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junho, 2017

Nossa Visão – 26/06/2017

Retrospectiva

Enquanto o presidente Temer viajava, causou grande surpresa e decepção a desarticulação do governo na derrota por 10 a 9, da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, na última semana. Ainda bem que isso não inviabilizou o trâmite da matéria na casa, já que o texto do projeto deve ser votado na CCJ nesta semana, onde precisa ser realmente aprovado antes do envio para o plenário.

Na Rússia, o presidente brasileiro encontrou-se com o seu colega, Vladimir Putin para a assinatura de declaração conjunta que defende o combate ao aquecimento global, entre outros temas, visão contrária à do presidente Donald Trump sobre o assunto. Foram também assinados atos que visam a melhorar o comércio entre os dois países e sobre a cooperação tecnológica na área nuclear.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada que o crescimento empresarial da região perdeu força em maio. Embora o PMI industrial tenha avançado de 57 pontos em abril para 57,3 em maio, o PMI de serviços caiu de 56,3 em abril para 54,7 pontos em maio, levando também para evolução negativa o PMI composto.

Nos EUA, o PMI industrial caiu de 52,7 pontos em maio, para 52,1 em junho, enquanto o PMI de serviços recuou de 53,6 pontos em maio, para 53 em junho. Apesar da queda no mês, a leitura acima dos 50 pontos ainda indica expansão.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,15% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,53%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,21% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,95%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que subiu 0,13% na segunda leitura de junho, registrou deflação de 0,12% na terceira. O índice caiu em todas as sete capitais em que é pesquisado e a maior queda foi no grupo habitação, por conta da redução dos preços da energia elétrica.

Por sua vez, o IPCA-15, depois de avançar 0,24% em maio, desacelerou a alta para 0,16% em junho e passou a subir 3,52% em doze meses. Foi a menor variação para um mês de junho desde 2006.

Na semana anterior foi também divulgado o Relatório Trimestral de Inflação, em que o Banco Central manteve a previsão de um avanço de 0,5% para o PIB neste ano e reduziu a estimativa de inflação de 2017 para 3,8%.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de nova queda com o Ibovespa caindo 0,87%. O dólar, por sua vez subiu 1,37% e o IMA-B Total recuou 0,27%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,48% em 2017, frente a expectativa de 3,64% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,30%, frente a 4,33% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores.  E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como nas pesquisas anteriores.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,39%, frente a 0,40% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,10%, frente a 2,20% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,32, no fim de 2017, frente a R$ 3,30 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança e da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, serão divulgados os pedidos de bens duráveis em maio, uma nova estimativa do PIB do primeiro trimestre deste ano, além de vários pronunciamentos de membros do FOMC sobre a política monetária.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, os dados fiscais de maio e a confiança do consumidor em junho.

No que diz respeito à economia internacional, merecem destaque os pronunciamentos que os membros do FED deverão fazer em várias instancias sobre o andamento da política monetária no país.

No Brasil, a divulgação dos dados fiscais de maio e os indicadores parciais de inflação serão os eventos mais acompanhados pelo mercado financeiro, em um momento em que o IPCA do mês de junho poderá apresentar deflação, a primeira desde 2006.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 26/06/2017

Índices de Referência – Maio / 2017

Nossa Visão – 19/06/2017

Retrospectiva

Terminou ontem o prazo para que a Polícia Federal conclua a sua parte na investigação do presidente Temer por suspeitas de corrupção. Agora, a Procuradoria Geral da República tem cinco dias para concluir o inquérito e decidir se apresenta denúncia contra o presidente. Para virar réu, o que o afastaria do cargo, é preciso antes que o processo seja autorizado pela Câmara, através dos votos de 342 dos 513 deputados, e em seguida pela maioria dos 11 ministros do STF.

Enquanto a incerteza política continua, o Banco Central e o mercado financeiro em geral se interessam mais pelo andamento das reformas e do ajuste fiscal. Na última terça-feira, o governo conseguiu cumprir mais uma etapa da tramitação da reforma trabalhista, uma das prioridades do governo Temer.

A Comissão de Assuntos Sociais encerrou a discussão sobre a matéria que deve ser votada nesta semana. Em seguida o texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça. Em relação à reforma da Previdência, cujo texto se encontra na Câmara, o seu relator acredita ser difícil a votação antes da apreciação de eventual denúncia contra o presidente.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada que a produção industrial nos 17 países que compõe a região registrou alta de 0,5% em abril, em relação ao mês anterior e de 1,4% em relação a um ano antes.

