio, revelou que as empresas da zona do euro perderam força no mês, mas registraram no trimestre que passou o seu melhor desempenho em quase 6 anos.

Nos EUA, foi divulgado que a economia gerou em junho 222 mil postos de trabalho não rural, quando a expectativa era de 174 mil empregos. Já a taxa de desemprego, com mais pessoas ingressando no mercado de trabalho, subiu para 4,4%, sendo que em maio havia sido de 4,3%.

Por sua vez, a atividade do setor industrial se acelerou em junho, com o ISM subindo 2,9%, para 57,8 pontos, quando os analistas esperavam uma evolução de apenas 0,6%.

Já a ata da última reunião do FED, realizada nos dias 13 e 14 de junho, revelou que o banco central americano já prepara planos para iniciar a lenta redução do balanço patrimonial da instituição nos próximos meses. Revelou também que os membros da instituição se mostraram divididos sobre o cenário para a inflação e como ela pode afetar o futuro da política monetária no país.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de novas quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 0,22%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 0,52%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,23%, mas o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,52%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que registrou deflação de 0,32% em junho, apresentou queda de 0,18% na primeira quadrissemana de julho.

Quanto ao IPCA, divulgado na última sexta-feira, com a luz e alimentação mais baratos, o índice registrou queda de 0,23%. Foi a primeira deflação em onze anos. O movimento de queda para o campo negativo, não ocorria desde junho de 2006.

O INPC, por seu turno, caiu 0,30% em junho e acumulou alta de 1,12% neste ano e de 2,56% nos últimos doze meses.

Outra notícia positiva foi o crescimento da produção industrial de 0,8% em maio, sobre abril. Na comparação anual o avanço foi de 4%, o mais forte desde fevereiro de 2014. Embora o setor ainda esteja muito longe de recuperar o que perdeu, o aumento da produção foi disseminado por diversos setores.

Para a bolsa brasileira, a semana também foi de queda. O Ibovespa recuou 0,92% e acumulando alta de 3,48% no ano e de 17,28% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 0,57%, acumulando variação positiva de 0,93% no ano e o IMA-B Total caiu 0,06% na semana, mas acumula alta de 5,4% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,38% em 2017, frente a expectativa de 3,46% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,24%, frente a 4,25% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,25%, sendo que durante várias semanas permaneceu em 8,50%. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8%, frente a 8,25% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, frente a 0,39% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,35, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,45, sendo que no último relatório era de R$ 3,40.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em maio.

Nos EUA, serão divulgados o Livro Bege, a inflação do consumidor, a produção industrial e as vendas no varejo em junho.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação.

No que diz respeito à economia internacional, merecem destaque os dados de atividade nos EUA, inclusive os contidos no livro Bege.

No Brasil, em uma semana de poucos indicadores, os mercados estarão atentos ao que acontecerá na CCJ da Câmara dos Deputados, onde a denúncia apresentada pela PGR contra o presidente Temer será avaliada. Também estará no foco das atenções a votação da reforma trabalhista no Senado, que poderá ocorrer na terça-feira. O governo conta com uma margem apertada para a sua aprovação.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017


Nossa Visão – 03/07/2017

Retrospectiva

E o relatório da reforma trabalhista foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça na última quarta-feira. O texto contou com o apoio de 16 senadores, sendo que 9 votaram contra. Nesta terça-feira, será votado um requerimento de urgência, que se aprovado, a apreciação em plenário, a etapa final, pode acontecer a partir do dia seguinte.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada que a confiança econômica na região atingiu em junho o nível mais alto em quase 10 anos. O indicador de confiança chegou aos 111,1 pontos, diante de uma expectativa que chegasse aos 109,5 pontos.

Já a taxa de inflação desacelerou em junho para o menor nível do ano. Em maio havia sido de 1,4% e caiu para 1,3% no mês seguinte. Por sua vez, a taxa de desemprego se manteve em 9,3% em maio, depois de recuar para esse patamar em abril.

Nos EUA, os pedidos de bens duráveis recuaram 1,1% em maio, em relação a abril, quando a expectativa de queda era de 0,4%.

Foi também divulgada a última avaliação do PIB do primeiro trimestre deste ano, que na realidade cresceu 1,4%, diante do 1,2% anteriormente apurado.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 2,49%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 1,50%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 0,61% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,49%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que registrou deflação de 0,12% na terceira semana de junho, encerrou o mês com queda de 0,32%, graças a influência do grupo habitação.

Por sua vez, o IGP-M, depois de cair 0,93% em maio, recuou 0,67% em junho, por conta da baixa de preços tanto no atacado quanto no varejo. Foi também anunciada, a decisão do CMN que reduziu a meta de inflação para 4,25% em 2019 e para 4% em 2020, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Do lado fiscal, o governo registrou déficit primário de R$ 30,7 bilhões em maio, o pior resultado para o mês desde 1997, início da série histórica. O resultado foi influenciado pela antecipação de pagamentos de precatórios.

Já no setor externo, o superávit em transações correntes de US$ 2,88 bilhões em maio foi recorde para o mês, influenciado pelo superávit expressivo na Balança Comercial. Aliás em junho o saldo comercial foi positivo em US$ 7,19 bilhões, elevando o resultado acumulado no ano para US$ 36,2 bilhões, recorde para o período.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de recuperação, com o Ibovespa subindo 2,97% e acumulando alta de 4,44% no ano. O dólar, por sua vez recuou 0,78% e o IMA-B Total subiu 0,09%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,46% em 2017, frente a expectativa de 3,48% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,25%, frente a 4,30% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores.  E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,25%, frente a 8,50% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,39%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, frente a 2,10% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,35, no fim de 2017, frente a R$ 3,32 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, das vendas no varejo em maio, do PMI industrial e de serviços de junho.

Nos EUA, serão divulgados o PMI industrial, a taxa de desemprego e a criação de vagas de trabalho em junho, além da ata da última reunião do FED.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, a produção industrial em maio e o IPCA de junho.

No que diz respeito à economia internacional, merece destaque o relatório de emprego nos EUA e a ata da última reunião do FED.

No Brasil, além do andamento da reforma trabalhista e da evolução da crise política, merece atenção a divulgação do IPCA de junho, que poderá apresentar deflação.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 03/07/2017

Índices de Referência – Maio / 2017