Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

abril 26th, 2017

Nossa Visão – 25/04/2017

Retrospectiva

Na Câmara dos Deputados, a base aliada ao governo fez acordo com a oposição e adiou, para a primeira semana de maio, a votação da reforma da Previdência na comissão especial dessa casa. A decisão representou mais um recuo do governo na tentativa de aprovar a reforma e indica que esse processo não deverá ser rápido. Até o final da última semana, a proposta original do governo já sofreu alterações em cerca de 20% de seu conteúdo.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor em março foi confirmada em 1,5% na base anual, depois de ter registrado 2% em fevereiro, a máxima de quatro anos.

Já a economia da região iniciou o segundo trimestre com um crescimento forte e sustentável, conforme revelou o PMI, que subiu para 56,7 pontos em abril, depois de ter registrado 56,4 em março.

Importante também mencionar o resultado das eleições presidenciais na França, em que Emmanuel Macron, candidato de centro, com maior chance e Marie Le Pen, candidata de direita irão disputar o segundo turno, conforme previam as pesquisas eleitorais.

Nos EUA, em março, a produção industrial subiu 0,1% em relação a fevereiro, acima do que previam os analistas. Por sua vez, o PMI composto recuou de 53,2 para 52,7 pontos na prévia de abril, indicando perda de força da atividade.

No relatório conhecido como Livro Bege, os doze distritos do FED relataram que suas economias cresceram desde março em um ritmo moderado e que foi verificado um pequeno aumento de preços. No entanto, as empresas se queixaram da falta de mão-de-obra, inclusive da não especializada.

Nos mercados de ações internacionais, as ações européias atingiram a mínima de três semanas, após a premiê britânica pedir eleição antecipada. ODax, índice da bolsa alemã, caiu na semana0,67% eo FTSE-100, da bolsa inglesa, 2,85%. Por outro lado, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,15% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,02%

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,31% na primeira medição de abril, para 0,43% na segunda, influenciado pelo grupo alimentação. O IPC-S, por sua vez, que na segunda prévia de abril subiu 0,44%, desacelerou a alta para 0,31% na terceira, sendo que a maior contribuição veio do grupo Habitação. Quanto ao IGP-M, registrou queda de 0,99% na segunda prévia de abril, a menor taxa desde meados de 1989.

Já o IPCA-15, prévia da inflação oficial, encerrou o mês de abril com uma variação de 0,21%, e em doze meses acumulou alta de 4,41%, abaixo do centro da meta perseguida pelo Bacen. Foi a menor taxa para o mês desde 2006.

Na semana, foi também divulgado pelo Banco Central o IBC-Br de fevereiro, que registrou uma alta de 1,31% na comparação com janeiro, mas uma queda de 0,73% em um ano.

Na terceira semana de abril, o Ibovespa subiu 1,49% e passou a acumular uma alta de 5,87% em 2017. Já o dólar subiu 0,59% na semana, mas ainda acumula uma queda de 3,49% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 0,22% na semana e acumula alta de 7,26% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,04% em 2017, frente a expectativa de 4,06% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,32%, frente a 4,39% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,43%, frente a 0,40% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,38, frente a R$ 3,40na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e da indústria, além da inflação do consumidor em abril e a realização da reunião do Banco Central Europeu, que discutirá a evolução da política monetária.

Nos EUA, serão divulgadas as vendas de casas novas e os pedidos de bens duráveis, em março, a confiança do consumidor em abril e a primeira prévia do PIB do primeiro trimestre deste ano.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, as contas externas e a taxa de desemprego em março.

Do lado da economia internacional, a divulgação do PIB americano no primeiro trimestre é o fato mais importante. No Brasil,o andamento das reformas trabalhista e da Previdência é que ocuparão as maiores atenções do mercado financeiro, em um momento em que a inflação extremamente bem-comportada, tem permitido pronunciamentos do Banco Central no sentido da continuidade do corte da taxa Selic, até em maior percentual.

É importante mencionarmos aos clientes que realizamos a última reunião de nosso Comitê de Investimentos, na última quarta-feira, em que foram avaliados os cenários econômicos externo e interno, além do cenário político atual no nosso país. De forma unânime, à luz dos últimos acontecimentos e considerando-se as perspectivas dos cenários mencionados, decidimos manter a sugestão de alocação vigente, dos recursos financeiros dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos.Permanece então, a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/04/2017

Índices de Referência – Março / 2017