Já a inflação do consumidor recuou 0,1% em maio, em relação ao mês anterior, mas avançou 1,4% na base anual, como era esperado.

Nos EUA, a produção industrial e a inflação do consumidor em maio recuaram 0,1% frente ao mês anterior, enquanto as vendas no varejo recuaram 0,3%, quando a previsão era de alta de 0,1%.

No evento mais importante da semana, o banco central americano aumentou a taxa básica do intervalo de 0,75%-1% aa, para 1%-1,25% aa, mesmo com a inflação muito baixa. Mas com o mercado de trabalho se fortalecendo cada vez mais, deu a entender que neste ano deverá ter mais uma alta, dentro da estratégia de normalizar a política monetária de forma bem gradual.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de novas quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,49%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,85%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,06%, mas o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,35%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que subiu 0,39% na primeira leitura de junho, desacelerou para 0,13% na segunda. Já o IGP-10, caiu 0,62% em junho, depois de ter caído 1,10% em maio.

Por sua vez, o índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, cresceu 0,28% em abril, frente a março e 0,51% frente a abril de 2016.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de queda com o Ibovespa caindo 0,94%. O dólar, por sua vez subiu 0,46% e o IMA-B Total, 0,60%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,64% em 2017, frente a expectativa de 3,71% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,33%, frente a 4,37% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores.  E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como nas pesquisas anteriores.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,40%, frente a 0,41% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,20%, frente a 2,30% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78,57 bilhões em 2017 e US$ 78,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e o PMI industrial e o de serviços, em junho.

Nos EUA, serão divulgados o PMI industrial e o de serviços.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, o relatório trimestral de inflação do Banco Central.

No que diz respeito à economia internacional, a agenda da semana apresenta com maior importância indicadores de atividade.

No Brasil, a divulgação do IPCA-15 de junho deve trazer um número ainda inferior aos 0,24% de maio, em um momento em que se fala na redução da meta de inflação para 4,25% em 2019.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 19/06/2017

Índices de Referência – Maio / 2017

Nossa Visão – 12/06/2017

Retrospectiva

Antes da sexta-feira terminar, o fato da semana mais aguardado já tinha um desfecho. Por quatro votos a três o Tribunal Superior Eleitoral – TSE decidiu absolver a chapa Dilma-Temer no processo em que era acusada do crime de abuso do poder político e econômico, por meio de financiamento ilegal da campanha presidencial de 2014. Dessa forma, o presidente Michel Temer continua no cargo. Independentemente do mérito da decisão, a permanência da equipe econômica em seus postos representa, por enquanto, um alívio para o mercado financeiro.

Não podemos esquecer que por um lado, continua o inquérito no qual o presidente é investigado pela Polícia Federal por obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. E por outro lado, o presidente se mobiliza pelo apoio político, frente a possibilidade do PSDB abandonar o governo neste momento delicado de desgaste com a delação da JBS.

Buscando se preparar para o que pode vir nos relatos do ex-ministro Antonio Palocci, o governo editou medida provisória que aumenta os poderes do Banco Central ao elevar o teto das multas que podem ser aplicadas a instituições financeiras de R$ 250 mil para R$ 2 bilhões e da os da CVM, cujo teto das multas passou de R$ 500 mil para R$ 500 milhões. Adicionalmente criou acordo de leniência para instituições financeiras e ainda permite que o BC possa firmar negociações como o Termo de Ajuste de Conduta, que já é usado pelo Tribunal de Contas da União.

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os mercados precificam a continuidade da evolução econômica do Brasil e que as reformas continuam em andamento no Congresso, à margem das questões políticas.

Na última terça-feira, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o relatório favorável ao projeto de lei vindo da Câmara dos Deputados, que modifica mais de cem artigos da CLT e que em seguida será analisado na Comissão de Assuntos Sociais e de Constituição e Justiça. Segundo o líder do governo no Senado, dado um acordo com a oposição, a matéria ficará pronta para ser votada em plenário no próximo dia 28.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foram divulgadas na semana passada as vendas no varejo em abril, que apresentaram crescimento de 0,1% em relação a março, quando o esperado era de 0,2%.

Em relação ao PIB da região, a última estimativa apontou um crescimento anual de 1,9%, quando a anterior era de 1,7%. Mesmo assim, o BCE manteve inalteradas as taxas de juros na sua reunião na semana passada, além do programa de estímulos quantitativos de 60 bilhões de euros mensais.

Nos EUA, as encomendas de bens duráveis tiveram queda de 0,5% em abril, quando a expectativa era de queda de 0,2% e as encomendas à indústria como um todo recuaram 0,2%, como esperado.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,06%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,27%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 0,30% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,81%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe caiu 0,10% na primeira quadrissemana de junho, frente a -0,05% que havia subido no mês anterior. O IPC-S, que subiu 0,52% em maio, desacelerou para 0,39% na primeira leitura de junho. Já o IGP-M, caiu 0,51% na primeira prévia de junho, depois de ter caído 0,89% na primeira prévia de maio.

Por sua vez, o IPCA de maio subiu 0,31%, a menor taxa para o mês desde 2007. Neste ano a inflação acumulou 1,42% e em doze meses 3,60%. A maior alta foi nas contas de luz, com significativa participação nas despesas familiares. Já o INPC subiu 0,36% em maio, frente a alta de 0,08% em abril. No ano acumulou elevação de 1,43% e em doze meses 3,35%.

Na ata do Copom publicada na última terça-feira, ficou evidente que a crise política dificulta a queda mais rápida da taxa Selic e a próxima redução tende a ser mais moderada, embora ainda não se descarte num cenário político mais tranquilo uma redução de 1% novamente.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de queda com o Ibovespa caindo 0,48%. O dólar, por sua vez subiu 1,05%e o IMA-B Total, 0,25%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,71% em 2017, frente a expectativa de 3,90% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,37%, frente a 4,40% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como nas pesquisas anteriores.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,41%, frente a 0,50% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,30%, frente a 2,40% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017 e US$ 80 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em abril e da inflação do consumidor em maio.

Nos EUA, serão divulgadas a produção industrial, a inflação do consumidor e as vendas no varejo em maio, além da reunião do FOMC que deliberará sobre as taxas de juros no país.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, o IBC-Br de abril.

No que diz respeito à economia internacional, a reunião do FOMC e a continuidade da política monetária nos EUA é o principal evento.

No Brasil, em outra semana com feriado o foco estará na decisão do PSDB sobre a continuidade no governo Temer.

Seguimos coma nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 12/06/2017

Índices de Referência – Maio / 2017

Nossa Visão – 05/06/2017

Retrospectiva

Mais uma semana se passou sem que seja minimamente possível antever qualquer desfecho para a atual crise política. A prisão do ex-assessor do presidente Temer, Rodrigo Rocha Loures, poderá trazer fatos novos à tona, que permitam alguma definição, além do julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer na eleição de 2014, a se iniciar nesta semana.

Por sua vez, a reforma trabalhista encontra-se agora na Comissão de assuntos Econômicos do Senado, onde o texto deve ser votado na próxima terça-feira. Em seguida deve ser avaliado pelas Comissões de Assuntos Sociais e pela de Constituição e Justiça, para então ir a plenário. Segundo o seu relator, a expectativa é que a matéria seja votada antes do recesso parlamentar que se inicia em 17 de julho.

Já a reforma da previdência, outro tema em que também se concentram as atenções do mercado financeiro, deve ser votada na Câmara dos Deputados também antes do recesso, conforme o seu relator, que pedirá ao deputado Rodrigo Maia, a quem cabe pautar a matéria, que marque o início da votação entre os dias 25 e 26 de junho. Agora é esperar e ver.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgada na semana passada a inflação do consumidor, que depois de registrar 1,9% na base anual, em abril, recuou para 1,4% em maio, por conta de menores aumentos nos gastos com energia e alimentação.

Quanto à indústria da região, o crescimento em maio foi o mais rápido dos últimos seis anos, conforme o PMI do setor. Sinal de que a economia do bloco continua se recuperando de forma estável e ampla.

Nos EUA, a criação de emprego em maio ficou abaixo das expectativas, embora a taxa de desemprego tenha recuado. Foram criadas 138 mil novas vagas de trabalho não-rural, quando a expectativa era de 185 mil. A taxa de desemprego recuou de 4,4% em abril, para 4,3% em maio.

Quanto ao Livro Bege, divulgado na quarta-feira, a revelação foi de que a maioria das regiões dos EUA continua com um crescimento econômico entre lento e moderado, mas o otimismo vem diminuindo um pouco por conta das incertezas sobre as medidas econômicas a serem aplicadas pelo presidente Trump.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de novas altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 1,75%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, ficou estável. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,96% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,49%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou para 0,05% na última quadrissemana de maio, frente a 0,11% que havia subido na anterior. O IPC-S, que subiu 0,35% na terceira quadrissemana deste mês, acelerou para 0,52% na quarta leitura, por conta do aumento da conta de luz. Já o IGP-M, com a queda de preços no atacado recuou 0,93% em maio, depois de ter recuado 1,10% em abril.

Depois de cair por oito trimestres consecutivos, o PIB do Brasil avançou 1% no primeiro trimestre de 2017, em relação ao último de 2016, de acordo com o IBGE. A alta de 13,4% da produção agropecuária foi a maior desde o quarto trimestre de 1996. A alta da indústria foi de 0,9% e o setor de serviços ficou estável.

Já em abril, o IBGE informou que a produção industrial teve alta de 0,6% frente a março, embora em um ano a variação tenha sido de 4,5% negativa. Por sua vez, a taxa de desemprego no trimestre encerrado nesse mês, foi de 13,6%, enquanto um ano antes era de 11,2%. Cerca de 14 milhões de pessoas estão desempregadas.

Na quarta-feira, em meio às dúvidas sobre a evolução do cenário político, o Copom, por unanimidade decidiu reduzir a taxa Selic de 11,25% para 10,25%. No comunicado destacou a preocupação com as incertezas e por isso indicou a possibilidade de um corte menor na próxima reunião.

Outro fato positivo, além do corte dos juros, foi o saldo de US$ 7,67 bilhões da Balança Comercial em maio, que foi recorde para qualquer mês na série iniciada em 1989.

No Brasil, depois de os mercados terem mostrado certa recuperação em relação ao dia da crise, a semana foi de novas quedas por conta das indefinições. O Ibovespa caiu 2,46%, embora ainda acumule uma alta de 3,79% no ano. O dólar caiu 0,65% na semana e agora acumula uma leve baixa de 0,58% no ano. Por sua vez, o IMA-B Total, apresentou queda de 0,97% na semana, mas acumula alta de 4,21% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,90% em 2017, frente a expectativa de 3,95% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,40%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores.  E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como nas pesquisas anteriores.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,50%, frente a 0,49% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,40%, frente a 2,48% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, frente a R$ 3,25 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, frente a R$ 3,37 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78 bilhões em 2017 e US$ 78,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, das vendas no varejo em abril e de nova revisão do PIB do primeiro trimestre, bem como a realização de reunião do BCE que deliberará sobre a evolução da taxa de juros.

Nos EUA, serão divulgadas as encomendas de bens duráveis em abril e o PMI composto de maio.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, o IPCA de maio e a ata da última reunião do Copom.

No que diz respeito à economia internacional, a reunião do Banco Central Europeu – BCE, em que poderá ser debatida a continuidade do programa de estímulos é o evento mais importante.

No Brasil, o foco estará no inicio do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, na divulgação do IPCA de maio, que poderá ser um pouco mais elevado por conta da bandeira amarela nas tarifas de energia elétrica de maio, que retornam à bandeira verde em junho e na divulgação da ata do Copom, depois da possibilidade de que nova redução da taxa Selic, na próxima reunião seja feita em um ritmo menor.

A esse respeito, o Copom trouxe em seu comunicado após a última reunião, sua preocupação com as indefinições causadas pelo atual cenário político, mesmo reconhecendo os bons fundamentos da economia, principalmente o processo de desinflação.

Com as expectativas inflacionárias muito bem ancoradas, entendemos que os maiores riscos econômicos que corremos na atualidade dizem respeito à continuidade da melhoria da atividade econômica, que se abortada exigiria uma política monetária ainda menos rigorosa. Assim, cremos ser factível, na pior das hipóteses o cenário trazido pelo Relatório Focus de uma taxa Selic de 8,50% no final de 2017.

Nesse contexto, após a última reunião do Copom, o mercado financeiro ajustou as taxas dos títulos com vértices mais curtos, não mais incorporando estimativas para a taxa Selic no final do ano, ainda mais baixas, como acontecia antes do dia 18 de maio.

Portanto, passamos a entender que os títulos públicos com vencimentos mais curtos, em que são referenciados os sub-índices Anbima, não mais apresentam uma relação de custo x benefício vantajosa em relação ao CDI, taxa livre de risco, ao contrário do que acontece com os títulos com vértices de longo e longuíssimo prazo, que embutem um prêmio relevante.

Dessa forma, permanece a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 02/06/2017

Índices de Referência – Abril / 2017